[resenha] O Fim da Eternidade

9 de outubro de 2014 - quinta-feira - 10:13h   ¤   Categoria(s): Ficção Científica, Literatura estrangeira, Resenhas

O Fim da EternidadeTítulo: O Fim da Eternidade
Título original: The end of eterninty
Autor: Isaac Asimov
País: EUA
Ano: 1955
Editora: Aleph
Páginas: 255
Sinopse: Andrew Harlan é um Eterno – membro de uma organização que monitora e controla o Tempo. Um Técnico que lida diariamente com o destino de bilhões de pessoas no mundo inteiro – sua função é iniciar Mudanças de Realidade, ou seja, alterar o curso da História. Condicionado por um treinamento rigoroso e por uma rígida autodisciplina, Harlan aprendeu a deixar as emoções de lado na hora de fazer seu trabalho. Tudo vai bem até o dia em que ele conhece a atraente Noÿs Lambent, uma mulher que abala suas estruturas e faz com que passe a rever seus conceitos, em nome de algo tão antigo quanto o próprio tempo – o amor. Agora ele terá de arriscar tudo – não apenas seu emprego, mas sua vida, a de Noÿs e até mesmo o curso da História.
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Avaliação:

Ele havia alterado a Realidade. Havia adulterado um mecanismo por uns poucos minutos do Século 223 e, como resultado, um jovem não conseguiu assistir a uma palestra sobre mecânica à qual deveria ter comparecido. Nunca estudou engenharia solar e, em consequência, um invento perfeitamente simples teve seu desenvolvimento adiado por dez anos cruciais. Uma guerra no 224, espantosamente, sumiu da Realidade como resultado.

A sensação que corria pelo meu corpo quando terminei de ler este livro foi de poesia. Sim, poesia corria em mim. Entrou pelos meus olhos, navegou em minha corrente sanguínea e evaporou pelos meus poros, causando arrepios.
Nunca imaginei que ficção científica pudesse ser assim. No entanto, esta era a segunda história que eu lia de Isaac Asimov. A primeira tinha sido a trilogia da Fundação, para a qual jamais terei confiança suficiente que me dê coragem de escrever uma resenha. A Fundação é muito mais do que as viagens interplanetárias e império que ocupa a galáxia inteira.
Da mesma forma, O Fim da Eternidade é muito mais do que a sinopse tenta mostrar. Parece com uma simples história de viagem no tempo, incrementada com a tensão causada por um coração apaixonado prestes a causar um possível desastre. Mas não é.
Ou é.
É tudo isso somado, só que elevado a uma outra dimensão de significado. Ou, como numa frase que eu adoro falar: é um outro patamar de existência.

É um pouco inútil eu ficar falando aqui do enredo do livro. Em O Fim da Eternidade, as viagens no tempo são, sim, usadas para causar modificações, tanto no passado quanto no futuro. (Estou dizendo isso porque, em diversas histórias desse tema, uma das dificuldades que viajantes do tempo têm é justamente a incapacidade de mudar os fatos.) Mas o livro não é só sobre isso. O enredo vai te entreter, te fazer sonhar e questionar e te guiar. Mas as últimas páginas é que te dirão sobre o que o livro é. E, nesse momento, você vai sentir o seu entendimento se ampliar. Sabe aquilo que eu falei agora há pouco sobre dimensão e patamar? Então.

Talvez eu esteja exagerando. Talvez eu ainda seja uma novata em termos de Isaac Asimov e esteja impressionada. Talvez eu pareça aquela adolescente de 13 anos em seu primeiro vou-amá-lo-para-sempre. Mas se você também é novato em Isaac Asimov, eu gostaria que você sentisse o que eu senti. Desejo muito que, ao fim do livro, você olhe pro infinito – porque simplesmente você não consegue focar em nada por um tempo – e faça a cara de encantamento que eu fiz. Foi uma pena eu não ter uma câmera à mão para registrar o meu rosto nesse instante e guardar a imagem para sempre.
O Fim da Eternidade

Leia um trecho: aqui

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    3 comentários para “[resenha] O Fim da Eternidade”

  1. Daniel disse:

    Me sinto na obrigação de comentar sobre esse livro.
    Eu me considero um leitor assíduo e fiquei decepcionado ao terminar essa obra, mas de um jeito quase bom.
    Queria ter o poder de voltar no tempo e me impedir de ler a obra até que tivesse lido todos os livros possíveis, pq esse livro foi uma estaca cravada na minha linha do tempo. Sempre haverá um antes e um depois, eu senti que eu deveria ter deixado esse livro por último, senti que depois dele eu jamais ficaria tão estupefato e deslumbrado como fiquei depois de ler O fim da eternidade.
    Eu terminei de ler ja era tarde da noite, nao consegui sequer pegar no sono, fiquei inquieto e tentava absorver tudo o que tinha acontecido. Fiquei semanas sem ler de novo, tentando voltar aos livros de rotina, mas sabia q nada mais me deixaria em um estado de êxtase como o fim de O fim da eternidade.
    Asimov jogou a barra lá em cima, ainda nao li nada que o alcançasse.
    É até hj meu livro favorito…
    Abraços!

  2. Isabel Brito disse:

    Uau, que livro! Admito que ainda não li nada dele, mas um amigo meu me recomendou bastante e fiquei com vontade de ler. Gostei muito da resenha!
    Beijos, Bel
    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

  3. Aime disse:

    eu tenho uma divida moral comigo de ler algo do isaac asimov… mas eu sou uma má pagadora e agora estou devorando a trilogia dos jogos vorazes ao inves hahahaha

    Lia, saudade! <3 começo do ano que vem eu to de mudança pra Rio Claro e vou estar mais pertinho, será que FINALMENTE sai o nosso encontrinho???

    Eu fiz uma tag no meu blog sobre conhecer melhor a blogueira, fiz em video e te indiquei… se vc achar que rola de responder (nao precisa ser em video nao!) me da um aviso pra eu ler suas respostas *-*

    beijaaao

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