Categoria: ‘Almanaques’

[resenha] Paris – Tudo o que você sempre quis saber

3 de setembro de 2013 - terça-feira - 20:23h   ¤   Categoria(s): Almanaques, Infantojuvenil, Literatura estrangeira, Resenhas

Paris – Tudo o que você sempre quis saberTítulo: Paris – Tudo o que você sempre quis saber
Título original: Paris: everything you ever wanted to know
Autor: Klay Lamprell
País: Australia
Ano: 2011
Editora: Globo
Páginas: 96
Sinopse: Voltada para o público infanto-juvenil, a série ‘Proibido para adultos’ procura ser introdução para os pequenos leitores conhecerem algumas das cidades consideradas mais belas do mundo, naquilo que elas têm considerado por mais peculiar. O livro investiga um destino, com foco em revelar ‘coisas que valem a pena saber’ sobre a história, os costumes e os segredos locais – do ponto de vista da criança. Contém fotografias e tópicos que enfocam eventos históricos, monumentos, destaques arquitetônicos, comida, moda e estilo de vida de seus habitantes.

Arco do Triunfo
O imperador Napoleão encomendou um arco para comemorar suas vitórias nos campos de batalha. Mas o problema é que o monumento era tão grande que levou 30 anos para ficar pronto. A essa altura, Napoleão já havia perdido o poder de novo. Ainda bem que o rei Luís Felipe não guardou rancor e permitiu o término da obra.

Avaliação:
Pensem em um livro infantil lindo, cheio de ilustrações e fotos, com uma diagramação incrível, sobre a cidade da qual você é mais paga-pau. Paris – Tudo o que você sempre quis saber é este livro. Ele explica de forma simples e em linguagem mais leve sobre pontos turísticos, História, cultura e costumes da cidade.
Com cada assunto ou tópico abordado em 2 páginas, o livro fala, por exemplo, da Catedral de Notre Dame, do rio Sena, dos cães de Paris, de Asterix, de Napoleão, da importância da moda, da catacumba de ossos, do metrô, entre outros.
Logo na capa, há um aviso dizendo que é proibido para adultos, e nas primeiras páginas, também diz que não é um guia de viagem. Entretanto, apesar de ser um livro infantil, eu fiquei fascinada por ele, namorando durante muito tempo antes de ter a oportunidade de comprar. Durante a leitura, morria de amores pelos textos divertidos e pelas imagens de encher os olhos. E mesmo não sendo um guia de viagem, é bastante útil para você não ficar boiando sem entender nada da importância dos monumentos quando for viajar para Paris. Eu, particularmente, o trataria como livrinho de consulta cultural rápida, além de deixar na cabeceira para reler infinitamente.
E, ao invés de um texto longo nessa resenha, o melhor mesmo é postar algumas fotos dessas páginas lindas.
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[resenha] Um Nerd no Japão

16 de dezembro de 2011 - sexta-feira - 15:54h   ¤   Categoria(s): Almanaques, Literatura estrangeira, Resenhas

Um Nerd no JapãoTítulo: Um Nerd no Japão
Título original: Um Geek En Japón
Autor: Héctor García
País: Espanha
Ano: 2010
Editora: JBC
Tradutor: Bruno Aragaki
Páginas: 154
Sinopse: O autor – e apaixonado declarado pelo Japão – Héctor García conta as suas impressões do país, desde que desembarcou pela primeira vez no aeroporto de Narita, em 2004, para trabalhar na Asahi Kasei, empresa japonesa de tecnologia, desenvolvedora de sistemas de reconhecimento de voz. O resultado é um livro recheado de ilustrações, em cores, acompanhadas de descrições que seguem uma linha do tempo do Japão, começando pela tradição milenar, a origem do idioma e dos ideogramas, passando pelas filosofias xintoísta e budista até o Japão moderno, em que a cultura pop reina e ganha destaque mundial através dos animes e mangás. Além de decifrar alguns códigos de comportamento nipônico e sua cultura, que mescla tradição milenar e tecnologia avançada, ‘Um Nerd no Japão’ mostra o que há nos badalados bairros da capital Tóquio, os passeios culturais e os locais não muito divulgados mas, nem por isso, menos interessantes. Tudo acompanhado de fotos, mapas e indicações de acesso, além de dicas para aqueles que farão um tour pelo país pela primeira vez.
Compre: compare preços

Os valores estéticos dos japoneses são muito diferentes dos nossos. Pouco a pouco, a noção de beleza japonesa foi influenciando o restante do mundo. Por exemplo, o ukiyoe influenciou movimentos ocidentais importantes como o impressionismo e o fauvismo. Nomes de peso, como Frank Lloyd Wright, foram grandes fãs de ukiyoe. Mas não foi só essa vertente japonesa que fascinou o ocidente: gueixas, jardins japoneses, literatura, haikus, bonsais, mangás… o que tudo isso tem em comum? E por que essas coisas fazem tanto sucesso?
Você já percebeu que sentimos uma sensação parecida quando folheamos um livro japonês, descansamos num jardim zen, lemos alguns haikus ou comemos um bom sushi? Diria que são caminhos muito diferentes para atingir o mesmo estado mental.

Avaliação:
A primeira coisa que eu pensei quando abri o livro, ainda numa livraria, antes de comprá-lo, foi: “Nossa, que bonito! Parece ter sido feito com muito carinho!”. Sim, o livro é bem bonito, com muitas fotos, uma diagramação muito bem feita, e em papel brilhante, o que deixa as imagens ainda mais atraentes.
Folheando um pouco mais, ainda antes de comprar, percebi que parecia ser bastante completo e trazer muitas informações sobre a cultura japonesa, apesar de ter poucas páginas.
E agora, tendo lido, posso confirmar: o livro realmente é muito bom!

Trata-se de um overview cultural bastante abrangente, feito por um jovem nerd ocidental (engenheiro espanhol, nascido em 1981), fascinado pelo Japão, que imergiu no dia-a-dia da sociedade japonesa morando e trabalhando em Tokyo.
A impressão que seu livro passa é que ele captou muito bem alguns pontos essenciais da cultura japonesa, tão sutis, tão diferentes e tão difíceis de um ocidental compreender.

O livro aborda uma boa variedade de tópicos, falando sobre a história do Japão, artes e disciplina tradicionais, conceitos-chave, símbolos, cotidiano empresarial, sociedade, mangá, anime, música, cinema, TV etc.

Através dos capítulos, o autor não só explica a origem de alguns famosos elementos culturais como o mangá e o anime, como também desmistifica alguns aspectos que geram muita curiosidade como, por exemplo, por que os japoneses se suicidam tanto, por que as japonesas riem com a mão tampando a boca, por que é um país tão seguro, com gente tão honesta.

O autor também dá dicas de passeios por Tokyo e por outras cidades do Japão, mas é preciso frisar que é um livro sobre a cultura de um país, e não obrigatoriamente um guia de viagem, apesar de o seu conteúdo ser bastante valioso e aproveitável quando você estiver “perdido” no meio desse país de “gente exótica e estranha”, seja a turismo, seja a trabalho.

O livro é recomendável a qualquer público, desde os mais leigos em cultura japonesa até os mais aficionados conhecedores.
Particularmente, sendo eu descendente, gostei bastante porque não é o fato de você ter olhinhos puxados que haverá a garantia de que você saberá tudo sobre a cultura do país de onde seus avós vieram. Fiquei encantada por ter aprendido coisas que nem imaginava e que não poderia nunca esperar que meus ancestrais fossem me ensinar.

Não deixe de visitar também o blog do autor – www.kirainet.com –, considerado uma das referências sobre o Japão na web.
Um Nerd no Japão

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