Categoria: ‘Mistério’

[resenha] Atlantis

16 de novembro de 2011 - quarta-feira - 18:26h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas

AtlantisTítulo: Atlantis
Título original: Atlantis
Autor: David Gibbins
País: Canadá
Ano: 2005
Editora: Planeta
Tradutor: Lea P. Zylberlicht
Páginas: 438
Sinopse: Neste romance carregado de dados reais e atualizados sobre um dos maiores mistérios da humanidade, o experiente arqueólogo Jack Howard depara-se com pistas que podem levar à cidade perdida, mencionada ainda na Antiguidade pelo filósofo grego Platão, e que representa a utopia do ideal de sociedade, de harmonia e de fartura. Durante milhares de anos, pesquisadores vêm tentando encontrar Atlântida. Um dia o arqueólogo marinho Jack Howard e sua equipe tiveram sorte. Enquanto mergulhavam em busca de um naufrágio do tempo de Homero, encontraram ruínas submersas que pareciam ser de Atlântida. Mas a informação vazou e um grupo de terroristas e mercenários fica sabendo que os segredos da Atlântida estavam prestes a ser revelados. Repentinamente, Jack e sua equipe se vêem envolvidos em um jogo de vida e morte.
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”O DSRV se acopla diretamente à escotilha de fuga exterior”, replicou Costas. “No Akula I modificado, a escotilha é colocada dois metros para dentro do casco, criando uma câmara exterior adicional que atua como uma medida de segurança para o resgate da população. Com a nossa própria escotilha fechada podemos acoplar com o casco, abrir a escotilha da carcaça, bombear o compartimento externo até secá-lo e com um braço robótico abrir a escotilha de fuga situada dois metros abaixo. Depois usaremos o sistema sensor externo do DSRV para testar o ambiente interior sem que, na verdade, tenhamos de nos expor a ele.”

Avaliação:
Azarados são os livros que recebem depoimentos elogiosos comparando-os aos do Dan Brown. Mais azarados ainda são aqueles que, além de colocar tais depoimentos na contracapa, ainda colocam, na capa, a promessa de revelar um dos maiores mistérios mais misteriosos secretíssimos da humanidade.

Bom, pela quantidade de “livrinhos vermelhos” na avaliação e pela forma como eu comecei este comentário, vocês já devem ter entendido que realmente não gostei do livro, e vou contar para vocês direitinho por que eu fiquei tão decepcionada. Mas também espero que exista uma santa alma que tenha lido e gostado, para me explicar o que foi que eu não entendi. Sim, porque eu acredito do fundo do meu coração que, quando eu não gostei de um livro, é porque eu simplesmente não tive a capacidade de entendê-lo. =/

Minha primeira pequena decepção foi logo antes de começar a história, após os agradecimentos do autor: numa pequena nota, ele faz questão de lembrar o leitor de que se trata de uma obra de ficção, e que alguns nomes, locais e ocorrências são fantasiosos e não devem ser interpretados como reais.
Ou seja, aquela esperança do “pode ser verdade” da contracapa já caiu por terra, juntamente com o “efeito Dan Brown” atrelado a revelações-que-o-mundo-precisa-saber.
E foi assim, sob influência das palavras do próprio autor, que eu comecei a ler o livro com uma pequena carga de decepção no sangue.

A história em si começa com duas descobertas arqueológicas em diferentes locais do mundo: no Egito e nos arredores da ilha de Creta. Ao terem suas informações cruzadas e comparadas, estas descobertas acabam por trazer algumas pistas de que a cidade perdida de Atlântida possa realmente ter existido, além de indicar a sua provável localização.
Entretanto, a exploração dessa possível Atlântida será ameaçada por perigosos terroristas sedentos pelas riquezas e tesouros que essa civilização podia ter produzido.

Infelizmente, a forma efetiva como a história foi contada me fez parecer que Atlântida não era exatamente o objetivo do livro. Havia um incômodo excesso de informações técnicas sobre embarcações, equipamentos e armas, além de descrições bastante enfadonhas sobre cada curva e cada rocha encontradas em labirintos de cavernas onde, no fundo, as paredes parecem ser todas iguais. Eu arriscaria dizer que estas informações e descrições imperaram em 80% do livro.
Desta forma, eu simplesmente não conseguia manter o foco na leitura, perdendo a atenção em centenas de ocasiões, me sentindo praticamente na sala de aula com a professora do Charlie Brown. (É sério!!) Como consequência, a velocidade de leitura também foi prejudicada, o que contribuiu para eu me irritar mais ainda com este livro, rs.

Talvez a pergunta que vocês estejam fazendo é: “Mas se você estava ficando irritada, por que continuou a leitura? Não era melhor desistir e gastar tempo com um livro mais divertido?”
Na verdade, eu confesso que foi por teimosia e por ser às vezes uma otimista incorrigível que eu resolvi que iria até o fim, sempre pensando “Não, Lia, continua lendo. Vai que começa a ficar legal mais pra frente!” Pois é, o fim da história havia chegado, e foi nas 12 últimas paginas, na Notas do Autor, que eu obtive a porção mais significativa de conhecimento que este livro tinha pra me dar.

Enfim, otimista realmente incorrigível que eu continuo sendo, eu ainda prefiro acreditar que o problema está comigo, e que fui eu que não entendi a proposta do livro.
Repito: se alguém o leu e gostou, peço por favor que me explique e corrija o meu entendimento. =)

De qualquer forma, a capa é realmente muito linda!
Atlantis

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[resenha] O Testamento dos Séculos

12 de setembro de 2011 - segunda-feira - 18:25h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas

O Testamento dos SéculosTítulo: O Testamento dos Séculos
Título original: Le Testament des Siècles
Autor: Henri Lœvenbruck
País: França
Ano: 2003
Editora: Bertrand Brasil
Tradutor: Karina Jannini
Páginas: 401
Sinopse: Desde o início dos tempos, uma linhagem de beduínos é responsável por guardar a chave que decifrará o mais antigo e importante segredo da humanidade – a mensagem criptografada que Jesus Cristo deixou aos Homens. Vivendo no Deserto da Judeia, eles tinham a certeza de que se manteriam anônimos de tudo e de todos. Assim foi até o dia em que assassinos cruéis invadem o templo e dizimam um por um.
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A jornalista parecia achar divertida minha irritação.
- Depois, um dia, ele me prometeu exclusividade sobre suas revelações se eu o ajudasse nas pesquisas, e há 10 dias me convenceu a vir para Gordes. Mas antes que pudesse me dizer do que realmente se tratava, as coisas deram errado.
[...]
- O que significa toda essa bobageira? – balbuciei enfim. – E que história é essa de que as coisas deram errado?
- Um carro sai da estrada às duas horas da manhã, sujeitos vigiam você dia e noite, documentos desaparecem, são coisas assim que chamo de dar errado…

Avaliação:
Após a morte de sua mãe, Damien muda-se da França, onde nasceu, para Nova York. Vivendo na cidade por 10 anos, torna-se um famoso e rico roteirista de série de TV. Com a morte do pai, vê-se obrigado a retornar à França, onde começa descobrindo que o acidente de carro que matou seu pai não parece ter sido exatamente um simples e casual acidente. Juntamente com Sophie, uma jornalista que se diz ter sido amiga do falecido, descobre que ele estava envolvido em uma pesquisa sobre um objeto que supostamente teria pertencido a Jesus Cristo. Este objeto, chamado Pedra de Iorden, está relacionado a uma preciosa mensagem que Jesus pretendia ter deixado à humanidade.
Ao dar continuidade à procura do objeto, Damien e Sophie serão perseguidos por inimigos perigosos e muito poderosos.

Está notando alguma semelhança de tema e enredo com um outro livro, que teve grande sucesso falando de mistérios de Jesus? Não? Nem o nome da mulher que ajuda o personagem principal te faz ter um déjà-vu? Rs…
É, este é mais um dos livros que eu chamaria de “os filhos de Código Da Vinci”. Nem a frase teaser no topo da capa nega a intenção de seguir o rastro do tema: “Se você ficou fascinado pelo Código Da Vinci, não pode deixar de ler este suspense!”
Talvez o azar deste livro foi não ter tido a chance de repercutir como o de Dan Brown. Sim, pois o ano de lançamento dos dois é o mesmo: 2003. Mas, pelas minhas pesquisas, ele chegou no Brasil com 4 anos de atraso em relação ao Código, quando o assunto já estava mais do que batido.

Excluindo estas infelicidades envolvendo o livro, eu diria que a história é, sim, interessante e a forma como o suspense é conduzido me prendeu bastante, somente pecando às vezes no excesso de informação e na rapidez da narrativa, o que pode deixar o leitor um pouco confuso.

Na foto abaixo, a parte interna capa, com a obra “Melancolia I”, de Albrecht Dürer.
O Testamento dos Séculos

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