[resenha] A Magia da Pixar

31 de março de 2013 - domingo - 19:38h   ¤   Categoria(s): Biografia, Desafios, Literatura estrangeira, Resenhas

A Magia da PixarTítulo: A Magia da Pixar
Título original: The Pixar Touch
Autor: David A. Price
País: EUA
Ano: 2008
Editora: Campus Elsevier
Páginas: 276
Sinopse: Este livro é a história fascinante da imensa riqueza criativa, tecnológica e empresarial por trás do sucesso da Pixar, o estúdio cinematográfico mais inovador de todos os tempos. Trata-se da primeira análise minuciosa da empresa que mudou definitivamente o modo como conhecemos e enxergamos a animação e o cinema.
Com base em entrevistas realizadas com dezenas de especialistas, o autor examina os primeiros anos pioneiros, quando a animação feita em computadores era considerada a “alternativa lunática” do meio, e a Pixar enfrentou diversas decepções e perdas financeiras até chegar ao estrondoso sucesso de Toy Story. Ele nos leva até o estúdio de hoje, para ver como escritores, diretores e animadores realizam seus filmes maravilhosos e incrivelmente populares. Finalmente, Price explora o relacionamento volátil entre a Pixar e a Walt Disney Company, quando se transformou de uma empresa satélite da Disney em uma joia de US$7,4 bilhões.
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O novo script continha várias mudanças para tornar Woody mais simpático. O filme se abriria com uma nova sequência, na qual Andy brincava com Woody, destacando a ligação entre eles. Onde o antigo script mostrava Woody como um superpoderoso arrogante no quarto de Andy, as primeiras cenas da nova versão definiriam Woody como um líder sábio que tomaria conta dos outros brinquedos.

Avaliação:
A primeira impressão que eu tive, ao começar este livro, foi que a leitura iria se arrastar. Letras pequenas, linhas que ocupavam toda a página, indo de uma ponta a outra, e margens estreitas. Além disso, nas 40 primeiras páginas, são narrados os primórdios da Pixar, na década de 1970, quando ainda estava longe de ser uma fábrica de sonhos e estava mais para um grupo de um monte de nerds apaixonados por computadores e animação, que desejavam juntar uma paixão à outra.
Entretanto, o livro não demora muito para ficar divertido, quando começam a aparecer “personagens famosos”, como George Lucas e Steve Jobs. É interessante também a presença de diversas pessoas a princípio desconhecidas, mas relacionadas a nomes futuramente famosos, como Adobe, Xerox, Netscape ou Atari.

Como talvez não pudesse deixar de ser, a parte mais legal do livro está nos relatos dos bastidores dos filmes que tanto nos conquistaram. A cada capítulo, é contada a história da concepção de um ou dois filmes, sendo eles: Toy Story 1 e 2, Vida de Inseto, Monstros S.A., Procurando Nemo, Os Incríveis, Carros e Ratatouille. Você sabia que a paixão do Diretor de Criação John Lasseter por brinquedos e carros foi o que justamente deu origem a Toy Story e Carros? E que para os pelos do Sulley, em Monstros S.A., foi utilizada uma tecnologia (software?) totalmente nova de autossombreamento? E que Toy Story 2 estava inicialmente programado para ser lançado apenas em vídeo? E que, no entanto, foi uma das poucas sequências que se tornou maior e foi considerada melhor do que o primeiro filme?
Também são contados os problemas que alguns filmes tiveram, como o fato de a DreamWorks ter resolvido fazer FormiguinhaZ exatamente para provocar a Pixar, e alguns processos referentes a acusação de violação de direitos autorais em Monstros S.A.
Há também alguns relatos muito legais, de quando a Pixar ainda não era um estúdio e o grupo estava tentando mostrar que animação por computação era algo para o qual se devia olhar com mais carinho e atenção. Em 1986, na conferência anual SIGGRAPH, a Pixar exibiu sua primeira animação, Luxo, Jr. Assista ao vídeo abaixo e você entenderá por que na vinheta do início de todo filme da Pixar há uma luminária que aparece pulando.


Enfim, A magia da Pixar é altamente recomendável para as pessoas que são apaixonadas pelos filmes desse estúdio. Apesar de denso, cheio de personagens e informações, é um livro que me fez passar a enxergar as animações de outra forma. Eu ficarei imaginando de onde as histórias surgiram, se o nome e o roteiro do filme permaneceram os mesmos desde a concepção, que tipos de novas tecnologias devem ter sido implementadas (apesar de eu não entender nada do assunto), quantas máquinas e quantos dias foram necessários para renderizar uma determinada cena.
A Magia da Pixar
Esta resenha faz parte da meta de março do Projeto Variedade Literária.

    1 comentário para “[resenha] A Magia da Pixar”

  1. Bruna disse:

    Oi. Lia!!!
    Tudo bem?

    Eu adorei a resenha! Nenhuma novidade, né srsr, mas é verdade! Eu explico o porquê: inicialmente, esse não seria um livro que eu pegaria para ler com muita vontade, mas depois de ler o que você escreveu percebi que é o tipo de livro que a cada página iria me surpreender, pois me faria aprender coisas novas, interessantes, sobre as quais “todos” conhecem superficialmente.

    Apesar de achar as animações antigas (não sei como as chamam, mas são aquelas com “cara de desenho rs) mais charmosas, acho as da Pixar realmente mágicas *.* Esse vídeo que você colocou, por exemplo, é muuuito fofo!!! Adorei saber o motivo de a luminária aparecer na vinheta!

    Ah! Amei a capa e pelo visto o livro todo deve ser muito bonito e, realmente, de ótima qualidade!

    Gostei muito!!

    Até mais!!

    ;*

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