[resenha] Laranja Mecânica

13 de julho de 2014 - domingo - 19:30h   ¤   Categoria(s): Ficção Científica, Literatura estrangeira, Resenhas

Laranja MecânicaTítulo: Laranja Mecânica
Título original: A clockwork orange
Autor: Anthony Burgess
País: Inglaterra
Ano: 1962
Editora: Aleph
Páginas: 199
Sinopse: Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma resposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex – soberbamente engendrada pelo autor – empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de “1984″, de George Orwell, e “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, “Laranja Mecânica” é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.
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O vekio começou a fazer uma espécie de shons abafados – uuf uaf uof – então Georgie soltou os gubers dele e simplesmente deixou que ele levasse uma na rot sem dentes com seu punho cheio de anéis. Isso fez o vekio gemer muito na hora, e foi aí que brotou o sangue, meus irmãos, muito lindo.

Avaliação:
Já fazia muito, muuuuito, tempo que eu queria ler esse livro, mas a minha super fila de livros não lidos sempre vinha atrapalhando. Hoje eu posso me considerar uma leitora mais completa, já que eu fechei o trio 1984, Admirável Mundo Novo e Laranja Mecânica.

A história se passa em um futuro próximo e é contada por Alex, um adolescente que, juntamente com outros 3 amigos, tem o costume de roubar e agredir pessoas nas ruas ou em suas casas por simples diversão. A ultraviolência, comum nessa sociedade, gera uma contrapartida por parte do governo que, por meio da tecnologia e da manipulação psicológica, consegue suprimir qualquer traço desse tipo de comportamento. O tópico abordado passa a se tornar, então, o livre arbítrio. O direito de escolha do ser humano e os limites da interferência das autoridades são questionados pelo protagonista Alex.

Além do tema central em si, outro aspecto muito citado quando se fala do livro Laranja Mecânica é a presença da gíria nadsat, palavra que significa “adolescente”. A intenção do autor, ao inventar essas gírias e utilizá-las no texto, era causar estranheza ao leitor e fazer com que ele se sentisse deslocado, da mesma forma que um adulto de 30~40 anos se sentiria ao presenciar a conversa de um grupo adolescente. Um glossário foi criado para a edição americana, o que não existia na edição original, inglesa. Eu preferi ler o livro sem consultar esse glossário, seguindo, justamente, a proposta do autor, e é o que eu recomendaria a todos. Não há tanta dificuldade assim em deduzir o significado das palavras, já que o próprio contexto e as ocorrências repetidas ajudam bastante. Veja a citação acima, em cinza, para ter uma ideia de como as gírias aparecem no texto.

Uma das coisas comuns ao se discutir histórias de ficção científica ou, em específico, distopias antigas é avaliar o quanto o tema principal ainda é atual ou acabou se tornando realidade. Ao pesquisar um pouco sobre esse livro, li por aí, na internet, que Laranja Mecânica chocou um pouco os leitores na época em que foi publicado. Entretanto, o que me chocou mesmo foi o fato de eu, leitora no ano de 2014, não ter ficado tão chocada assim com a ultraviolência narrada no livro. O que está acontecendo com a nossa sociedade, que acharia perfeitamente “comum” um grupo de 4 adolescentes espancar e roubar um professor no meio da rua, à noite?

Eu não me recordo se já escrevi isso em alguma outra resenha, mas as minhas histórias de ficção científica preferidas são aquelas que expõem questões mais filosóficas ou comportamentais, e não apenas a tecnologia futurística pura. Admirável Mundo Novo, Eu, Robô e o filme Inteligência Artificial (A.I.) são bons exemplos. É provavelmente por esse motivo que Laranja Mecânica, sendo um livro de tão poucas páginas, ganhou importância de tamanha proporção.

Leiam. Simplesmente leiam.
Laranja Mecânica

[resenha] Os Três

6 de julho de 2014 - domingo - 14:11h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas, Terror / Sobrenatural

Os TrêsTítulo: Os Três
Título original: The three
Autor: Sarah Lotz
País: EUA
Ano: 2014
Editora: Arqueiro
Páginas: 393
Sinopse: Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular:
Eles estão aqui.
O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas… Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele…

Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.
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Ele parecia olhar direto através de mim. Depois… escute, Elspeth, isso vai parecer muito sinistro, mas eles começaram a marejar, como se ele fosse cair no choro, só que… meu Deus… isso é difícil… eles não estavam se enchendo de lágrimas e, sim, de sangue.
Eu devo ter gritado [...]
– O que há de errado com os olhos dele? – questionei.
Pankowski me fitou como se estivesse acabado de brotar uma cabeça extra no meu pescoço.
Voltei a encarar Bobby, mas seus olhos estavam límpidos, de um azul vívido, sem nenhum traço de sangue. Nenhuma gota.

Avaliação:
Uma das coisas mais interessantes do livro é a estrutura dele. Eu nunca havia visto algo do tipo antes. Trata-se de um “livro dentro do livro”. Você começa a ler normalmente e, de repente, na página 13, dá de cara com a folha de rosto de um outro livro, chamado Quinta-feira Negra – Da Queda à Conspiração – Por dentro do fenômeno dos Três, escrito por uma autora chamada Elspeth Martins.

Esse “livro” consiste em relatos recolhidos de diversas fontes. São conversas via telefone, Skype ou e-mail, trechos de livros não publicados, registros salvos de conversas via instant messenger, gravações em áudio, tudo relacionado a alguém que teve contato com uma das três crianças ou com um evento relacionado a elas.
Através desses relatos, a autora vai apresentando para o leitor um cenário obscuro, que tenta mostrar o que é este fenômeno dos Três. É como se fosse um quebra-cabeça, mas cujas peças já montadas exibissem apenas o pano de fundo, sem deixar claro o que é a imagem principal.

Uma das coisas que me arrebatou logo desde o começo foi a forma como o texto me capturou. Já falei em outras resenhas sobre autores que não conseguem trazer o leitor para perto, não conseguem fazê-lo se envolver com a história ou com o personagem. Em Os Três, acontece o contrário. Nas 30 primeiras páginas e com 3 personagens diferentes, a autora conseguiu me emocionar com o drama de cada um deles, em situações completamente diferentes. Eu me senti covardemente presa ao livro, e o clichê “impossível parar de ler” aconteceu comigo. Queria ir fazer xixi, mas não conseguia largar a leitura. Estava com fome, mas não conseguia fazer as páginas pararem de virar. Quem me conhece sabe que eu me distraio muito fácil e não consigo parar quieta, mesmo quando um livro é bom.

Gostei muito também da capa, simples, elegante e totalmente sinistra. O rosto de cada uma das crianças nos três riscos vermelhos é de arrepiar, isso sem falar do recorte lateral em preto, que deixou o livro com uma cara ainda mais aflitiva. Esses elementos fazem de Os Três algo para se ter, e não apenas ler.

É… vou lá no Google descobrir se a autora tem mais livros escritos, rs.
Os Três

Leia um trecho: aqui

[comprei] Da Terra à Lua – Jules Verne

15 de junho de 2014 - domingo - 14:37h   ¤   Categoria(s): Comprei, Ficção Científica, Literatura estrangeira

Então, eu comprei um livro.

Depois de um longo jejum de 172 dias – CENTO E SETENTA E DOIS DIAS!! –, eu comprei um livro. A última vez que eu tinha comprado foi em 23 de dezembro de 2013. Láááá no ano passado, sabe? =D

Esse post é a estreia da seção “Comprei” do blog. Eu nunca fui de fazer posts de caixinha de correio ou de novas aquisições porque, sacumé, teria que atualizar o blog com uma frequência da qual eu não daria conta, hahaha!
Mas, de uns tempos pra cá, tudo mudou! Sou uma pessoa diferente!! Dominei o que me dominava, aprendi a ser dona de mim! [efeito sonoro: Ooooohhh!!! Clap, clap, clap!]

Como as compras serão (ou pelo menos deverão ser) mais raras, eu achei que seria uma boa criar essa seção “Comprei”. Só que o objetivo não é apenas mostrar o livro comprado. Eu deverei, também, justificar a compra e seguir a regra definida no começo do ano, que é começar a ler imediatamente. Nada de “enfilar” e deixar pra depois.

Chega de enrolação?
Vamos lá.

livro: Da Terra à Lua – De la Terre à la Lune
autor: Jules Verne
data de compra: 14 de junho de 2014
justificativas: 1. É bilíngue (português-francês), e eu estou atualmente tentando melhorar meu francês. 2. Estava com promoção de 50% de desconto. Paguei R$ 17,50 por ele. 3. Como dito acima, eu estava há 172 dias sem comprar livros.

Da Terra à Lua Da Terra à Lua
Méliès!! ♥ (algumas das inspirações para o filme Le voyage dans la Lune foram este livro e Ao redor da Lua, também de Jules Verne)
Da Terra à Lua
Uma página em francês, a outra em português
Da Terra à Lua Da Terra à Lua
Ilustrações originais da primeira edição
Da Terra à Lua

Confesso que eu não gostei da capa, mas o projeto gráfico é lindão! A capa dura e as ilustrações fazem dele um livro não só para se ler, mas também para se ter.

[resenha] Dar e Receber

14 de junho de 2014 - sábado - 13:16h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Literatura estrangeira, Psicologia, Resenhas

Dar e ReceberTítulo: Dar e Receber
Título original: Give and take
Autor: Adam Grant
País: EUA
Ano: 2012
Editora: Sextante
Páginas: 287
Sinopse: Adam Grant reúne suas conclusões sobre os motivos pelos quais algumas pessoas chegam ao topo da escala de sucesso, enquanto outras permanecem na mediocridade. Ele explica que, nas interações profissionais, podemos atuar como tomadores, compensadores ou doadores. Os tomadores se esforçam para extrair o máximo possível dos outros; os compensadores se empenham em promover trocas equilibradas; e os doadores são aquele tipo raro de indivíduo que ajuda os outros sem esperar nada em troca. Grant revela que, ao contrário do que muitos pensam, as pessoas mais bem-sucedidas nas mais variadas carreiras não são as mais egoístas e implacáveis nem as que agem com base no ‘toma lá dá cá’. Os que chegam mais longe são os doadores.
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Embora, em geral, rotulemos os doadores de tolos e submissos, eles normalmente se revelam muito bem-sucedidos. Para descobrir por que os doadores dominam o topo da escala de sucesso, examinaremos estudos e histórias surpreendentes que esclarecem de que maneira doar pode ser mais eficaz do que supõe a maioria das pessoas.

Avaliação:
Dar e receber nos diz que as pessoas se dividem, em termos de atitudes em relação a reciprocidade, em 3 tipos: tomadores, compensadores e doadores. Nosso senso comum nos faz imaginar que as pessoas que mais têm sucesso na vida profissional são aquelas egoístas, que pouco contribuem mas que querem ficar com os louros da conquista, ou seja, os tomadores. É bem verdade que a base da pirâmide de sucesso, onde se encontram os que chamaríamos cruelmente de “perdedores”, podemos encontrar uma maioria de doadores. Entretanto, por algum motivo, os doadores também estão no topo desta pirâmide, enquanto os tomadores e os compensadores ficam no meio do caminho.

O autor, Adam Grant, explica, então, quais as diferenças entre estes 2 tipos de doadores. A estrutura básica do livro consiste nos métodos de interação dos doadores em 4 áreas-chave: networking, colaboração, avaliação e influência. O livro conta como este tipo de profissional constrói redes de relacionamento, como lida com a colaboração e com o que diz respeito a ficar com os créditos, como enxerga potencial em outras pessoas e as ajuda a se desenvolver. Também fala do seu modo de comunicação e da capacidade de influência, dos truques para manter a motivação, de como evitam (ou conseguem deixar de) ser capachos e como, no fim das contas, conseguem se destacar profissionalmente.

As pessoas que querem saber sobre sucesso profissional irão adorar o livro Dar e receber. Mas se você é como eu, que não liga para o “sucesso” que o senso comum define, que não acha que ter um salário alto é sinônimo de status, que não sente necessidade de ter um cargo em que possa exercer poder sobre outras pessoas, mas que se interessa por comportamento humano, esse livro também pode ser para você.

Eu sempre gostei muito de ler sobre como as pessoas funcionam. Quero entender suas motivações, seus medos, seus sonhos e como tudo isso influencia as suas ações e decisões. E, logicamente, isso também me ajuda no autoconhecimento. Dar e receber é um livro que oferece esse entendimento. Até onde eu sei, o assunto é relativamente novo. O conteúdo é bastante revelador e esclarecedor. Para cada capítulo, que trata de um determinado aspecto do comportamento do doador, o autor fornece uma série de exemplos de pessoas reais, famosas ou não, o que facilita bastante a compreensão. Dessa forma, a leitura acaba ficando bem tranquila e agradável, seja pelo assunto interessante ou pelo texto claro e fácil.

O foco do livro é a vida profissional, mas o assunto é aplicável a qualquer aspecto do nosso dia a dia.
Dar e Receber

Leia um trecho: aqui

Sequência dos livros do Isaac Asimov

25 de maio de 2014 - domingo - 15:34h   ¤   Categoria(s): Dicas, Ficção Científica, Literatura estrangeira

Isaac AsimovAproveitando o ensejo do lançamento de O Sol Desvelado, de Isaac Asimov, pela Editora Aleph, resolvi fazer um post no estilo daqueles que fiz para o Harlan Coben e para a Tess Gerritsen.
Segundo o Wikipedia, a obra do Asimov é bem, mas BEEEM extensa. Entretanto, do que foi publicado no Brasil, a maioria se encontra esgotada. Por isso, a lista vai ser realmente pequena, contendo apenas os livros que encontrei à venda no site da Livraria Cultura e os que têm previsão de nova publicação.

 
 
Trilogia Fundação

TÍTULO ORIGINAL ANO
(EUA)
TÍTULO NO BRASIL ANO
(BRA)
EDITORA
Foundation 1951 Fundação 2009 Aleph
Foundation and Empire 1952 Fundação e Império 2009 Aleph
Second Foundation 1953 Segunda Fundação 2009 Aleph

 
 
Extensão da série Fundação

TÍTULO ORIGINAL ANO
(EUA)
TÍTULO NO BRASIL ANO
(BRA)
EDITORA
Foundation’s Edge 1982 Limites da Fundação 2012 Aleph
Foundation and Earth 1986 Fundação e Terra 2013 Aleph
Prelude to Foundation 1988 Prelúdio à Fundação 2013 Aleph
Forward the Foundation 1993 Origens da Fundação 2014* Aleph

* Origens da Fundação será publicado na última semana de ago/2014.
 
 
Série Robôs

TÍTULO ORIGINAL ANO
(EUA)
TÍTULO NO BRASIL ANO
(BRA)
EDITORA
The Caves of Steel 1954 As Cavernas de Aço 2013 Aleph
The Naked Sun 1957 O Sol Desvelado 2014 Aleph
The Robots of Dawn** 1983 - 2015 Aleph
Robots and Empire** 1985 - 2015 Aleph

** The Robots of Dawn e Robots and Empire serão publicados em 2015 pela Editora Aleph e ainda não têm título em português.
 
 
Romances que não fazem parte de séries

TÍTULO ORIGINAL ANO
(EUA)
TÍTULO NO BRASIL ANO
(BRA)
EDITORA
The End of Eternity 1955 O Fim da Eternidade 2007 Aleph
The Gods Themselves 1972 Os Próprios Deuses 2010 Aleph
Nightfall 1990 O Cair da Noite 2012 Arte e Letra

 
 
Coletâneas de pequenas histórias

TÍTULO ORIGINAL ANO
(EUA)
TÍTULO NO BRASIL ANO
(BRA)
EDITORA
I, Robot 1950 Eu, Robô 2004 Ediouro

 
 
Essa pesquisa foi feita juntando as seguintes fontes:
Wikipedia
Livraria Cultura
Editora Aleph
E um agradecimento especial à Luciana, da Aleph, que me informou sobre as futuras publicações.

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