[resenha] O Fim da Eternidade

9 de outubro de 2014 - quinta-feira - 10:13h   ¤   Categoria(s): Ficção Científica, Literatura estrangeira, Resenhas

O Fim da EternidadeTítulo: O Fim da Eternidade
Título original: The end of eterninty
Autor: Isaac Asimov
País: EUA
Ano: 1955
Editora: Aleph
Páginas: 255
Sinopse: Andrew Harlan é um Eterno – membro de uma organização que monitora e controla o Tempo. Um Técnico que lida diariamente com o destino de bilhões de pessoas no mundo inteiro – sua função é iniciar Mudanças de Realidade, ou seja, alterar o curso da História. Condicionado por um treinamento rigoroso e por uma rígida autodisciplina, Harlan aprendeu a deixar as emoções de lado na hora de fazer seu trabalho. Tudo vai bem até o dia em que ele conhece a atraente Noÿs Lambent, uma mulher que abala suas estruturas e faz com que passe a rever seus conceitos, em nome de algo tão antigo quanto o próprio tempo – o amor. Agora ele terá de arriscar tudo – não apenas seu emprego, mas sua vida, a de Noÿs e até mesmo o curso da História.
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Ele havia alterado a Realidade. Havia adulterado um mecanismo por uns poucos minutos do Século 223 e, como resultado, um jovem não conseguiu assistir a uma palestra sobre mecânica à qual deveria ter comparecido. Nunca estudou engenharia solar e, em consequência, um invento perfeitamente simples teve seu desenvolvimento adiado por dez anos cruciais. Uma guerra no 224, espantosamente, sumiu da Realidade como resultado.

Avaliação:
A sensação que corria pelo meu corpo quando terminei de ler este livro foi de poesia. Sim, poesia corria em mim. Entrou pelos meus olhos, navegou em minha corrente sanguínea e evaporou pelos meus poros, causando arrepios.
Nunca imaginei que ficção científica pudesse ser assim. No entanto, esta era a segunda história que eu lia de Isaac Asimov. A primeira tinha sido a trilogia da Fundação, para a qual jamais terei confiança suficiente que me dê coragem de escrever uma resenha. A Fundação é muito mais do que as viagens interplanetárias e império que ocupa a galáxia inteira.
Da mesma forma, O Fim da Eternidade é muito mais do que a sinopse tenta mostrar. Parece com uma simples história de viagem no tempo, incrementada com a tensão causada por um coração apaixonado prestes a causar um possível desastre. Mas não é.
Ou é.
É tudo isso somado, só que elevado a uma outra dimensão de significado. Ou, como numa frase que eu adoro falar: é um outro patamar de existência.

É um pouco inútil eu ficar falando aqui do enredo do livro. Em O Fim da Eternidade, as viagens no tempo são, sim, usadas para causar modificações, tanto no passado quanto no futuro. (Estou dizendo isso porque, em diversas histórias desse tema, uma das dificuldades que viajantes do tempo têm é justamente a incapacidade de mudar os fatos.) Mas o livro não é só sobre isso. O enredo vai te entreter, te fazer sonhar e questionar e te guiar. Mas as últimas páginas é que te dirão sobre o que o livro é. E, nesse momento, você vai sentir o seu entendimento se ampliar. Sabe aquilo que eu falei agora há pouco sobre dimensão e patamar? Então.

Talvez eu esteja exagerando. Talvez eu ainda seja uma novata em termos de Isaac Asimov e esteja impressionada. Talvez eu pareça aquela adolescente de 13 anos em seu primeiro vou-amá-lo-para-sempre. Mas se você também é novato em Isaac Asimov, eu gostaria que você sentisse o que eu senti. Desejo muito que, ao fim do livro, você olhe pro infinito – porque simplesmente você não consegue focar em nada por um tempo – e faça a cara de encantamento que eu fiz. Foi uma pena eu não ter uma câmera à mão para registrar o meu rosto nesse instante e guardar a imagem para sempre.
O Fim da Eternidade

Leia um trecho: aqui

Sequência dos livros do James Patterson

29 de setembro de 2014 - segunda-feira - 14:14h   ¤   Categoria(s): Dicas, Literatura estrangeira, Sequência de livros de autores

James PattersonBom, depois de esclarecer as sequências dos livros do Harlan Coben, da Tess Gerritsen e do Isaac Asimov, já estava na hora de fazer um post pro James Patterson, né?

O problema não é só o fato de o homem lançar uma enxurrada de livros. A ordem de publicação aqui no Brasil é uma buraqueira só. Muitos foram publicados há um boommmm tempo e já se encontram esgotados, sem previsão de nova edição.

Os títulos em português sem link são de edições que não se encontram disponíveis para compra.
O ano na tabela refere-se ao lançamento nos EUA.

 
Série Alex Cross

TÍTULO ORIGINAL ANO TÍTULO NO BRASIL
EDITORA
Along Came a Spider 1993 Na Teia da Aranha
Best Seller
Kiss the Girls 1995 O Beijo da Morte
Best Seller
Jack & Jill 1996 Jack & Jill – O jogo da morte
Best Seller
Cat & Mouse 1997 Gato e Rato
Best Seller
Pop Goes the Weasel 1999 Caça ao Predador
Rocco
Roses are Red 2000 -
-
Violets are Blue 2001 -
-
Four Blind Mice 2002 -
-
The Big Bad Wolf 2003 -
-
London Bridges 2004 -
-
Mary, Mary 2005 -
-
Cross 2006 Um Desafio para Cross
Rocco
Double Cross 2007 Dupla cilada para Cross
Rocco
Cross Country 2008 O Dia da Caça
Arqueiro
Alex Cross’s Trial 2009 -
-
I, Alex Cross 2009 Eu, Alex Cross
Arqueiro
Cross Fire 2010 Fogo Cruzado
Arqueiro
Kill Alex Cross 2011 Ameaça Mortal
Arqueiro
Merry Christmas, Alex Cross 2012 Feliz Natal, Alex Cross
Arqueiro
Alex Cross, Run 2013 -
-
Cross My Heart 2013 -
-

 
Série Clube das Mulheres contra o Crime

TÍTULO ORIGINAL ANO TÍTULO NO BRASIL
EDITORA
1st to Die 2001 1º a Morrer
Rocco
2nd Chance 2002 2º Chance
Rocco
3rd Degree 2004 3º Grau
Rocco
4th of July 2005 4 de Julho
Arqueiro
The 5th Horsemane 2006 5º Cavaleiro
Arqueiro
The 6th Target 2007 6º Alvo
Arqueiro
7th Heaven 2008 7º Céu
Arqueiro
The 8th Confession 2009 8ª Confissão
Arqueiro
The 9th Judgment 2010 9º Julgamento
Arqueiro
10th Anniversary 2011 -
-
11th Hour 2012 -
-
12th of Never 2013 -
-
Unlucky 13 2014 -
-

 
Série Private EUA

TÍTULO ORIGINAL ANO TÍTULO NO BRASIL
EDITORA
Private 2010 Private
Arqueiro
Private: #1 Suspect 2012 Private: Suspeito nº 1
Arqueiro
Private L.A. 2014 -
-
Private Vegas 2015 -
-

 
Série Private Londres

TÍTULO ORIGINAL ANO TÍTULO NO BRASIL
EDITORA
Private London 2011 Private Londres
Arqueiro
Private Games 2012 Private: Missão Jogos Olímpicos
Arqueiro

 
Private Berlin

TÍTULO ORIGINAL ANO TÍTULO NO BRASIL
EDITORA
Private Berlin 2013 -
-

 
Private Austrália

TÍTULO ORIGINAL ANO TÍTULO NO BRASIL
EDITORA
Private Down Under 2013 -
-

 
Série Bruxos e Bruxas

TÍTULO ORIGINAL ANO TÍTULO NO BRASIL
EDITORA
Witch & Wizard 2009 Bruxos e Bruxas
Novo Conceito
Witch & Wizard: The Gift 2010 Bruxos e Bruxas – O Dom
Novo Conceito
Witch & Wizard: The Fire 2014 Bruxos e Bruxas – O Fogo
Novo Conceito
Witch & Wizard: The Kiss 2014 Bruxos e bruxas – O Beijo
Novo Conceito

 
Livros independentes
Obs: para os livros independentes, eu listei abaixo apenas os que foram publicados aqui e se encontram disponíveis.

TÍTULO ORIGINAL ANO TÍTULO NO BRASIL
EDITORA
Suzanne’s Diary for Nicholas 2001 O Diário de Suzana para Nicolas
Arqueiro
Honeymoon 2005 Lua de Mel
Arqueiro
The Postcard Killers 2010 Os Assassinos do Cartão-postal
Arqueiro
Middle School: The Worst Years of My Life 2011 Escola – Os Piores Anos da Minha Vida
Arqueiro
Middle School: Get Me Out of Here! 2012 Escola 2 – O Rebelde Está de Volta!
Arqueiro
Treasure Hunters 2013 Caçadores de Tesouros
Novo Conceito
First Love 2014 Primeiro Amor
Novo Conceito

Veja também:

[cabra] Literatura cheeseburger

23 de setembro de 2014 - terça-feira - 11:07h   ¤   Categoria(s): Cabra

Literatura cheeseburgerSeja lá qual for o conceito de “literatura de qualidade”, a discussão extremista sobre esse assunto é antiga, cansativa e não leva a lugar nenhum. Tá bom. Leva… a amizades desfeitas, a bafafás nas redes sociais ou, no mínimo, a um monte de unfollows.

Eu sou o tipo de leitora que adora um clássico da literatura e que também lê um erótico ou uma história teen sem problema nenhum. Para mim, um livro tem que: ou me entreter ou me fornecer conhecimento ou ambos. A única coisa que rejeito, mesmo, de verdade, é livro chato e inútil.

Esses dias, dei de cara com um vídeo no youtube cujo título é “Stephen King On Twilight, 50 Shades of Grey, Lovecraft & More”. É uma palestra que o Stephen King deu em uma Master Class na University of Massachusetts Lowell, em 2012. Assisti a uma parte do vídeo, ainda não terminei de ver. Entretanto, o que me chamou a atenção, na realidade, foi um comentário e um reply de um perfil chamado Harley Quinn. Não vou colar os textos aqui porque são um pouquinho longos (para o padrão de comentário), mas é fácil de achá-los na própria página do vídeo.
Eu resolvi escrever este Cabra porque encontrei nesses comentários as palavras que finalmente conseguiram traduzir o que eu sinto (mas nem sabia que sentia) em relação à discussão sobre “literatura de qualidade”. E, logicamente, não podia deixar de dividir essa reflexão com vocês.

Baseando-me nos tais comentários, eu queria trazer aqui o que eu chamarei de “literatura cheeseburger”.

Cheeseburger é o tipo de comida que adoramos comer, não importa a idade que temos. É delicioso, suculento, satisfaz e nos deixa feliz. E não é só o fato de encher a pança. A diversão faz parte também! Mas, infelizmente, ele não é perfeito. Um dos seus problemas é o fato de não ser das melhores opções em termos de nutrição.

Quando nós somos mais jovens, costumamos comer cheeseburger com uma frequência maior. Com o tempo, a idade vai chegando, hahaha, e a gente passa a entender que… well… existem outros alimentos com valores nutricionais melhores, que vão nos fazer bem e ajudar a ter saúde. Alguns são até bem gostosos, rs. Então, a gente passa a comer mais brócolis, tomate, cenoura, etc.

No entanto, não é porque estamos mais conscientes da nossa alimentação que devemos nos privar de um cheeseburger de vez em quando. É uma delícia, é divertido! Não faz sentido ser estritamente proibido nem demonizado.

Eu acho que deu pra entender o que quero dizer com “literatura cheeseburger”, né? ^_^

Com relação ao hábito de leitura, é muito comum as pessoas começarem de pontos de partida diferentes, seja em termos de idade ou de tipo de livro. Tem gente que começou bem criancinha, com livrões cheios de figuras e letras grandes. Há quem tenha começado aos 10, 11, 14 anos de idade, com Harry Potter. Tem mulher adulta que começou com Cinquenta Tons. Isso não importa. Para tudo na vida, começamos de um começo, certo?

E, assim como tudo na vida, na minha opinião, acho realmente importante não deixar de lado o processo de evolução e amadurecimento constante. Aos poucos, vamos deixando de comer coxinha e pastel todos os dias, vamos aprendendo que não é legal encher a cara até cair em uma balada todo fim de semana quando se tem 40 anos de idade mesmo sendo solteiro, vamos entendendo que é bem provável que o homem perfeito das comédias românticas não exista.
Mas a vida também não tem que ser feita de brócolis, cenoura e tomate 7 dias por semana, 365 dias por ano. Não tem que ser feita só de jantares de negócios. Nem tem que ser feita apenas de homens entediantes.
Um cheeseburger de tempos em tempos NÃO FAZ MAL NENHUM!

Jamais, jamais, jamais deixe de consumir seus livros cheeseburger! Apenas dê a si mesmo a chance de experimentar novos tipos de leitura. Também não precisa ter pressa. Toda evolução é feita de degraus. Finnegans Wake, para muita gente (including me), ainda é um livro chato e inútil, pois não estamos preparados para entendê-lo e aproveitar o que ele tem a oferecer. Suba cada um desses degraus. Aos poucos, devagar. Mas sempre. =)

——————–

O link do vídeo citado no começo do texto é esse.
 

Morte da cabrita A seção “Cabra” é um nome curto para o que deveria se chamar “Morte da Cabrita”, onde coloco os textos resultantes das minhas reflexões profundas (ahan!) acerca de assuntos que envolvem o mundo literário, principalmente a grande delícia que é ser um leitor. A intenção jamais será ter a palavra final sobre o tópico abordado, e sim gerar discussões e novas reflexões. Post explicativo aqui.

Veja também:

[resenha] O Doador de Memórias

11 de setembro de 2014 - quinta-feira - 19:59h   ¤   Categoria(s): Ficção Científica, Literatura estrangeira, Resenhas

Título: O Doador de Memórias
Título original: The giver
Autor: Lois Lowry
País: EUA
Ano: 1993
Editora: Arqueiro
Páginas: 190
Sinopse: Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente – o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente. Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.
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– Não nos atrevemos a deixar as pessoas fazerem escolhas próprias.
– Não é seguro? – sugeriu o Doador.
– Decididamente, não é – afirmou Jonas, cheio de convicção. – Imagine se pudessem escolher seu cônjuge? E escolhessem errado? – E prosseguiu, quase rindo da ideia absurda: – Ou se pudessem escolher o próprio cargo?
– Seria assustador, não é? – disse o Doador.
Jonas deu uma risadinha.
– Muito assustador. Nem consigo imaginar. Temos realmente de proteger as pessoas das escolhas erradas.

Avaliação:
O mundo em que Jonas vive é perfeito. Em sua comunidade, as pessoas são educadas e gentis, expressam-se de maneira precisa, obedecem tranquilamente às regras e são muito felizes. O aprendizado das crianças nas escolas é efetivo, os casamentos são harmoniosos e as profissões dos adultos são adequadas e satisfatórias a cada um deles. Qualquer tipo de incômodo ou conflito é inexistente: fome, guerra, frio, calor excessivo, sujeira são coisas que não fazem parte do seu dia a dia.
Jonas está prestes a completar 12 anos. Nessa idade, as crianças recebem as profissões que irão exercer para o resto de suas vidas. Chamadas de Atribuições, as escolhas são feitas pelo Comitê de Anciãos, com base em observações realizadas ao longo dos anos anteriores, quando as crianças são designadas a realizar trabalhos voluntários dos tipos que mais lhes agradam. No entanto, Jonas é escolhido para exercer uma Atribuição única: o de Recebedor de Memórias. A partir de então, ele deverá passar por um treinamento com o atual dono da Atribuição, o Doador de Memórias. É nesse treinamento que Jonas irá entender por que o mundo em que ele vive é tão perfeito e qual a triste verdade por trás de tudo isso.

Devo confessar que fiquei absolutamente encantada com os conceitos sociais e culturais presentes neste livro! O funcionamento da comunidade retratada em O doador de memórias é o sonho de qualquer coração frustrado com a bagunça que é o nosso país. Tudo é tão certinho, tão lógico, tão simples.
Entretanto, durante o treinamento de Jonas, já como o novo Recebedor de Memórias, o leitor é exposto ao choque quando percebe o preço pago para se viver na perfeição. O questionamento sobre o valor das nossas lembranças, tanto em termos positivos quanto negativos, e sobre a importância da capacidade – e direito – de escolher é a reflexão levantada ao longo da leitura.
O enredo se desenrola em um ritmo ótimo, bem esclarecido, até o ponto de decisão causado pelo conflito referente a toda a verdade por trás desse mundo perfeito. A partir daí, acaba tropeçando um pouco na sua velocidade, dando certa impressão de descontrole. E é nesse ritmo atabalhoado que o livro termina, de repente.

Apesar do final um pouco precipitado, eu gostei muito da história como um todo. Acho que distopias nos atraem tanto justamente por nos apresentar um mundo onde a forma de pensar é totalmente diferente do que vivemos hoje, mesmo tendo culturas tão diferentes ao redor do planeta. Nesse aspecto, O doador de memórias tem a capacidade de incomodar o leitor e de não deixá-lo simplesmente consumindo as páginas de forma passiva.

Hoje estreia o filme baseado neste livro. Pelo que vi do trailer, a história parece avançar bastante em relação ao primeiro livro, além de ter alguns elementos diferentes. O Jonas do filme é bem mais velho. A personagem interpretada pela Taylor Swift mal aparece no livro, apesar de passar a impressão de ter um papel importante pelo que foi mostrado nos trailers. De qualquer forma, acredito que o filme será muito bom, mais como entretenimento e provocação à reflexão do que como adaptação de obra literária.

Leia um trecho: aqui (27 páginas de degustação)

Filme:

[Bienal SP 2014] O post pós-evento

1 de setembro de 2014 - segunda-feira - 21:55h   ¤   Categoria(s): Eventos

Entããããoo que a Bienal do Livro SP 2014 acabou ontem!

Tinha tanta coisa que eu queria postar que eu não sabia por onde começar. Mas resolvi fazer 1 post só, gigantão. Ele está por partes, então, se você estiver com preguiça de ver tudo, pode clicar nos links abaixo para ir direto ao assunto desejado. Senão, pode ir descendo a barra de rolagem normalmente.

Menu
- Lambança?
- Famosos
- Fotos do local
- Livroooosss!! \o/
- Não só livros
- E 2016?

 
» Lambança?

Olha, eu confesso que a minha ansiedade estava a mil antes da Bienal porque eu estava realmente com muito medo de como meu monstrinho compulsivo iria se comportar dessa vez. A edição de 2012 foi total pé na jaca, como vocês já devem ter cansado de ouvir.
Entretanto, para a minha surpresa final, digamos que a “minha” Bienal 2014 foi bem tranquila, sem exageros de quase nenhum tipo.
A pergunta que não quer calar: quantos livros você comprou, Lia?
A resposta: 11. É, onze.
Sóóóóó???
Só!
E o melhor de tudo: eu tinha estabelecido uma meta de no máximo 12 livros. Ou seja, ainda tinha espaço pra mais um, e eu nem preenchi!

Vejam como a foto a seguir mostra o rosto de uma pessoa serena, equilibrada, sensata, razoável e, acima de tudo, orgulhosa. Porque IMPOSSIBLE IS NOTHING! [pose de victory do Fred Mercury]

Os livros cabem em uma foto só e vocês conseguem ler o título deles! Isso não é incrível?

Com relação aos itens do post de Prevenção Contra Lambança, pfff, adivinha se consegui cumprir tudo aquilo! Fiasco total, hahaha!
» Desconto maior que 50%: Gué!!! Onde?? Tirando aquelas promoções de preços ultrabaixos, pouquíssimas editoras tinham descontos decentes. Uma estava com preços já mais baixos e descontos progressivos de até 15%. Outra chegou a até 40% de desconto, também progressivo. E uma outra, sim, chegou a 50% no último dia, mas era editora de livros mais técnicos. =/
» Comprar livros de menos de 300 páginas: Nenhum deles!! XD O mais fino tem 303 páginas, que é o Minha Metade Silenciosa.
» 1 livro por editora: 4 na Instrínseca, 2 na Gutemberg, 2 na Ediouro, 2 na Leya e… aaahhh, olha só, 1 na Record. ¬¬
» Usar uma mochila pequena: Em alguns dias, sim, usei a mochila pequenininha que tinha em mente, mas em outros, fui com uma mochila normal, média. Mas veja bem, pelo menos não fui de mochilão que nem em 2012. Pelamordedeus! O que eu tinha na cabeça naquele ano??
» Sacolinhas que machucam as mãos: Aháááááá!! Esse eu cumpri direitinho! Mas foi por 2 motivos: 1) minha mochila estava cheia, ou com câmera trambolho-fotográfica ou com garrafa térmica, blusa, nécessaire, etc., aí 2) dava preguiça de abrir, ajeitar os livros de forma que a quina da lombada não ficasse espetando seu traseiro, ai, um sofrimento, haha! E como o máximo que eu comprei em um único dia foram 5, não ficava ruim de infligir autossofrimento. XD Minhas mãos chegavam a arder um pouco quando ia tomar banho e a água quente caía nelas. Huahuhua!
» Ficar presa em fila de autógrafos: Eu não peguei nenhum. Chega uma idade em que a pessoa passa a ter menos energia pras coisas, sabe? Aí tem que usá-la de forma mais inteligente, sabendo priorizar e talz, entende?

Bom, a parte de marcadores também não foi exagerada, mas, nesse caso, nem foi opção minha. Tinha poucos disponíveis nos estandes mesmo. Ouvi bastante blogueiro reclamando disso. A foto de baixo mostra os livretos e 1 marcador de cada que eu consegui pegar. Nem todos têm repetido, mas do que tiver, vou sortear em breve no instagram.
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» Famosos

Gente, confesso que achei lindo saber que a molecada estava enlouquecida querendo ver Cassandra Clare, Kiera Cass, Paula Pimenta, Bruna Vieira, etc. Li muitos comentários sobre a parte triste, do tumulto e tal, mas sabe quando o coração se enche de amor e esperança quando paramos pra pensar que esses ídolos são autores de livros? Isso é maravilhoso! E isso também é pras pessoas jovens, rs. A minha cara pode enganar, mas as minhas costas doem e me lembram da minha verdadeira idade.

Eu fiquei feliz mesmo é de ter visto o Harlan Coben, do nada, do outro lado do corredor, no estande da Arqueiro, alto, lindo, careca e maravilhoso, distribuindo sorrisos e simpatia. Eu não tinha planos de acordar cedo pra pegar autógrafo dele. Nem sabia em que horário ele estaria no estande. Foi o destino que me permitiu a visão daquele homem ai-meu-deus, rs.

E falando em véia, ontem, o último domingo, estava bem tranquilo, por isso também consegui ver o Ronnie Von. Ele estava no estande da Planeta, autografando sua biografia pras senhôuras que são mais tias do que eu. Me enfiei no meio da multidãozinha e consegui tirar uma foto só pra fazer inveja pra minha mãe, hehehe.

De resto, vi Ziraldo rapidinho enquanto estava de passagem e Mauricio de Sousa, que eu nunca tinha visto antes. Vi Thalita Rebouças, beeem de longe, dando uma palestra pra uma galera, e acho que vi Bruna Vieira de costas, porque me disseram que era ela.
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» Fotos do local

Vocês já devem ter visto várias fotos de outras pessoas, mas eu quero mostrar a minha versão também. \o/

Entrada

Essas “arvrinhas” eram muito lindas!

Ediouro

Grupo Autêntica

E o estande mais bonito na opinião de muita gente
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» Livroooosss!! \o/

A parte mais importante da Bienal! Aqueles que são motivos de existência para o evento. E para nós, book-freaks, também.

Essa coleção é muito bem feita! Eu tenho o da Economia. Pra quem curte ou é curioso, é perfeita!

Torre imponente da Nova Fronteira

Edições da Globo Livros

Zahar, Companhia das Letras e seus selos
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» Não só livros

Algumas coisinhas diferentes que vi por lá…

Um Jack Sparrow gatinho de bobeira na entrada do Anhembi

Lápis no Submarino

Miniatura de casa vitoriana – sala da biblioteca

Plantinhas em um estande de livros sobre… ahm… plantinhas
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» E 2016?

Infelizmente, pra muita gente, nem tudo foram flores nessa Bienal. Quem foi nos 2 sábados pôde sentir com mais intensidade o pior do evento. As críticas de sempre (filas, desorganização) que já ocorriam em outros anos tomaram proporções ainda maiores em 2014. Eu li 3 textos interessantes que gostaria de compartilhar com vocês. Não vou escrever muita coisa por aqui porque seria basicamente uma repetição do que está nesses textos, com os quais concordo em boa parte. Mas a minha opinião final é: não acho que muita coisa vá mudar para 2016. Não costumam mexer em time que está lucrando, costumam?

A vez e a hora de uma nova Bienal de São Paulo
Henrique Farinha – PublishNews

Bienal do Livro em SP supera expectativas e leva 720 mil ao Anhembi
Maria Fernanda Rodrigues – Estadão

Bienal SP: tudo bem quando termina bem
Leonardo Neto – PublishNews
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Quem tiver post sobre a Bienal, com compras, fotos, etc., deixe o link nos comentários, please! =)