Categoria: ‘Coisas de leitor’

Fim do Castigo Pós-Bienal SP 2012

20 de agosto de 2013 - terça-feira - 10:13h   ¤   Categoria(s): Coisas de leitor

Fim do Castigo Pós-Bienal
Gostaria de ter o prazer de dividir com vocês a alegria de anunciar o Fim do Castigo Pós-Bienal SP 2012!!! \o/
Weeeee, pulem comigo!! Deem cambalhotas!! Façam cara de gente estranha!!

Ok, Lia. Menos.

» Mas o que foi este castigo?
O Castigo Pós-Bienal SP 2012 foi uma “punição” que eu me auto-myself-eu-mesma impus por causa da orgia de compras de livros que eu fiz na Bienal do Livro de São Paulo, no ano passado.

» E qual foi a punição?
A Bienal SP 2012 havia terminado no dia 19/08/2012. No período de 1 ano (de 20/08/2012 a 19/08/2013), eu só poderia comprar, no máximo, 4 livros. Por “comprar” entende-se: a felicidade de ver um livro em uma loja – física ou online – e adquiri-lo pagando do meu próprio bolso. Excluem-se situações como: recebimento de livros por parceria e presentes.

» Conseguiu cumprir?
Siiiiiiimmmm!! Com muito orgulho, digo que sim!!

» Quais foram os livros comprados?
Nessa ordem:
- Paris – A História de uma Grande Cidade, de Danielle Chadych e Dominique Leborgne
- A Construção do Livro, de Emanuel Araújo
- Entre a Verdadeira e a Errada, do meu amigo Danilo Gonçalves
- O Livro da Economia, vários autores
Fim do Castigo Pós-Bienal

» Como você conseguiu se segurar para comprar apenas 4 livros em 1 ano?
Confesso que não foi tão difícil, mas digo isso porque eu já vinha “treinando” há um tempo. Minhas dicas são:
Pratique a resistência: Visite livrarias físicas e online, olhe, ande (ou navegue) e saia sem comprar nada. Comece fazendo isso 1 vez por mês. Aos poucos, aumente a frequência. Eu vou em uma Livraria Cultura todo fim de semana, e realmente saio de lá de mãos vazias.
Estabeleça um limitador: Pode ser uma aposta, uma promessa, um castigo ou uma meta. Sem isso, sua mente se sente livre para querer comprar e a chance de estrago é grande.
Dê importância para a sua honra: Não ria, rsrs. Isso é muito sério! =D Se você não liga para sua honra, você vai quebrar suas promessas sempre, por abrir diversas exceções. E depois vai ficar se remoendo. Eu passei por isso. Até que decidi que era hora de recuperar o respeito, a dignidade, a moral. Com o cumprimento deste castigo, tive minha honra de volta.

» Daqui pra frente, como vai ser?
Vou estabelecer um limitador, conforme a dica acima. Preciso manter meus tentáculos amarrados. Como gostam de dizer por aí: é uma questão de mindset. Ainda não decidi, mas acho que vai ser baseado no tamanho da minha fila de não-lidos, algo como: “Quando a fila atingir tamanho x, eu posso comprar 1 livro”.
Vai ser fácil? Definitivamente não, principalmente por causa dos livros que recebo de parceria. Mas vamos que vamos! Se eu consegui uma vez, por que não posso conseguir de novo? =)

Encadernação de livros

8 de janeiro de 2013 - terça-feira - 17:32h   ¤   Categoria(s): Coisas de leitor

E aí que um belo dia, olhando perpendicularmente a lombada de um livro, eu notei que em alguns, não é possível ver com clareza a divisão por cadernos.

Cuméquié?

Ops, sorry. Vamos por partes.

Sabe quando você olha a espessura do livro, mas na parte próxima à lombada? Em alguns livros, dá pra ver a divisão por cadernos. Em outros, não!
Acho que a foto abaixo ajuda a entender melhor do que eu tô falando.
Do pouco que eu sei sobre produção editorial, aprendi que os livros possuem cadernos que podem ser de 16 ou 32 páginas. Em boa parte dos livros, dá pra ver direitinho a divisão e dá pra contar qual é o número de páginas que eles têm.

Mas ultimamente, justamente por conta de eu reparar mais nessa “região” do livro, notei que em alguns, essa divisão é simplesmente impossível de perceber.
Bem assim, ó:
E um zoom:

Eu fiz esse post por 2 motivos: o primeiro é compartilhar com leitores que ainda não tinham reparado nisso. O segundo é pra pedir ajuda de quem saberia responder algumas dúvidas minhas…

Por que a encadernação é assim? Ou… o que aconteceram com os cadernos? Ou… ainda há cadernos, mas a divisão visual deles foi totalmente eliminada?
Procêis vê que eu nem sei direito qual pergunta fazer… =D

Retrospectiva Literária 2012

31 de dezembro de 2012 - segunda-feira - 09:40h   ¤   Categoria(s): Coisas de leitor

Retrospectiva Literária

Esse ano resolvi participar da Retrospectiva Literária 2012, organizado pelo blog Pensamento Tangencial. O intuito é que todos os blogs participantes coloquem no ar este post no dia 31 de dezembro, com as suas próprias respostas para as questões propostas.

Vamos lá para a minha retrospectiva…
A aventura que me tirou o fôlego: Starters, da Lissa Price – Pode ser considerado aventura também? Eu gostei bastante!
O terror que me deixou sem dormir: 72 Horas Para Morrer, de Ricardo Ragazzo – Não é exatamente terror, mas as cenas de assassinato são assustadoras!
O suspense mais eletrizante: Eu Sei o Que Você Está Pensando, de John Verdon – Achei bem inteligente a forma como o assassino sabia em que número a vítima estava pensando.
O romance que me fez suspirar: Melancia, da Marian Keyes – Não vou falar muito para não dar spoiler, mas quem leu deve ter torcido muuuuito, assim como eu!
A saga que me conquistou: Os Herdeiros dos Titãs, de Eric Musashi – Dualogia que me deixou encantada!
O clássico que me marcou: Orgulho e Preconceito, da tia Jane – Básico, né?
O livro que me fez refletir: Corações em Fase Terminal, da Fabiane Ribeiro – Assim como eu escrevi na minha resenha, “Se você pudesse enxrgar seu coração, que aspecto ele teria?”.
O livro que me fez rir: qualquer um onde tenha o Myron Bolitar como personagem – li uns 3 esse ano.
O livro que me fez chorar: O Último Trem de Hiroshima, de Charles Pellegrino – O pior de tudo é que são fatos reais.
O livro de fantasia que me encantou: As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas, de Florence Sakade – Nada mais encantador do que conhecer (ou relembrar) as histórias infantis do povo de onde você descende!
O livro que me decepcionou: O Hipnotista, de Lars Kepler – Capa linda, história promissora, mas nada muito fora do trivial.
O livro que me surpreendeu: Eu, do Ricky Martin – Na verdade, a pessoa do Ricky Martin, aquela que está dentro da casca de artista e celebridade, é que me surpreendeu.
O(a) personagem do ano: Meu querido Myron Bolitar!
O casal perfeito: Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy – Básico, né?
O(a) autor(a) revelação: Eric Musashi – Olhem pra esse cara! Cadê os holofotes apontados para ele?
O melhor livro nacional: Os Franceses, de Ricardo Corrêa Coelho – Uma radiografia sensacional do povo francês.
O melhor livro que li em 2012: A Resposta, de Kathryn Stockett – Me derreto, só de pensar nesse livro!
Li em 2012 …… livros. 47. Gostaria que tivesse sido mais, mas já é o dobro do que eu costumava ler antes.
A minha meta literária para 2013 é: Comprar somente 3 livros até 19 de agosto de 2013, por causa do Castigo Pós-Bienal SP. Depois disso, veremos, rs.

E você? Como foi seu ano literário? =)

Veja também:

Elementos da capa: do que você gosta?

16 de novembro de 2012 - sexta-feira - 19:13h   ¤   Categoria(s): Coisas de leitor

As capas são, no geral, a primeira coisa que olhamos em um livro. Por mais arriscado que seja, muitas vezes ela é simplesmente o fator que define a nossa decisão de compra.
E aí? Que tipos de “elementos” vocês curtem em uma capa?

 
Espessura da capa
Capas duras não são muito comuns no Brasil. Normalmente ocorrem em edições especiais ou de colecionador. Já os americanos parecem gostar muito mais delas, geralmente colocando junto aquela “sobrecapa” (que não sei o nome correto), que é um papel fino, formando uma orelha, mas não é preso ao livro, podendo ser facilmente retirado para facilitar o manuseio durante a leitura.
As capas duras também podem ser envoltas em couro ou tecido, dependendo do quão chique é a edição do livro.
Nós, brasileiros, estamos acostumados a comprar livros com aquela capa de papel de gramatura um pouco maior, mas ainda bastante flexível. Eu particularmente prefiro, por causa da praticidade na leitura e no transporte.
Edição em espanhol de Don Quijote: capa dura e de couro.

Orelha
A grande maioria dos livros publicados no Brasil possuem orelha, com exceção das edições econômicas. Geralmente na orelha da primeira capa está um resumo um pouco mais detalhado do que a sinopse da contracapa e na orelha da última capa está uma minibiografia do autor. Eu gosto mais de livros com orelhas. Dá a impressão de que a capa fica mais durável.
Ah, e só para lembrar: orelhas não são marcadores de páginas! =D
Madame Bovary: edição econômica e de bolso, tradicional da L&PM.

Verniz
Os livros podem ter a capa totalmente envernizada ou tê-la na maior parte fosca, apenas com detalhes envernizados. Para mim tanto faz, mas acho que fosca com detalhes em verniz fica com mais charme.
Camundo: um exemplo de verniz sem relevo.

Relevo
Os relevos geralmente estão no título, mas muitas vezes também aparecem em elementos da ilustração da capa. A grande maioria está acompanhada também de um verniz. Eu adoro, com ou sem verniz!
Claraboia: um raro relevo sem verniz.

Metalizado
Os metalizados mais comuns que encontramos são os dourados, normalmente nos títulos, que são justamente aqueles que começam a se soltar com o tempo. Também podem ser critério para escolha da edição do livro: “Ah, eu não gosto de comprar a edição econômica porque não vem com o título em dourado na capa.” Há muitos metalizados que ficam lindos, mas há alguns que são tão exagerados e sem noção de estética que ficam parecendo álbum de figurinhas dos Anos 80.
Ultimamente, tenho visto em prateado ou cinza escuro, para imitar objetos de metal na ilustração da capa. Esses eu tenho achado bem bonitos!
O Hipnotista: uma das capas mais bonitas da minha estante.

Emborrachado
Uma novidade (pelo menos aqui no Brasil) que já vem aparecendo nas capas é o estilo emborrachado. Eu achei a textura bonita, elegante aos olhos, mas achei meio estranha no tato, parecendo que a sua mão fica meio suja depois que pega um livro assim. Também me incomodei um pouco pelo fato de eu ter a mão suada e parecer que o emborrachado absorve o suor. Iéca! =D
A Resposta: o primeiro livro emborrachado que eu vi na vida.

Vocês conhecem algum outro “elemento” novo que tenha aparecido nas capas dos últimos lançamentos?

1ª brecha do Castigo Pós-Bienal

6 de novembro de 2012 - terça-feira - 12:14h   ¤   Categoria(s): Coisas de leitor

1ª brecha do Castigo Pós-Bienal

FALTAM 12 DIAS PARA A 1ª BRECHA DO CASTIGO PÓS-BIENAL!!!

Dia 18 de agosto de 2012 foi o último dia da Bienal do Livro de São Paulo. Devido à orgia de compras absolutamente sem-noção que eu fiz nesse evento, eu resolvi estabelecer um Castigo Pós-Bienal, para evitar que a minha fila de livros não-lidos alcançasse a Lua.

O Castigo é: comprar apenas 4 livros no período de 1 ano após a Bienal.
Distribuindo os 4 livros ao longo de 1 ano, eu tenho uma brecha de permissão de compra a cada 90 dias aproximadamente.

E é hora de planejar cuidadosamente qual livro eu vou escolher pra comprar nesta 1ª brecha. Depois de pensar um pouco (mas não o suficiente ainda), eu cheguei a 3 opções, por sinal, bastante gordas:

 
Sob a RedomaTítulo: Sob a Redoma
Autor: Stephen King
Páginas: 960
Sinopse: Em um dia como outro qualquer em Chester’s Mill, no Maine, a pequena cidade é subitamente isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é esta barreira, de onde ela veio e quando – ou se – ela irá desaparecer. Os moradores de Chester’s Mill percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem, aparelhos eletrônicos entram em pane ao se aproximar da redoma e a situação fica ainda mais grave quando a cidade se vê exposta às graves consequências ecológicas da barreira. Para piorar a situação, James “Big Jim” Rennie, político dissimulado e um dos três membros do conselho executivo da cidade, usa a redoma como um meio de dominar a cidade. Enquanto isso, o veterano da guerra do Iraque, Dale Barbara, é reincorporado ao serviço militar e promovido à posição de coronel. Big Jim, insatisfeito com a perda de autoridade que tal manobra poderia significar, encoraja um sentimento local de pânico para aumentar seu poder de influência. O veterano se une a um grupo de moradores para manter a situação sob controle e impedir que o caos se instaure. Junto a ele estão a proprietária do jornal local, uma enfermeira, uma vereadora e três crianças destemidas. No entanto, Big Jim está disposto até a matar para continuar no poder, apoiado por seu filho, que guarda a sete chaves um segredo. Mas os efeitos da redoma e das manobras políticas de Jim Rennie não são as únicas preocupações dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva.
Por que eu deveria comprar este livro: Porque é Stephen King. Porque faz tempo que não leio um livro (de ficção) dele. Porque a história parece simplesmente sensacional!
Por que eu NÃO deveria comprar este livro: Porque eu posso comprar mais pra frente. O lviro não vai sumir tão cedo.

 
Título: A História Secreta de Paris
Autor: Andrew Hussey
Páginas: 624
Sinopse: Em ‘A história secreta de Paris’, o jornalista Andrew Hussey apresenta personagens cujas histórias deram forma àquilo que vem à mente quando se fala de cidade – as tribos politeístas no caminho do império romano, os flaneurs do século XIX, vagando sem motivo pelas ruas retraçadas por Haussman; os sobreviventes e as vítimas de massacres e pestes; os idealizadores da catedral de Notre Dame, e as orgias que eram organizadas ali até meados do século XVI; os combatentes que tornaram o rio Sena vermelho de sangue no dia São Bartolomeu, em 1572; Marcel Proust, Céline, Édith Piaf, Michel Houllebecq. Viajando através de séculos, movimentos culturais e políticos, palácios e bordéis, catedrais e inferninhos punk, Hussey procura revelar os pontos obscuros e marginais da história desta cidade.
Por que eu deveria comprar este livro: Porque eu amo tudo que é livro que fala sobre Paris. E porque eu tenho a impressão de que é um livro do tipo que pode, do nada, entrar no status “Esgotado no fornecedor”.
Por que eu NÃO deveria comprar este livro: Porque eu ainda tenho 2 ou 3 livros sobre a História de Paris (ou da França) para ler.

 
Queda de GigantesTítulo: Queda de Gigantes
Autor: Ken Follett
Páginas: 912
Sinopse: Cinco famílias, cinco países e cinco destinos marcados por um período histórico. ‘Queda de gigantes’, o primeiro volume da trilogia ‘O Século’, começa no despertar do século XX, quando ventos de mudança ameaçam o frágil equilíbrio de forças existente – as potências da Europa estão prestes a entrar em guerra, os trabalhadores não aguentam mais ser explorados pela aristocracia e as mulheres clamam por seus direitos. Na Grã-Bretanha, o destino dos Williams, uma família de mineradores de Gales do Sul, acaba irremediavelmente ligado por amor e ódio ao dos aristocráticos Fitzherberts, proprietários da mina de carvão onde Billy Williams vai trabalhar aos 13 anos e donos da bela mansão em que sua irmã, Ethel, é governanta. Na Rússia, dois irmãos órfãos, Grigori e Lev Peshkov, seguem rumos opostos em busca de um futuro melhor. Um deles vai atrás do sonho americano e o outro se junta à revolução bolchevique. A guerra interfere na vida de todos. O alemão Walter von Ulrich tem que se separar de seu amor, lady Maud, e ainda lutar contra o irmão dela, o conde Fitz. Nem mesmo o americano Gus Dewar, o assessor do presidente Wilson que sempre trabalhou pela paz, escapa dos horrores da frente de batalha. Enquanto a ação se desloca entre Londres, São Petersburgo, Washington, Paris e Berlim, ‘Queda de gigantes’ retrata um mundo em rápida transformação, que nunca mais será o mesmo.
Por que eu deveria comprar este livro: Porque é um romance com História como pano de fundo. Neeem gosto, viu? =D
Por que eu NÃO deveria comprar este livro: Porque eu ainda não pesquisei o suficiente sobre esse livro para saber se é realmente bom, apesar de a sequência (Inverno do Mundo) estar vendendo bem.

 
E aí? O que acham? Qual vocês escolheriam?
Têm mais alguma sugestão? Acham que eu deveria comprar um livro mais fino?
Acham que eu vou conseguir sobreviver nesse Castigo até 18 de agosto de 2013??? =D