Categoria: ‘Cabra’

[cabra] “Por que você não escreve um livro?”

4 de outubro de 2012 - quinta-feira - 17:45h   ¤   Categoria(s): Cabra

Quem tem a fama de devorador de livros deve ter escutado pelo menos uma vez na vida (ou duas, ou três, ou uma vez a cada semestre) de amigos, da família, dos colegas da escola ou do trabalho, a célebre frase: “Por que você não escreve um livro? Poxa, você lê tanto!”

Não que eu já não tenha pensado a respeito. Não que eu não tenha um tiquinho (mas beeemmm pouquinhozinho) de vontade. Não que muitos leitores vorazes por aí não tenham esse sonho ou, descuidar, já não tenham escrito e publicado seu(s) livro(s). Mas, pra mim, eu, Lia, a verdade é que não vou escrever um livro. Ponto.

Também não estou aqui com a intenção de condenar ou criticar quem faz a fatídica pergunta. Normal ela fazer parte de uma conversa casual qualquer. Tão normal quanto perguntar “Já que você gosta tanto de chocolate, por que não vira uma árvore de cacau?” …Ok, brincadeira. Fui rude agora, haha!

Sem ideiasAcontece que eu enxergo o processo de concepção de um livro como algo parecido com a soma do corpo e da alma. Disseram por aí que eu escrevo bem. Entenda isso como um elogio à minha capacidade de me expressar através de palavras escritas de forma clara e com bom uso do português. E ao que chamam de “escrever bem”, eu associo o corpo. O problema é: falta-me a alma. Ela é o antes, é a ideia, o conteúdo, a inspiração, é o que move o corpo.
Não ter a alma é como saber tocar bem um instrumento e não ter a capacidade de compor.

“Ah, mas você está escrevendo um texto agora, baseado numa ideia que você teve.” Sim, mas é um texto curto, o suficiente para um post. Para um livro, para uma boa história, eu não tenho capacidade. E estou bem assim, sendo somente uma leitora voraz. Às vezes, tenho a sensação de que as pessoas desejam que eu “seja escritora” como se projetassem seus desejos em mim e se frustrassem diante da minha negativa.

Outro ponto é com relação ao que querem dizer com “escrever um livro”. É quase certeza que não querem apenas que você escreva, mas também publique, venda bem e seja um autor de bestseller. Participando um pouco mais do meio literário através do blog, eu pude perceber, ainda que de longe, o quanto é difícil publicar um livro. Ser um autor de sucesso então, parece ser um longo caminho tortuoso a ser percorrido, onde muitas vezes o talento e o esforço não necessariamente levam à fama.

Nunca vão parar de me perguntar por que eu não escrevo um livro. Não há nada que eu possa fazer além de explicar, toda vez, o motivo. Mas eu só queria dividir minha sensação e meus pensamentos sobre quando isso acontece comigo e ver se vocês passam pela mesma situação.

E você? Por que não escreve um livro? Já que você lê tanto… rs.

 

Morte da cabrita A seção “Cabra” é um nome curto para o que deveria se chamar “Morte da Cabrita”, onde coloco os textos resultantes das minhas reflexões profundas (ahan!) acerca de assuntos que envolvem o mundo literário, principalmente a grande delícia que é ser um leitor. A intenção jamais será ter a palavra final sobre o tópico abordado, e sim gerar discussões e novas reflexões. Post explicativo aqui.

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[cabra] Textos com origem na reflexão morte-cabritística

4 de outubro de 2012 - quinta-feira - 09:24h   ¤   Categoria(s): Cabra

Morte da cabritaMacho adulto: bode. Fêmea adulta: cabra. Macho filhote: cabrito. Fêmea filhote: cabrita.
E é na morte dessa última que a gente às vezes fica pensando. Seu espírito inspirador sempre nos traz boas ideias, principalmente durante o banho. Por que ainda não inventaram uma lousa de chuveiro para anotar nossos insights tão geniais? Se bem que… o planeta agradeceria se não aumentássemos o gasto de água.

O fato é que eu tenho vontade de escrever uns textos de vez em quando. Nada muito rebuscado, nada muito ultra-cult e muito menos com a intenção de ser a palavra final sobre o tópico abordado. São basicamente pensamentos morte-cabritísticos que ultrapassaram 140 caracteres e não dá para tweetá-los. O assunto, lógico, será relacionado ao mundo literário. Eu até já andei escrevendo alguma coisa, como o texto sobre as manias que leitores têm, ou sobre o leitor intermediário (por sinal, preciso dar continuidade na série).

Para não deixar os próximos textos perdidos pelo blog, eu resolvi abrir uma seção onde poderia encaixá-los. Cabra vai ser o nome, pra simplificar a coisa. Não vai ser “Morte da Cabrita” porque fica muito comprido. E não vai ser só “cabrita” porque fica com uma conotação tosco-erótica. O mascote vai ser esse bixím bunitu aí no topo à direita.

Espero que vocês gostem dos textos que pretendo escrever. Ou mais do que isso, espero que eles gerem discussões, reflexões e, quem sabe, identificação, como foi o caso de Manias de Leitor.

O primeiro texto sai do forno ainda hoje!

Obs: Procurei no Google a origem da expressão “pensando na morte da cabrita”, mas não encontrei nada. Alguém sabe?

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