[resenha] Cinco Séculos de Poesia

28 de outubro de 2013 - segunda-feira - 08:34h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Literatura nacional, Poesia, Resenhas

Cinco Séculos de PoesiaTítulo: Cinco Séculos de Poesia
Autor: Alexei Bueno
País: Brasil
Ano: 2012
Editora: Record
Páginas: 143
Sinopse: Nesta apurada edição bilíngue, obras-primas da poesia desde o século XVI ao XX são reunidas para criar um panorama fascinante, no qual obras de autores como William Shakespeare, Giacomo Leopardi, Stéphane Mallarmé e Boris Vian são traduzidas e analisadas pelo premiado poeta e tradutor Alexei Bueno.
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To be, or not to be: that is the question:
Whether ’tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles,
And by opposing end them? To die: to sleep;
[….]

Avaliação:
E aí você acha que é uma leitora experiente, pois já leu não somente uma boa quantidade de livros, como também uma grande variedade deles. Só que, um belo dia, você se depara com a missão de ler (e resenhar!) um livro de poesia.
Mil perdões, querido visitante, mas esta blogueira que vos “fala” é admitidamente burra para o gênero da poesia. Eu não tenho a menor condição de resenhar com decência este livro que eu li. A saída é resenhar indecentemente mesmo. Mas pelo menos tudo aqui está sendo feito com base na honestidade, rs. A verdade é que eu me sinto uma garota de 12 anos tendo que escrever conselhos sobre problemas no casamento. o.Ô

Cinco séculos de poesia tem textos de diversos poetas importantes, todos com as suas versões originais e as suas traduções, feitas pelo autor da coletânea, Alexei Bueno.

Aos conhecedores do gênero da poesia que estão lendo esse post, peço, por gentileza, que parem por aqui. Fechem a janela do navegador, vão visitar outro blog, vão jogar video game! A partir deste ponto, não me responsabilizo pela gastrite que as minhas opiniões poderão lhes causar.

O livro é composto por poesias dos seguintes escritores:
- San Juan de la Cruz (espanhol)
- Torquato Tasso (italiano)
- William Shakespeare (inglês)
- Ludwig Uhland (alemão)
- Giacomo Leopardi (italiano)
- Henry Wadsworth Longfellow (norte-americano)
- Gérard de Nerval (francês)
- Edgar Allan Poe (norte-americano)
- Alfred Tennyson (inglês)
- Stephane Mallarmé (francês)
- José Asunción Silva (colombiano)
- Boris Vian (francês)

Por meio dessa obra, eu fiquei sabendo mais sobre os poetas bem conhecidos da cultura popular atual, como Shakespeare, e acabei conhecendo outros poetas, muito importantes na literatura dos seus países, mas dos quais eu nunca tinha ouvido falar, como Henry Wadsworth Longfellow.
Ler os poemas nos idiomas originais e acompanhar as suas traduções foi muito interessante, mas não necessariamente 100% bom ou 100% ruim. Pelo que eu entendi no livro (e, no fundo, é meio óbvio), traduzir poemas não é algo que se limita apenas ao sentido do que o texto está dizendo. O tradutor deve se preocupar com as rimas e com as métricas, e adaptar tudo junto ao mesmo tempo. Para isso, além de ele precisar conhecer o gênero da poesia, imagino que o tradutor também deva conhecer muito bem o poeta: não somente suas características literárias, como também seu perfil psicológico e o contexto histórico em que viveu. Ou seja, mó trampo!
Da minha parte, confesso que ler um poema traduzido não é algo que tenha me agradado. Por mais que eu respeite e admire todo o trabalho feito, ainda assim, me dá uma sensação estranha, de angústia, parecida com aquela que as músicas dubladas dos desenhos da Disney me causam. Por outro lado, ler o poema no idioma original também não é plenamente satisfatório, mesmo que eu domine o idioma (no meu caso só o inglês, porque meu espanhol e meu francês são meia-boca, o italiano eu só brinco de adivinhar e o alemão, afff, conheço 1 ou 2 palavras), porque falta vocabulário para palavras antigas, falta conhecimento cultural, falta contexto. Acabou sendo mais divertido ler os textos em voz alta e reparar nas rimas, rsrs.
Apesar das dificuldades sentidas, apesar da autoestima arranhada, foi uma experiência ótima. Aprendi coisa pra caramba, afinal, pra quem sabe ZERO, qualquer nadinha é muito.

Eu recomendo a leitura desse livro porque adquirir conhecimento é sempre, sempre bom. Talvez eu tivesse sido um pouco mais feliz se tivesse escolhido um livro de poesias de autor brasileiro, mas, no fim, não teria tido essa oportunidade de aprendizado.

Esta resenha, pra variar, atrasada, faz parte da meta de setembro ¬¬ do Projeto Variedade Literária.
Cinco Séculos de Poesia

    5 comentários para “[resenha] Cinco Séculos de Poesia”

  1. verboler disse:

    Oi, Maria Teresa!
    Do Longfellow, neste livro, só foi traduzido Excelsior mesmo. =)
    Beijo!

  2. Maria Teresa Moras disse:

    Oi Lia,
    por favor, pode me informar quais poemas de Longfellow o Alexei Bueno traduziu neste livro? Excelsior e algum outro?
    grata,
    Teresa

  3. Bruna Araújo disse:

    Oi,Lia!!!
    Tudo bem?

    Mesmo estando super ausente da blogosfera, sempre que tenho um tempinho passo aqui para ver sobre o que você está falando, mas faço questão de só cometar quando puder fazer isso com o mínimo de decência (aliás, acho que nós, blogueiras-leitoras, somos grandes defensoras da decência, sempre preocupadas com ela rsrs … e saiba que essa foi sim uma resenha muito decente! ^.^).

    Então… para mim resenhar um livro de poemas é algo extremamente difícil, pois cada tem sua maneira de “sentir” o que está lendo… e neste caso é algo profundo ( e até meio louco às vezes) e ao mesmo tempo subjetivo, que impossibilita dizer que o que é certo e o que não é.

    Nesse caso, você conseguiu transmitir muito bem quais foram as impressões que o livro causou e o que chamou sua atenção, principalmente pelo fato de conter obras de tantos poetas (seria necessário muito conhecimento sobre eles para escrever algo mais aprofundado…sem contar que eu também não conheço a grande maioria :p) .

    Você teve um ótima percepção sobre a questão da tradução, é realmente um questão de escolhas pessoais do tradutor e de sensibilidade da parte dele para entender e tentar reproduzir as intenções e sentimentos originais, tornando-se ainda mais complicado do que traduzir romances. É só observar o mesmo poema traduzido pro diferentes autores (beeem diferente).

    Como sempre, falei demais ^.^
    Caso leia outro livro de poemas, não deixe de resenhar, please *.*

    Até mais!
    ;*

  4. Oi Lia!
    Antes de qualquer coisa: adorei sua resenha! Ficou muito boa mesmo! Adoro ler poesias, mas nunca falei sobre elas (aliás, na prova do livro, do 4° bimestre agora, poderíamos escolher entre um romance ou uma coletânea de poemas, optei, claro, pelo romance) Nunca pensei no quanto seria difícil traduzir um poema, mas caramba, deve ser mesmo uma tortura…
    Ainda não conhecia o livro, mas fiquei interessada para ler, exatamente para ter essa experiência, mas acredito que ainda não seja o “momento certo”.

    Mil beijinhos! http://www.primeiro-livro.com

  5. Giani Plata disse:

    Oi Liaaaaaaaaaaaaa Liiindaaaaaaaaaaaa!!!
    Tudo in rima amiga?!?!?!

    Menina que tarefa difícil hein!!!
    Amo aprender novos idiomas!
    Falo inglês, arranho espanhol (mas mordo a língua sempre que canto no idioma), tento falar italiano, fiz uns meses de japonês (mas já esqueci quase tudo…), queria aprender alemão, mas não consigo fazer aqueles “rrrrrr” que vem lá do fundo do estombago…. E por ai vai… kkk
    Nossa, o cara deve ter tido um trabalhão mesmo para encontrar as palavras certas para a tradução!

    Quando vejo minhas séries, costumo deixar a legenda em inglês para ver se é isso mesmo que estão falando!
    Dá uma raiva quando a tradução usada não tem nada a ver com o que o personagem fala!!! Grrrrr!!!

    Peguei um livro de poesias emprestado com uma amiga para cumprir a meta de setembro!
    Acho que o único que vou ficar devendo vai ser a Fan Fic!
    Não tenho nenhuma, não conheço ninguém que tenha para me emprestar e também não estou muito afim de comprar… ¬¬’
    Gibi do Chico Bento vale?! kkkkk

    Beijokinhas poéticas da Giiiii!!! ♥

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