[resenha] Um gato de rua chamado Bob

16 de setembro de 2013 - segunda-feira - 10:01h   ¤   Categoria(s): Animais, Biografia, Literatura estrangeira, Resenhas

Um gato de rua chamado BobTítulo: Um gato de rua chamado Bob
Título original: A street cat named Bob
Autor: James Bowen
País: Inglaterra
Ano: 2013
Editora: Novo Conceito
Páginas: 236
Sinopse: É uma tarde de outono em Covent Garden, Londres. Trabalhadores correm para o almoço, turistas brotam de todos os lados e clientes entram e saem das lojas. No meio de tudo isso está um gato. Usando um vistoso lenço Union Jack em volta do pescoço e cercado por uma multidão de 30 espectadores de boca aberta, Bob, o gatinho cor de laranja, sorri – é, sorri – timidamente. Próximo a ele, está seu dono James Bowen, com seu violão surrado, cantando músicas do Oasis. Então, ele para de tocar e se abaixa para Bob – ‘Vamos, Bob, cumprimente!’, diz. Bob mexe os bigodes, levanta uma pata e a estende para James. A multidão assobia. Não é todo dia que se vê um gato sentado, calmamente, no centro de Londres, aparentemente sem se abalar com o barulho das sirenes, os carros passando e todo aquele movimento – mas Bob não é um gato comum…
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Eu estava começando a amar o modo como Bob parecia ser capaz de iluminar o dia das pessoas. Ele era uma bela criatura, não havia dúvida. Mas não era apenas isso. Havia algo mais em Bob. Era sua personalidade que estava atraindo a atenção. As pessoas podiam sentir algo nele.

Avaliação:
Se alguém me perguntasse do que se trata o livro e eu tivesse que responder em uma única frase, seria: “É a história de um gato que tirou um cara do vício das drogas”. Acho que essa frase, por si só, já deixa implícito o quanto o livro é emocionante e o quanto Bob é um animal fantástico. O resto, em detalhes, o leitor vai acabar descobrindo (ou confirmando) ao longo da leitura.

Um gato de rua chamado Bob conta como James Bowen teve sua vida totalmente transformada quando um gato laranja apareceu no prédio onde havia começado a morar recentemente. James era um viciado em heroína lutando para se livrar das drogas. Ex-morador das ruas de Londres, estava há pouco tempo habitando um apartamento numa moradia subvencionada, voltada especialmente para ajudar pessoas que estão tentando reiniciar suas vidas. O gato estava em um estado bastante fragilizado. Magro, com partes da pelagem faltando e um ferimento na perna, ele acabou contando com a ajuda e atenção de James para se recuperar. Foi levado ao veterinário e foi até castrado. Quando o gato, já batizado de Bob, estava curado, James achou que poderia deixá-lo ir embora. Mas Bob resolveu ficar. Tendo como amigo um animal surpreendentemente inteligente e companheiro, James passou a ter um motivo para acordar todos os dias e se manter “limpo”.
As histórias das aventuras de James juntamente com Bob são de derreter o coração. O livro já me fez querer chorar logo na segunda página. Eu adoro gatos, mas infelizmente ainda não tive um para mim. Cheguei a conviver com alguns durante a minha infância, mas apenas de forma superficial. Nunca tive chance de ser muito próxima deles e muito menos tive um para chamá-lo de “meu”. Gosto deles, mas não sei como eles são, não conheço detalhes dos seus comportamentos. Por esse motivo, os relatos de James sobre a personalidade e as atitudes de Bob me encantavam de forma covarde, além de terem sido ótimo aprendizado. Eu não fazia ideia, por exemplo, de que machos que atingem a maturidade sexual costumam ser mais bochechudos, e esta era justamente uma das características que me chamavam a atenção nas fotos que via do Bob.

Após o fim da leitura, é como se a história de James e Bob ficasse em você. No meio da tarde, você se pega pensando neles, preocupada, com vontade de proteger Bob e querendo saber se James está conseguindo se recuperar bem da abstinência. É como se a existência deles fizesse parte da sua vida. O livro acaba, mas o seu vínculo emocional com os “meninos” demora para se dissolver.
Um gato de rua chamado Bob

Baixe o trecho do livro: aqui

Vídeo:
Um videozinho pra dar um gostinho… =)

    4 comentários para “[resenha] Um gato de rua chamado Bob”

  1. Bruna Araújo disse:

    *_*
    Esse livro é puro amor! Não li, mas apaixonei-me por ele à primeira vista (acho que falei algo assim em um dos posts sobre “novidades”).
    Tenho uma relação estranha com os animais, amo-os, mas não sou do tipo que quer muuuito ter um em casa… se vejo um na rua, com fome, sendo maltratado, por mínimo que seja, juro que sinto, realmente, um aperto no coração… só que, como disse, nunca tive um (a não ser uma maritaca que fugiu – depois de eu tanto reclamar que ela nunca deveria ter sido retirada da natureza – e um bichinhos que estiverem de passagem pela casa (inclusive uma gatinha de rua, para a qual achamos uma dona \o/). Porém… parece que em breve terei um cahorrinho por aqui, não sei se ele vai ficar ou será apenas um visitante haha… vamos à resenha, antes que esse comentário fique ainda maior :x

    Pelo que percebi, essa é uma história que ao mesmo tempo em que você sabe o enredo geral, fica totalmente presa a cada detalhe, adorei quando você disse o quanto se sentiu conectada emocionalmente aos personagens e a preocupação e torcida para que tudo de fato desse certo para eles. Sou muito rigorosa com esse tema, drogas, não consigo entender o que passa pela mente de algumas pessoas, é meio revoltante, mas fico realmente feliz em saber de histórias assim, em que a pessoa consegue superar, tornar-se “senhora” de si, e fazer de tudo para deixar o vício (pois, convenhamos, tem gente que acha isso algo “cool” :/ e não faz questão de mudar, nem quando atingem o fundo do poço).

    Mais um livro desejado! Ainda mais tendo ganhado nota máxima na sua avaliação ^.~

    Até mais!!
    ;*

  2. HOri disse:

    Adorei a resenha! Fiquei com vontade de ler o livro. Será se tem em ebook?

  3. Sayaka disse:

    O meu vínculo ainda não se dissolveu. E olha que faz um tempim que li a história do James e do Bob rs.

    Bob realmente salvou a vida do James. Não só conseguiu ajudá-lo a se livrar das drogas, como deu um rumo pra alguém que não tinha a menor idéia do que fazer da vida. Alguém a quem podia cuidar, alguém em quem podia confiar. Também deu (está dando) todo seu amor e amizade incondicional.

    Com essa história, várias pessoas que acreditam naquela coisa de “gato não gosta da pessoa, gosta da casa”, podem mudar um pouco a visão que tem desses bichanos tão carinhosos. Você sabe que eu amo gatos, posso ser suspeita pra falar, mas gatos amam sim as pessoas! Cada coisinha que o James disse que Bob fez por ele… Bob é especial, muito especial! Mas qualquer e todo bichinho é especial também rs.

    O livro é totalmente OOOUUHNNMM!!! rs

    Mas olha que legal! Agora você também vai conseguir olhar pra um gato e saber se é macho ou fêmea rs. Pra mim, os machos são inconfundivelmente machos XD.

    Bjim Liaaaa!!

  4. Aline T.K.M. disse:

    Adoro bichinhos (principalmente cachorros, não sou muito fã de gatos), mas não sei bem o que acontece, só que nunca li nenhum livro em que um animalzinho tenha papel relevante na trama. Engraçado, né? Acho que tenho uma imagem inconsciente de que esses livros são meio “água com açúcar” demais. Mas sei que é só uma impressão, só que nunca acontece de eu me interessar a ponto de realmente comprar o livro.
    Gostei da sua resenha, e até fiquei com vontade de ler o livro, mas ainda assim não o colocaria dentre minhas prioridades. =/

    Um beijo, Livro Lab

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