Categoria: ‘Suspense / Ação’

Projeto: Variedade Literária – novembro

19 de janeiro de 2014 - domingo - 11:18h   ¤   Categoria(s): Desafios, Policial, Suspense / Ação, Terror / Sobrenatural

O ano já virou, o projeto já devia ter acabado, mas vamos que vamos! =D

Projeto: Variedade Literária

A meta do mês de novembro do Projeto: Variedade Literária é um gênero que eu gosto de ler porque são livros rápidos, que você devora desesperadamente, rs.

Suspense / Terror / Policial
Não é necessariamente meu tipo preferido de livro, mas eu gosto muito de histórias de assassinatos bizarros, sangue pra tudo que é lado, mistério intrincado, medo que consegue até matar a alma, segredos profundos, personagens complexos… As possibilidades para a loucura humana são infinitas.

Sugestões
As sugestões abaixo já podem ser consideradas todas clássicas.

       
       
       

O que eu escolhi foi A Princesa de Gelo.

Para quem quiser ver a lista inteira dos gêneros por mês e as sugestões para cada mês que já passou, o post inicial do Projeto está aqui.

[resenha] O Menino da Mala

14 de outubro de 2013 - segunda-feira - 09:27h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Policial, Resenhas, Suspense / Ação

O Menino da MalaTítulo: O Menino da Mala
Título original: Dregen i kufferten
Autor: Lene Kaaberbøl e Agnete Friis
País: Dinamarca
Ano: 2008
Editora: Arqueiro
Páginas: 252
Sinopse: Atendendo a um pedido de sua amiga Karin, Nina Borg vai à estação ferroviária de Copenhague buscar uma mala. Dentro, encontra um menino de 3 anos nu e dopado, mas vivo.
A única que pode esclarecer esse absurdo é Karin, mas ela é brutalmente assassinada. Nina se dá conta de que sua vida está ameaçada e que o garoto também precisa ser salvo.
Neste primeiro livro da série da enfermeira Nina Borg, vendido para 27 países, as autoras Lene Kaaberbøl e Agnete Friis apresentam uma heroína que busca fazer justiça em meio à crueldade do mundo.
Compre: compare preços

Estranhamente, o menino era muito mais leve em seus braços do que no interior da mala. Tão leve quanto uma pluma. Nina podia sentir no próprio pescoço o ar quente que ele soprava em preguiçosas lufadas. Meu Deus. Quem seria capaz de fazer uma coisa dessas a uma criança?

Avaliação:
Uma das primeiras coisas que eu notei no livro, ao longo da leitura, é que a lógica da sua sequência é diferente da dos livros americanos do mesmo gênero. Em O Menino da Mala, não demora muito para o leitor saber quem são as pessoas e o que elas fizeram. A estrutura da história foca mais no “porquê” e no “como”. Ainda no começo do livro, já é possível saber quem é o garoto, quem o colocou na mala e a mando de quem. Mas como ele foi parar lá e por qual motivo é justamente a forma como o enredo será desenvolvido.
Inicialmente, as autoras apresentam diversos personagens, em cenários diferentes, dando a entender que todos se encontrarão no final, quando a trama for amarrada e concluída.

Talvez seja somente falta de costume, mas a sensação que este tipo de estrutura traz é diferente. Não há ansiedade ou afobação. A leitura parece mais calma, como se fosse apenas questão de tempo para o leitor chegar a todas as explicações. O ruim é que isso não gera aquela curiosidade desesperada; não há muito envolvimento com o livro ou com os personagens. Parece que o leitor é apenas um espectador plácido enquanto os coitadinhos dos personagens estão lá se matando no palco. Por que se descabelar junto com uma mãe que perdeu seu filho se é possível saber o tempo todo que ele está bem, nas mãos de uma enfermeira que está fazendo o possível para ajudá-lo? É um outro ritmo. Dá tempo de se pensar um pouco, raciocinar melhor sobre a história, sem atropelos. Mas, como leitora, eu pergunto se isso é legal em um livro policial.
Uma amiga minha, acostumada a ler livros cheios de assassinato, sangue e investigação, me disse que esse formato é comum aos livros nórdicos. Eu apenas li O Hipnotista – e o achei bem normalzão –, então não tenho muito parâmetro para dizer qual tipo de estrutura prefiro, mas confesso que senti falta de ser agarrada pelas orelhas, com alguém me dizendo “Vem, Lia, vamos descobrir toda essa podridão juntos”.

A história é muito boa, sim, isso eu não vou negar. O final é surpreendente, há reviravoltas e surpresas que amenizam um pouco toda aquela sensação de previsibilidade que o livro vem trazendo o caminho inteiro.
No meu caso, acho que é questão de ler mais autores nórdicos para me acostumar. De qualquer forma, ainda assim, eu recomendo esse livro, principalmente para se sair daquela mesmice de perseguições alucinadas nos cenários já batidos das cidades-padrão dos Estados Unidos.
O Menino da Mala

Leia um trecho: aqui

Inferno Ilustrado #03

8 de setembro de 2013 - domingo - 16:45h   ¤   Categoria(s): Dicas, Literatura estrangeira, Romance, Suspense / Ação

Edição nº3 do Inferno Ilustrado!
Inferno Ilustrado

Neste post, os capítulos 17 e 18.
 
Capítulo 17

Uísque single malt Highland Park 50 anos
Highland Park 50 anos

 
Capítulo 18

Viale Niccolò Machiavelli
Viale Niccolò Machiavelli Viale Niccolò MachiavelliLink para visão de rua da Viale Niccolò Machiavelli: Google Maps

Henry Wadsworth Longfellow (1807-1882) – poeta americano
Henry Wadsworth Longfellow

Fireside poets: grupo composto por Henry Wadsworth Longfellow, William Cullen Bryant, John Greenleaf Whittier, James Russell Lowell e Oliver Wendell Holmes. Na imagem abaixo, na ordem citada.
Fireside poets

Instalação de arte de Lukas Troberg, na University of Applied Arts, em Viena.
What If God Was Wrong

Dante Alighieri (c.1450), Andrea del Castagno
Dante Alighieri - Andrea del Castagno

Retrato de Dante (1495), Botticelli
Dante - Botticelli

Estátua de Dante na Piazza di Santa Croce, em Florença
Dante - Piazza di Santa CroceLink para a visão de rua da Piazza di Santa Croce: Google Maps

Parte do afresco na capela do palácio Bargello (c. 1334-1337), Giotto
afresco - Giotto

La Divina Commedia di Dante (1465), Domenico di Michelino
Dante - Michelino

O Juízo Final (1536-1541), Michelangelo
Juízo Final

Caronte (detalhe)
Caronte

Hamã (detalhe)
Hamã

Plate VIII: Canto III: The gate of Hell. “Abandon all hope ye who enter here” (1857), Gustave Doré
Gustave Doré

 
Outras edições do Inferno Ilustrado:
Edição #01 – Prólogo, capítulos 2 e 7
Edição #02 – Capítulos 10, 13, 14 e 15

Resenha do livro: aqui

Créditos para imagens e sites utilizados para composição deste post:
http://www.thedieline.com/storage/post-images/10_03_10_hp503.jpg?__SQUARESPACE_CACHEVERSION=1286307458721
http://static.panoramio.com/photos/large/54976261.jpg
http://www.imba.oeaw.ac.at/typo3temp/pics/W_d803a14680.jpg
http://uploads5.wikipaintings.org/images/andrea-del-castagno/dante-alighieri.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7b/Portrait_of_Dante_by_Botticelli.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/74/Dante_Alighieri_Santa_Croce.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/41/Bargello_-_Kapelle_Fresko_1.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/58/Dante_Domenico_di_Michelino_Duomo_Florence.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a5/Michelangelo%2C_Giudizio_Universale_02.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3e/Gustave_Dor%C3%A9_-_Dante_Alighieri_-_Inferno_-_Plate_8_%28Canto_III_-_Abandon_all_hope_ye_who_enter_here%29.jpg

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[resenha] Inferno

11 de julho de 2013 - quinta-feira - 20:56h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Policial, Resenhas, Romance, Suspense / Ação

InfernoTítulo: Inferno
Título original: Inferno
Autor: Dan Brown
País: EUA
Ano: 2013
Editora: Arqueiro
Páginas: 443
Sinopse: No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado em uma das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história – O Inferno, de Dante Alighieri. Numa corrida contra o tempo, Langdon luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o arrasta para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo o sombrio poema de Dante, Langdon mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.
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Ao mudar de posição, Langdon se viu outra vez de frente para a janela. As luzes estavam apagadas e, no vidro escuro, seu próprio reflexo havia desaparecido, substituído por um horizonte distante e iluminado.
Em meio às silhuetas de torres e domos, uma fachada em especial se destacava em seu campo de visão. A construção era uma imponente fortaleza de pedra, com ameias no parapeito e uma torre de mais de 90 metros, que ficava mais larga perto do topo projetado para fora, também com ameias munidas de balestreiros.
[...]
Conhecia bem aquela estrutura medieval.
Era única no mundo.
[...]
- Eu estou… na Itália?

Avaliação:
“Mano do céu…!”, foi o que eu disse (ou pensei), com os olhos arregalados, quando terminei de ler Inferno.

Como sempre, Dan Brown foi Dan Brown neste último livro: Robert Langdon na correria, fugindo freneticamente de perseguidores enquanto decifra quebra-cabeças com símbolos e enigmas que o ajudarão na sua busca; uma mulher de 30-e-poucos anos, inteligente e atraente como companheira de corre-corre do protagonista; cidades com muita história e cultura como cenários; aprendizado de sobra para o leitor, que não consegue se desgrudar das páginas. Entretanto, em Inferno, há um elemento novo, que foi o que justamente me fez ficar matusquelando por alguns dias após ter terminado a leitura. A “polêmica” diz respeito a cada um de nós, diretamente.
Dan Brown aborda neste livro a questão da superpopulação no nosso planeta. Através do vilão Bertrand Zobrist, ele tenta mostrar para onde nós, como raça humana, estamos nos destinando se continuarmos a caminhar da forma como estamos fazendo. Este assunto não é novo para ninguém, mas a forma como o autor constrói todo o enredo da sua história em torno do tema é bem eficaz para chamar atenção do leitor e fazê-lo refletir bastante depois da última página lida. Daí os meus olhos arregalados.
As referências a Dante Alighieri e seu Inferno são perfeitas, neste contexto, para ficar sussurrando no seu inconsciente questionamentos sobre sua moral, suas atitudes, condutas e valores. Florença, além de ser o local de nascimento de Alighieri, é também considerada o berço do Renascimento italiano. Este período culturalmente rico da História, por sua vez, dizem, só foi possível acontecer graças à Peste Negra, que dizimou 1/3 da população da Europa, no século XIV. Quando aprendemos na escola sobre esta epidemia, 3 palavras muito comumente associadas a ela são: fome, falta de higiene e – surpresa! – excesso populacional.

Avaliando Inferno como um todo, ainda acho que Anjos e Demônios continua tendo o enredo mais bem estruturado dentre os livros do Dan Brown, e Código Da Vinci ainda pode ser visto por muita gente como o mais polêmico. Mas nenhum deles me atingiu de forma tão pessoal nem me causou tanta reflexão quanto Inferno, afinal, o fato de Maria Madalena ter ou não sido esposa de Jesus não vai fazer muita diferença quando a humanidade estiver à beira do colapso.

Só digo uma coisa: leia. Vale a pena. E não use como desculpa o fato de não ter gostado de O Símbolo Perdido. Simplesmente esqueça que o penúltimo livro existiu. Vá e leia Inferno acompanhando pelos posts da série Inferno Ilustrado, onde disponibilizo de forma fácil os lugares, obras e imagens citadas ao longo do livro.
Inferno

Leia um trecho: aqui

Inferno Ilustrado #02

9 de julho de 2013 - terça-feira - 14:43h   ¤   Categoria(s): Dicas, Literatura estrangeira, Romance, Suspense / Ação

Edição nº2 do Inferno Ilustrado!
Inferno Ilustrado

Neste post, os capítulos 10, 13, 14 e 15.
 
Capítulo 10

Máscara de bico longo usada por médicos medievais da época da Peste Negra
médicos medievais - Peste Negra

Máscaras das fantasias do Carnevale de Veneza, com referências ao médico da peste
Carnevale de Veneza

 
Capítulo 13

Selo cilíndrico, inventado pelos sumérios
selo cilíndrico

 
Capítulo 14

Mapa do Inferno (1480-1490), Botticelli
Mapa do Inferno Link da imagem em tamanho gigante: aqui

A Primavera (c. 1482), Botticelli
A Primavera

 
Capítulo 15

A Divina Comédia, de Dante Alighieri, pode ter sido escrita entre 1304 e 1321. O poema épico está disponível em .pdf no site Domínio Público.
A Divina Comédia

As três sombras (antes de 1886), Rodin
As três sombras

Ilustração do Canto VIII do Inferno de Dante (1587), Stradano – Possivelmente, esta imagem se refere a Flégias remando no rio Estige, na entrada do Quinto Círculo do Inferno. Ao procurar pelos termos “stradano flegias estige” no Google, não consegui encontrar uma quantidade maciça de informações que me dessem certeza de que era o que estava procurando. Se alguém tiver outra informação, por favor me fale, que eu corrijo.
Stradano

The Lovers’ Whirlwind (1824-1827), William Blake – Novamente, esta é a possível imagem à qual Dan Brown se refere no trecho da página 68: “os pecadores libidinosos de William Blake rodopiando em uma tempestade eterna”. Em caso de erro, por favor reportem.
William Blake

Dante e Virgílio no inferno (1850), William-Adolphe Bouguereau
Dante e Virgílio no inferno

Ilustração da Divina Comédia de Dante, Inferno, Canto XIV. 28, (1921), Franz von Bayros
Franz von Bayros

Um diabo lógico (1951), Salvador Dalí – para o Canto XXVII da Divina Comédia de Dante
Um diabo lógico

Ilustração da Divina Comédia de Dante, Inferno (c. 1866), Gustave Doré
Gustave Doré

 
Outras edições do Inferno Ilustrado:
Edição #01 – Prólogo, capítulos 2 e 7
Edição #03 – Capítulos 17 e 18

Resenha do livro: aqui

Créditos para imagens e sites utilizados para composição deste post:
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cb/A_Plague_Doctor_%E2%80%93_from_Jean-Jacques_Manget,_Trait%C3%A9_de_la_peste_%281721%29%3B_WHO_version.png
http://i.images.cdn.fotopedia.com/MTBvYWN0DZI-8We-EOP_nio-hd/Venice/Periodic_events/Carnival_of_Venice/The_plague_doctor_mask.jpg
http://www.crystalinks.com/SumerCylinderSeal1.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3e/Sandro_Botticelli_-_La_Carte_de_l%27Enfer.jpg
http://venetianred.files.wordpress.com/2009/06/botticelli-primavera.jpg
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/eb00002a.pdf
http://www.musee-rodin.fr/sites/musee/files/styles/zoom/public/resourceSpace/983_b3752094eb7f4c7.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/68/Stradano_Inferno_Canto_08.jpg/466px-Stradano_Inferno_Canto_08.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/88/Blake_Dante_Hell_V.jpg
http://1.bp.blogspot.com/_y9Bnre-X8aY/S-evKOgLpPI/AAAAAAAAdHQ/6FjMmam0M5k/s1600/William-Adolphe_Bouguereau_%281825-1905%29_Dante_e_Virgilio_no_Inferno_%281850%29.jpg
http://www.magnoliabox.com/artist/4746/Franz_von_Bayros
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