Categoria: ‘Autoajuda’

[resenha] Quem Disse Que é Bom Ser Normal?

15 de dezembro de 2013 - domingo - 10:21h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Literatura estrangeira, Medicina, Psicologia, Resenhas

Quem Disse Que é Bom Ser Normal?Título: Quem Disse Que é Bom Ser Normal?
Título original: Better than normal
Autor: Dale Archer
País: EUA
Ano: 2012
Editora: Sextante
Páginas: 223
Sinopse: Dr. Dale descreve oito perfis de personalidade que até então eram considerados doenças psiquiátricas e mostra que eles podem ser encarados como vantagens, por serem qualidades que nos tornam únicos. Questionando o conceito do que é ser normal, o autor traz informações completas sobre os ‘transtornos’ que mais angustiam as pessoas, como TOC, bipolaridade e hiperatividade, desmistificando os problemas mentais e apresentando um novo modo de olharmos o comportamento humano.
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Tudo isso contribuiu para uma tendência claríssima – e, para mim, perturbadora – do mundo farmacêutico: nunca se tomou tanto remédio, com ou sem prescrição médica, quanto nos dias de hoje, pelas mais diversas razões. É claro que não são apenas medicamentos receitados para problemas mentais. Há analgésicos. Soníferos. Remédios contra resfriado. Remédios contra tosse. Remédios combinados contra tosse e resfriado.

Avaliação:
E então, é só uma pessoa ser um pouquinho diferente, um pouco mais organizada, ou um pouco mais agitada que, pronto, ela tem TOC, ela tem TDAH, tem fobia social, síndrome do pânico ou qualquer dessas doenças glamourosas de gente que se acha louca. Sendo assim, precisa se entupir de remédios de tarja preta-fluorescente. Desculpe-me por te decepcionar, mas… bem, é muito provável que esteja tudo certo com a saúde dela.

Em Quem Disse Que é Bom Ser Normal?, o autor, renomado psiquiatra, critica a forma como qualquer característica um pouco “fora do normal” no jeito de ser de uma pessoa é tratada com um diagnóstico de transtorno e quilos de medicamentos. Apresentando uma lista de 8 tipos diferentes de personalidades, ele afirma que todas as pessoas apresentam cada uma dessas personalidades em intensidades diferentes, em uma escala, por exemplo, de 0 a 10. Os indivíduos que realmente podem (mas não necessariamente devem) ser diagnosticados com transtorno e receber tratamento médico são aqueles que atingem o nível 10 de uma (ou mais de uma) personalidade. São casos em que a vida diária e a convivência social ficam extremamente prejudicadas.
Com essa lista e essa escala, o médico deseja mostrar que todos podem ter características interessantes de personalidade que não necessariamente devem ser vistas como doenças. Para cada um dos 8 itens da lista, o autor descreve os comportamentos encontrados de acordo com a posição na escala, qual a origem (ou necessidade) evolutiva daquele tipo de personalidade, como tirar bom proveito na vida profissional e social e, finalmente, qual o transtorno correspondente quando se chega de verdade ao extremo da escala.

Eu gostei bastante desse livro pois ele “desglamouriza” as doenças mentais que acabaram virando moda. As pessoas não precisam ser doentes para serem especiais. Elas podem ser especiais mesmo estando dentro da normalidade. Quem Disse Que é Bom Ser Normal? não se aprofunda muito em cada um dos traços de personalidade, é mais um overview, mas é uma forma ótima de anular a ignorância que veio se espalhando ao longo do tempo. Eu faria a seguinte comparação com outras “doenças”, em relação ao esclarecimento que este livro traz. Seria como algo do tipo:
– Nossa, olha essas sardas no meu rosto. Eu tenho câncer. Preciso ir ao oncologista e fazer quimio.
– Não, querido(a), são apenas sardas. São seu charme, são o que te fazem especial. Mas são absolutamente normais.

Muitas vezes, sardas são apenas sardas. E ser uma pessoa organizada é apenas ser uma pessoa organizada. Esqueçam esse lance de TOC e tal.
Quem Disse Que é Bom Ser Normal?

Leia um trecho: aqui

[resenha] Apegados

30 de junho de 2013 - domingo - 18:35h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Desafios, Resenhas

ApegadosTítulo: Apegados
Título original: Attached
Autores: Amir Lavine e Rachel S. F. Heeler
País: EUA
Ano: 2010
Editora: Novo Conceito
Páginas: 303
Sinopse: Cada vez mais fazemos uso da pesquisa científica para conquistar melhor qualidade de vida. Sabemos o que devemos ou não comer, conhecemos o tipo de exercício que devemos praticar e por quanto tempo devemos fazê-lo, aprendemos alternativas viáveis para conquistar o sono revigorante… No entanto, nossos relacionamentos amorosos, parte importante de nossa vida, não parecem tão avaliados e estudados. Geralmente temos a sensação de que essa coisa de amor é um assunto da sorte. Mas será possível que a ciência explique por que algumas relações são produtivas e enriquecedoras, enquanto outras nos deixam perturbados e alienados? Pode a ciência explicar como muitos criam vínculos amáveis sem esforço algum, enquanto outros têm que lutar tanto pelo amor? Para o psiquiatra Amir Levine e a psicóloga Rachel Heller, a resposta é um evidente ‘sim’. Em ‘Apegados’ – livro baseado nas pesquisas da Teoria do Apego, de John Bowlby -, os autores revelam como compreender os mecanismos de afeição que se criam entre os adultos, o que certamente nos ajudará a encontrar e a manter o amor.
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Nossa necessidade de ter alguém com quem compartilhar a nossa vida faz parte de nossa constituição genética, e não tem nada a ver com o quanto amamos a nós mesmos ou com o quanto nos sentimos realizados individualmente. [...] O que se provou, por meio da evolução, como sendo uma forte vantagem para a sobrevivência foi a possibilidade de um casal humano tornar-se uma unidade fisiológica.

Avaliação:
Apegados é um livro ligeiramente diferente dos outros autoajuda que costumam estar nas prateleiras das livrarias, mas nem tanto.

Com base na Teoria do Apego, o livro diz que você pode ser classificado como ansioso, seguro ou evitante conforme a sua forma de lidar com seu parceiro nos relacionamentos amorosos.
Citando diversos casos e exemplos (não sei se fictícios ou não), Apegados mostra quais os comportamentos típicos de cada um dos 3 estilos de apego, que motivações estão por trás de cada atitude, que dificuldades podem surgir de acordo com a combinação entre pessoas de diferentes estilos e como lidar com tudo isso. A grande diferença deste livro em relação aos outros bons títulos do gênero é que ele não divide os comportamentos das pessoas por sexo. Além disso, também não afirma que esse ou aquele comportamento são errados. O leitor não é estimulado a mudar seu jeito de ser.
O que faz Apegados ser “mais um livro de autoajuda” é que, à primeira vista, ele parece querer solucionar a sua vida amorosa de forma mágica, principalmente quando o pegamos na livraria e olhamos para o subtítulo na capa. Esse ponto é onde muitos autoajuda pecam e afastam potenciais leitores. A verdade é que Apegados, assim como seus bons semelhantes, não é assim. Não traz uma solução mágica. O que ele oferece são esclarecimentos baseados em uma pesquisa científica e conselhos de caminhos que o leitor pode seguir para tornar a sua vida menos incompreensível.

Talvez esse livro seja bastante útil para pessoas que passaram por muito sofrimento nos relacionamentos anteriores e estão com dificuldade de entender por que não conseguem estar com uma pessoa de forma tranquila. Também é ótimo para aqueles que estão em um relacionamento conturbado, mas que não têm possibilidade ou desejo de terminá-lo (por qualquer que seja o motivo), e preferem, sim, melhorá-lo.

Esta resenha faz parte da meta de junho do Projeto Variedade Literária.
Apegados

Projeto: Variedade Literária – junho

19 de junho de 2013 - quarta-feira - 09:17h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Desafios

Projeto: Variedade Literária

Post atrasado, mais uma vez, lalala… ♫
A meta do mês de junho do Projeto: Variedade Literária é o que me faz ir na direção contrária à da maioria das pessoas. Ou não.

Autoajuda
Eu tenho muito o que falar sobre livros de autoajuda. Mas não vou falar. Porque quem gosta, gosta, e consegue imaginar o que eu escreveria aqui. Já quem não gosta… bem… não é com um textinho de blog que vai ser convencido do contrário.
Mas se você está em cima do muro, com vontade de conhecer, seja muito bem-vindo! ♥ Tenho ótimas sugestões aí abaixo. =) E se quiser saber as minhas razões pra gostar de autoajuda, me escreva! Terei prazer em responder!

Sugestões
Alguns desses eu li. Outros, eu leria com certeza. Uns são leves e divertidos. Outros, além de divertidos, mudaram totalmente a visão que eu tinha de determinado assunto.

       
       

O que eu vou ler é Apegados.

Para quem quiser ver a lista inteira dos gêneros por mês e as sugestões para cada mês que já passou, o post inicial do Projeto está aqui.

[resenha] O Que os Homens Dizem, O Que as Mulheres Ouvem

21 de dezembro de 2012 - sexta-feira - 09:54h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Resenhas

O Que os Homens Dizem, O Que as Mulheres OuvemTítulo: O Que os Homens Dizem, O Que as Mulheres Ouvem
Título original: What Men Say, What Women Hear
Autor: Linda Papadopoulos
País: Canadá
Ano: 2009
Editora: Academia de Inteligência
Páginas: 211
Sinopse: Os homens vivem dizendo que as mulheres são complicadas. Mas e elas? Conseguem entendê-los? Em ‘O que os homens dizem, o que as mulheres ouvem’, Linda Papadopoulos lida com o abismo que existe na comunicação entre homens e mulheres e que pode complicar ou até mesmo arruinar o primeiro encontro, a primeira vez ou o sonho de viverem felizes para sempre. Aplicando técnicas clínicas a exemplos divertidos – e tão familiares -, a respeitada psicóloga ajuda as leitoras a controlar a ansiedade e reavaliar o que pensam sobre si mesmas. Mais que isso, ela decifra o que e como pensam os homens.
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Ele diz: “Esse vestido ficou ótimo! Vamos comprá-lo!”
Você ouve: “Você é mesmo muito bonita. Sinto que estamos muito próximos um do outro.”
Ele quis dizer: “Pelo amor de Deus, os oitos últimos vestidos pretos que você experimentou são idênticos! Compre logo um, para que a gente possa chegar em casa a tempo de eu ver o jogo!”

Avaliação:
Este livro trata de um assunto bastante comum na vida dos casais heterossexuais, que é o problema do abismo na comunicação entre as partes. Ela pode ocorrer em diversos estágios de um relacionamento: no primeiro encontro, no estabelecimento de um compromisso, na ocasião de conhecer os “sogros”, na decisão de morar junto, no casamento e inclusive na possível traição.

Parte da teoria é um pouco de “mais do mesmo”. Como eu já li diversos livros de autoajuda, meio que cansei de ouvir que homens raciocinam de forma diferente das mulheres. Mas este livro também traz alguns conceitos que achei bastante interessantes, como o fato de que aquilo que você interpreta na fala do outro é, na maioria das vezes, baseado em experiências anteriores e valores fortemente arraigados no seu inconsciente. Parece óbvio chegar a esse tipo de conclusão, mas as pessoas não têm consciência disso no exato momento em que estão entendendo tudo errado e se magoando (ou iniciando uma discussão) por simples problema de interpretação.
Em cada um dos estágios abordados, o livro dá inúmeros exemplos de diálogos típicos, onde um fala uma coisa e o outro entende de uma forma totalmente equivocada. A autora passa um raio-x nesses diálogos e mostra, com as dicas baseadas nos conceitos trazidos, como evitar que seus medos, traumas e crenças possam gerar tempestade em copo d’água a partir de um simples e inocente comentário.

Na minha opinião, acho que o livro é mais recomendado para quem não tem o costume de ler muito autoajuda. Quem lê o gênero com uma certa frequência poderia achar que não acrescentou muito conhecimento. E quem realmente curte ler sobre relacionamentos (que é o meu caso) vai achar que saber um pouco mais nunca é demais.
Mas se você é uma das partes de um casal que se desentende facilmente, este livro irá esclarecer boa parte do que acontece quando você e seu parceiro não gostam do que ouvem um do outro.
O Que os Homens Dizem, O Que as Mulheres Ouvem

[resenha] Desvendando os Segredos da Atração Sexual

17 de outubro de 2011 - segunda-feira - 16:54h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Literatura estrangeira, Resenhas

Atração SexualTítulo: Desvendando os Segredos da Atração Sexual
Título original: Why Men Want Sex And Women Need Love
Autores: Allan e Barbara Pease
País: Austrália
Ano: 2009
Editora: Sextante
Tradutor: Marcia Oliveira
Páginas: 255
Sinopse: Neste livro, Allan e Barbara Pease pretendem revelar a verdade sobre homens e mulheres, colocando em foco aspectos críticos e intrigantes do amor e do sexo. Eles transformam os resultados de pesquisas na área em uma leitura a todos os que desejam entender e vencer os desafios das relações amorosas. As informações reunidas nesse livro visam ajudar solteiros que estão em busca de um par, casais que precisam de orientação e aqueles que desejam manter o parceiro sempre feliz e colher os frutos que isto proporciona.
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Os cinco erros mais comuns em um novo relacionamento
Muita gente vai se identificar com o que lerá a seguir, pois não são poucas as pessoas que já tomaram essas decisões erradas em algum momento da sua vida.
[para cada um dos itens, há, no livro, o detalhamento e explicação]
Erro nº1: fazer escolhas sob a influência dos hormônios
Erro nº2: negar os problemas
Erro nº3: escolher pessoas carentes
Erro nº4: ser complacente
Erro nº5: escolher um parceiro acreditando que você vai mudá-lo

Avaliação:
Antes de comentar sobre o conteúdo em si, eu queria fazer uma observação quanto ao título deste livro, que é dos mesmos autores de “Por Que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor?”, já resenhado aqui no Verbo: ler.
O título original de “Por Que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor?” é Why Men Don’t Listen & Women Can’t Read Maps. Já o título original do livro desta resenha, “Desvendando os Segredos da Atração Sexual” é, por sua vez, Why Men Want Sex And Women Need Love.
Por que essa bagunça com as traduções? Bom, se eu fosse chutar alguma explicação, eu suporia que um título do tipo “Por que os homens não ouvem e as mulheres não conseguem ler mapas” não teria tanto impacto para o público brasileiro. E talvez os tradutores não contassem com o fato de que, 9 anos depois, os mesmos autores lançariam um livro com o título exatamente igual ao utilizado em uma outra tradução adaptada.

O leitor que estiver numa livraria, com estes 2 livros na mão, decidindo qual levar, poderia se perguntar: “Mas qual a diferença do assunto tratado por eles?”. Pois é, justamente os títulos em inglês deixam isso um pouco mais claro, coisa que não acontece com os títulos em português.

Por Que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor?” trata das diferenças entre homens e mulheres num aspecto mais amplo, de comportamentos gerais, do dia-a-dia, e mostra como isso afeta a convivência entre quaisquer pessoas de sexos opostos, sejam cônjuges, amigos, colegas de trabalho ou membros de uma família.
Já o “Desvendando os Segredos da Atração Sexual” foca apenas no relacionamento amoroso e sexual entre pessoas de sexos opostos e como isso é afetado pelas suas diferenças comportamentais. Alguns tópicos interessantes são:
- Como a mulher e o homem entendem o amor de formas diferentes no cérebro
- Como os relacionamentos mudaram nos últimos 50 anos
- O que os homens querem de verdade
- O que as mulheres querem de verdade
- Sexo casual e infidelidade
- Como encontrar um parceiro ideal
- Qual a sua “cotação no mercado” e como melhorá-la

Eu sou muito suspeita para falar de livros deste tipo de assunto, pois sou fascinada. E talvez justamente por este motivo, apesar de eu ter gostado muito do livro, no fundo, para mim, ele não trouxe nada de novo. Mas é sempre bom reler algo que a gente já tenha aprendido antes, para reforçar. E é melhor ainda se for da maneira agradável que é com textos fluidos do casal Pease.
Atração Sexual

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