Categoria: ‘Terror / Sobrenatural’

[resenha] Dança Macabra

3 de setembro de 2012 - segunda-feira - 18:13h   ¤   Categoria(s): Crítica, Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

Dança MacabraTítulo: Dança Macabra
Título original: Danse Macabre
Autor: Stephen King
País: EUA
Ano: 1981
Editora: Ponto de Leitura
Páginas: 590
Sinopse: Numa abrangente radiografia, “Dança macabra” é também um emocionado tributo a todos aqueles que um dia se dedicaram à arte de apavorar plateias e leitores. Um presente aos fãs desta que é uma das mais malditas formas de entretenimento. Seja especulando sobre as origens dos medos da infância, racionalizando a sedução do grotesco, ou refletindo sobre as adaptações para o cinema de suas próprias obras, esta é a última palavra em horror do autor que reinventou o gênero.
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Poderíamos dizer que o tema principal de O bebê de Rosemary é o da paranoia urbana (em oposição à paranoia rural ou das cidades pequenas quem vemos em The Body Snatchers, de Jack Finney), mas um importante tema menor poderia ser levantado nessas linhas: o enfraquecimento da convicção religiosa é uma brecha aberta para o Demônio, tanto no macrocosmo (questões de fé mundial), como no microcosmo (o ciclo da fé de Rosemary Reilly, da descrença enquanto Rosemary Woodhouse, até a volta para a crença enquanto Rosemary Woodhouse, mãe da Criança infernal).

Avaliação:
“Dança Macabra” é um livro onde o gênero do terror como um todo é analisado por um dos seus maiores contribuidores: o escritor Stephen King.

O autor começa falando brevemente da necessidade que as pessoas têm de achar que um escritor de terror deve, obrigatoriamente, ter algum distúrbio psicológico que o levou a escolher este gênero. Aceitando esta premissa, procura, em seu passado, o ponto onde tornou-se “essa pessoa diferente”. King também faz uma ótima análise sobre os arquétipos do terror, como o vampiro, o lobisomem, monstro e o fantasma. Em seguida, como conteúdo principal e mais longo do livro, o gênero é discutido nos seus meios principais de comunicação – o rádio, o cinema, a TV e os livros –, onde são dissecados muitos dos clássicos como O Bebê de Rosemary, O Massacre da Serra Elétrica, Psicose, O Exorcista, Os Mortos-Vivos, O Incrível Homem que Encolheu etc.

O livro foi publicado em 1981, e esta é uma informação que deve ser lembrada a todo momento. Além disso, o material analisado (o terror produzido entre 1950 e 1980) tem como base a realidade dos EUA. Muitas vezes, você se depara com frases do tipo “Freak é exibido hoje em dia, de vez em quando, na TV por assinatura, e talvez já tenha saído em videocassete”, numa época em que Spielberg ainda era apenas alguém com muito potencial.

“Dança Macabra” é perfeito para quem realmente gosta do gênero do terror e pode ser mais bem aproveitado ainda por quem conhece bem o assunto. Eu acabei lendo por acaso, por causa do Desafio Realmente Desafiante, cuja meta de agosto (tô atrasada!) era ler um livro publicado no ano do seu nascimento. Como eu leio praticamente qualquer coisa, acabo não sendo fã de nenhum gênero em específico. Por este motivo, achei “Dança Macabra” um pouco denso demais, com informações demais e aproveitamento de menos.
Mas não deixo de recomendar a quem esteja interessado em conhecer mais sobre o terror. Muitas obras das quais eu nunca tinha ouvido falar são dissecadas de maneira encantadora pela profundidade do potencial de aprendizado, o que me gerou verdadeira curiosidade e interesse em ir atrás e ler/assistir.
No final, Stephen King passa uma lista de sugestão de aproximadamente 100 filmes e 100 livros, para a qual eu digo “amém” de olhos fechados.

O único aspecto que realmente me incomodou no livro foram os diversos erros de digitação que encontrei ao longo dele. Coisas banais como falta de espaçamento entre 2 palavras eram irritantemente frequentes e erros do tipo “bastabte” (ao invés de “bastante”) eram de causar certa indignação.
Dança Macabra

[mapas] Lac Léman

16 de abril de 2012 - segunda-feira - 21:24h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mapas, Terror / Sobrenatural

Local: Lago Léman – Lausanne – Suíça
Livro: Frankenstein – Mary Shelley
Descrição: A região de Lausanne é citada em deteminado trecho do livro (no qual não vou entrar muito em detalhes para não dar spoiler), juntamente com o Lago Léman e suas visões: “A estrada corria ao lado do lago, que se estreitava à medida que me aproximava da cidade. Percebi mais distintamente as encostas negras do Jura e o cume brilhante do Mont Blanc.”
O Lago Léman também é conhecido pelo nome de Lago Geneva.


Ir para o mapa ampliado

Indicações dos locais citados no trecho do livro:
Lac Léman

E fotos tiradas da internet:
Lac Léman Lac Léman Lac Léman Lac Léman
Ah, o inverno! =)
Lac Léman

Lindo, não?

[resenha] Frankenstein

25 de fevereiro de 2012 - sábado - 15:28h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

FrankensteinTítulo: Frankenstein
Título original: Frankenstein
Autor: Mary Shelley
País: Inglaterra
Ano: 1818
Editora: L&PM
Tradutor: Miécio Araújo Jorge Honkins
Páginas: 173
Sinopse: Victor Frankenstein, cientista de Genebra, é recolhido do gelo pela tripulação de um navio a caminho do polo Norte. Atormentado, conta sua história ao capitão do navio – algum tempo antes, ele conseguira dar vida a uma criatura sobre-humana. Esta, porém, logo espalha o terror à sua volta.
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Esses pensamentos me animavam e levavam-me a aplicar com maior ardor a adquirir a arte da linguagem. Meus órgãos vocais eram na verdade grosseiros porém macios e, embora minha voz fosse muito diferente da suave musicalidade dos tons emitidos por eles, eu pronunciava certas palavras, tais como as ouvia, com relativa facilidade.

Avaliação:
Um dos maiores e mais importantes clássicos da literatura mundial. Uma história que atravessou o tempo, foi recontada dezenas de vezes, de diversas formas, e serviu de inspiração para outras novas histórias. Um personagem conhecido por toda a humanidade. Isso é “Frankenstein”, de Mary Shelley.

A história começa com as cartas do Capitão Wolton escritas à irmã, narrando sua expedição no Polo Norte. Em certo momento, resgata em seu navio um homem aparentemente perdido no gelo, cujo nome é Victor Frankenstein.
A partir daí, este homem começa a contar ao capitão toda a sua história.

Victor relata sua infância e adolescência com a família, e seu posterior ingresso à universidade, onde estuda Ciências Naturais e acaba descobrindo o segredo da geração da vida. De forma ambiciosa e angustiante, passa a se dedicar sem descanso na criação de um ser humano, porém de dimensões gigantescas e feições assustadoras. Entretanto, quando finalmente consegue dar vida à criatura, Victor foge, horrorizado com sua obra e a abandona à sua própria sorte.

O enredo desta história é um pouco diferente do que eu esperava, pois me baseava (talvez erroneamente) nas releituras mais populares da atualidade, como Edward Mãos-de-Tesoura e até o Frank, da Turma da Mônica, achando que houvesse mais ênfase na criatura em si. Na verdade, o enredo é estruturado em grandes blocos, cada um focando um determinado personagem ou período em específico. Em um deles, o monstro reencontra seu criador, aproximadamente 2 anos após ter ganhado vida, e conta-lhe todos os percalços pelos quais passou durante este período. É neste “bloco” que temos a oportunidade de nos maravilharmos com a criatura e com as suas descobertas, aprendizados e a perda da inocência. Eu diria que é o trecho mais encantador do livro.

De qualquer forma, a obra como um todo é arrepiante, qualquer que seja o sentido dessa palavra. É uma história muito bonita, aflitiva, aterrorizante e cheia de oportunidades para reflexões acerca de valores como o preconceito, a prepotência e a maleabilidade da natureza humana.

O exemplar onde eu li esta história foi a coletânea “Clássicos do Horror”, da Série Ouro da L&PM, que contém também “Drácula”, de Bram Stoker, e “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Stevenson, já resenhado no blog. Por este motivo, utilizei as mesmas imagens da resenha de “O Médico e o Monstro”.

Conforme havia citado no início, “Frankenstein” teve dezenas de adaptações, como no cinema, teatro, TV, rádio e quadrinhos. As mais famosas são as filmagens de 1910, 1931 e 1994.
Frankenstein

Filme:

Veja também:

[resenha] O Médico e o Monstro

3 de novembro de 2011 - quinta-feira - 16:38h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

O Médico e o MonstroTítulo: O Médico e o Monstro
Título original: The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde
Autor: Robert Louis Stevenson
País: Escócia
Ano: 1886
Editora: L&PM
Tradutor: José Paulo Golob, Maria Angela Aguiar e Roberta Sartori
Páginas: 62
Sinopse: Esta obra traz à vida uma história sobre a natureza humana e a dualidade entre o bem e o mal. O livro acompanha a investigação do advogado Gabriel John Utterson sobre as estranhas ocorrências com seu amigo Dr. Henry Jekyll, um homem recatado, elegante, que protege, até depois de sua morte, Edward Hyde, um criminoso de feições grosseiras e hábitos assustadores.
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– [...] O nome do homem era Hyde.
– Hmm – fez Mr. Utterson. – Qual a aparência dele?
– Ele não é fácil de descrever. Há algo de errado com sua aparência, alguma coisa desagradável, alguma coisa realmente detestável. Nunca vi nenhum outro homem a quem detestasse tanto, e devo confessar que não saberia dizer por quê. Ele deve ter alguma deformidade em algum lugar do corpo, embora não consiga especificar em que ponto.

Avaliação:
O ponto de partida desta clássica história se dá durante um dos passeios dominicais a pé de Gabriel John Utterson com seu primo Richard Enfield, quando este lhe conta sobre um episódio que presenciou, em uma madrugada, de um estranho homem que pisoteou uma criança. Este homem, de nome Edward Hyde, era herdeiro do médico Henry Jekyll, conforme o testamento que estava em poder do advogado Mr. Utterson.

Como dito na sinopse, esta história trata do fenômeno das múltiplas personalidades, que ocorre nas pessoas não somente em forma de doenças psiquiátricas, mas simplesmente no fato de termos sempre um lado bom e um lado mau dentro de nós mesmos.

Apesar de a história ser bem curta, achei a leitura um pouco cansativa, envolta em mistérios de uma maneira bem nebulosa, com os fatos obscuros e a presença de percepções não-ditas. Toda a explicação é dada no final, de forma que você sente necessidade de relê-la, também encorajado pela pequena quantidade de páginas.

Aliás, o livro onde eu li O Médico e o Monstro, na verdade, é uma coletânea contendo também Drácula, de Bram Stoker e Frankenstein, de Mary Shelley. Chama-se Clássicos do Horror, da Série Ouro da L&PM. Um pouco pesado pra carregar ou segurar ao ler, mas vale a pena, por já ter as 3 histórias logo de uma vez, e provavelmente ser mais barato do que se comprasse os 3 livros separados.
O Médico e o Monstro

Filme:
Para complementar a leitura, eu assisti o filme de 1931, considerado uma das versões mais clássicas. O enredo central não muda muito, mas a história do filme difere em muitas partes, como a presença de personagens femininas, que não existem no livro. O que eu achei mais interessante foi a oportunidade de poder ver como era o estilo de filmagem, atuação e efeitos especiais do começo do século XX.
Eu não encontrei nenhum trailer, mas segue abaixo um trecho do filme.

Além disso, a história do dr. Jekyll e do Mr. Hyde é um legado cultural tão importante que gerou inúmeras adaptações. Uma das mais bonitinhas é a do Frajola e do Piu-piu. Rsrs…

Veja também:

[resenha] A Garota da Capa Vermelha

26 de julho de 2011 - terça-feira - 20:01h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

A Garota da Capa VermelhaTítulo: A Garota da Capa Vermelha
Título original: Red Riding Hood
Autor: Sarah Blakley-Cartwright, baseado no roteiro escrito por David Leslie Johnson
País: EUA
Ano: 2011
Editora: iD
Tradutores: Lígia Arata Guimarães Barros e Paulo Afonso
Páginas: 339
Sinopse: O corpo de uma garota é descoberto em um campo de trigo. Em sua carne mutilada, marcas de garras. Quando Valerie descobre que sua irmã foi assassinada pela lendária criatura, ela acaba mergulhando de forma irreversível em um grande mistério que vem amaldiçoando sua aldeia por gerações. A revelação vem com Father Solomon – o Lobo que está entre eles – o que torna qualquer pessoa do vilarejo suspeita. Estaria Peter, sua paixão secreta desde a infância, envolvido nos ataques? Ou seria Henry, seu noivo, o Lobisomem que assola as redondezas? Enquanto todos estão à caça da besta, Valerie recorre à Avó em busca de ajuda, que dá à neta uma capa vermelha feita à mão e a orienta através da rede de mentiras, intrigas e decepções que vem controlando o vilarejo por muito tempo.
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Bleim.
Bleim.
Bleim.
O terceiro toque dos sinos da igreja pairava no ar, e tudo ficou imóvel. Alguém na aldeia havia morrido. Valerie gelou.
Bleim.
Um quarto toque rompeu o silêncio. O mundo se abriu, expondo o interior cru.
Valerie e Peter entreolharam-se confusos; em seguida, caíram em si horrorizados.
O quarto toque significava apenas uma coisa: ataque do Lobo.

Avaliação:
Ao contrário do que comumente acontece, este é um livro que foi escrito baseado no roteiro do filme de mesmo nome. Percebendo que a complexidade dos personagens e as suas histórias pessoais não caberiam na trama em tela, a diretora Catherine Hardwicke desejou criar um romance e contou com a amiga Sarah Blakley-Cartwright, autora da versão em livro.

A história em si é interessante, apesar de ser contada de maneira simples. Paixões e dramas adolescentes acontecendo dentro de um vilarejo da Idade Média que vive amedrontado pelo terror de uma lenda são uma combinação bastante atraente para servir como base do enredo de mistério. Os personagens também são, sim, relativamente trabalhados de uma forma que não poderia se esperar em um filme. Eu só deduraria o exagero da sinopse e do prefácio quando falam de “redes de mentiras” e “laços que se esfacelam”, referindo-se à micro-sociedade do vilarejo. Não chega a tanto assim.
A Garota da Capa VermelhaLogo depois de terminar de ler o livro, quis assistir ao filme. Estava com boas expectativas, justamente por se tratar de livro baseado em filme. Imaginava que seriam bem parecidos, até nos diálogos, e também imaginava quais detalhes seriam omitidos pela “falta de espaço”. Mas infelizmente, me decepcionei bastante.

O filme tem um ritmo apressado, que acaba causando uma sensação de superficialidade e falta de cuidado com a história e com os relacionamentos entre os personagens. A impressão que passa é que a diretora quis um romance escrito para tentar “consertar” a mediocridade do seu filme.

Um ponto interessante foi a jogada de marketing feita no final do livro (e não vou falar muito para não ser spoiler). Como eu o li bem depois da estreia do filme, acabei não sofrendo de ansiedade, rs.

Trailer do filme:

Veja também: