Categoria: ‘Aventura / Fantasia’

[resenha] Os Herdeiros dos Titãs – A Mão do Destino

17 de janeiro de 2013 - quinta-feira - 18:24h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Literatura nacional, Resenhas

Os Herdeiros dos Titãs - A Mão do DestinoTítulo: Os Herdeiros dos Titãs – A Mão do Destino
Autor: Eric Musashi
País: Brasil
Ano: 2012
Editora: Giostri
Páginas: 498
Sinopse: Nuvens cinzentas atravessam velozmente o firmamento. O vento sibilava, levando consigo folhas e o resto de vegetação seca que havia naquela paisagem árida. Era fim de tarde e relâmpagos ribombavam seguidamente. Solitário, com as roupas quase a serem arrancadas de seu corpo, Arion segurava firmemente a espada. Ele ofegava. Ggggrrrrrr! Foi o rosnado. Então veio a primeira sombra. E depois a Segunda, a terceira, e tantas que Arion se achou cercado delas. Em sua mão direita, sentia fluírem o calor e o criativo poder etéreo da Dalhebal, o sevaste que tornava tudo possível. Para Arion, era como se estivesse de novo na Floresta Sem Vida, mas não havia mal-estar ou incapacidade de invocar a magia do éter. E eis que a batalha o engolfou. Cercado, sabia que precisaria lutar pela vida. Arion estava só, no meio de tempestade, com lobos querendo sua carne. Aí ouviu uma voz: – Arion, Arion, por que não olhas para mim?
Compre: compare preços

Arion deu um grito de dor, e puxou o pedaço da flecha que ainda estava na sua perna, jogando-a ao vento. Muito sangue começou a ser derramado dali, e com a mão esquerda ele apertou a roupa de Luderás, de modo que este pôde perceber claramente. Em seguida, Luderás sentiu um gosto de sangue na boca, uma mistura de um sabor ferroso e um gosto amargo de dor, uma dor que era nociva demais, uma vez que anunciava um futuro incerto. Ficou tonto, e resolveu parar, pois não mais conseguiria continuar assim.

Avaliação:
A Mão do Destino é o segundo livro da dualogia Os Herdeiros dos Titãs. A resenha do primeiro livro, De Lutas e Ideais, encontra-se aqui. Se você não leu o primeiro, não se preocupe, pois estou tomando cuidado para não emitir spoilers.

Se nas primeiras páginas do livro anterior eu pude rapidamente perceber a grandiosidade da história, neste segundo livro, eu pude comprová-la. A Mão do Destino conta sobre os importantes acontecimentos que definem o futuro do Reino de Atala, tendo Arion e Téoder como líderes dos eventos. Há intrigas, mentiras, manipulações, mas também há amor, amizade, lealdade, grandes revelações, lutas e sacrifícios. Há heroísmo do tipo mais nobre e respeitável. Há traição do tipo mais desprezível. Os Herdeiros dos Titãs é o que realmente pode-se chamar de saga. Tem o porte e tem a estrutura para merecer tal título, tem personagens que fazem jus ao poder devastador de suas espadas, tem cidades e povos tão diferentes que parecem reais, tem uma deusa sobre a qual se descobriu a verdade.

Numa época em que se tem discutido muito a falta de incentivo à literatura nacional, eu recomendo pessoalmente a leitura de Os Herdeiros dos Titãs, principalmente para quem está à procura de uma história robusta de aventura.
Peço desculpas por estar apresentando a vocês uma resenha curta, mas além do problema de não poder ficar contando muito sobre o enredo, também não gostaria de ficar repetindo mil vezes a palavra “grandioso” para descrever o mundo que Eric Musashi criou. Se tivesse que apostar em um autor nacional com muito potencial, eu não teria medo de dizer o nome do Eric.

Também já foi lançada a HQ da saga, intitulada Rito de Passagem, que conta sobre eventos anteriores àqueles relatados na dualogia. Com certeza já está programada nas minhas futuras leituras!
Os Herdeiros dos Titãs - A Mão do Destino

Projeto: Variedade Literária – janeiro

3 de janeiro de 2013 - quinta-feira - 12:10h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Desafios, Terror / Sobrenatural

Projeto: Variedade Literária

E aí? Vamos começar o Projeto: Variedade Literária? Este primeiro mês está bem fácil, hein! =)

Aventura / Sobrenatural / Fantasia / Ficção científica
Geralmente preferidos pela maioria dos leitores, os gêneros deste mês têm em comum a capacidade de nos levar a mundos distantes. Passado, futuro, seres inexistentes, poderes, magia e tecnologia nos encantam justamente por nos proporcionarem experiências totalmente diferentes da nossa realidade.

Sugestões
Abaixo, seguem algumas sugestões básicas. A partir delas, com certeza vocês encontrarão mais opções de livros similares.
Os links das imagens levam ou para a sinopse no skoob ou para uma resenha no blog.

       
       
       

Se vocês tiverem sugestões para acrescentar à lista, fiquem à vontade para citar nos comentários!

E o meu livro escolhido é Feios. =)

Para quem quiser ver a lista inteira dos gêneros por mês e as regrinhas, o post inicial do Projeto está aqui.
No fim de janeiro, postarei a minha resenha e colocarei o espaço para os links.
Boa leitura a quem for participar! ^_~

[resenha] Branca de Neve

5 de dezembro de 2012 - quarta-feira - 16:06h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Infantojuvenil, Literatura estrangeira, Resenhas

Branca de NeveTítulo: Branca de Neve
Título original: Snow White
Autor: Irmãos Grimm (ilustrações de Camille Rose Garcia)
País: Alemanha
Ano: 1812~1822
Editora: Geração Editorial
Páginas: 80
Sinopse: Esta versão, feita para os pré-adolescentes do século XXI, traz uma heroína que parece uma gótica. A rainha perversa, a segunda mulher mais bela depois de Branca de Neve, surge aqui como um monstro de quatro olhos. Até os animais da floresta são assustadores, e o Príncipe Encantado não parece particularmente viril.
Compre: compare preços

Leve essa criança para a floresta. Eu não quero jamais pôr meus olhos sobre ela outra vez. Traga-me os seus pulmões e o seu fígado como prova de que realmente a matou.

Avaliação:
Pense em um livro lindo, de capa dura, bem encadernado, com folhas internas brilhantes, diagramação perfeita, ilustrações de tirar o fôlego e, como se não bastasse, contando a história de um dos grandes clássicos da literatura infantil. Pois este livro é a edição da Geração Editorial para Branca de Neve.

O texto contido nele é a versão clássica dos Irmãos Grimm, publicado há quase 200 anos. Sua história é relativamente diferente da versão certinha e açucarada da Disney. Prepare-se para sentir um quase imperceptível incômodo moral ao lê-la.

Mas o grande atrativo do livro é a parte visual, o que o torna praticamente uma obra de arte. A sua qualidade mostra o cuidado com que foi produzido. Os desenhos são ao mesmo tempo encantadores e medonhos, com criaturas bizarramente fofinhas e personagens carregados no delineador, independente da idade, sexo ou espécie.

Vejam algumas fotos que eu tirei do livro:
Branca de Neve Branca de Neve Branca de Neve Branca de Neve Branca de Neve

A parte mais legal, para vocês, é que eu tenho 2 exemplares. Um é meu. O outro poderá ser seu, junto com mais 11 livros, sorteados na promoção “Um ano de livros – 26 blogs, 24 livros + mimos. Quer ganhar? Participe!! São 24 livros para 2 ganhadores! =)

[resenha] Os Herdeiros dos Titãs – de Lutas e Ideais

20 de setembro de 2012 - quinta-feira - 15:52h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Literatura nacional, Resenhas

Os Herdeiros dos Titãs - de Lutas e IdeaisTítulo: Os Herdeiros dos Titãs – de Lutas e Ideais
Autor: Eric Musashi
País: Brasil
Ano: 2010
Editora: Giostri
Páginas: 351
Sinopse: “Os Herdeiros dos Titãs’ narra o período decadente de uma civilização de quatro mil anos, quando dos desmandos de uma Rainha-Deusa e seus sacerdotes, ditos imortais. ‘De Lutas e Ideais’, a primeira parte dessa aventura, apresenta o drama familiar de Téoder, maior herói de seu tempo, mas que foi levado a assassinar a própria esposa por ordem da Rainha. Arion, seu filho, é um revolucionário que evita o pai a todo custo. Mas quando ele passa a fugir das autoridades, deixando um rastro de sangue pelo caminho, um reencontro se torna cada vez mais necessário, trazendo à tona feridas antigas provocadas por um crime imperdoável.
Compre: compare preços

Rezava a lenda que Jatitã, a cidade sobre o monte de onde emergiu a cultura atalai, antiga capital de um império que, há mais de mil anos, se tornou o Reino de Atala, foi fundada pelo seu primeiro rei, Anjifum, no ano zero do calendário. [...] Suas gigantescas construções, as piscinas de águas cristalinas, as tavernas com o autêntico vinho de Ancatébia – coisas que faziam a cidade manter o seu prestígio, mesmo depois de perder o posto de capital para o até então desconhecido vilarejo de Catebete, terra natal da Rainha Quetabel.

Avaliação:
Eric Musashi criou um mundo: um reino com uma mitologia, com governantes, com guerreiros dotados de poderes mágicos, etnias com diferentes cores de cabelo, pele e olhos, com cidades e cada uma com sua reputação e costumes. Sobre essa sólida estrutura, corre a história de Arion e seu pai, Téoder.
Atualmente, Téoder é o béli-mor de Catebete, capital do Reino de Atala. Seu cargo está abaixo somente de Quetabel, a Rainha-Deusa, que “desceu” ao mundo há 700 anos e estabeleceu sua posição perante os habitantes do Reino.
Arion é um rebelde, vivendo nesta condição desde que se afastou do pai, quando este assassinou sua esposa, mãe de Arion, a mando da Rainha Quetabel. Sem conseguir perdoar Téoder, Arion vaga pelo reino fazendo valer seus ideais, juntamente com amigos partidários da sua causa. Até que os acontecimentos o conduzem ao reencontro com seu pai…

Já nas primeiras páginas, eu percebi a grandiosidade da história que iria se desenrolar diante dos meus olhos ao longo da leitura. A todo o momento, eu pensava: “Que livro é esse que ainda não estourou como é merecido?”
Tudo me impressionava conforme eu o lia. Em muitas ocasiões, eu me sentia como se estivesse assistindo a uma importante peça de dança, onde o palco era construído sobre fundações firmes e o piso jamais exibia sinais de fragilidade. Sobre ele, a dança podia se desenvolver com segurança, sem medo de que a sua sustentação desabasse, e fluía com habilidade, executada por artistas ainda de pouca fama, mas nítido conhecimento instintivo lapidado por noções técnicas. A coreografia era solta, livre, deixando o espectador à vontade para assistir e apreciar as evoluções.

A história do Reino de Atala é atraente em diversos níveis. Ela encanta quando olhada na visão do todo e instiga quando vista nos detalhes. Há mistérios envolvendo personagens e até regiões do Reino, há um passado glorioso e um futuro de decadência, há valores e sentimentos humanos. É como se o autor tivesse conseguido reunir todos os elementos que um bom livro do gênero deveria ter, misturado na quantidade certa e disposto da melhor maneira possível para o deleite do leitor.

Como se tudo isso não bastasse, ainda há a cereja no topo, que é a capa linda, com uma ilustração que transmite intensidade e ao mesmo tempo delicadeza e elegância.

Não vejo a hora de ler o 2º volume desta dualogia. Além disso, segundo informações do próprio autor, há também uma HQ que será lançada em breve.

Booktrailer:

[resenha] Camundo – O Desenho e a Sombra

12 de setembro de 2012 - quarta-feira - 22:23h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Infantojuvenil, Literatura nacional, Resenhas

Camundo - O Desenho e a SombraTítulo: Camundo – O Desenho e a Sombra
Autor: Nanuka Andrade
País: Brasil
Ano: 2011
Editora: Underworld
Páginas: 379
Sinopse: Depois de fugir de um asilo de desvalidos, Camundo encontra abrigo na casa de um rico e influente ervateiro. O que poderia ser um final feliz para um menino abandonado acaba se tornando em uma infeliz sucessão de acidentes e infortúnios. Camundo não é um menino comum; é capaz de desenhar coisas terríveis, que acontecem logo em seguida: incêndios, acidentes e crimes, entre outras temeridades. O que Camundo não sabe é que desenhos assim podem despertar interesse de gente perigosa, como uma sociedade secreta, conhecida por Asseclas do Lagarto, que está disposta a tudo para trazer um segredo milenar à tona, escondido nos corredores subterrâneos da cidade.
Compre: compare preços
Avaliação:

Camundo desenhava.
Sim.
Desenhos sombrios.
Como nossa história diz coisas sobre desenhos, digo logo que os desenhos de Camundo não eram, definitivamente, do tipo que você conhece.
[...]
Bem, se querem saber, havia mesmo algo de realmente fantástico sobre eles.
Os desenhos “aconteciam”.
Não. Não. Não como uma coincidência infeliz; deixe-me explicar.
Os desenhos de Camundo ganhavam vida no curto espaço de tempo que compreendia o traço e o futuro iminente.
Assim, como é possível e até onde pode se entender, tudo o que era desenhado EM-SEGUIDA-ACONTECIA.

Camundo é um órfão que tem o estranho dom de desenhar fatos terríveis que vinham a acontecer em pouco tempo, alguns dias depois. Após fugir do asilo onde morava e ganhar abrigo na casa de um rico tutor, sr. Elano Duarte, o garoto fica sabendo que seus desenhos podem envolvê-lo em muito mais perigos do que imaginava. Juntamente com Malini e Cindina – respectivamente filha e protegida do sr. Duarte -, Camundo irá investigar por que há tanta gente interessada em seus desenhos, quem são os Asseclas do Lagarto que parecem estar perseguindo-o e se realmente existem sociedades secretas que vivem no subterrâneo.

Se eu tivesse que definir este livro em 2 palavras, seriam: pura aventura! A história é divertida por si só, e me fez pensar em Goonies, em Sessão da Tarde, em infância repleta de imaginação. Os 3 personagens principais são crianças muito encantadoras, cada uma com sua personalidade bem definida. Corajosas, metem-se em diversas situações de perigo, indo atrás de investigações, fazendo descobertas, enfrentando adultos sem medo. Magia e mistério são elementos que estão presentes ao longo do livro inteiro, o que contribui muito para o leitor retornar aos seus tempos de criança conforme a história se desenrola.

Um outro aspecto muito especial que notei em Camundo – O Desenho e a Sombra foi a escrita em si. O narrador, em 3ª pessoa, é interativo, como se conversasse com o leitor enquanto conta a história. Além disso, a linguagem utilizada tem um quê de antiga, não só no vocabulário mas também na estrutura, na construção de frases. Isso acaba criando um clima todo diferente, já que o livro se passa nos anos 1920.

Outro destaque vai para a capa e as ilustrações, feitos pelo próprio autor, Nanuka Andrade, que também é desenhista. A cada início de capítulo, ele nos presenteia com um bonito desenho que faz referência ao que acontece na história.

Eu recomendo este livro especialmente pela deliciosa sensação de voltar para a época mais inocente e imaginativa de nossas vidas. Com a leitura de Camundo – O Desenho e a Sombra, vai ser impossível impedir de despertar a criança adormecida em você!
Camundo - O Desenho e a Sombra