Categoria: ‘Mistério’

Sequência dos livros da Agatha Christie

14 de dezembro de 2015 - segunda-feira - 10:18h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Policial, Sequência de livros de autores, Suspense / Ação

Aí eu cheguei a um ponto perigoso da ganância: montar a sequência da Agatha Christie!

Dessa vez, eu preferi fazer diferente: com capa e sem título original.
Por enquanto, tem só os romances. Não estão nesta lista as coletâneas de contos nem os livros escritos sob o pseudônimo de Mary Westmacott.

Depois eu completo essa parte que falta. Preciso descansar. XD

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:
As capas são das edições mais recentes, mas muitos títulos podem estar esgotados, especialmente os antigos da Nova Fronteira.

O Misterioso Caso
de Styles

1920
O Adversário
Secreto

1922
Assassinato no Campo de Golfe
1923
O Homem do Terno Marrom
1924
       
O Segredo de Chimneys
1925
O Assassinato de Roger Ackroyd
1926
Os Quatro Grandes
1927
O Mistério do
Trem Azul

1928
       
O Mistério dos Sete Relógios
1929
Assassinato na Casa do Pastor
1930
O Mistério de Sittaford
1931
A Casa do Penhasco
1932
       
Treze à Mesa
1933
Assassinato no Expresso do Oriente
1934
Por Que Não Pediram a Evans?
1934
Tragédia em Três Atos
1935
       
Morte nas Nuvens
1935
Os Crimes ABC
1936
Morte na Mesopotâmia
1936
Cartas na Mesa
1936
       
Morte no Nilo
1937
Poirot Perde uma Cliente
1937
Encontro com a Morte
1938
O Natal de Poirot
1938
       
É Fácil Matar
1939
E Não Sobrou Nenhum
1939
Uma Dose Mortal
1940
Cipreste Triste
1940
       
Morte na Praia
1941
M ou N?
1941
Um Corpo na Biblioteca
1942
A Mão Misteriosa
1942
       
Os Cinco Porquinhos
1942
Hora Zero
1944
E no Final a Morte
1945
Um Brinde de Cianureto
1945
       
A Mansão Hollow
1946
Seguindo a Correnteza
1948
A Casa Torta
1949
Convite para um Homicídio
1950
       
Aventura em Bagdá
1951
Um Passe de Mágica
1952
A Morte da Sra. McGinty
1952
Depois do Funeral
1953
       
Cem Gramas de Centeio
1953
Um Destino Ignorado
1954
Morte na Rua Hickory
1955
A Extravagância do Morto
1956
       
A Testemunha Ocular do Crime
1957
Punição para a Inocência
1958
Um Gato Entre os Pombos
1959
O Cavalo Amarelo
1961
       
A Maldição do Espelho
1962
Os Relógios
1963
Mistério no Caribe
1964
O Caso do Hotel Bertram
1965
       
A Terceira Moça
1966
Noite Sem Fim
1967
Um Pressentimento Funesto
1968
A Noite das Bruxas
1969
       
Passageiro para Frankfurt
1970
Nêmesis
1971
Os Elefantes Não Esquecem
1972
Portal do Destino
1973
       
Cai o Pano
1975
Um Crime Adormecido
1976
 
 
 
 

————

Fontes:
Bibliografia no Wikipedia – em português
Bibliografia no Wikipedia – em inglês

[resenha] O Primeiro Telefonema do Céu

29 de janeiro de 2015 - quinta-feira - 09:05h   ¤   Categoria(s): Espiritismo / Religiões, Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas

O Primeiro Telefonema do CéuTítulo: O Primeiro Telefonema do Céu
Título original: The first phone call from heaven
Autor: Mitch Alborn
País: EUA
1ª edição original: 2013
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
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Avaliação:

– Tess… Pare de chorar, minha querida.
– Não pode ser você.
– Sou eu, sim. Estou aqui, sã e salva.
Sua mãe sempre dizia isso quando telefonava durante alguma viagem, fosse de um hotel, de um spa, até de uma visita a parentes a apenas meia hora de distância. Estou aqui, sã e salva.

Eu me interessei por esse livro por causa do título. Parecia algo sobre espiritualidade, que eu curto, mas tinha uma certa semelhança com o seriado Resurrection, que eu estou acompanhando e adorando. Vendo a chamada no topo da capa – “Do mesmo autor de As cinco pessoas que você encontra no céu” –, achei que pudesse ser estilo autoajuda, que também gosto, dependendo do foco. Entretanto, ao ler a sinopse, eu realmente fiquei em dúvida sobre para onde O primeiro telefonema do céu iria me levar. Só tinha um jeito de saber: lendo.

Em uma sexta-feira qualquer do mês de setembro, Tess Rafferty, moradora da cidade de Coldwater, no Michigan, recebe um telefonema. Era sua mãe, falando que tinha algo a lhe dizer. O problema era: sua mãe tinha falecido há 4 anos. Nessa mesma sexta-feira, Robbie, o falecido filho de Jack Sellers, chefe de polícia de Coldwater, também liga, avisando que está bem. O mesmo aconteceu com Katherine Yellin, que foi contatada por telefone pela sua falecida irmã.
Aos poucos, fica-se sabendo que mais algumas pessoas também receberam ligações de seus falecidos parentes, amigos ou conhecidos, pedindo que espalhem ao mundo a mensagem de que o céu existe, e a paz e o amor são tudo que encontramos após o fim desta vida na Terra.
Em pouco tempo, os meios de comunicação divulgam o milagre de Coldwater, o que acaba suscitando peregrinações de fiéis em direção à pequena cidade.
Mas será tudo isso verdade?
Sully Harding, ex-piloto das Forças Armadas, acaba de sair da prisão por uma condenação injusta. Sua esposa faleceu enquanto ele estivera preso, e seu pequeno filho Jules está esperando por uma ligação da mãe. Sully decide, então, investigar o que é que está acontecendo.

Achei que O primeiro telefonema do céu é um livro bem diferente do que eu já havia lido. Você não consegue saber direito qual é o seu objetivo. É uma história de ficção que mistura espiritualidade e mistério. Há uma certa apreensão ao longo de toda a leitura, porque você não sabe se deve esperar por uma grande mensagem para a sua vida ou se vai acabar se frustrando com uma conclusão que te fará se sentir bobo. Uma coisa é você ler uma história de mistério que questiona o como ou o porquê, por exemplo, assassinatos, fantasmas que assombram casarões, relíquias religiosas. O autor não questiona a existência dos causadores do mistério. Nesses livros, assume-se que assassinos, fantasmas e Santo Graal existem e ponto. Já em O primeiro telefonema do céu, a estrutura é totalmente diferente. O leitor não sabe se o eixo central do enredo, em torno do qual tudo acontece, será, no fim das contas, verdade.

O que eu posso te adiantar, sem soltar spoilers, é que a leitura valeu a pena. Quando você fecha definitivamente o livro e começa a refletir sobre o que leu, você percebe que, afinal, esse era o seu objetivo.
Acho que recomendaria este livro mais às pessoas que têm dúvidas quanto aos mistérios dessa nossa vida. São aquelas que estão abertas a possibilidades, a verdades que tenham alguma chance de ser verdade.
O Primeiro Telefonema do Céu

Leia um trecho: aqui

[resenha] Os Três

6 de julho de 2014 - domingo - 14:11h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas, Terror / Sobrenatural

Os TrêsTítulo: Os Três
Título original: The three
Autor: Sarah Lotz
País: EUA
Ano: 2014
Editora: Arqueiro
Páginas: 393
Sinopse: Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular:
Eles estão aqui.
O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas… Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele…

Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.
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Avaliação:

Ele parecia olhar direto através de mim. Depois… escute, Elspeth, isso vai parecer muito sinistro, mas eles começaram a marejar, como se ele fosse cair no choro, só que… meu Deus… isso é difícil… eles não estavam se enchendo de lágrimas e, sim, de sangue.
Eu devo ter gritado [...]
– O que há de errado com os olhos dele? – questionei.
Pankowski me fitou como se estivesse acabado de brotar uma cabeça extra no meu pescoço.
Voltei a encarar Bobby, mas seus olhos estavam límpidos, de um azul vívido, sem nenhum traço de sangue. Nenhuma gota.

Uma das coisas mais interessantes do livro é a estrutura dele. Eu nunca havia visto algo do tipo antes. Trata-se de um “livro dentro do livro”. Você começa a ler normalmente e, de repente, na página 13, dá de cara com a folha de rosto de um outro livro, chamado Quinta-feira Negra – Da Queda à Conspiração – Por dentro do fenômeno dos Três, escrito por uma autora chamada Elspeth Martins.

Esse “livro” consiste em relatos recolhidos de diversas fontes. São conversas via telefone, Skype ou e-mail, trechos de livros não publicados, registros salvos de conversas via instant messenger, gravações em áudio, tudo relacionado a alguém que teve contato com uma das três crianças ou com um evento relacionado a elas.
Através desses relatos, a autora vai apresentando para o leitor um cenário obscuro, que tenta mostrar o que é este fenômeno dos Três. É como se fosse um quebra-cabeça, mas cujas peças já montadas exibissem apenas o pano de fundo, sem deixar claro o que é a imagem principal.

Uma das coisas que me arrebatou logo desde o começo foi a forma como o texto me capturou. Já falei em outras resenhas sobre autores que não conseguem trazer o leitor para perto, não conseguem fazê-lo se envolver com a história ou com o personagem. Em Os Três, acontece o contrário. Nas 30 primeiras páginas e com 3 personagens diferentes, a autora conseguiu me emocionar com o drama de cada um deles, em situações completamente diferentes. Eu me senti covardemente presa ao livro, e o clichê “impossível parar de ler” aconteceu comigo. Queria ir fazer xixi, mas não conseguia largar a leitura. Estava com fome, mas não conseguia fazer as páginas pararem de virar. Quem me conhece sabe que eu me distraio muito fácil e não consigo parar quieta, mesmo quando um livro é bom.

Gostei muito também da capa, simples, elegante e totalmente sinistra. O rosto de cada uma das crianças nos três riscos vermelhos é de arrepiar, isso sem falar do recorte lateral em preto, que deixou o livro com uma cara ainda mais aflitiva. Esses elementos fazem de Os Três algo para se ter, e não apenas ler.

É… vou lá no Google descobrir se a autora tem mais livros escritos, rs.
Os Três

Leia um trecho: aqui

[resenha] Existiu Outra Humanidade

30 de novembro de 2013 - sábado - 23:23h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas

Existiu Outra HumanidadeTítulo: Existiu Outra Humanidade
Título original: Existió Otra Humanidad
Autor: J.J. Benítez
País: Espanha
Ano: 1975
Editora: Planeta
Páginas: 207
Sinopse: Nesta obra, Benítez busca explicar o que ele considera a prova definitiva de que, há milhões de anos, existiu outra civilização no planeta. Mais de onze mil pedras, perfeitamente gravadas com sugestivos desenhos, dão testemunho de que certos habitantes da Pré-história tinham conhecimentos das ciências contemporâneas – biologia, botânica, náutica, astronomia. O conhecimento e as experiências deles se refletem nas pedras de Ica (Peru), cuja história é abordada neste livro.
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Essas noções precisas da anatomia de um tiranossauro, de um estegossauro, de um triceratop etc., e de seu ciclo biológico, só podem revelar um conhecimento profundo da fauna. Um conhecimento que só poderia se produzir coexistindo com esses seres.

Avaliação:
Eu resolvi comprar Existiu Outra Humanidade porque tinha lido um outro livro do J.J. Benítez, chamado O Enviado, e tinha gostado muito da proposta dele. Esses assuntos do tipo teoria da conspiração e mistérios da humanidade sempre me interessaram muito, não importando se são verdade ou mentira, afinal, eu sempre tendo a acreditar que possam ser verdade, hahaha!

Existiu Outra Humanidade afirma que, entre 200 milhões e 65 milhões de anos atrás, houve na face da Terra uma população de seres muito parecidos com os humanos, inteligente e supostamente muito mais evoluída que a nossa espécie atual.
O defensor principal desta teoria é o peruano Javier Cabrera Darquea, que encontrou, na década de 1970, em seu país, milhares de pedras com ilustrações nelas gravadas. Tais pedras pareciam ter a intenção de fazer o papel de livros, onde todo o conhecimento dessa humanidade foi depositado. São mostrados desenhos de animais pré-históricos, cartas celestes, mapas (aparentemente dos continentes da Terra naquele período), cirurgias, transportes aéreos, fontes de energia, entre outros. Segundo Cabrera, estes seres conviveram com os dinossauros, sabiam como fazer transplante cerebral e saíram do planeta quando previram que um grande cataclismo, causado por eles mesmos, estava para acontecer.

Se todas estas pedras são realmente verdadeiras, eu nunca vou saber dizer. Uma grande dúvida que ficava pairando sobre a minha cabeça era em relação a este livro ter sido escrito em 1975. Se o assunto é tão antigo assim, já deveria ter sido confirmado ou desmentido. Entretanto, eu dei uma pesquisada na internet e não encontrei nada muito conclusivo ou confiável, seja para “sim” ou para “não”. De qualquer forma, é bastante intrigante e provocador parar pra pensar que podemos não ter sido os primeiros seres “inteligentes” a habitar este planeta e, pior, que esta outra espécie era muito mais avançada que nós, em termos intelectuais, tecnológicos e até espirituais. Se tudo isso for verdade, onde fica o egocentrismo da nossa humanidade? Onde fica a nossa certeza de que somos ultraespeciais, únicos no universo, milagres da vida, topo da cadeia evolutiva?

É uma leitura que vale muito a pena pela reflexão que ela provoca e pela maneira de pensar que ela demanda do leitor. Se você tem a mente aberta, com certeza vai se divertir, digerindo com facilidade tudo que essa outra humanidade foi capaz de fazer.

Este livro foi a meta de outubro do Projeto Variedade Literária.
Existiu Outra Humanidade

[resenha] O Enviado

8 de dezembro de 2011 - quinta-feira - 15:22h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas

O EnviadoTítulo: O Enviado
Título original: El Enviado
Autor: J.J. Benítez
País: Espanha
Ano: 1979
Editora: Planeta
Tradutor: Sandra Martha Dolinsky
Páginas: 173
Sinopse: A partir de uma notícia veiculada pela Nasa, Benítez procura elucidar uma série de questões a respeito do Santo Sudário e reconstruir o que teria sido o caminho tortuoso de Jesus até o momento de sua morte. O livro tenta explicar alguns dos mistérios da humanidade considerados indecifráveis.
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Sempre imaginei que Jesus de Nazaré havia sido um judeu típico. Ou seja, robusto e de altura similar à média mediterrânea. Talvez algo entre 1,60 m e 1,65 m de altura. Mas não. Eu estava enganado também com relação a isso.
[...]
…o “homem” do Sudário tinha 1,81 m de altura. Segundo o médico, “esses dados nos colocam diante de um homem antropometricamente perfeito. Extraordinário em toda sua imponente beleza, que se deduz das linhas de seu rosto”.

Avaliação:
Eu apenas posso começar esta resenha dizendo: livro sensacional!

Para uma pessoa como eu, que se diz “não-religiosa, porém altamente espiritualizada”, este livro me encantou muito! Não sou católica praticante, apenas fui batizada como uma, mas creio sem sombra de dúvidas que Jesus Cristo existiu e respeito muito a sua personalidade divina e histórica.

O livro trata de assuntos bastante polêmicos e está dividido em 2 partes: a primeira fala da autenticidade do sudário de Turim, de como as marcas gravadas no tecido conseguem dizer – associadas aos relatos que constam na Bíblia – como foi a Paixão e Morte de Jesus Cristo e no que consistiu o evento que foi chamado de “Ressurreição”. A segunda parte analisa, ainda que sem provas concretas, os fenômenos da estrela de Belém e dos anjos que apareciam a Jesus e seus discípulos, com base (pasmem!) na ufologia.

O que chamou a atenção do autor, e o levou a escrever este livro, foi uma notícia onde a NASA afirma, em 1977, depois de 3 anos de estudo, que a imagem de Jesus no sudário de Turim foi feita a partir de uma radiação emitida pelo seu corpo, 36 horas após sua morte, e que chamuscou o tecido.
Além das diversas análises científicas que comprovaram que este tecido realmente cobriu o corpo de Jesus Cristo, há também a comprovação de que a imagem não foi feita através de contato químico.

Extremamente interessante também é a reconstrução de todo o caminho de Cristo, desde a sua condenação até sua ressurreição, baseada nas análises das feridas e marcas gravadas no sudário. É um relato ao mesmo tempo belo e triste, além de intenso e muito agonizante.

Na parte em que o autor questiona o que foi a estrela de Belém e a presença dos anjos, tão frequentemente relatados na Bíblia, ele procura respostas baseado num dos assuntos do qual é especialista: os óvnis.
À primeira vista, parece um tanto banal e frívolo, mas mesmo não tendo provas científicas, o autor se utiliza de relatos de inúmeras experiências (de diversas pessoas e também dele mesmo!) para analisar os fatos descritos nos evangelhos.

E no final, após as conclusões, há uma entrevista imaginária mas muito emocionante, do autor com Jesus Cristo, que, confesso, me arrancou lágrimas.

Enfim, o livro é altamente recomendado para quem gosta de mistérios ligados a Religião. Entretanto, é necessário ler com a mente aberta e, de preferência, com um nível zero de ceticismo, aceitando que muitas vezes a ciência e a fé podem ser grandes aliadas.

Vale lembrar que o escritor é jornalista, o que dá uma boa garantia de se ler um livro muito bem escrito!
O Enviado

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