Categoria: ‘Autores’

[autor] Clarice Lispector

10 de dezembro de 2011 - sábado - 12:47h   ¤   Categoria(s): Autores, Literatura nacional

Clarice Lispector (✫ Chechelnyk , Ucrânia, 10 de dezembro de 1920 – † Rio de Janeiro, Brasil, 09.dez.1977) foi uma escritora e jornalista naturalizada brasileira. Clarice Lispector
Tendo chegado ao Brasil com 2 meses de idade, Clarice considerava este país como sendo sua verdadeira pátria e afirmava não ter ligação nenhuma com a Ucrânia
Após a chegada da família a Maceió, em 1922, por iniciativa de seu pai, todos – exceto uma das irmãs – mudaram de nome. A garota que havia nascido Haia Pinkhasovna Lispector se tornou, então, Clarice.
Além de Maceió, Clarice e sua família também moraram em Recife, onde passou sua infância. Aos 9 anos de idade, perdeu sua mãe, que sofria de paralisia já há algum tempo.

Aproximadamente 4 anos depois, o pai muda-se com as filhas para o Rio de Janeiro, onde Clarice estuda e se forma em Direito. Entretanto, devido à frustração com o curso, a futura escritora encontra na literatura sua válvula de escape e em 1940, aos 19 anos, publica seu primeiro conto, Triunfo, na revista semanal “Pan”.
No mesmo ano, após o falecimento do pai e a publicação de mais alguns contos, Clarice começa a trabalhar como redatora e repórter no Departamento de Imprensa e Propaganda.

Em 1943, casa-se com Maury Gurgel Valente, que era seu colega de faculdade, termina seu curso de Direito e publica seu primeiro romance, Perto do coração selvagem.
Devido à carreira diplomática de seu marido, entre 1944 e até meados dos anos 1950, Clarice vive na Europa e nos Estados Unidos, onde nasceram, respectivamente, seu primeiro e segundo filho. Durante as diversas voltas ou férias no Rio de Janeiro, a escritora aproveita as ocasiões para lançar seus livros, como O Lustre, A cidade sitiada e Alguns Contos.

Em 1959, separa-se do marido e retorna ao Rio de Janeiro. A partir de então, até o fim da sua vida, publica diversos livros de contos, romances e infantis, como Laços de Família, A paixão segundo G.H., O mistério do coelho pensante e A hora da estrela, que foi seu último livro publicado ainda viva.

Ao longo de sua vida, Clarice também trabalhou para jornais e revistas, como colunista, cronista e entrevistadora, usando, muitas vezes, pseudônimos. Alguns exemplos são as colunas Correio feminino – Feira de Utilidades, do jornal Correio da Manhã, e Só para mulheres, do Diário da noite.

Em 1977, Clarice falece de câncer, um dia antes de completar 57 anos, e é sepultada no Cemitério Comunal Israelita do Caju.

Os livros Um sopro de vida, Quase de verdade, Para não esquecer e A bela e a fera são publicados durante os 2 anos seguintes à sua morte.

Seguem abaixo, alguns livros da escritora. Você já leu algum?

Perto do coração selvagem O Lustre A cidade sitiada Laços de Família A paixão segundo G.H. A hora da estrela Um sopro de vida A bela e a fera O mistério do coelho pensante Quase de verdade Correio feminino Só para mulheres

Veja também:

[autor] Agatha Christie

15 de setembro de 2011 - quinta-feira - 16:12h   ¤   Categoria(s): Autores

Agatha Christie (✫ Torquay, Inglaterra, 15.set.1890 – † Wallingford, Inglaterra, 12.jan.1976) foi uma escritora britânica. Agatha Christie
Considerada a “Rainha do Crime”, é autora de mais de 80 livros e coleções de contos, diversas peças de teatro e 6 romances românticos sob o pseudônimo de Mary Westmacott. Com 4 bilhões de cópias vendidas de seus romances que foram traduzidos para pelo menos 103 idiomas, Agatha Christie é superada somente pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare.

Caçula de 3 filhos, Agatha foi educada dentro de casa, por decisão de sua mãe, que acreditava que crianças não deveriam aprender a ler antes dos 8 anos de idade. Aos 5, a garota aprendeu a ler sozinha. Sua educação foi dada basicamente através dos seus pais, de tutores e babás/damas de companhia. Dentre seu aprendizado estavam matemática, conhecimentos gerais, piano, canto, dança e francês.

Durante a I Guerra Mundial, a escritora foi enfermeira e, posteriormente, farmacêutica em um hospital, funções que influenciariam seu trabalho, já que muitos dos assassinatos em seus livros se dariam através de venenos.

Após um conturbado “namoro” de 2 anos, Agatha casou-se pela primeira vez em 1914 com Archibald Christie, piloto do Corpo Real de Aviadores. O casal teve somente uma filha, Rosalind, nascida em 1919, que também viria a ser a única filha de Agatha e mãe de seu único neto, Mathew Prichard.

A escritora teve seu 1º romance publicado em 1920: O Misterioso Caso de Styles. O protagonista, detetive Hercule Poirot, seria personagem de mais 33 livros e dezenas de contos de Agatha Christie.

Em 1926, após seu marido ter lhe contado que estava apaixonado por outra mulher e que desejava o divórcio, a escritora desapareceu durante 11 dias, o que causou muita repercussão na imprensa. Neste mesmo ano, Agatha escreveu o que foi considerada sua obra-prima: O Assassinato de Roger Ackroyd.
O divórcio dos Christies só aconteceu de fato 2 anos depois, em 1928.
Em 1930, casou-se pela segunda vez, com o arqueólogo Max Mallowan, 14 anos mais jovem. Com o marido, Agatha viajou pelo mundo inteiro, realizando diversas expedições arqueológicas, o que serviu de inspiração para novas histórias, como Morte no Nilo. O casamento feliz com Mallowan durou até a morte da escritora.

Em 1934, no auge da carreira, Agatha publica um de seus livros mais famosos, Assassinato no Expresso do Oriente, que foi adaptado diversas vezes, para o cinema, teatro e TV.
Em novembro de 1952, estreou no Ambassadors Theatre, em Londres, a sua peça A Ratoeira. Em março de 1974, a peça foi para o St. Martin’s Theatre, onde continua sendo exibida até hoje. Por esta obra, a escritora detém o recorde no Guinness pela peça que está há mais tempo em cartaz em toda história do teatro.

Em 1971, Agatha Christie recebeu a mais alta condecoração do Reino Unido, tornando-se Dama da Ordem do Império Britânico. Em 12 de janeiro de 1976, a escritora faleceu de causas naturais e está sepultada no Cemitério da Paróquia de St. Mary, Cholsey, Oxfordshire, Inglaterra.

O Assassinato de Roger Ackroyd
O Assassinato de Roger AckroydTrês mortes estranhas em sequência despertam grande curiosidade na moradora de uma pequena vila inglesa. Ela tem então por vizinho um visitante, chamado Hércule Poirot. Essas três mortes envolvem respectivamente um assassinato, um suicídio e um segundo assassinato. O primeiro corpo é do marido de uma mulher que, depois, se suicida. Seu suicídio é seguido pela morte de um terceiro homem, que se descobre ser amante dela. A mulher, por sua vez, estava sendo chantageada em função de ter matado o marido para ficar com o amante. O assassino de seu amante talvez seja, então, o chantagista, que estava para ser descoberto, ou talvez não seja.

Assassinato no Expresso do Oriente
Assassinato no Expresso do OrientePouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve pára o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Um americano é encontrado morto em sua cabina, com doze facadas, e a porta estava trancada por dentro. Pistas falsas são colocadas no caminho de Hercule Poirot para tentar mantê-lo fora de cena, mas, num dramático desenlace, ele apresenta não uma, mas duas soluções para o crime.

 
Suas obras foram (e certamente continuarão sendo) adaptadas em diversos formatos e meios de comunicação, como filmes, peças, séries de TV, graphic novels, anime e até video game.
A adaptação mais famosa, de Assassinato no Expresso do Oriente, é de 1974.

Mais informações sobre a escritora: http://agathachristie.com/

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Sequência dos livros da Agatha Christie

[autor] Jorge Luis Borges

24 de agosto de 2011 - quarta-feira - 18:34h   ¤   Categoria(s): Autores

Jorge Luis Borges (✫ Buenos Aires, Argentina, 24.ago.1899 – † Genebra, Suíça, 14.jun.1986) foi um escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino.Jorge Luis Borges
Nascido em uma família de classe média e com acesso a boa educação, era bilíngue desde a infância, tendo aprendido o idioma inglês mesmo antes de falar espanhol, por influência de sua avó de origem inglesa. A precocidade se manifestou cedo, também ainda na infância. Aos 6 anos de idade, revelou a seu pai que queria ser escritor. Aos 7, escreveu, em inglês, um resumo de literatura grega. Aos 8, escreveu seu primeiro conto, “La Visera Fatal”, inspirado em um episódio de Dom Quixote. Aos 9 anos, traduziu do inglês “O Príncipe Feliz”, de Oscar Wilde.

Tendo se mudado para a Europa (inicialmente Suíça e depois Espanha) com a família em 1914, foi após o retorno à Argentina, em 1921, que Borges começou a publicar seus poemas e ensaios. Em 1923, teve publicado seu primeiro livro de poemas, “Fervor de Buenos Aires”, contendo influências surrealistas e regionais.

Entretanto, foi somente a partir da década de 1930 que viria sua consagração, transformando-se num dos mais brilhantes e polêmicos escritores da América Latina, sob o gênero da literatura fantástica.
Seus livros mais famosos, coletâneas de contos, são Historia Universal de la Infamia (1935), Ficciones (1944) e El Aleph (1949).
Entre seus contos mais conhecidos, contidos nestas coletâneas, estão:
• La biblioteca de Babel
• El jardín de senderos que se bifurcan
• Funes el memorioso
• La escritura del Dios
• Tlön, Uqbar, Orbis Tertius
• El Zahir
• El Aleph (que dá nome ao livro)

A partir da década de 1950, foi afetado por uma progressiva cegueira. Com o passar dos anos, quando foi perdendo completamente a visão, sua mãe Leonor passou a tomar conta do escritor, lendo e escrevendo o que ele ditava.
Em 1961, recebeu seu primeiro prêmio internacional, concedido pelo Congresso Internacional de Editores, o Prêmio Formentor.
Em 1967, Borges casa-se com uma amiga de infância, Elsa Astete, num casamento que durou 3 anos.
Em 1975, sua mãe falece.

Em 1986, casa-se pela segunda vez, com a sua ex-aluna, secretária particular (desde 1981) e amiga, Maria Kodama, que após a morte do escritor, tornou-se a herdeira de seus direitos autorais.
No mesmo ano, Borges morre de câncer no fígado.

Ficções
FicçõesO livro, em sua versão atual, reúne os contos publicados em 1941 sob o título de ‘O jardim de veredas que se bifurcam’ (com exceção de ‘A aproximação a Almotásim’, incorporado a outra obra) e outras dez narrativas com o subtítulo de ‘Artifícios’. Nesses textos, o leitor se defronta com um narrador inquisitivo que expõe, com elegância e economia de meios, de forma paradoxal e lapidar, suas conjeturas e perplexidades sobre o universo, retomando motivos recorrentes em seus poemas e ensaios desde o início de sua carreira – o tempo, a eternidade, o infinito. Os enredos são como múltiplos labirintos e se desdobram num jogo infindável de espelhos, especulações e hipóteses, às vezes com a perícia de intrigas policiais e o gosto da aventura, para quase sempre desembocar na perplexidade metafísica.

O Aleph
O AlephAs peças deste livro correspondem ao gênero fantástico – as coisas da vida real deslizam para contextos incomuns e ganham significados extraordinários, ao mesmo tempo que fenômenos bizarros se introduzem em cenários prosaicos. Os recorrentes motivos borgeanos do tempo, do infinito, da imortalidade e da perplexidade metafísica jamais se perdem na pura abstração; ao contrário, ganham carnadura concreta nas tramas, nas imagens, na sintaxe, que também são capazes de resgatar uma profunda sondagem do processo histórico argentino.

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[autor] Alexandre Dumas

20 de julho de 2011 - quarta-feira - 20:32h   ¤   Categoria(s): Autores

Alexandre Dumas (✫ Aisne, França, 24.jul.1802 – † Puys, França, 05.dez.1870) foi um escritor e dramaturgo francês.Alexandre Dumas
Nascido na pobreza, era filho de um general do Exército de Napoleão e neto de um nobre francês com uma escrava afro-caribenha.
Sua 1ª peça de teatro foi Henrique III e sua Corte, produzida em 1829. Entre 1844 e 1846, publicou dois dos seus mais famosos romances: Os Três Mosqueteiros e O Conde de Monte Cristo.
Outras de suas principais obras são:
• A Rainha Margot (1845)
• Vinte anos depois (1845)
• A Dama de Monsoreau (1846)
• O Visconde de Bragelonne (1848)

Apesar de ter-se casado em 1840 com uma atriz, Alexandre Dumas possuía pelo menos 3 filhos fora do casamento, tendo um deles recebido o mesmo nome do pai e seguido a mesma carreira de novelista e escritor de peças teatrais. Para haver diferenciação, um deles é chamado Alexandre Dumas, pai (Alexandre Dumas, père) e o outro Alexandre Dumas, filho (Alexandre Dumas, fils), sendo o filho autor do romance A Dama das Camélias.

A despeito do sucesso e de sua origem nobre, Alexandre Dumas sempre foi marcado pelo fato de ser mulato. Disse ele uma vez a um homem que o insultou por causa de sua mestiçagem:
“My father was a mulatto, my grandfather was a Negro, and my great-grandfather a monkey. You see, Sir, my family starts where yours ends.”

Dumas foi enterrado no cemitério de Villers-Cotterêts, onde nasceu, mas em 30 de novembro de 2002, aniversário do bicentenário de seu nascimento, seu corpo foi exumado sob as ordens do então presidente francês Jacques Chirac. Seus restos mortais foram levados em um novo caixão ao Pantheón de Paris, onde estão sepultados grandes nomes da literatura francesa como Victor Hugo e Voltaire.

Os Três Mosqueteiros
Os Três MosqueteirosO jovem d’Artagnan chega praticamente sem posses a Paris, mas, depois de alguns percalços, consegue se aproximar da guarda de elite do rei Luis XIII – os mosqueteiros. Nela conhece os inseparáveis Athos, Porthos e Aramis, que passarão a ser seus companheiros de aventuras. Juntos, os quatro enfrentam combates e perigos a serviço do rei e sobretudo da rainha, Ana da Áustria, tendo por inimigos principais o cardeal de Richelieu, a misteriosa Milady e o ousado duque de Buckingham.

O Conde de Monte Cristo
O Conde de Monte CristoEdmond Dantés está prestes a se casar quando seu destino muda completamente. Por causa de uma série de intrigas feitas por Mondego, Danglars, Caderousse e Villefort, ele é considerado traidor e condenado. Fica preso por 14 anos no castelo da ilha de If, onde conhece o padre Faria, que lhe explica onde encontrar um tesouro. Dantes foge da prisão, encontra o dinheiro e passa a ser chamado de conde de Monte Cristo. Agora ele quer se vingar de todos os seus desafetos.


Tanto O Conde de Monte Cristo quanto Os Três Mosqueteiros foram adaptados diversas vezes para o cinema, seriados, desenho e até anime.
A mais nova filmagem de Os Três Mosqueteiros está com estreia marcada para 14 de outubro de 2011.

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