[resenha] Mitologia Celta

19 de março de 2012 - segunda-feira - 18:38h   ¤   Categoria(s): Literatura nacional, Mitologia, Resenhas

As Melhores Histórias da Mitologia CeltaTítulo: As Melhores Histórias da Mitologia Celta
Autor: A.S. Franchini
País: Brasil
Ano: 2011
Editora: Artes e Ofícios
Páginas: 259
Sinopse: Dividido em dois blocos (Lendas Irlandesas e Lendas Galesas), o livro começa abordando as seis divisões da Irlanda para introduzir temas como o rapto da harpa mágica, o mão de prata, o mingau de Dada, a rixa do touro, e Finn e o salmão do conhecimento. Com glossário, visando facilitar a leitura, a obra de A.S. Franchini acompanha as histórias criadas e legadas pelos celtas em suas andanças por terras na Europa.
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Então, num passe de mágica, Eva converteu os filhos de Lyr em quarto cisnes alvíssimos.
- Aí está! Com estas penas todas nunca mais sentirão frio em suas vidas!
Finola tentou convencer a madrasta a desfazer o feitiço, mas ao ver que ela não dava o braço a torcer, quis saber quanto tempo elas estariam submetidas àquele encantamento.
- Trezentos anos neste lago, mais trezentos no mar de Moyle, e mais trezentos na ilha de Inis Glora.

Avaliação:
Composto de diversas pequenas histórias e dividido em 2 partes – lendas irlandesas e lendas galesas –, este livro é ótimo para quem está interessado em um overview da Mitologia Celta.
As histórias são bastante simples e objetivas, sem grandes desenvolvimentos de enredo ou cenas carregadas de descrições ou emoções. A parte das lendas galesas tem alguns personagens um pouco mais familiares aos brasileiros, como o Artur que viria a se tornar rei ou o Povo Belo, mas as histórias das lendas irlandesas se mostraram totalmente novas para mim.

A linguagem utilizada é relativamente informal, o que dá leveza ao texto, mas também causa uma pequena impressão de falta de seriedade com o tema. Uma coisa que eu realmente não gostei foi o excesso de comparações com a Mitologia Grega. A todo momento, eram citadas referências: cérbero celta, cupido celta, Plutão celta, Aquiles celta, Helena gaélica. Chegava a ser frustrante, pois a sensação era de que o autor julgava o leitor como sendo limitado demais e dependente destas comparações.
O que me chamou muita atenção e achei bastante divertido foram as grafias dos nomes galeses. Dado que estamos acostumados com palavras e nomes americanos (ou ingleses), espanhóis, italianos, franceses e até japoneses, personagens ou lugares como Pwyll, Annwn, Gwri, Gilvaethwy, Culhwch, Gwlwlyd, Llwyr, Yskithyrwyn, Gwyddolwyd, Gwynn Mygdwn ou Twrch Trwyth me eram absolutamente impronunciáveis!

No geral, eu não “desrecomendo” esse livro, mas já li outros melhores deste autor, como Beowulf ou Mitologia Nórdica, em parceria com Carmen Seganfredo. Talvez eu procure outros títulos sobre Mitologia Celta para me aprofundar, e este livro terá sido uma boa base introdutória.
As Melhores Histórias da Mitologia Celta

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    6 comentários para “[resenha] Mitologia Celta”

  1. Gleice disse:

    Não sei se leria um livro sobre mitologia celta… Mas fiquei surpresa com os nomes que vc citou! O_O
    Beijos

  2. Oi Lia!
    Gosto da cultura Celta, mas esse livro não pareceu empolgante. Bjs…Elis Culceag.

  3. Lilian Darini disse:

    “No geral, eu não “desrecomendo” esse livro, mas já li outros melhores deste autor…” rsrsrs

    Não me interesso muito por esse tema…

    Que nomes lindos!!! hehehe
    Vou por nos meus filhos!!!

  4. Thyeri Bione disse:

    Gosto muito de histórias celtas, apesar de nunca ter ido a fundo para conhecer mais. Mas sempre que vejo filmes ou série com a temática, eu adoro.

    A linguagem informal é algo complicado, pois ao mesmo tempo que nos aproxima do texto, por ser mais usual, ela acaba por nos dar a impressão de uma não seriedade.

  5. Giil Almeida disse:

    Não conheço muito sobre mitologia Celta, nunca me interessei muito :) Então não conhecia esse livro.
    Nomes impronunciáveis mesmo! kkkkkk

    Bjos!

  6. Tamylane disse:

    Não curto muito o tema, mas até que fiquei com vontade de ler. Eu ri dessa coisa de usar tantos “Y” nas palavras. Talvez eu o procure, talvez não. Hahaha! :D

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