Categoria: ‘Animais’

Projeto: Variedade Literária – outubro

20 de novembro de 2013 - quarta-feira - 09:20h   ¤   Categoria(s): Animais, Desafios, Medicina, Mitologia, Psicologia

Vamos lá pras sugestões da meta de *gasp, gasp* outubro, rs.

Projeto: Variedade Literária

A meta do mês de outubro do Projeto: Variedade Literária é de um tipo de livro que eu gosto bastante.

Não-ficção de interesse geral
Definitivamente, a forma indireta pela qual eu mais gosto de adquirir conhecimento são os livros. Mas não estou falando de estudo ou de cursos. Eu gosto demais desses livros que proporcionam aprendizado, mas sem aquele peso todo dos termos técnicos. Pode ser sobre qualquer assunto: Economia, Psicologia, Física, História, Mitologia… Eu devoro com amor, rs.

Sugestões
Essa lista abaixo abrange tudo que eu já li ou que leria com certeza.

       
       
       

O que eu escolhi foi Existiu Outra Humanidade.

Para quem quiser ver a lista inteira dos gêneros por mês e as sugestões para cada mês que já passou, o post inicial do Projeto está aqui.

[resenha] Rin Tin Tin

17 de novembro de 2013 - domingo - 19:11h   ¤   Categoria(s): Animais, Biografia, Literatura estrangeira, Resenhas

Rin Tin TinTítulo: Rin Tin Tin – A Vida e a Lenda
Título original: Rin Tin Tin: the life and the legend
Autor: Susan Orlean
País: EUA
Ano: 2013
Editora: Valentina
Páginas: 293
Sinopse: Ele achava que o cão era imortal. Assim começa a vasta, poderosa e comovente narrativa de Susan Orlean sobre a jornada de Rin Tin Tin – de sobrevivente órfão a astro do cinema e ícone internacional do showbiz. Susan, chamada de “patrimônio nacional” pelo Washington Post, passou cerca de dez anos pesquisando e escrevendo sua mais cativante obra: a história de um cão que nasceu em 1918 e nunca morreu. A narrativa começa num campo de batalha francês da Primeira Guerra Mundial, quando Lee Duncan, um jovem soldado americano, descobre um sobrevivente: um pastor-alemão recém-nascido nas ruínas de um canil bombardeado. Para Duncan, que passou parte da infância num orfanato, a sobrevivência do cão fora um milagre. Havia algo em Rin Tin Tin que o compelia a compartilhá-lo com o mundo. Duncan o levou, então, para a Califórnia, onde suas aptidões físicas e a capacidade de representar chamaram a atenção da Warner Bros. Durante os dez anos seguintes, Rinty estrelou 23 sucessos do cinema mudo que salvaram o estúdio da falência e fizeram dele o cão mais famoso de todos os tempos.
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Eu penso que sempre haverá um Rin Tin Tin porque sempre haverá histórias. Rin Tin Tin começou com um conto sobre a surpresa e o milagre, um golpe da fortuna numa época desafortunada, continuou como realização de uma promessa de amizade perfeita e culminou como portador de histórias sublimes que perduraram anos.

Avaliação:
Se você resolver ler Rin Tin Tin – A vida e a lenda por achar que se trata somente da história da vida de um cão, sinto muito, mas você terá na sua leitura muito mais do que isso. Não apenas pelo fato de Rin Tin Tin não ter sido “apenas um cão”, mas também porque o livro tem uma abrangência gigantesca, falando de Guerras Mundiais, de História e cultura americana, da trajetória do cinema e de valores humanos. Talvez, explicando assim, fique a impressão de que a biografia não tem foco, mas, na verdade, a grandeza está na própria entidade Rin Tin Tin e tudo que vem junto com ela.

O primeiro Rin Tin Tin foi um filhote encontrado por Lee Duncan na França, durante a I Guerra Mundial. Órfão, voltou para os EUA junto com Lee, que acabou descobrindo o talento do cão como ator. Seus filmes salvaram o ainda jovem e quase falido estúdio da Warner Bros. durante a década de 1920, ainda na época do cinema mudo.
A beleza do livro está em mostrar que Rin Tin Tin conseguiu atravessar o tempo e ser muito mais do que um único cão, que, em média, costuma viver 16 anos. O cinema fez sua difícil transição do mudo para o falado, a TV invadiu os lares americanos, as cores passaram a fazer parte das imagens transmitidas. E durante todo esse tempo, Rin Tin Tin esteve presente, acompanhando essas mudanças, porque algumas pessoas extremamente apaixonadas pelo que faziam queriam que ele continuasse a existir. A frase “Sempre haverá um Rin Tin Tin”, de Lee Duncan, é a essência dessa biografia densa e emocionante.

Eu recomendaria Rin Tin Tin – A vida e a lenda para pessoas que querem uma leitura mais lenta, porém recheada de cultura. Não é um livro para se ler “rapidão”, em um fim de semana, mas sim para se ler com vontade, com dedicação, disposto a aprender tudo o que ele tem para oferecer. Foi escrito com amor, e fala sobre o amor das pessoas por um cão, a ponto de desejarem torná-lo imortal.
Rin Tin Tin

[resenha] Um gato de rua chamado Bob

16 de setembro de 2013 - segunda-feira - 10:01h   ¤   Categoria(s): Animais, Biografia, Literatura estrangeira, Resenhas

Um gato de rua chamado BobTítulo: Um gato de rua chamado Bob
Título original: A street cat named Bob
Autor: James Bowen
País: Inglaterra
Ano: 2013
Editora: Novo Conceito
Páginas: 236
Sinopse: É uma tarde de outono em Covent Garden, Londres. Trabalhadores correm para o almoço, turistas brotam de todos os lados e clientes entram e saem das lojas. No meio de tudo isso está um gato. Usando um vistoso lenço Union Jack em volta do pescoço e cercado por uma multidão de 30 espectadores de boca aberta, Bob, o gatinho cor de laranja, sorri – é, sorri – timidamente. Próximo a ele, está seu dono James Bowen, com seu violão surrado, cantando músicas do Oasis. Então, ele para de tocar e se abaixa para Bob – ‘Vamos, Bob, cumprimente!’, diz. Bob mexe os bigodes, levanta uma pata e a estende para James. A multidão assobia. Não é todo dia que se vê um gato sentado, calmamente, no centro de Londres, aparentemente sem se abalar com o barulho das sirenes, os carros passando e todo aquele movimento – mas Bob não é um gato comum…
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Eu estava começando a amar o modo como Bob parecia ser capaz de iluminar o dia das pessoas. Ele era uma bela criatura, não havia dúvida. Mas não era apenas isso. Havia algo mais em Bob. Era sua personalidade que estava atraindo a atenção. As pessoas podiam sentir algo nele.

Avaliação:
Se alguém me perguntasse do que se trata o livro e eu tivesse que responder em uma única frase, seria: “É a história de um gato que tirou um cara do vício das drogas”. Acho que essa frase, por si só, já deixa implícito o quanto o livro é emocionante e o quanto Bob é um animal fantástico. O resto, em detalhes, o leitor vai acabar descobrindo (ou confirmando) ao longo da leitura.

Um gato de rua chamado Bob conta como James Bowen teve sua vida totalmente transformada quando um gato laranja apareceu no prédio onde havia começado a morar recentemente. James era um viciado em heroína lutando para se livrar das drogas. Ex-morador das ruas de Londres, estava há pouco tempo habitando um apartamento numa moradia subvencionada, voltada especialmente para ajudar pessoas que estão tentando reiniciar suas vidas. O gato estava em um estado bastante fragilizado. Magro, com partes da pelagem faltando e um ferimento na perna, ele acabou contando com a ajuda e atenção de James para se recuperar. Foi levado ao veterinário e foi até castrado. Quando o gato, já batizado de Bob, estava curado, James achou que poderia deixá-lo ir embora. Mas Bob resolveu ficar. Tendo como amigo um animal surpreendentemente inteligente e companheiro, James passou a ter um motivo para acordar todos os dias e se manter “limpo”.
As histórias das aventuras de James juntamente com Bob são de derreter o coração. O livro já me fez querer chorar logo na segunda página. Eu adoro gatos, mas infelizmente ainda não tive um para mim. Cheguei a conviver com alguns durante a minha infância, mas apenas de forma superficial. Nunca tive chance de ser muito próxima deles e muito menos tive um para chamá-lo de “meu”. Gosto deles, mas não sei como eles são, não conheço detalhes dos seus comportamentos. Por esse motivo, os relatos de James sobre a personalidade e as atitudes de Bob me encantavam de forma covarde, além de terem sido ótimo aprendizado. Eu não fazia ideia, por exemplo, de que machos que atingem a maturidade sexual costumam ser mais bochechudos, e esta era justamente uma das características que me chamavam a atenção nas fotos que via do Bob.

Após o fim da leitura, é como se a história de James e Bob ficasse em você. No meio da tarde, você se pega pensando neles, preocupada, com vontade de proteger Bob e querendo saber se James está conseguindo se recuperar bem da abstinência. É como se a existência deles fizesse parte da sua vida. O livro acaba, mas o seu vínculo emocional com os “meninos” demora para se dissolver.
Um gato de rua chamado Bob

Baixe o trecho do livro: aqui

Vídeo:
Um videozinho pra dar um gostinho… =)

[resenha] Como Fazer Seu Cachorro Feliz

1 de agosto de 2012 - quarta-feira - 18:16h   ¤   Categoria(s): Animais, Literatura estrangeira, Resenhas

Como Fazer Seu Cachorro FelizTítulo: Como Fazer Seu Cachorro Feliz
Título original: How To Have A Happy Dog
Autor: Andrea McHugh
País: Grã-Bretanha
Ano: 2006
Editora: Larousse
Páginas: 160
Sinopse: O que fazer para que o melhor amigo do homem esteja sempre feliz?
Para ter o cachorro mais alegre do bairro, a autora Andrea McHugh ensina a ler as expressões e a linguagem corporal do seu animal.
Um guia com ótimas ideias dar mais estímulo ao animal de estimação todos os dias.
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Não há dúvida de que um cachorro pode dar prazer a sua vida e fazer de você uma pessoa mais feliz, mas seu cachorro é tão feliz quanto poderia ser? Você o alimenta e passeia com ele, mas faz o possível para que ele tenha uma vida divertida?

Avaliação:
Eu ganhei este livro em uma ação via Twitter de uma livraria, onde a regra do jogo é adivinhar o livro que será dado. Apesar de eu não ser apaixonada por cachorros, achei a proposta desse livro muito fofa e muito importante também. Todo mundo compra ou adota um cachorro pensando na alegria que ele trará para a casa e seus moradores, mas será que todo mundo pensa na importância de fazer esse cachorro feliz?

É claro que os donos estão dispostos a dar muito amor e carinho ao seu cão, mas a questão é: o que eles estão fazendo é realmente adequado para a felicidade do seu bichinho querido?
“Como Fazer Seu Cachorro Feliz” ensina desde coisas mais básicas, como exercitar seu cachorro na medida certa de acordo com a raça, até coisas não tão óbvias assim, como evitar compensar um possível luto com atenção (em uma ocasião em que um cão perde a companhia do outro por morte). Alguns capítulos são bem interessantes, onde ensinam como cuidar de um cão de trabalho aposentado ou um cão abandonado, como proceder em situações de mudanças, viagens e férias.
O livro também é recheado de fotos e mais fotos que vão derreter o coração de qualquer apaixonado por cachorros.

Talvez a parte mais tocante do livro é no final, que trata de como deixar mais confortável a velhice daquele que te deu alegria e fez companhia durante tantos anos. Esta parte aborda até como se preparar para a morte do cão e como lidar com o luto (deste vez, do próprio dono).

Adorei a oportunidade de aprender, apesar de ser um pouco improvável que eu vá aplicar o conhecimento algum dia, mas recomendo muito este livro para os “pais” e “mães” de primeira viagem.
Como Fazer Seu Cachorro Feliz