[resenha] O Hipnotista

24 de março de 2012 - sábado - 16:26h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Policial, Resenhas, Suspense / Ação

HipnotistaTítulo: O Hipnotista
Título original: Hypnotisören
Autor: Lars Kepler
País: Suécia
Ano: 2009
Editora: Intrínseca
Tradutor: Alexandre Martins
Páginas: 477
Sinopse: Um massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a polícia sueca. Os homicídios chamam a atenção do detetive Joona Linna, que exige investigar os assassinatos. O criminoso ainda está foragido, e há somente uma testemunha – o filho de 15 anos, que sobreviveu ao ataque. Quem cometeu os crimes o queria morto – ele recebeu mais de cem facadas e está em estado de choque. Desesperado por informações, Linna só vê uma saída – a hipnose. Ele convence o Dr. Erik Maria Bark – especialista em pacientes psicologicamente traumatizados – a hipnotizar o garoto, na esperança de descobrir o assassino através das memórias da vítima. É o tipo de trabalho que Bark jurara nunca mais fazer – eticamente questionável e psicologicamente danoso. Quando ele quebra a promessa e hipnotiza o garoto, uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos tem início.
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- Todos foram atacados com uma faca – diz Joona Linna. – Devia estar um caos completo lá. Os corpos estavam… estavam em um estado horrível. Foram chutados e espancados. Esfaqueados, claro, muitas vezes, e a garotinha… fora cortada ao meio. A parte inferior do corpo, a partir da cintura, estava na poltrona em frente à TV.

Avaliação:
Vocês já tiveram a sensação de não ter gostado do que sentiram ao terminar de ler um livro? Notem: falo de não gostar do sentimento, mas não necessariamente de não gostar do livro.
Terminei de ler O Hipnotista e a sensação que eu tinha era de “O que está acontecendo comigo? O que estão acontecendo com meus valores e conceitos?”.

O livro narra as consequências terríveis envolvendo a vida do psiquiatra Erik Maria Bark quando ele aceita hipnotizar o único sobrevivente de um massacre contra uma família inteira, a fim de tentar encontrar o assassino. Dez anos antes, devido a acontecimentos desastrosos, Erik havia jurado nunca mais exercer a hipnose. Mas foi convencido a quebrar esta promessa.

É um ótimo suspense policial, com uma narrativa muito concisa e sólida, e um ritmo típico de um livro do gênero. Pode-se dizer que o livro é todo perfeito, certinho, sem nada para se criticar ferozmente: não há finais esdrúxulos ou frustrantes e as amarrações são muito bem feitas. Entretanto, é uma história que eu achei quase comum, sem elementos surpreendentes ou realmente perturbadores. É comparável àquela garota bonita, perfeitinha, sem nenhum defeito, mas também sem nenhuma particularidade encantadora. Exatamente por este motivo que eu digo que não gostei do que senti ao terminar o livro. A minha opinião me é preocupante!

Por que não me senti fascinada? Por que a maldade e a loucura humana contidas na história não me chocaram? Será que eu me acostumei e passei a aceitar como “normais” as atrocidades que vejo nos noticiários? Será que o mundo paranoico de hoje já não me impressiona?
Talvez eu esteja mais exigente com as histórias, querendo algo mais inédito, mais aterrorizante. Ou até mesmo toda a aclamação em torno do livro criou em mim uma expectativa além da adequada…
Acredito que a explicação para a minha opinião em relação ao livro seja um pouco de cada das questões acima levantadas. E com certeza terei uma resposta mais definitiva lendo mais livros do gênero. Pode ser que eu acabe ficando cada vez mais saturada deste tipo de história, ou talvez eu realmente me certifique de que O Hipnotista era apenas mais um ótimo suspense policial.

A capa é uma das mais bonitas da minha estante, chamativa, elegante e assustadora, com destaque para o metalizado imitando muito bem uma tesoura velha.

Este livro também faz parte da lista do Desafio Realmente Desafiante. A meta do mês de Março é ler um livro com a capa verde, vermelha ou azul.
O Hipnotista

Leia um trecho: aqui

Entrevista:
Esta é uma entrevista que encontrei no youtube, a uma TV portuguesa. Nela, os autores citam seu outro livro, “O Executor”.

Veja também:

    7 comentários para “[resenha] O Hipnotista”

  1. Lilian Darini disse:

    Nossa!!! so pelo que você comentou no começo, eu já imaginei e senti uma agonia…

    Que desespero deve ser!! Mas é interessante!!!!

  2. Bruna disse:

    Olá, Lia!
    Achei sua resenha super diferente, de um modo bom, pois mais do que saber se a pessoa indica ou não um livro, eu gosto de saber como ela se sente ao lê-lo… e principalmente ao terminá-lo *.*
    Já li alguns livros que despertaram em mim sentimentos de que não gostei, mas nesse casos era mias como um aperto no peito, algo beirando a melancolia, a insatisfação com o desfecho, não por estar mal escrito, pelo contrário, mas por ter me deixado atordoada. Mas nunca me senti assim, ainda não ^.^, por isso achei sua resenha tão interessante!
    Essa é segunda resenha que leio, e que mais uma vez me deixou curiosa sobre esse livro… e continuo dizendo que ele não se encaixa nos estilo dos meus preferidos, mas mesmo assim, pelas críticas que ouço, me faz pensar que eu deveria ler.

    Enfim, parabéns pela resenha :)

    Agora vou ler o “comentário- resenha” da sua amiga rsrrs (foi assim que você o chamou no twitter? rs)

    Até mais!!
    :*

  3. Giil Almeida disse:

    A capa chama mesmo a atenção! Mas, não me interesso muito por esse estilo de livro, não costumo ler muito policial, só os de estilo detetive mais levinhos. :)

    Bjos!

  4. A primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro foi a capa. Depois de ler a sinopse, fiquei morrendo de vontade de ler o livro.
    Lendo a sua resenha, fiquei mega curiosa para saber o que acontece no livro, mas também percebi que não é bom criar muitas expectativas. Ainda sim, estou curiosa! ahaha

    Beijo,
    Gaby
    http://pitadadecultura.blogspot.com.br/

  5. Maritza Bom disse:

    Oi Lia, gostei muito dessa resenha! E sinceramente essa sua sensação ao terminar de ler, me deu ainda mais vontade de ler! A capa do livro é linda e pelo o que me parece o conteúdo é bem interessante! Achei o enredo bem bacana e como gosto de suspense policial fiquei bastante empolgada para ler logo!!! Já li Tess Gerritsen, como sugeriu a Sayca no comentário de cima e ela ter feito essa observação fez com que eu ficasse ainda mais curiosa! #D

    até mais!

    Prólogo da Leitura

  6. Thyeri Bione disse:

    Já me falaram que irei amar esse livro. Adoro histórias de serial killer, de ler ou ver a histórias deles e tentar compreender o porquê de fazerem o que fazem. Também recomendo o livro Eu Mato, como falaram no comentário acima, ele é muito bom, e também a série de televisão Dexter, que é perfeita.

    Bjo!

  7. Sayaka disse:

    Bom muié… Lembra o que eu te disse quando terminei o livro? Na verdade até hoje não sei se não gostei do final pq queria mais, ou se não gostei pq fiquei com a sensação de que faltava algo mais. É claro que não ia acabar com a sua pegada, resolvi esperar você terminar de ler rs.
    O livro é bom, não tem como falar que não, mas pra mim se sou completamente viciada em livros do gênero… Gostei, mas tem aquele mas no final.
    Ae ó, não quis ler o Hater que te falei! Ele é de capa vermelha tbm! kkkkkk
    Acho que vc falou uma coisa muito importante. Loucura e maldade deviam realmente deixar vc chocada, e acho que os autores tentaram realmente deixar os leitores com essa sensação, mas sinto dizer que, na minha opinião, falharam e não pouco. A premissa da história é ótima, diferente de qualquer outra coisa que já saiu no gênero até agora (eu nunca vi igual rs), mas… Faltou algo não?
    Ainda quero saber o que diabos aconteceu com Joona Linna, não ficou claro, talvez fique pra um próximo livro, sei lá. Não gosto muito quando jogam alguma coisa num livro e não explicam, minha mente fica presa naquilo rs
    Falei paca caramba! Chega! kkkk
    Se vc quer ler outros livros do gênero, recomendo muitíssimo os livros da Tess Gerritsen (que você já conhece rs) e do Giorgio Faletti (Eu Mato e Eu Sou Deus). Já li vários, mas pra mim são os melhores.
    Bjim

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