Categoria: ‘Aventura / Fantasia’

[resenha] Star Wars – Troopers da Morte

9 de abril de 2016 - sábado - 19:10h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Ficção Científica, Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

Troopers da MorteTítulo: Star Wars – Troopers da Morte
Título original: Star Wars – Death Troopers
Autor: Joe Schreiber
País: EUA
Edição original: 2009
Editora: Aleph
Páginas: 326
Compre: compare preços
Avaliação:

– Um destróier? – perguntou Austin. – E não estão respondendo aos chamados?
Kloth não respondeu por um momento. Tocou o queixo e dedilhou-o, pensativo, um gesto pomposo e afetado que Sartoris vira milhares de vezes e viera a odiar de um modo todo especial.
– Tem mais – disse ele. – De acordo com os bioscans, há poucas formas de vida a bordo.

A nave-prisão imperial Purgação está levando cerca de 500 criminosos para a prisão lunar Gradiente Sete. De repente, no meio do caminho, os propulsores da nave param. O sistema de navegação identifica um destróier imperial dentro do mesmo sistema. Pensando em pedir ajuda, tentam se comunicar, porém não obtêm sucesso. Os bioscans rastreiam apenas 10 ou 12 formas de vida a bordo desse destróier. Mas esse tipo de veículo é gigantesco, consegue transportar 10 mil indivíduos ou mais. Tudo muito estranho.

Uma equipe é enviada ao destróier para verificar se haveria peças que poderiam servir para consertar a Purgação. Uma vez lá dentro, constatam que tudo aparenta estar funcionando dentro da normalidade, como se não estivesse acontecendo nada de mais. Todas as máquinas realizando suas rotinas, porém em uma nave aflitivamente vazia. A equipe divide-se para procurar as peças e explorar a nave. Não conseguem entender o que aconteceu com a sua população. E então coisas estranhas começam a acontecer.

Por estarem separados e com a comunicação entre si falhando, os membros da equipe não conseguem se reunir novamente para retornar à nave-prisão. Metade deles realmente não retorna. Dos que conseguiram voltar, um já tinha vomitado, sua pele, adquirido um tom meio esverdeado, e um outro não parava de tossir. Ao chegar à Purgação, mais outros dois também começaram a tossir.

Não sou nenhuma fã ensandecida de Star Wars, mas gosto bastante desse universo, e devo confessar que muito me agradaria se resolvessem colocar Star Wars como pano de fundo de qualquer tipo de história. Ok, estou exagerando. Nem todo tema seria adequado. Mas achei uma ideia genial juntar zumbis com stormtroopers com o Império e suas naves. Pois não é que deu muito certo?

Eu estava bastante ansiosa para ler Troopers da Morte. Tinha ouvido falar muito bem dele, com depoimentos de pessoas que não eram fãs de Star Wars mas que gostaram do livro. A história em si não tem grandes insights ou complexidades, mas é muito divertida, no seu dinamismo e na sua estrutura. Os capítulos são curtos e rápidos, as cenas são bem escritas, misturando bem todo suspense, tensão e ação, e as descrições dos zumbis merecem destaque no quesito aflição e nojo. Sinceramente, eu não teria estômago para assistir a uma hipotética adaptação cinematográfica deste livro, não, hahaha!

“E os personagens?”, você deve estar se perguntando. Olha, eu só vou contar porque o próprio dono da Editora Aleph contou, então não pode ser considerado spoiler, rs. Entre os prisioneiros – acho que os leitores já devem imaginar –, há 2 velhos conhecidos nossos. É uma dupla. Amizade leal. Um deles é bem alto e peludo, rsrs. Chega. Já falei demais. =D

O livro em si também está bem bonito, com aquela edição de qualidade que já conhecemos. A capa, pelo que eu entendi, é igual à original. Achei a ilustração muito boa, sinistra, de dar até uma sensação ruim quando você olha, e acredito que seja por isso que resolveram mantê-la para a edição brasileira.

Pesquisando na linha do tempo de Star Wars, vi que Troopers da Morte se passa cerca de 1 ano antes dos acontecimentos do Episódio IV. O livro é Legends, mas, por mim, poderia perfeitamente ser encarado como Cânone, sem problema algum.
Troopers da Morte

Veja também:

[desapegando] A Outra Vida

29 de janeiro de 2016 - sexta-feira - 08:18h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Desapegando, Literatura estrangeira, Promoções, Terror / Sobrenatural

O 2º livro a ser sorteado no projeto [desapegando] vai ser A Outra Vida, da Susanne Winnacker! =)
[desapegando] A Outra Vida
Conforme o post explicativo do projeto, este livro é usado. Foi lido apenas 1 vez. Pelas fotos, vocês poderão saber como ele está:
[desapegando] A Outra Vida [desapegando] A Outra Vida [desapegando] A Outra Vida

Regrinhas do sorteio:
1. O sorteado deverá ter um endereço de entrega no Brasil.
2. Para participar, faça as 2 ações a seguir:
- Siga o perfil de instagram @verbo_ler_.
- Comente no post da foto do sorteio, marcando 2 pessoas (não pode ser celebridade, perfil falso, nem loja ou empresa).
3. Se o ganhador não estiver seguindo o instagram do blog, ele será desclassificado, e um novo sorteio será feito.
4. O sorteio será feito via random.org, com a numeração pela ordem de comentários.
5. O ganhador será contatado por marcação do seu @ no post do resultado. Ele terá 48 horas para enviar um e-mail ou direct informando seu endereço. Caso não responda nesse prazo, um novo sorteio será realizado.
6. O blog enviará o livro até 30 dias após o recebimento do endereço do ganhador.
7. O blog não se responsabiliza pela perda ou extravio dos correios, assim como por destinatário ausente ou endereço incorreto ou incompleto.
8. A promoção termina no dia 29/02/2016.

Boa sorte! ^_^~♥

Veja também:

CCXP 2015

4 de dezembro de 2015 - sexta-feira - 15:27h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Eventos, Ficção Científica

Ontem eu fui na CCXP 2015!

Depois ficar num dilema quase eterno, se ia, não ia, ia, não ia, eu tive argumentos suficientes para tentar ir. \o/

Depois de 1h30 de fila de busão + 2h de fila pra comprar ingresso, eu finalmente consegui entrar… às 15:00h. =P

Aliás, dica: se você estiver na estação Jabaquara, sugiro ir a pé até o local do evento. O trajeto não é complicado, nem perigoso de dia, e leva acho que uns 15~20 minutos. Se em uma quinta-feira o translado gratuito já não valia a pena pelo tempo gasto esperando, imagine no fim de semana.

Mas vamos às fotos:

Painel da Editora Aleph – Os universos da ficção científica
Quando eu vi o título do painel, eu já imaginava que seria a mesma apresentação de um dos Cafés da Manhã Intergalácticos em que eu fui, mas mesmo sabendo disso, ainda assim eu quis assistir. Por mim, eu ficava o dia inteiro ouvindo esse pessoal discutindo ficção científica!
CCXP 2015
Amo essa linha do tempo!
CCXP 2015

 
Stand da Editora Aleph – Cantina Mos Aleph
Editora Aleph mitando absurdamente com um stand lindo, inspirado na famosa cantina de Tatooine.
CCXP 2015 CCXP 2015

 
Artists’ Alley – Sandro Hojo e Fabiana Shizue
E então eu fui lá ver o meu amigo Sandro Hojo (@hojossaurus), conhecer a Fabiana Shizue (@fshizue_) e apreciar o trabalho deles.
Eles estão na mesa 55! Passem lá! ^___^
CCXP 2015
Minhas comprinhas lá na mesa deles!
CCXP 2015

 
Autógrafo do Timothy Zahn, autor da Trilogia Thrawn – Star Wars
Como eu tinha perdido a sessão de autógrafos das 13:30h, eu fui na das 19:00h. A fila até que estava tranquila. Fiquei pouco mais de 1 hora.
Eu não tenho coragem de puxar conversa com autores em situações assim porque sempre acabo sendo tchonga, então foi só “Hi, Mr. Zahn” e “Thank you so much”, hahaha!
CCXP 2015
Autógrafos nos 3 livros
CCXP 2015
Detalhe do autógrafo
CCXP 2015

 
Chinelo!
Vou te falar que eu fiquei p- da vida quando fui na loja da Centauro e vi que lá só tinha tamanhos grandes das Havaianas de Star Wars, na parede de chinelos supostamente masculinos. Vsf! Mulher não pode gostar de Star Wars, é?
No stand das Havaianas, lá na CCXP, eu achei meu número. Aliás, paguei mais barato do que o preço que tinham me informado, porque era infantil. Hahaha! (Eu calço 33-34.)
CCXP 2015

 
Outras fotos
CCXP 2015 CCXP 2015
Uma garota de boas, vestida de Rey, quando de repente encontra seu transporte =D
CCXP 2015
Cabia uns 3 defuntos meus dentro desse capacete, hein!
CCXP 2015
Não manjo de Max Steel, mas achei bem legal esse cara aí
CCXP 2015
Não vi a Evangeline Lilly com meus próprios olhos por motivo de multidão na minha frente + 1,60 m de altura. Mas estiquei os braços e tive ajuda do zoom da câmera
CCXP 2015

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Aftermath:
Voltei pra casa podre, devo ter perdido peso, rs, por conta das filas e da mochila pesada. Eu tava com medo de ir porque não sabia se ia valer a grana do ingresso, não por causa da qualidade do evento, mas porque eu acho que não sou nerd o suficiente pra “entender” tudo.
Mas no fim valeu! =) Do tempo que eu consegui ficar lá, aproveitei bastante, encontrei amigos queridos, vi as coisas que eu curto.

Ps: com exceção da HQ do meu amigo Hojo, eu saí de lá sem comprar livros! \o/
A Feira da USP que me aguarde…

Veja também:
Café da Manhã Intergaláctico II Café da Manhã Intergaláctico Star Wars – Academia Jedi

[resenha] Jurassic Park

29 de setembro de 2015 - terça-feira - 11:21h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Ficção Científica, Literatura estrangeira, Resenhas, Suspense / Ação

Jurassic ParkTítulo: Jurassic Park
Título original: Jurassic Park
Autor: Michael Crichton
País: EUA
Edição original: 1990
Editora: Aleph
Páginas: 525
Compre: compare preços
Avaliação:

Existe um problema com aquela ilha. Ela é um acidente esperando para acontecer.

Quando eu soube dessa nova publicação do livro Jurassic Park, minhas reações foram: alegria, leve curiosidade, dúvida, empolgação, curiosidade desesperada e certeza. Nessa sequência. Alegria e curiosidade, eu não preciso nem explicar. Mas logo em seguida, veio a pergunta: “Será que vale a pena ler uma história sobre a qual eu sei quase de cor?” E então eu abri o livro para dar uma folheada. Não havia só texto. Havia gráficos, fluxogramas, tabelas, códigos de programação e capítulos numerados não como “Capítulo 1”, mas sim como “Primeira iteração”. Meu lado nerd gritou. Fiquei maluca. Vi que simplesmente PRECISAVA saber o que é que o filme deixou de fora.

No geral, a história principal do livro não é muito diferente do filme, exceto detalhes (por exemplo, o aspecto físico dos personagens) e um fato final totalmente oposto do que aconteceu na adaptação do Spielberg. Extração de DNA de dinossauro, um idoso excêntrico e rico, o passeio dos visitantes antes da abertura oficial, as crianças, as coisas dando errado… tudo isso tem no livro também. (E não me venha reclamar de spoiler. Se você não assistiu ao filme, o que está fazendo nesta vida?)

A grande diferença entre o filme e o livro está na atenção que é dada à Teoria do Caos e, portanto, na importância do personagem Ian Malcolm. Eu não sabia absolutamente nada sobre o assunto, nem fazia ideia do que eram fractais (heresia!), e aprendi horrores! A parte de Biologia também me encantou bastante, com explicações mais detalhadas sobre essa coisa toda de genética e DNA. Supondo que as informações contidas no livro sejam cientificamente corretas, mais crédito-conhecimento entrou pra conta do meu cérebro.

Mas o livro não é só nerdice. O texto é muito bom e envolvente, e em vários momentos de tensão (sim, aqueles que você já sabe quais são) eu realmente me desesperava durante a leitura. Tinha vezes em que acabava atropelando as palavras; em outras, simplesmente não queria avançar no texto por medo do desastre que estava para acontecer.

Os personagens principais, John Hammond, Alan Grant, Ellie Sattler, Ian Malcolm, Tim e Lex, são muito bem caracterizados. Você consegue desenvolver, por cada um deles, sentimentos intensos de admiração, desprezo, respeito, simpatia ou raiva.

Após ter lido o livro, e parando para pensar em diversas adaptações para o cinema, principalmente de obras de ficção científica, a impressão que eu tenho é de que os filmes acabam deixando de lado justamente aquilo que é o ensinamento mais essencial da história, aquilo que frita os miolos do leitor ao provocar profundas reflexões. O filme me encantou na época? É claro que sim! Eu tinha acabado de entrar na adolescência! Além disso, os efeitos visuais eram maravilhosos. Se descuidar, ainda são! E é mil vezes mais legal “ver” dinossauros em uma tela de cinema do que imaginar dinossauros durante a leitura. Mas eu acho extremamente necessário ler o livro, ainda mais se você já tem idade suficiente para precisar de coisas mais consistentes para se encantar.

No fim das contas, do alto (#sqn) da minha capacidade de análise, eu diria que o filme e o livro são coisas diferentes. Parecidas, mas diferentes. Parecidas no enredo, diferentes na sua proposta. Eu amei os dois. Um aos 12 anos de idade, o outro aos 34. =)

Quanto ao livro em si, essa edição nova ficou linda! A capa é maravilhosa, dramática, e chamativa e sombria ao mesmo tempo. As laterais vermelhas são a cereja do bolo. Dentro, o projeto gráfico é elegante, totalmente em harmonia com a história. A beleza externa exalta, mas também respeita e faz jus à importância da obra.
Jurassic Park

[resenha] A Corte do Ar

4 de dezembro de 2014 - quinta-feira - 09:35h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Ficção Científica, Literatura estrangeira, Resenhas

Título: A Corte do Ar
Título original: The Court of the Air
Autor: Stephen Hunt
País: Inglaterra
Ano: 2007
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 540
Sinopse: Quando a orfã Molly Templar testemunha um assassinato brutal no bordel onde foi colocada como aprendiz, seu primeiro instinto é correr de volta para o orfanato em que cresceu. Ao chegar lá e encontrar todos os seus amigos mortos, percebe que ela era o verdadeiro alvo, pois seu sangue contém um segredo muito cobiçado pelos inimigos do Estado. Enquanto isso, Oliver Brooks é acusado pela morte do tio, seu único familiar, e forçado a fugir na companhia de um misterioso agente da ‘Corte do Ar’. Perseguido pelo país, Oliver se vê cercado de ladrões, foras da lei e espiões, e pouco a pouco desvenda o segredo que destruiu sua vida. Molly e Oliver serão confrontados por um poder antigo que se julgava destruído há milênios e que agora ameaça a própria civilização. Seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois órfãos terão a ajuda de um formidável grupo de amigos nesta aventura cheia de ação, drama e intriga.
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Avaliação:

Um sopro ruidoso vindo do sul e a descida de um quarteto de motores de expansão silenciou o burburinho da multidão à espera do dirigível: o aeróstato surgiu da floresta localizada logo atrás do campo de aterrissagem com a metade mais alta do seu casco pintada de verde e a mais baixa com um padrão xadrez de amarelo e preto.

O que imediatamente, inevitavelmente chama a atenção quando você bate o olho em A Corte do Ar é a capa. Eu, em particular, nunca vi capa mais linda do que essa. Superelegante e cheia de ilustrações maravilhosas, ela ostenta uma criatividade de tirar o fôlego. É daqueles tipos de capa que perdem totalmente o sentido e sofrem de imenso desperdício quando são vistas em um e-reader. Eu não tenho nada contra e-books, mas a beleza física de A Corte do Ar “nunca será” em um dispositivo eletrônico.

Com relação à história, trata-se de algo grandioso, de um mundo criado especialmente para o livro, bastante interessante, mas ao mesmo tempo complexo e amplo demais. Há política, guerra, estratégias, há os habitantes desse mundo envolvidos em diversas disputas e há a dificuldade de saber quem luta por qual lado, se é que há apenas 2 lados nessas lutas. Também há personagens em excesso, criaturas, povos e culturas suficientes para fazer o leitor se perder. E o problema não é apenas a quantidade, mas também a forma como eles aparecem. Muitos personagens que têm papéis cruciais no enredo surgem do nada, começam a definir rumos, mas você não sabe nada sobre eles. Não sabe sobre seu passado, não conhece muito bem suas motivações e não entende direito as suas decisões. Da mesma forma, o histórico, o pano de fundo do mundo de A Corte do Ar não é apresentado de forma clara. Os fatos se desenrolam sem um background, sem explicar por que acontecem.
A impressão que me deu foi que o enredo não possui uma estrutura muito bem interligada. A história é intensa, mas senti falta de uma linha que costurasse tudo de forma firme e que fizesse cada cena isolada ter mais sentido dentro de um todo.

Sempre que esse tipo de sensação acontece comigo com a leitura de um livro, sinceramente, eu fico em dúvida se fui eu que não entendi a sua proposta. É diferente de quando você lê uma historinha merrequenta e fraca, e tem plena consciência da pouca qualidade que ela tem. No entanto, com relação a A Corte do Ar, eu sei que se trata de um livro importante, principalmente no gênero steampunk. Eu sei que é uma obra de grande porte e que merece respeito. No entanto, provavelmente eu não consegui entrar em sintonia com o livro e aproveitá-lo da maneira devida.
Para quem estiver lendo este meu post, eu sugiro que não o leve em consideração para decidir se vai ler o livro ou não. Procure outras resenhas, principalmente as de quem gostou da história, para ver se realmente te atrai. Apesar de eu não ter me dado bem com a leitura de A Corte do Ar, acho que a história vale muito a pena.
Uma dica: leia o trecho em pdf. Ele tem 137 páginas! O link está logo abaixo.

Leia um trecho: aqui