[resenha] Academia Jedi: O Retorno de Padawan

21 de setembro de 2016 - quarta-feira - 10:24h   ¤   Categoria(s): Ficção Científica, Infantojuvenil, Literatura estrangeira, Resenhas

Academia Jedi: O Retorno de PadawanTítulo: Academia Jedi: O Retorno de Padawan
Título original: Jedi Academy: The Return of the Padawan
Autor: Jeffrey Brown
País: EUA
Edição original: 2014
Editora: Aleph
Páginas: 175
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Avaliação:
O início do primeiro ano de Roan Novachez na Academia Jedi foi bem difícil, mas terminou superbem. Depois das férias, Roan está retornando para o seu segundo ano, no qual há muitas novidades, entre elas, o treinamento de piloto estelar e novo chef da cantina, Gammy. O começo do ano é tranquilo, mas de repente, Roan começa a se ver em circunstâncias um tanto quanto complicadas. O treinamento de piloto é mais difícil do que o esperado, seus amigos começam a ignorá-lo, e Roan acaba se enturmando com os valentões da escola, que tentam levá-lo para o lado sombrio da Força.

Mais uma vez este livrinho fofo traz diversas situações parecidas com as que qualquer aluno do planeta Terra poderia vivenciar. O formato continua o mesmo, alternando trechos do diário de Roan com quadrinhos mostrando sua vida diária, tabela de horários de aulas, imagens do jornalzinho da escola, boletim de notas, etc.

Ao prestar atenção, é possível notar, pelos traços das ilustrações, que Roan cresceu, está mais alto e com feições ligeiramente menos infantis. Também é possível perceber uma ligeira diferença de “clima” entre o primeiro e o segundo livro, em razão dos acontecimentos no dia a dia do nosso pequeno Jedi favorito. Esses acontecimentos, apesar de (ou talvez justamente por ser) um pouco mais complicados, proporcionam ótimos ensinamentos aos nossos leitores terráqueos.

Mês que vem, outubro, tem o Dia das Crianças. É a ocasião perfeita para você presentear seu padawan, ou algum que você conheça, caso não tenha o seu próprio, rs. Por gostar de Star Wars, eu sempre prestei um pouco mais de atenção à filosofia Jedi, e reparei que ela não só é bastante útil na vida dos adultos, mas também na das crianças.
Academia Jedi: O Retorno de Padawan

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[resenha] A Mágica da Arrumação

26 de junho de 2016 - domingo - 12:12h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Literatura estrangeira, Resenhas

A Mágica da ArrumaçãoTítulo: A mágica da arrumação
Título original: Jinsei ga tokimeku katazuke no mahō
Autor: Marie Kondo
País: Japão
Edição original: 2011
Editora: Sextante
Páginas: 160
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Não devemos celebrar as lembranças, mas sim a pessoa que nos tornamos por causa das experiências que tivemos. Esta é a lição que os objetos de valor emocional nos ensinam quando os organizamos. O espaço em que vivemos deve se adequar à pessoa que somos agora, e não àquela que fomos um dia.

Avaliação:
Logo que A mágica da arrumação foi lançado, apesar da curiosidade, eu procurei evitar contato demais com o livro. Primeiro porque eu provavelmente ia querer comprá-lo. Segundo porque eu tinha medo de que o conteúdo pudesse trazer à tona minha tendência ao TOC.
O tempo foi passando, eu fui ignorando o livro nas prateleiras das livrarias, até que resolvi dar uma chance para a xeretada. Então, a mão implacável do destino me fez parar nesta página:
A Mágica da ArrumaçãoTirei a foto e postei no instagram com a seguinte legenda:
“Aí você vai xeretar um livro, e ele está falando de você! E tem até o seu nome, olha!! XD”
Como eu acabei postando também no Facebook, dois amigos que leram o livro comentaram e acabaram me convencendo de que não havia perigo de eu ler. Sendo assim, lá fui eu.

Totalmente diferente do que eu imaginava, o livro não tem orientações do tipo “use cabides iguais para roupas do mesmo tipo” (até porque… bem… isso eu já faço, hahaha!). Na prática, resumindo um pouco o método da autora, ela diz que a bagunça da sua casa é fruto do excesso de objetos que você guarda desnecessariamente. A partir do momento em que você se desfaz desses excessos e define o lugar de cada coisa, a bagunça desaparece e nunca mais volta.
Eu comecei a executar a jogação de coisa fora mesmo ainda durante a leitura. Achei ótimo me desprender de roupas, objetos, papéis e lembranças com os quais não me identifico mais, inutilidades como manuais de instrução e termos de garantia vencidos, e muita coisa comprada por impulso e que passou do prazo de validade, como cosméticos.

Justamente ao colocar em prática os ensinamentos do livro, eu percebi que a bagunça é só uma parte de algo muito mais amplo. Ao fazer a triagem dos objetos, por exemplo, foi como se eu tivesse passado por uma autoanálise, ao me questionar por que é que eu tinha adquirido ou mantido todas aquelas coisas. Na minha opinião, é justamente essa possibilidade de reflexão que vai gerar uma mudança interior em você, o que nunca mais vai permitir que a bagunça volte a se instalar. Dessa forma, fica claro que as dicas que a autora dá têm mais jeito de filosofia de vida, a partir do modo como você se relaciona com os objetos da sua casa.

É claro que o livro não é totalmente milagroso, até porque é necessário que você esteja a fim de se organizar e consiga se identificar com o método. E mesmo que você goste da proposta, também não é necessário levar tudo a ferro e fogo.

Eu queria mostrar uma fotinho boba do que me deixou feliz.
Muita gente é acumuladora de canetas (no bom sentido, rs), e eu acabei comprando um monte na empolgação da minha profissão. Eu já tinha várias, velhas e sem funcionar, que estavam ocupando espaço em potes, pegando poeira, juntando energia estagnada. E as canetas que eu efetivamente uso estavam alocadas em uma caixa provisória. Essa situação me incomodava, mas eu não conseguia enxergar o que fazer para solucionar.
O resultado foi este aí abaixo. Joguei várias fora, encontrei estes 2 copos de vidro lindos que estavam mofando em algum lugar do passado em um armário, lavei-os, separei as canetas por critérios e, voilà, vejam como estão faiscando energia nova!
A Mágica da Arrumação(Não, eu não estou sendo paga para fazer propaganda. Eu nem bebo mais refrigerantes, mas adoro os objetos da marca.)

Se você está querendo organizar sua casa, leia o livro. Veja se ele te atende. Eu sou uma pessoa teoricamente organizada, mas não sabia direito como fazer e não tinha incentivo suficiente para botar a mão na massa. A mágica da arrumação simplesmente me deu um norte e um chute no traseiro para eu me mover.

Leia um trecho: aqui

[resenha] Star Wars – Troopers da Morte

9 de abril de 2016 - sábado - 19:10h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Ficção Científica, Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

Troopers da MorteTítulo: Star Wars – Troopers da Morte
Título original: Star Wars – Death Troopers
Autor: Joe Schreiber
País: EUA
Edição original: 2009
Editora: Aleph
Páginas: 326
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– Um destróier? – perguntou Austin. – E não estão respondendo aos chamados?
Kloth não respondeu por um momento. Tocou o queixo e dedilhou-o, pensativo, um gesto pomposo e afetado que Sartoris vira milhares de vezes e viera a odiar de um modo todo especial.
– Tem mais – disse ele. – De acordo com os bioscans, há poucas formas de vida a bordo.

Avaliação:
A nave-prisão imperial Purgação está levando cerca de 500 criminosos para a prisão lunar Gradiente Sete. De repente, no meio do caminho, os propulsores da nave param. O sistema de navegação identifica um destróier imperial dentro do mesmo sistema. Pensando em pedir ajuda, tentam se comunicar, porém não obtêm sucesso. Os bioscans rastreiam apenas 10 ou 12 formas de vida a bordo desse destróier. Mas esse tipo de veículo é gigantesco, consegue transportar 10 mil indivíduos ou mais. Tudo muito estranho.

Uma equipe é enviada ao destróier para verificar se haveria peças que poderiam servir para consertar a Purgação. Uma vez lá dentro, constatam que tudo aparenta estar funcionando dentro da normalidade, como se não estivesse acontecendo nada de mais. Todas as máquinas realizando suas rotinas, porém em uma nave aflitivamente vazia. A equipe divide-se para procurar as peças e explorar a nave. Não conseguem entender o que aconteceu com a sua população. E então coisas estranhas começam a acontecer.

Por estarem separados e com a comunicação entre si falhando, os membros da equipe não conseguem se reunir novamente para retornar à nave-prisão. Metade deles realmente não retorna. Dos que conseguiram voltar, um já tinha vomitado, sua pele, adquirido um tom meio esverdeado, e um outro não parava de tossir. Ao chegar à Purgação, mais outros dois também começaram a tossir.

Não sou nenhuma fã ensandecida de Star Wars, mas gosto bastante desse universo, e devo confessar que muito me agradaria se resolvessem colocar Star Wars como pano de fundo de qualquer tipo de história. Ok, estou exagerando. Nem todo tema seria adequado. Mas achei uma ideia genial juntar zumbis com stormtroopers com o Império e suas naves. Pois não é que deu muito certo?

Eu estava bastante ansiosa para ler Troopers da Morte. Tinha ouvido falar muito bem dele, com depoimentos de pessoas que não eram fãs de Star Wars mas que gostaram do livro. A história em si não tem grandes insights ou complexidades, mas é muito divertida, no seu dinamismo e na sua estrutura. Os capítulos são curtos e rápidos, as cenas são bem escritas, misturando bem todo suspense, tensão e ação, e as descrições dos zumbis merecem destaque no quesito aflição e nojo. Sinceramente, eu não teria estômago para assistir a uma hipotética adaptação cinematográfica deste livro, não, hahaha!

“E os personagens?”, você deve estar se perguntando. Olha, eu só vou contar porque o próprio dono da Editora Aleph contou, então não pode ser considerado spoiler, rs. Entre os prisioneiros – acho que os leitores já devem imaginar –, há 2 velhos conhecidos nossos. É uma dupla. Amizade leal. Um deles é bem alto e peludo, rsrs. Chega. Já falei demais. =D

O livro em si também está bem bonito, com aquela edição de qualidade que já conhecemos. A capa, pelo que eu entendi, é igual à original. Achei a ilustração muito boa, sinistra, de dar até uma sensação ruim quando você olha, e acredito que seja por isso que resolveram mantê-la para a edição brasileira.

Pesquisando na linha do tempo de Star Wars, vi que Troopers da Morte se passa cerca de 1 ano antes dos acontecimentos do Episódio IV. O livro é Legends, mas, por mim, poderia perfeitamente ser encarado como Cânone, sem problema algum.
Troopers da Morte

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Top 5 encalhados

18 de fevereiro de 2016 - quinta-feira - 10:32h   ¤   Categoria(s): Coisas de leitor, Literatura estrangeira

Hahaha!! Copiando um post que eu adorei, da Giani Plata, resolvi fazer a minha lista dos 5 livros mais encalhados que tenho na minha fila.

Diferentemente da Giani, eu não vou prometer que vou lê-los em 2016, rs. Só quero mostrar para vocês o meu destrambelhamento mesmo! =D

A ordem é aleatória, tá?

Livro: Era dos Extremos – Eric Hobsbawm
Encalhado desde: 2005
Eu tenho porque: ganhei de presente de aniversário, de amigos da faculdade.
Encalhou porque: eu acho que não tenho conhecimento de História o suficiente para aproveitar bem o livro. (E em 10 anos, pelo visto, eu não consegui acumular este conhecimento… =/)
Vai desencalhar? Quase certeza que não. Tenho 3 livros de História, de 6ª a 8ª série, para ler antes, hahaha!
 

Livro: A Evolução do Machismo – Giorgio Gambirasio
Encalhado desde: talvez 2008 (tive que pesquisar o ano do livro, rs).
Eu tenho porque: comprei. Mas não lembro qual foi a ocasião.
Encalhou porque: é tipo aquela comida mais gostosa que você tem no prato e quer deixar pra comer por último. Aí você vai deixando, deixando, lendo as porcarias antes…
Vai desencalhar? Eu gostaria, mas confesso que tenho um pouco de receio, por causa da época atual que vivemos. O feminismo está ganhando força, e eu tenho medo da quantidade de bons conhecimentos que eu posso ganhar com esse livro. Conhecimento não é só poder. É também solidão.
 

Livro: Tempo de Despertar – Oliver Sacks
Encalhado desde: 2006, provavelmente.
Eu tenho porque: ganhei de presente de um amigo querido, médico, que me fez me interessar pelo Oliver Sacks.
Encalhou porque: as letrinhas são muito pequenas. Sério! A leitura não “rende”, no sentido de as páginas voarem. Em época de desespero pra baixar fila, é um livro que não colabora. Hahaha!! Mas o pior de tudo é que eu li outros 2 livros do autor, que eu comprei depois de ter ganhado esse, rs.
Vai desencalhar? Vou tentar. Tem altas chances! Apesar de ser ano de Bienal do Livro SP…
 

Livro: Labirinto – Kate Mosse
Encalhado desde: não faço ideia. O ano do livro é 2006.
Eu tenho porque: comprei. Sei lá, achei a sinopse interessante, senti-me atraída por livros gordos.
Encalhou porque: de repente, o livro não me pareceu tão interessante assim.
Vai desencalhar? Não. Com certeza, não. Vou empurrar através de mais alguns anos.
 

Livro: Desvirando a Página – A Vida de Olavo Setúbal – Ignácio L. Brandão e Jorge J. Okubaro
Encalhado desde: 2008, porque o livro foi lançado (e eu comprei) logo após a morte do dr. Olavo. (Sim, eu chamo de “doutor” Olavo por respeito, porque ele já foi, teoricamente, meu chefe.)
Eu tenho porque: comprei. Eu gosto de biografias. E tinha curiosidade de saber como foi a vida de uma personalidade do porte do dr. Olavo.
Encalhou porque: a vida acontece. Os livros mais novos vêm, passam à frente. Além disso, em 2011 eu saí do Itaú, então perdi bastante o interesse pelo livro.
Vai desencalhar? Seria uma boa, já que estou com o projeto dos livros gordos (ler pelo menos 10 páginas por dia de um livro que tem mais de 500 páginas). Esse tem 527.

[resenha] Tropas Estelares

11 de fevereiro de 2016 - quinta-feira - 10:35h   ¤   Categoria(s): Ficção Científica, Literatura estrangeira, Resenhas

Tropas EstelaresTítulo: Tropas Estelares
Título original: Starship Troopers
Autor: Robert A. Heinlein
País: EUA
Edição original: 1959
Editora: Aleph
Páginas: 364
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E esse foi o ponto fraco que destruiu aquilo que foi, em vários aspectos, uma cultura admirável. Os arruaceiros mirins que vagavam pelas ruas eram sintoma de uma doença maior; seus cidadãos (todos eles eram considerados como tais) glorificavam a tal mitologia dos “diretos”… e perderam de vista os deveres. Nenhuma nação, assim constituída, pode perdurar.

Avaliação:
Tropas estelares foi, para mim, até agora, o livro mais difícil de resenhar. Porque eu gostei do livro. Mas não sinto que tenho capacidade de argumentar sobre ele. É como se ele me tivesse me dado a sensação de ser uma leitora novata em ficção científica, que se encantou com a história, mas não sabe explicar por quê. A razão disso talvez seja o assunto, militarismo, completamente desconhecido para mim até antes da leitura. Ou talvez seja falta de conhecimento para conseguir compreender com profundidade sua metáfora.

O livro conta a história de Juan Rico, um jovem recém-saído da adolescência, que se alista no Exército. A época é um futuro em que as guerras são interplanetárias, e na Terra os países já não existem mais como divisões territoriais claras. Apesar de ter algumas ótimas cenas de ação, boa parte do livro passa-se no período de formação e treinamento dos soldados, descrevendo também seus relacionamentos com colegas e oficiais. São expostos os valores relativos ao ambiente militar e muitos questionamentos e reflexões acerca de política e sociedade, mas retratando bastante os pensamentos da época em que o livro foi escrito (anos 1950).

Com receio de escrever besteira sem fundamento nesta resenha, eu procurei pesquisar um pouco as opiniões sobre o livro na internet. Além dos elogios à obra, muito se fala sobre as ideias expostas se aproximarem do fascismo, mas confesso que prefiro não entrar nesta discussão sem antes estudar o assunto de verdade, sem ler um bom livro de História.

De qualquer maneira, Tropas estelares me acrescentou muito, abordando um assunto que eu nunca tinha lido antes. Como sempre, as partes que mais me agradaram foram justamente as reflexões, aquelas que nos fazem voltar os olhos para nossa própria humanidade e que são essenciais em uma ficção científica de qualidade.

Quanto ao filme, é inevitável falar dele, né? Eu devo ter assistido à adaptação um pouco depois do seu lançamento, quando passou na TV. Isso devia ser entre 1997 e 1998. Lembro-me de ter gostado bastante, no entanto, é preciso lembrar de que eu era uma adolescente de 16~17 anos, que ainda se impressionava facilmente com coisas tolas. Grazadels, foi a única vez que assisti, e já se passou tempo suficiente para eu ter esquecido quase que completamente. Uma das críticas principais é que o filme não retrata a essência do livro de Heinlein, limitando-se apenas à guerra em si. E eu é que não vou assistir de novo para confirmar isso.

Foram vários os motivos que me fizeram querer muito ler a obra original. Porque é ficção científica: que aprendizado sobre o presente eu vou tirar ao ler esta história disfarçada de futuro? Porque ler o livro simplesmente era a coisa certa a se fazer, ainda mais pelo fato de eu já não ter as más influências das lembranças do filme. Porque é um clássico. Porque a edição nova é maravilhosa: além de bonita, também respeita os leitores (sim, é uma indireta para as editoras que fazem a barbárie de colocar capas de filmes).

Eu recomendo fortemente a leitura. É um livro importante, premiado, clássico que todo leitor tem que ter no seu “currículo”, e mais ainda se for fã de ficção científica.
Tropas Estelares

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