[resenha] Garota Tempestade

9 de março de 2013 - sábado - 10:33h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Infantojuvenil, Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

Garota TempestadeTítulo: Garota Tempestade
Título original: Tempest Rising
Autor: Nicole Peeler
País: EUA
Ano: 2009
Editora: Valentina
Páginas: 279
Sinopse: Mesmo tendo passado a vida inteira na pequena e conservadora cidade de Rockabill, Jane True, 26 anos, sempre soube que não se encaixava numa sociedade pretensamente normal. Durante um de seus clandestinos nados noturnos no mar congelante, desafiando um perigosíssimo redemoinho, uma descoberta terrível leva Jane a revelações surpreendentes sobre sua herança genética – ela é apenas meio-humana. Agora, Jane precisa penetrar um mundo de mitos e lendas, povoado por criaturas sobrenaturais, aterrorizantes, belas e até mortais. Características que também descrevem perfeitamente Ryu, seu novo ‘amigo’ – um vampiro poderoso, deslumbrante e sexy. Nesse mundo, onde há um goblin advogado, um espírito de árvore maquiador, um súcubo dona de boutique, elfos diabólicos, homens inflamáveis, seres híbridos que se transformam em animais selvagens, nada é presumível. Que dirá um romance ao molho pardo. Mas atenção, nunca, nunca mesmo, esfregue a lâmpada do gênio. Entretanto, alguém está matando meio-humanos como Jane. A pergunta que não quer calar é: os assassinatos são fruto de uma mente doentia ou há um plano macabro para exterminá-los?
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E se nadar em condições normais era uma atividade terapêutica, nadar durante uma tempestade era muito melhor do que Prozac. Talvez porque minha mãe houvesse aparecido e desaparecido durante tempestades eu fosse tão obcecada por elas. Mas a verdade era que eu me sentia muito mais feliz quando o mar estava agitado, impetuoso e bravio, e eu ficava rolando em suas águas, tão impotente e assustada quanto uma das heroínas dos romances de Linda, quando confrontada com o aventureiro charlatão.

Avaliação:
É um pouco difícil resenhar um livro de um gênero ao qual você não está muito acostumada. Você não sente muita segurança em opinar sobre certos aspectos que te chamaram a atenção com medo de falar alguma bobagem. Por que eu estou dizendo isso? Porque eu gostei do livro Garota Tempestade, mas algumas coisas sobre as quais vou detalhar podem dar a impressão de que estou criticando quando, na verdade, não tenho absolutamente nenhuma intenção de desmotivá-los em relação à leitura.

O assunto central do livro é o autoconhecimento. A protagonista, Jane True, 26 anos, passou toda a sua vida tentando se encaixar em uma sociedade que não a aceitava. E ela não sabia direito por quê. Só sabia que tinha algo a ver com a sua mãe – que apareceu na cidade do nada e, quando Jane ainda era uma criança, desapareceu, também do nada – e com a morte do seu único amor. Quando Jane descobre que é meio-humana e que existem por aí milhares de seres fantásticos, daqueles que nós costumamos chamar de sobrenaturais, ela começa uma viagem de descoberta sobre si mesma.
Eu gostei bastante dessa parte referente a se conhecer, saber qual o seu papel no mundo. A autora consegue transmitir muito bem os sentimentos de deslocamento, dúvidas e solidão da protagonista (a narrativa é em primeira pessoa).

A parte que me causou um pouco de incômodo foi a quantidade e variedade de seres sobrenaturais presentes na história, dando uma sensação de aleatoriedade, ou de falta de exclusividade. Os nomes e definições sobre quem é o quê eram dadas, mas não havia um passado lendário construído, não havia algo sólido que contasse origens ou feitos de épocas longínquas. Eu até diria que eu deveria saber sobre tudo isso se eu fosse mais familiarizada com elfos, goblins, vampiros e súcubos, mas vi que alguns conceitos sobre estes seres também eram diferentes de outras poucas histórias que li ou vi.
Mas enfim… acredito que não seja nada que vá atrapalhar um leitor recorrente de fantasia sobrenatural. O problema deve ser comigo mesmo.

Além do conflito interno de Jane como ideia central e do pano de fundo que é o mundo dos personagens fantásticos, o enredo tem como condutor o mistério dos assassinatos de meio-humanos. Esta parte, entretanto, é apenas o “carro” que faz a história acontecer e ir para frente. Como não se trata de um livro de suspense, não há grandes quebra-cabeças para desvendar.

Em suma, a história é bem divertida e a protagonista é muito interessante e simpática. É impossível não gostar dela! E eu estou doida pra saber como vai ser a continuação dessa sua vida pós-descoberta-de-que-é-meio-humana.
Garota Tempestade

    2 comentários para “[resenha] Garota Tempestade”

  1. Não gosto de livros nesse gênero, mas, por um motivo ainda desconhecido por mim, fiquei com vontade de lê-lo. Vou tentar, talvez, quem sabe, eu realmente goste. :)

  2. Oi, Lia! Eu comecei a ler YAs muito tarde. Mas nem isso me impediu de enjoar de boa parte dos livros do gênero que estão saindo hoje… Quando eu vejo aquele negócio da/do “garota/garoto que achava que seu mundo era perfeito até descobrir que era isso ou aquilo…”. Blérgh!
    Só o fato de a protagonista de Garota Tempestade não ser uma “aborrescente” já refrescou a situação… mas que salada de seres sobrenaturais, hein!?
    Acho que não é uma leitura que eu faria… sei lá.

    Beijos!

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