Categoria: ‘Desafios’

Projeto: Variedade Literária – setembro

11 de outubro de 2013 - sexta-feira - 10:20h   ¤   Categoria(s): Desafios

Ok, ok, eu sei que estou cada vez mais atrasada nos posts do Projeto, mas não é isso que vai me fazer desistir. Tarde, sim. Nunca, não! =D

Projeto: Variedade Literária

A meta do mês de setembro do Projeto: Variedade Literária é a mais dolorida. E ponto final.

Poesia
De todos os gêneros que eu listei para este Projeto, poesia é o mais penoso para mim. Porque não me identifico, porque não me apetece, porque não há harmonia com meu cérebro. E é exatamente por isso que é um desafio pra mim.

Sugestões
Como eu não conheço absolutamente nada deste gênero, eu listei apenas 8 sugestões, e entre elas, estão alguns dos nossos poetas mais famosos.

       

O que eu escolhi foi Cinco séculos de poesia.

Para quem quiser ver a lista inteira dos gêneros por mês e as sugestões para cada mês que já passou, o post inicial do Projeto está aqui.

[resenha] Madame Bovary

29 de setembro de 2013 - domingo - 11:09h   ¤   Categoria(s): Desafios, Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Madame BovaryTítulo: Madame Bovary
Título original: Madame Bovary
Autor: Gustave Flaubert
País: França
Ano: 1857
Editora: L&PM
Páginas: 334
Sinopse: ‘Madame Bovary’ trata da desesperança e do desespero de uma mulher que, sonhadora, se vê presa em um casamento insípido, com um marido de personalidade fraca, em uma cidade do interior. O romance mostra o crescente declínio da vida – interna e externa – de Emma Bovary.
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Gostava do mar apenas pelas suas tempestades e da verdura só quando a encontrava espalhada entre ruínas. Tinha necessidade de tirar de tudo uma espécie de benefício pessoal e rejeitava como inútil o que quer que não contribuísse para a satisfação imediata de um desejo do seu coração – tendo um temperamento mais sentimental do que artístico e interessando-se mais por emoções do que por paisagens

Avaliação:
Eu gosto muito de ler clássicos. Acho que eles têm muito a ensinar. Sobre uma época, sobre um lugar, sobre o autor, sobre costumes e valores. Mas eu sempre reivindiquei para mim o direito de não gostar do que li. Estes livros podem ensinar muito, podem ser importantíssimos para a literatura, mas não quer dizer que a leitura sempre será agradável. Foi o caso de O Morro dos Ventos Uivantes. É o caso, agora, de Madame Bovary.
Mas não é que eu detestei o livro. O que aconteceu foi apenas que ele não me apeteceu como deveria, afinal, é uma história que se passa na França do século XIX. O motivo da minha apatia talvez seja o fato de eu ter lido O Primo Basílio há pouquíssimo tempo. Eça de Queirós foi acusado de plágio por essa obra. Verdade ou não, justo ou não, as duas obras realmente têm bastante semelhanças.
Emma Bovary, assim como Luísa, gostava muito de ler romances e se encantava com as histórias de paixões arrebatadoras que os personagens viviam. Ambas tinham uma vida enfadonha dentro de seus casamentos e ambas cometeram adultério em busca de emoções, apesar de toda a ilusão que as acompanhava. E tiveram, cada uma à sua maneira, um fim trágico.

O autor, Gustave Flaubert, foi levado a julgamento por causa deste livro, acusado por ofensa à moral e à religião. Achei interessante e, ao mesmo tempo, um pouco triste perceber como as questões moralísticas e religiosas da época simplesmente parecem tolas aos nossos olhos da atualidade. Fruto dos valores que prevalecem hoje, o adultério é tido como algo banal, e o aspecto ameaçador da religião é digno de zombaria.

O livro começa contando sobre a infância de Charles Bovary. Ele era um garoto que vivia na área rural e que mais tarde foi mandado para a escola, na cidade, para estudar. Posteriormente, formou-se médico. Com ajuda da sua mãe, casou-se com uma viúva rica, porém seca e amarga. Em uma consulta ao velho sr. Rouault, tem a chance de conhecer a filha dele, Emma. Pouco tempo depois, sua primeira esposa morre e Charles acaba por pedir Emma em casamento. Entretanto, com pouco tempo de casada, Emma já começa a se incomodar com a monotonia dos seus dias. Sendo ela uma mulher estudada, logo passa a sentir desprezo pela simplicidade – muitas vezes ingenuidade – do seu marido. O amor que ele lhe oferecia estava infinitamente longe do que ela havia sonhado para si, baseado no que havia lido nos romances de sua juventude.

Além de todo o desenrolar decorrente da inquietação de Emma, o livro também possibilita conhecer um pouco da região norte da França, nos arredores de Rouen, mostrando-nos os hábitos e pensamentos da época. As notas de rodapé, ótimas, explicam o contexto cultural e histórico, e você aprende bastante lendo-as.
Entretanto, apesar de a história ser interessante, não me senti cativada pelo texto. Não foi uma leitura que tenha enchido meu coração. Com relação aos personagens, eles têm suas características muito bem descritas, mas parecem impessoais e distantes, como se o leitor não conseguisse se aproximar deles para conhecê-los melhor. Há livros em que o autor praticamente joga o leitor dentro da história, como se fosse amigo íntimo dos personagens. Há outros em que o leitor sente que se torna o próprio personagem, entrando em sua alma e entendendo-a, tamanha é a identificação. Infelizmente, Madame Bovary não se encaixa em nenhum destes dois casos.

De qualquer forma, é um livro que valeu muito a pena ter lido, principalmente pela sua importância histórica e moral. A minha recomendação é que se leia, de preferência, com um intervalo bem grande entre ele e O Primo Basílio.

Esta resenha, errr, veja bem… faz parte da meta de agosto (!?!?) do Projeto Variedade Literária.
Madame Bovary

Projeto: Variedade Literária – agosto

1 de setembro de 2013 - domingo - 21:26h   ¤   Categoria(s): Desafios

Lalala… ♫ Agosto já foi e eu ainda estou postando a prévia da meta do mês. Já podem imaginar que eu vou postar a resenha do livro escolhido só nas Olimpíadas de 2036, né? XD

Projeto: Variedade Literária

A meta do mês de agosto do Projeto: Variedade Literária é uma das que eu estava esperando, pois sempre gosto de ler os clássicos.

Clássico da literatura mundial
Não sei quanto a vocês, mas, na minha humilde opinião, leitores que se consideram leitores deveriam ler um clássico de tempos em tempos. Vale ler história de vampiro que brilha, sim. Vale ler erótico para “senhôuras”, sim. Mas acho absolutamente necessário acrescentar à sua lista de lidos um livro que tem a sua reputação totalmente incontestável. Que seja apenas para exibir pros outros (“Ai, sou f*da, li Dostoiévski”)! Tá valendo, pois leu, oras! =D

Sugestões
Eu costumo fazer uma lista de sugestões com 12 ou 16 livros, mas vou fazer com 24, porque realmente vale a pena! E como já teve o mês da literatura brasileira/portuguesa, livros desta categoria não entram na lista, ok?

       
       
       
       
       

O que eu escolhi é Madame Bovary.

Para quem quiser ver a lista inteira dos gêneros por mês e as sugestões para cada mês que já passou, o post inicial do Projeto está aqui.

Projeto: Variedade Literária – julho

21 de julho de 2013 - domingo - 19:17h   ¤   Categoria(s): Crônicas/Contos, Desafios

Projeto: Variedade Literária

A meta do mês de julho do Projeto: Variedade Literária não é dos meus gêneros favoritos, mas a proposta do projeto é justamente me fazer ler o que não me é habitual, então, vam que vam!

Crônicas/contos
Eu não fazia ideia de qual era a diferença entre a crônica e o conto, então eu fui procurar no [nem sempre confiável] Wikipedia. E o que eu achei foi o seguinte:
A crônica é uma narração curta, produzida essencialmente para ser veiculada na imprensa (revista ou jornal). Geralmente tem linguagem simples, espontânea, o que pode contribuir para que o leitor se identifique com o cronista. A narração é cronológica, baseada em algo do cotidiano, podendo possuir uma crítica indireta e/ou um tom humorístico.
Já o conto, mais curto que a novela ou o romance, é conciso, tem uma estrutura fechada, desenvolve uma história e tem apenas um clímax, não possuindo conflitos secundários. Por ser uma obra de ficção, apresenta um narrador, personagens, ponto de vista e enredo.
Na minha intuição de leitora, eu me arriscaria a dizer que a crônica tende a ser bem mais curta que o conto. Não sei se estou certa nessa afirmação…

Sugestões
Desde clássicos até opções bastante recentes, escolhi como sugestão as obras que parecem valer muito a pena. Os livros da série Para Gostar de Ler são amor demais! =D

       
       

O que eu vou ler é Histórias Extraordinárias.

Para quem quiser ver a lista inteira dos gêneros por mês e as sugestões para cada mês que já passou, o post inicial do Projeto está aqui.

[resenha] Apegados

30 de junho de 2013 - domingo - 18:35h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Desafios, Resenhas

ApegadosTítulo: Apegados
Título original: Attached
Autores: Amir Lavine e Rachel S. F. Heeler
País: EUA
Ano: 2010
Editora: Novo Conceito
Páginas: 303
Sinopse: Cada vez mais fazemos uso da pesquisa científica para conquistar melhor qualidade de vida. Sabemos o que devemos ou não comer, conhecemos o tipo de exercício que devemos praticar e por quanto tempo devemos fazê-lo, aprendemos alternativas viáveis para conquistar o sono revigorante… No entanto, nossos relacionamentos amorosos, parte importante de nossa vida, não parecem tão avaliados e estudados. Geralmente temos a sensação de que essa coisa de amor é um assunto da sorte. Mas será possível que a ciência explique por que algumas relações são produtivas e enriquecedoras, enquanto outras nos deixam perturbados e alienados? Pode a ciência explicar como muitos criam vínculos amáveis sem esforço algum, enquanto outros têm que lutar tanto pelo amor? Para o psiquiatra Amir Levine e a psicóloga Rachel Heller, a resposta é um evidente ‘sim’. Em ‘Apegados’ – livro baseado nas pesquisas da Teoria do Apego, de John Bowlby -, os autores revelam como compreender os mecanismos de afeição que se criam entre os adultos, o que certamente nos ajudará a encontrar e a manter o amor.
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Nossa necessidade de ter alguém com quem compartilhar a nossa vida faz parte de nossa constituição genética, e não tem nada a ver com o quanto amamos a nós mesmos ou com o quanto nos sentimos realizados individualmente. [...] O que se provou, por meio da evolução, como sendo uma forte vantagem para a sobrevivência foi a possibilidade de um casal humano tornar-se uma unidade fisiológica.

Avaliação:
Apegados é um livro ligeiramente diferente dos outros autoajuda que costumam estar nas prateleiras das livrarias, mas nem tanto.

Com base na Teoria do Apego, o livro diz que você pode ser classificado como ansioso, seguro ou evitante conforme a sua forma de lidar com seu parceiro nos relacionamentos amorosos.
Citando diversos casos e exemplos (não sei se fictícios ou não), Apegados mostra quais os comportamentos típicos de cada um dos 3 estilos de apego, que motivações estão por trás de cada atitude, que dificuldades podem surgir de acordo com a combinação entre pessoas de diferentes estilos e como lidar com tudo isso. A grande diferença deste livro em relação aos outros bons títulos do gênero é que ele não divide os comportamentos das pessoas por sexo. Além disso, também não afirma que esse ou aquele comportamento são errados. O leitor não é estimulado a mudar seu jeito de ser.
O que faz Apegados ser “mais um livro de autoajuda” é que, à primeira vista, ele parece querer solucionar a sua vida amorosa de forma mágica, principalmente quando o pegamos na livraria e olhamos para o subtítulo na capa. Esse ponto é onde muitos autoajuda pecam e afastam potenciais leitores. A verdade é que Apegados, assim como seus bons semelhantes, não é assim. Não traz uma solução mágica. O que ele oferece são esclarecimentos baseados em uma pesquisa científica e conselhos de caminhos que o leitor pode seguir para tornar a sua vida menos incompreensível.

Talvez esse livro seja bastante útil para pessoas que passaram por muito sofrimento nos relacionamentos anteriores e estão com dificuldade de entender por que não conseguem estar com uma pessoa de forma tranquila. Também é ótimo para aqueles que estão em um relacionamento conturbado, mas que não têm possibilidade ou desejo de terminá-lo (por qualquer que seja o motivo), e preferem, sim, melhorá-lo.

Esta resenha faz parte da meta de junho do Projeto Variedade Literária.
Apegados