Categoria: ‘Por temas’

História do Brasil

7 de setembro de 2012 - sexta-feira - 10:49h   ¤   Categoria(s): Dicas, Por temas

Hoje, 7 de setembro, faz 190 anos que o Brasil declarou sua independência em relação ao domínio de Portugal.

Eu sempre tive um interesse secreto e velado pela História do Brasil, mas desde que eu terminei o colégio, eu nunca tive vontade de pegar um bom livro didático e estudar o assunto novamente. Entretanto, descobri que é muito mais agradável e efetivo aprender História através de livros comuns! Autores ótimos é o que não faltam para contar sobre a nossa “existência” ao longo destes mais de 500 anos.
Vejam as dicas abaixo:
(reparem na sinopse de “A Viagem do Descobrimento”. é disto que eu falo! ~♥)

História do Brasil

 
1822Título: 1822
Autor: Laurentino Gomes
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 372
Sinopse: Esta obra apresenta 22 capítulos intercalados por ilustrações de fatos e personagens da época da independência. Resultado de três anos de pesquisas, a obra cobre um período de quatorze anos, entre 1821, data do retorno da corte portuguesa de D. João VI a Lisboa, e 1834, ano da morte do imperador D. Pedro I. O livro procura explicar como o Brasil conseguiu manter a integridade do seu território e se firmar como nação independente em 1822.

 
A Viagem do DescobrimentoTítulo: A Viagem do Descobrimento
Autor: Eduardo Bueno
Editora: Objetiva
Páginas: 112
Sinopse: O jornalista Eduardo Bueno, o Peninha, narra, em ‘A viagem do descobrimento’ uma das maiores aventuras jamais experimentadas pelo homem. Esta história, que durante tanto tempo nos foi contada como mero punhado de nomes e datas a decorar, é agora desvelada como uma saga apaixonante, em que homens precisaram vencer seus limites na busca de um novo mundo. Em ‘A viagem do descobrimento’ o leitor encontrará respostas às questões acima e muitas outras extremamente reveladoras da vida cotidiana a bordo das caravelas de Cabral. Questões que até hoje eram conhecidas apenas de poucos especialistas. Eduardo Bueno nos faz descobrir novas e surpreendentes tramas em uma história que julgávamos conhecida. Com seu texto bem-humorado, repleto de casos pitorescos, ele nos apresenta um apaixonante épico – o descobrimento do Brasil.

 
The BraziliansTítulo: The Brazilians
Autor: Joseph A. Page
Editora: Perseus Books
Páginas: 560
Sinopse: (deixado em inglês propositadamente) A country warmly hospitable and surprisingly violent, physically beautiful, yet appallingly poor – these are the contrasts Joseph Page explores in ‘The Brazilians’, a monumental book on one of the most colorful and paradoxical places on earth. Once one of the strongest market economies in the world, Brazil now struggles to emerge from a deep economic and social crisis, the latest and deepest nose-dive in a giddy roller-coaster ride that Brazilians have experienced over the past three decades. Page examines Brazil in the context of this current crisis and the events leading up to it. In so doing, he reveals the unique character of the Brazilian people and how this national character has brought the country to where it is today – teetering on the verge of joining the First World, or plunging into unprecedented environmental calamity and social upheaval.

 
A Ditadura EnvergonhadaTítulo: A Ditadura Envergonhada – Vol. 1
Autor: Elio Gaspari
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 424
Sinopse: Este livro, juntamente com ‘A ditadura escancarada’, da série ‘As ilusões armadas’, faz a reconstituição de um período crucial da história brasileira – de março de 1964 a março de 1979, da deposição de João Goulart ao dia em que Ernesto Geisel entregou a faixa presidencial. Neste primeiro volume da série, ‘A ditadura envergonhada’, o leitor irá encontrar um minucioso relato do golpe de 1964, com todos os detalhes que se referem a luta pelo poder nos primeiros anos do governo militar, a criação do SNI e os bastidores da elaboração dos primeiros atos institucionais, até chegar à edição do Ato Institucional nº 5, em dezembro de 68.

 
Doenças e CurasTítulo: Doenças e Curas – O Brasil nos Primeiros Séculos
Autor: Cristina Gurgel
Editora: Contexto
Páginas: 192
Sinopse: Quais as doenças que afligiam índios e europeus nos primeiros séculos do Brasil? Como os nativos se defendiam de males até então desconhecidos por eles, como gripe e sarampo? A pesquisadora e médica Cristina Gurgel visa mostrar ao leitor este capítulo da História do Brasil, o encontro (e desencontro) de duas culturas sob a ótica das doenças e dos males que afetaram seus habitantes. Ao contrário do que se propaga, a autora defende a ideia de que os princípios terapêuticos básicos da medicina indígena e europeia tinham muito em comum. Ambos os povos possuíam uma concepção da doença como uma invasora, sendo, portanto, necessário forçar sua saída do organismo. Para que isso ocorresse, empregavam-se cerimônias e substâncias que diferiram conforme a cultura e a disponibilidade e qualidade de matérias-primas medicamentosas. Valiam-se igualmente de rezas, vomitórios, purgantes e sangrias. Assim, quando ambas as medicinas – europeia e indígena – se uniram, não houve um choque cultural, mas uma complementação, que fez surgir a autêntica medicina popular brasileira. Com imagens e boxes explicativos, ‘Doenças e Curas’ é indicado para quem quer conhecer o início desta História brasileira.

[dica] Hiroshima, 1945

6 de agosto de 2012 - segunda-feira - 13:04h   ¤   Categoria(s): Dicas, Por temas

Hoje, dia 6 de agosto, faz 67 anos que a bomba atômica foi lançada sobre a cidade de Hiroshima, no Japão. Daqui a 3 dias, no mesmo ano, foi a vez de Nagasaki, mais ao sul, sofrer o mesmo ataque nuclear.
Hiroshima

Todos os anos, os japoneses relembram este triste evento através de homenagens no Parque Memorial da Paz de Hiroshima, além de debates acerca do uso de armas nucleares.

Por mais que esta tragédia esteja distante de nós, em um país do outro lado do mundo, em uma época que pode ser até considerada longínqua para muitos, meu desejo é que as pessoas soubessem mais sobre este capítulo que marcou a História Mundial, para que tenham noção da dimensão do mal que uma tecnologia como esta pode causar.

 
O Último Trem de HiroshimaTítulo: O Último Trem de Hiroshima
Autor: Charles Pellegrino
Editora: Leya
Páginas: 406
Sinopse: Usando uma combinação de documentos oficiais de época, depoimentos de japoneses que sobreviveram à bomba e de aviadores americanos, Charles Pellegrino reconstrói os dois dias em que armas nucleares foram detonadas no Japão e mudaram a história do mundo. Charles traz à tona os dias trágicos em Hiroshima e Nagasaki como ocorreram – para explicar por que ocorreram.
Resenha: aqui
 
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Chuva NegraTítulo: Chuva Negra
Autor: Masuji Ibuse
Editora: Estação Liberdade
Páginas: 325
Sinopse: ‘Chuva Negra’ (Kuroi Ame), é a principal obra do escritor Masuji Ibuse. Publicado originalmente em 1965, o romance revela como a experiência traumática da bomba atômica que atingiu Hiroshima em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, permanece atual como expressão dos vários reflexos de um evento atroz na experiência pessoal de cada vítima e na história da humanidade em geral. Na trama, passados quase cinco anos da explosão, Shigematsu Shizuma e sua mulher, Shigeko, ambos com os sintomas daqueles que foram expostos à radioatividade, tentam arranjar um casamento para a sobrinha Yasuko. O boato de que também ela estaria contaminada, porém, afasta os pretendentes. Para provar que os comentários são infundados, o tio decide transcrever o diário da sobrinha daquela época, além de seu próprio e o da esposa, mas os escritos provam que a jovem esteve sob a ‘chuva negra’ a caminho de Hiroshima. Suprimir ou não essa informação? E o que não estaria registrado a tinta pelo tio no novo manuscrito mudaria os rumos da história esboçada por aquela outra tinta que caiu do céu e se inscreveu no sangue de Yasuko? ‘Chuva Negra’ também se tornou um marco do cinema japonês. Foi adaptado para as telas pelo diretor Shohei Imamura (1926-2006), em 1989. Recebeu menção especial no Festival de Cannes em 1990.
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6 de Agosto de 1945Título: 6 de Agosto de 1945 – Um Clarão no Céu de Hiroshima
Autor: Fernanda Torres Magalhães
Editora: IBEP Nacional
Páginas: 102
Sinopse: Às 8h15 do dia 6 de agosto de 1945, a cidade japonesa de Hiroshima foi arrasada por uma nova arma de destruição em massa – a bomba atômica. O ataque realizado pelos Estados Unidos tornou-se um triste marco para a humanidade: pela primeira vez esse tipo de armamento tinha civis como alvo. Três dias depois, o mesmo aconteceu a Nagasaki. Muito se discutiu sobre as razões que levaram ao lançamento da bomba e sua real necessidade para acelerar o término da Segunda Guerra Mundial. A pesquisa realizada para a elaboração deste livro contou com inúmeras fontes de informação, inclusive documentação produzida pelos próprios japoneses: literatura, cinema, artigos de jornais, arte feita por sobreviventes, além de testemunhos. Visões particulares de uma guerra que deixou como legado milhares de mortes e uma imensa cicatriz.
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Gen Pés DescalçosTítulo: Gen Pés Descalços – Vol. 1
Autor: Keiji Nakazawa
Editora: Conrad
Páginas: 280
Sinopse: Gen Pés Descalços foi primeiramente lançado em série, nos anos 1972 e 1973, na Shonen Jump, uma das principais revistas semanais de histórias em quadrinhos do Japão. É um relato comovente da difícil vida de uma família japonesa, vítima da bomba atômica, durante e após a Segunda Guerra Mundial. Teve um grande sucesso não somente entre os leitores jovens, mas também com pais, professores e críticos. Gen foi transformado em longa-metragem de animação, três filmes e até uma ópera. As edições em livro venderam mais de 5 milhões de exemplares só no Japão.
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HiroshimaTítulo: Hiroshima
Autor: John Hersey
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 176
Sinopse: A mais importante reportagem do século XX – um retrato de seis sobreviventes da bomba atômica escrito um ano depois da explosão. Quarenta anos mais tarde, o repórter reencontra seus entrevistados. A bomba atômica matou 100 mil pessoas na cidade japonesa de Hiroshima, em agosto de 1945. Naquele dia, depois de um clarão silencioso, uma torre de poeira e fragmentos de fissão se ergueu no céu de Hiroshima, deixando cair gotas imensas – do tamanho de bolas de gude – da pavorosa mistura. Um ano depois, a reportagem de John Hersey reconstituía o dia da explosão a partir do depoimento de seis sobreviventes. Quarenta anos depois, Hersey voltou a Hiroshima e escreveu o último capítulo da história dos hibakushas – as pessoas atingidas pelos efeitos da bomba. Hiroshima permitiu que o mundo tomasse consciência do catastrófico poder de destruição das armas nucleares.
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Encontrei no youtube um vídeo de duração de 1h23min, que parece ser o longa-metragem. Não sei informar direito pois não assisti ainda. Está legendado em português.
Ah, e apenas lembrando que a pronúncia do nome “Gen” é [guen]. =)

[dica] Literatura americana

4 de julho de 2012 - quarta-feira - 17:35h   ¤   Categoria(s): Dicas, Literatura estrangeira, Por temas

Hoje, 4 de julho, é Dia da Independência nos Estados Unidos.
Eu estou longe de ser fã dos EUA, mas gostaria de aproveitar a data para dar algumas dicas de leitura com clássicos da Literatura americana.

 
Moby DickTítulo: Moby Dick
Autor: Herman Melville
Editora: Cosac Naify
Páginas: 656
Sinopse: O livro traz o relato de um marinheiro letrado, Ishmael, sobre a última viagem de um navio baleeiro de Nantucket, o Pequod, que parte da costa leste dos Estados Unidos rumo ao Pacífico Sul, onde encontra o imenso cachalote branco que, no passado, arrancara a perna do vingativo capitão Ahab. Ao longo de 135 capítulos, Herman Melville explora diversos gêneros literários para compor sua história, da narrativa de viagens ao teatro shakespeareano, do sermão à poesia popular, passando pela descrição científica e a meditação filosófica.

 
As Aventuras de Tom SawyerTítulo: As Aventuras de Tom Sawyer
Autor: Mark Twain
Editora: L&PM
Páginas: 328
Sinopse: ‘As aventuras de Tom Sawyer’ é um dos grandes clássicos da literatura americana. Tom Sawyer, o imortal personagem de Mark Twain, um menino astuto, mostra-se tão à vontade no mundo respeitável de sua tia Polly quanto no mundo aventureiro e desprotegido de seu amigo Huck Finn. Os dois vivem uma série de aventuras, acidentalmente presenciando um assassinato e provando a inocência do homem injustamente acusado, assim como sendo caçados por Injun Joe, o verdadeiro assassino, e finalmente escapando e encontrando o tesouro que Joe havia enterrado.

 
Título: O Velho e o Mar
Autor: Ernest Hemingway
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 128
Sinopse: Esta é a história de um homem que convive com a solidão do alto-mar, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e sua inabalável confiança na vida. Há 84 dias que Santiago, um velho pescador, não apanhava um único peixe. Por isso já diziam se tratar de um salão, ou seja, um azarento da pior espécie. Mas Santiago possui têmpera de aço, acredita em si mesmo, e parte sozinho para o mar alto, munido da certeza de que, desta vez, será bem-sucedido no seu trabalho.

 
Letra EscarlateTítulo: A Letra Escarlate
Autor: Nathaniel Hawthorne
Editora: Penguin – Companhia
Páginas: 312
Sinopse: Na rígida comunidade puritana de Boston do século XVII, a jovem Hester Prynne tem uma relação adúltera que termina com o nascimento de uma criança ilegítima. Desonrada e renegada publicamente, ela é obrigada a levar sempre a letra ‘A’ de adúltera bordada em seu peito. Hester usa sua força interior e de sua convicção de espírito para criar a filha sozinha, lidar com a volta do marido e proteger o segredo acerca da identidade de seu amante.

 
O Apanhador no Campo de CenteioTítulo: O Apanhador no Campo de Centeio
Autor: J. D.Salinger
Editora: Editora do Autor
Páginas: 208
Sinopse: Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois, revela tudo o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?

 
 
Eu acho que leria todos… =/

[dica] Cultura japonesa

11 de março de 2012 - domingo - 14:27h   ¤   Categoria(s): Dicas, Por temas

No dia 11 de março de 2011, o Japão foi atingido por um grande terremoto, seguido de um tsunami devastador e uma crise nuclear que virou motivo de preocupação no mundo inteiro.

Por ser descedente de japoneses, por me interessar pela cultura japonesa e, principalmente, por já ter visitado o país em 2009, não pude deixar de acompanhar com tristeza as notícias na época, e me é inevitável lembrar da data depois de 1 ano.
Kyoto - Kinkakuji

A minha homenagem no post de hoje é em forma de dicas de leitura para quem quer conhecer mais sobre esse povo e essa cultura tão misteriosa, intrigante, mas ao mesmo tempo tão encantadora para nós, ocidentais.

Como a lista é longa, optei por não colocar a sinopse, mas deixei o link para quem se interessar.

Os Japoneses O Japão: Dicionário e Civilização Minha Vida Como Gueixa Enciclopédia dos Samurais
Os Japoneses
Célia Sakurai
Sobre o livro
O Japão: Dicionário e Civilização
Louis Frederic
Sobre o livro
Minha Vida Como Gueixa
Mineko Iwasaki
Sobre o livro
Enciclopédia dos Samurais
Stephen Turnbull
Sobre o livro
       
O Último Trem de Hiroshima Um Nerd no Japão Nihonjin O Súdito
O Último Trem de Hiroshima
Charles Pellegrino
Sobre o livro
Um Nerd no Japão
Héctor García
Sobre o livro
Nihonjin
Oscar Nakasato
Sobre o livro
O Súdito
Jorge J. Okubaro
Sobre o livro
       
Musashi Tokyo Girls Tóquio Ano Zero Yakuza Moon: Mémorias da Filha de um Gângster
Musashi
Eiji Yoshikawa
Sobre o livro
Tokyo Girls
Izumi Evers, Patrick Macias
Sobre o livro
Tóquio Ano Zero
David Peace
Sobre o livro
Yakuza Moon: Mémorias da Filha de um Gângster
Shoko Tendo
Sobre o livro

Obs: Eu não recomendo o livro Memórias de uma Gueixa. Mineko Iwasaki, a gueixa mais famosa do Japão, foi entrevistada diversas vezes pelo autor deste livro, mas move um processo contra ele, pois o escritor não cumpriu o acordo de não revelar a sua identidade, além de o livro deturpar a realidade das gueixas e da cultura japonesa. Em resposta, Mineko Iwasaki escreveu sua própria biografia, com a ajuda de uma outra escritora, que é justamente o livro sugerido neste post, Minha Vida Como Gueixa.

Veja também:

[dica] Paris

10 de janeiro de 2012 - terça-feira - 18:12h   ¤   Categoria(s): Dicas, Literatura estrangeira, Por temas

ParisForam as aulas de francês, nos idos de 2003~2004, que me fizeram me encantar com a França, em especial, com Paris. A partir de 2006 (quando eu já trabalhava e já podia tirar férias), eu comecei a sonhar com a real possibilidade de um dia visitar esta cidade.
E foi em 2011 que eu realizei esse sonho. Foram brevíssimos 4 dias em Paris, bastante corridos, mas suficientes para me fazer querer voltar para lá mais umas dezenas de vezes. No entanto, com uma condição: sempre sabendo mais sobre a cidade, principalmente sobre a sua história e sua cultura.

Nos meus garimpos internéticos em sites de livrarias, eu montei uma lista de livros que gostaria de ler para aprender mais sobre Paris, e queria dividir com as pessoas que, assim como eu, são fascinadas pela Ville Lumière.

Minha sugestão é ver esta lista ouvindo esta valse musette. =)

Abaixo, segue então, a lista com as sinopses de cada livro.

Paris: Biografia de uma CidadeParis: Biografia de uma Cidade – Colin Jones
Paris: Biografia de uma Cidade é o relato histórico mais completo disponível sobre a Cidade Luz. Nesta rica e extremamente divertida obra, o historiador Colin Jones revela a cidade de Paris tal como ela foi vivida, experienciada e imaginada ao longo dos seus dois mil anos de história. Com um olhar atento para o detalhe, ele conduz o leitor pela Paris dos romanos até os dias de hoje, recriando os altos e baixos do passado da cidade e de seus habitantes.
Nenhum lugar na Terra foi mais percorrido e mais imortalizado pela literatura, pelas artes plásticas, pelo cinema, pela fotografia e pela música. Estão aqui todas as grandes Paris: o formidável centro de estudos da Idade Média; a feroz arena da Guerra dos Cem Anos e das guerras religiosas; o coração da cultura européia, do Iluminismo e da moda; o epicentro da Revolução Francesa, do Terror e da ambição napoleônica; a efervescente e febril cidade oitocentista de Balzac, Manet, Baudelaire e Zola; a capital imperial atingida por duas guerras mundiais e pela ocupação nazista; o agitado centro urbano das barricadas das manifestações estudantis de maio de 1968; a próspera capital contemporânea, sempre metamorfoseando-se sob o peso do seu passado histórico; e a cidade do futuro no coração da Europa, com seus problemas e desafios.
Atento tanto ao ambiente urbano quanto às experiências e às histórias daqueles que lá viveram ou que por lá passaram, abordando de celebrados restaurantes às catacumbas e à Torre Eiffel, Jones criou a biografia definitiva da cidade mais festejada de todos os tempos. Repleto de curiosidades pouco conhecidas, a obra será motivo de celebração não apenas para os amantes da história, mas também para os obcecados contumazes pela capital, para os visitantes de primeira viagem e ainda mais para aqueles que conhecem apenas por uma reputação distante a cidade igualmente amada por parisienses e visitantes.
Colin Jones é professor de História na Universidade de Londres Queen Mary e especialista em história da França. É autor de vários livros, entre os quais The Cambridge Illustrated History of France, Madame de Pompadour: Images of a Mistress e o aclamado The Great Nation: France from Louis XV to Napoleon.
 
 
Próxima Estação, ParisPróxima Estação, Paris: Uma Viagem Histórica Pelas Estações do Metrô Parisiense – Lorant Deutsch
Lorànt Deutsch procura mostrar, nesta obra, que nas ruas de Paris existem tesouros escondidos que não muitos imaginam. E reúne suas descobertas em torno de algumas conhecidas estações do metrô parisiense. A obra mistura história e humor em diversas curiosidades sobre Paris, como o fato de que os vestígios da primeira catedral da cidade podem ser encontrados na garagem de um prédio no 5º arrondissement ou que é possível conhecer um homem que recolhe garrafas numa antiga cela da Bastilha.
 
 
A História Secreta de ParisA História Secreta de Paris – Andrew Hussey
Em ‘A história secreta de Paris’, o jornalista Andrew Hussey apresenta personagens cujas histórias deram forma àquilo que vem à mente quando se fala de cidade – as tribos politeístas no caminho do império romano, os flaneurs do século XIX, vagando sem motivo pelas ruas retraçadas por Haussman; os sobreviventes e as vítimas de massacres e pestes; os idealizadores da catedral de Notre Dame, e as orgias que eram organizadas ali até meados do século XVI; os combatentes que tornaram o rio Sena vermelho de sangue no dia São Bartolomeu, em 1572; Marcel Proust, Céline, Édith Piaf, Michel Houllebecq. Viajando através de séculos, movimentos culturais e políticos, palácios e bordéis, catedrais e inferninhos punk, Hussey procura revelar os pontos obscuros e marginais da história desta cidade.
 
 
Paris É Uma FestaParis é uma Festa – Ernest Hemingway
Esta obra procura revelar um Hemingway diferente. Em Paris, aos 22 anos, ele lê, pela primeira vez, clássicos como Tolstói, Dostoievski e Stendhal. Convive com Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, figuras polêmicas e encantadoras para o jovem Hemingway. A cidade e esses ‘companheiros de viagem’ deram-lhe nova dimensão do humano e maior sensibilidade para alcançar os seus dois objetivos primordiais na vida – ser um bom escritor e viver em absoluta fidelidade consigo próprio.
Obs: leia a resenha deste livro
 
 
Os Anos Loucos: Paris na Década de 1920Os Anos Loucos: Paris na Década de 1920 – William Wiser
Este livro apresenta uma crônica de efervescência cultural em Paris. A cidade, nos anos 1920, era o lar de artistas e intelectuais que movimentaram os cafés da Rive Gauche e o período da arte do século XX. Lá estavam Josephine Baker, Sylvia Beach, Samuel Beckett, Coco Chanel, Colette, E. E. Cummings, Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, James Joyce, Modigliani, Picasso, Cole Porter, Gertrude Stein, entre outros.
 
 
 
 
Os Anos Sombrios: Paris na Década de 1930Os Anos Sombrios: Paris na Década de 1930 – William Wiser
A crise econômica de 1929 pareceu não afetar muito a sociedade parisiense. Mesmo depois que as consequências da Segunda Guerra Mundial já se faziam sentir por toda a Europa, aristocratas e arrivistas continuavam a frequentar grandes festas em Montparnasse e Montmartre. Na década de 1930, o jazz esquentava as noites parisienses, o surrealismo florescia, enquanto a alta cultura era reiventada. Com a publicação de ‘Finnegans Wake’, em 1939, James Joyce redefiniria a literatura moderna e Josephine Baker ajudaria a mudar o conceito de sexualidade. Fartamente ilustrado, ‘Os anos sombrios’ retrata uma das épocas mais extravagantes do século XX – até terminar com a ocupação nazista de 1940.
 
 
A Parisiense A Parisiense – Sophie Gachet
Ines de la Fressange conta o que aprendeu sobre estilo e beleza durante sua experiência na indústria da moda. Ela dá conselhos de como se vestir como as parisienses e sugere um guarda-roupa a partir de sete itens básicos e bons acessórios. Esse guia inclui endereços da Paris secreta da autora – hotéis, restaurantes, spas, lugares fora do circuito turístico oficial e uma seção feita para a diversão das crianças.
 
 
 
 
 
Paris FrançaParis França – Gertrude Stein
Em ‘Paris França’, Gertrude Stein narra suas experiências na capital francesa durante os anos 1920, uma grande festa freqüentada por artistas geniais que revolucionariam todas as formas de arte. Carregado do estilo inconfundível e inovador da autora, definido por Silviano Santiago como escrita cubista, transposição literária do que Pablo Picasso, amigo da escritora, fazia nas telas.
 
 
 
 
Isto É ParisIsto é Paris – Miroslav Sasek
Neste livro, o tcheco Miroslav Sasek conduz os leitores por um passeio por Paris, acrescentando diversas curiosidades. As ilustrações buscam retratar fielmente a arquitetura do lugar. A obra pode funcionar como um guia de viagem para as crianças – mesmo daquelas que ainda não conhecem a cidade pessoalmente.
 
 
 
 
 
Para quem quiser ler algo sobre uma visão mais geral sobre a França, uma boa sugestão é o livro abaixo:

Os FrancesesOs Franceses – Ricardo Corrêa Coelho
Terra de pães, queijos e vinhos maravilhosos, mas também de paradoxos, a França convive com imagens contraditórias a seu respeito. É verdade que os franceses fizeram a revolução da ‘liberdade, igualdade e fraternidade’ – base da democracia moderna; sua História, contudo, registra discriminação contra diversas minorias. A excelência dos seus perfumes parece se contrapor à idéia de que o banho não passa de um mal esporadicamente necessário. Paris é a cidade mais visitada do mundo, mas seus habitantes parecem detestar turistas. O culto à comida é quase uma idolatria nacional, a manteiga é usada por toneladas, mas os franceses não engordam, nem têm altas taxas de colesterol. Quem são, afinal, esses franceses? Neste livro, Ricardo Corrêa Coelho desvenda o caráter, os valores, o modo de vida dos franceses e sua relação com seus vizinhos e visitantes.

 
Espero que gostem da dica e que fiquem com vontade de saber mais sobre esta cidade que faz parte dos sonhos de tanta gente! =)

Veja também: