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[resenha] Camundo – O Desenho e a Sombra

12 de setembro de 2012 - quarta-feira - 22:23h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Infantojuvenil, Literatura nacional, Resenhas

Camundo - O Desenho e a SombraTítulo: Camundo – O Desenho e a Sombra
Autor: Nanuka Andrade
País: Brasil
Ano: 2011
Editora: Underworld
Páginas: 379
Sinopse: Depois de fugir de um asilo de desvalidos, Camundo encontra abrigo na casa de um rico e influente ervateiro. O que poderia ser um final feliz para um menino abandonado acaba se tornando em uma infeliz sucessão de acidentes e infortúnios. Camundo não é um menino comum; é capaz de desenhar coisas terríveis, que acontecem logo em seguida: incêndios, acidentes e crimes, entre outras temeridades. O que Camundo não sabe é que desenhos assim podem despertar interesse de gente perigosa, como uma sociedade secreta, conhecida por Asseclas do Lagarto, que está disposta a tudo para trazer um segredo milenar à tona, escondido nos corredores subterrâneos da cidade.
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Avaliação:

Camundo desenhava.
Sim.
Desenhos sombrios.
Como nossa história diz coisas sobre desenhos, digo logo que os desenhos de Camundo não eram, definitivamente, do tipo que você conhece.
[...]
Bem, se querem saber, havia mesmo algo de realmente fantástico sobre eles.
Os desenhos “aconteciam”.
Não. Não. Não como uma coincidência infeliz; deixe-me explicar.
Os desenhos de Camundo ganhavam vida no curto espaço de tempo que compreendia o traço e o futuro iminente.
Assim, como é possível e até onde pode se entender, tudo o que era desenhado EM-SEGUIDA-ACONTECIA.

Camundo é um órfão que tem o estranho dom de desenhar fatos terríveis que vinham a acontecer em pouco tempo, alguns dias depois. Após fugir do asilo onde morava e ganhar abrigo na casa de um rico tutor, sr. Elano Duarte, o garoto fica sabendo que seus desenhos podem envolvê-lo em muito mais perigos do que imaginava. Juntamente com Malini e Cindina – respectivamente filha e protegida do sr. Duarte -, Camundo irá investigar por que há tanta gente interessada em seus desenhos, quem são os Asseclas do Lagarto que parecem estar perseguindo-o e se realmente existem sociedades secretas que vivem no subterrâneo.

Se eu tivesse que definir este livro em 2 palavras, seriam: pura aventura! A história é divertida por si só, e me fez pensar em Goonies, em Sessão da Tarde, em infância repleta de imaginação. Os 3 personagens principais são crianças muito encantadoras, cada uma com sua personalidade bem definida. Corajosas, metem-se em diversas situações de perigo, indo atrás de investigações, fazendo descobertas, enfrentando adultos sem medo. Magia e mistério são elementos que estão presentes ao longo do livro inteiro, o que contribui muito para o leitor retornar aos seus tempos de criança conforme a história se desenrola.

Um outro aspecto muito especial que notei em Camundo – O Desenho e a Sombra foi a escrita em si. O narrador, em 3ª pessoa, é interativo, como se conversasse com o leitor enquanto conta a história. Além disso, a linguagem utilizada tem um quê de antiga, não só no vocabulário mas também na estrutura, na construção de frases. Isso acaba criando um clima todo diferente, já que o livro se passa nos anos 1920.

Outro destaque vai para a capa e as ilustrações, feitos pelo próprio autor, Nanuka Andrade, que também é desenhista. A cada início de capítulo, ele nos presenteia com um bonito desenho que faz referência ao que acontece na história.

Eu recomendo este livro especialmente pela deliciosa sensação de voltar para a época mais inocente e imaginativa de nossas vidas. Com a leitura de Camundo – O Desenho e a Sombra, vai ser impossível impedir de despertar a criança adormecida em você!
Camundo - O Desenho e a Sombra

[dica] Paris

10 de janeiro de 2012 - terça-feira - 18:12h   ¤   Categoria(s): Dicas, Literatura estrangeira, Por temas

ParisForam as aulas de francês, nos idos de 2003~2004, que me fizeram me encantar com a França, em especial, com Paris. A partir de 2006 (quando eu já trabalhava e já podia tirar férias), eu comecei a sonhar com a real possibilidade de um dia visitar esta cidade.
E foi em 2011 que eu realizei esse sonho. Foram brevíssimos 4 dias em Paris, bastante corridos, mas suficientes para me fazer querer voltar para lá mais umas dezenas de vezes. No entanto, com uma condição: sempre sabendo mais sobre a cidade, principalmente sobre a sua história e sua cultura.

Nos meus garimpos internéticos em sites de livrarias, eu montei uma lista de livros que gostaria de ler para aprender mais sobre Paris, e queria dividir com as pessoas que, assim como eu, são fascinadas pela Ville Lumière.

Minha sugestão é ver esta lista ouvindo esta valse musette. =)

Abaixo, segue então, a lista com as sinopses de cada livro.

Paris: Biografia de uma CidadeParis: Biografia de uma Cidade – Colin Jones
Paris: Biografia de uma Cidade é o relato histórico mais completo disponível sobre a Cidade Luz. Nesta rica e extremamente divertida obra, o historiador Colin Jones revela a cidade de Paris tal como ela foi vivida, experienciada e imaginada ao longo dos seus dois mil anos de história. Com um olhar atento para o detalhe, ele conduz o leitor pela Paris dos romanos até os dias de hoje, recriando os altos e baixos do passado da cidade e de seus habitantes.
Nenhum lugar na Terra foi mais percorrido e mais imortalizado pela literatura, pelas artes plásticas, pelo cinema, pela fotografia e pela música. Estão aqui todas as grandes Paris: o formidável centro de estudos da Idade Média; a feroz arena da Guerra dos Cem Anos e das guerras religiosas; o coração da cultura européia, do Iluminismo e da moda; o epicentro da Revolução Francesa, do Terror e da ambição napoleônica; a efervescente e febril cidade oitocentista de Balzac, Manet, Baudelaire e Zola; a capital imperial atingida por duas guerras mundiais e pela ocupação nazista; o agitado centro urbano das barricadas das manifestações estudantis de maio de 1968; a próspera capital contemporânea, sempre metamorfoseando-se sob o peso do seu passado histórico; e a cidade do futuro no coração da Europa, com seus problemas e desafios.
Atento tanto ao ambiente urbano quanto às experiências e às histórias daqueles que lá viveram ou que por lá passaram, abordando de celebrados restaurantes às catacumbas e à Torre Eiffel, Jones criou a biografia definitiva da cidade mais festejada de todos os tempos. Repleto de curiosidades pouco conhecidas, a obra será motivo de celebração não apenas para os amantes da história, mas também para os obcecados contumazes pela capital, para os visitantes de primeira viagem e ainda mais para aqueles que conhecem apenas por uma reputação distante a cidade igualmente amada por parisienses e visitantes.
Colin Jones é professor de História na Universidade de Londres Queen Mary e especialista em história da França. É autor de vários livros, entre os quais The Cambridge Illustrated History of France, Madame de Pompadour: Images of a Mistress e o aclamado The Great Nation: France from Louis XV to Napoleon.
 
 
Próxima Estação, ParisPróxima Estação, Paris: Uma Viagem Histórica Pelas Estações do Metrô Parisiense – Lorant Deutsch
Lorànt Deutsch procura mostrar, nesta obra, que nas ruas de Paris existem tesouros escondidos que não muitos imaginam. E reúne suas descobertas em torno de algumas conhecidas estações do metrô parisiense. A obra mistura história e humor em diversas curiosidades sobre Paris, como o fato de que os vestígios da primeira catedral da cidade podem ser encontrados na garagem de um prédio no 5º arrondissement ou que é possível conhecer um homem que recolhe garrafas numa antiga cela da Bastilha.
 
 
A História Secreta de ParisA História Secreta de Paris – Andrew Hussey
Em ‘A história secreta de Paris’, o jornalista Andrew Hussey apresenta personagens cujas histórias deram forma àquilo que vem à mente quando se fala de cidade – as tribos politeístas no caminho do império romano, os flaneurs do século XIX, vagando sem motivo pelas ruas retraçadas por Haussman; os sobreviventes e as vítimas de massacres e pestes; os idealizadores da catedral de Notre Dame, e as orgias que eram organizadas ali até meados do século XVI; os combatentes que tornaram o rio Sena vermelho de sangue no dia São Bartolomeu, em 1572; Marcel Proust, Céline, Édith Piaf, Michel Houllebecq. Viajando através de séculos, movimentos culturais e políticos, palácios e bordéis, catedrais e inferninhos punk, Hussey procura revelar os pontos obscuros e marginais da história desta cidade.
 
 
Paris É Uma FestaParis é uma Festa – Ernest Hemingway
Esta obra procura revelar um Hemingway diferente. Em Paris, aos 22 anos, ele lê, pela primeira vez, clássicos como Tolstói, Dostoievski e Stendhal. Convive com Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, figuras polêmicas e encantadoras para o jovem Hemingway. A cidade e esses ‘companheiros de viagem’ deram-lhe nova dimensão do humano e maior sensibilidade para alcançar os seus dois objetivos primordiais na vida – ser um bom escritor e viver em absoluta fidelidade consigo próprio.
Obs: leia a resenha deste livro
 
 
Os Anos Loucos: Paris na Década de 1920Os Anos Loucos: Paris na Década de 1920 – William Wiser
Este livro apresenta uma crônica de efervescência cultural em Paris. A cidade, nos anos 1920, era o lar de artistas e intelectuais que movimentaram os cafés da Rive Gauche e o período da arte do século XX. Lá estavam Josephine Baker, Sylvia Beach, Samuel Beckett, Coco Chanel, Colette, E. E. Cummings, Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, James Joyce, Modigliani, Picasso, Cole Porter, Gertrude Stein, entre outros.
 
 
 
 
Os Anos Sombrios: Paris na Década de 1930Os Anos Sombrios: Paris na Década de 1930 – William Wiser
A crise econômica de 1929 pareceu não afetar muito a sociedade parisiense. Mesmo depois que as consequências da Segunda Guerra Mundial já se faziam sentir por toda a Europa, aristocratas e arrivistas continuavam a frequentar grandes festas em Montparnasse e Montmartre. Na década de 1930, o jazz esquentava as noites parisienses, o surrealismo florescia, enquanto a alta cultura era reiventada. Com a publicação de ‘Finnegans Wake’, em 1939, James Joyce redefiniria a literatura moderna e Josephine Baker ajudaria a mudar o conceito de sexualidade. Fartamente ilustrado, ‘Os anos sombrios’ retrata uma das épocas mais extravagantes do século XX – até terminar com a ocupação nazista de 1940.
 
 
A Parisiense A Parisiense – Sophie Gachet
Ines de la Fressange conta o que aprendeu sobre estilo e beleza durante sua experiência na indústria da moda. Ela dá conselhos de como se vestir como as parisienses e sugere um guarda-roupa a partir de sete itens básicos e bons acessórios. Esse guia inclui endereços da Paris secreta da autora – hotéis, restaurantes, spas, lugares fora do circuito turístico oficial e uma seção feita para a diversão das crianças.
 
 
 
 
 
Paris FrançaParis França – Gertrude Stein
Em ‘Paris França’, Gertrude Stein narra suas experiências na capital francesa durante os anos 1920, uma grande festa freqüentada por artistas geniais que revolucionariam todas as formas de arte. Carregado do estilo inconfundível e inovador da autora, definido por Silviano Santiago como escrita cubista, transposição literária do que Pablo Picasso, amigo da escritora, fazia nas telas.
 
 
 
 
Isto É ParisIsto é Paris – Miroslav Sasek
Neste livro, o tcheco Miroslav Sasek conduz os leitores por um passeio por Paris, acrescentando diversas curiosidades. As ilustrações buscam retratar fielmente a arquitetura do lugar. A obra pode funcionar como um guia de viagem para as crianças – mesmo daquelas que ainda não conhecem a cidade pessoalmente.
 
 
 
 
 
Para quem quiser ler algo sobre uma visão mais geral sobre a França, uma boa sugestão é o livro abaixo:

Os FrancesesOs Franceses – Ricardo Corrêa Coelho
Terra de pães, queijos e vinhos maravilhosos, mas também de paradoxos, a França convive com imagens contraditórias a seu respeito. É verdade que os franceses fizeram a revolução da ‘liberdade, igualdade e fraternidade’ – base da democracia moderna; sua História, contudo, registra discriminação contra diversas minorias. A excelência dos seus perfumes parece se contrapor à idéia de que o banho não passa de um mal esporadicamente necessário. Paris é a cidade mais visitada do mundo, mas seus habitantes parecem detestar turistas. O culto à comida é quase uma idolatria nacional, a manteiga é usada por toneladas, mas os franceses não engordam, nem têm altas taxas de colesterol. Quem são, afinal, esses franceses? Neste livro, Ricardo Corrêa Coelho desvenda o caráter, os valores, o modo de vida dos franceses e sua relação com seus vizinhos e visitantes.

 
Espero que gostem da dica e que fiquem com vontade de saber mais sobre esta cidade que faz parte dos sonhos de tanta gente! =)

Veja também:

[resenha] O Segredo do Chanel Nº5

6 de outubro de 2011 - quinta-feira - 17:06h   ¤   Categoria(s): Biografia, Literatura estrangeira, Moda / Beleza, Resenhas

O Segredo do Chanel Nº5Título: O Segredo do Chanel Nº5 – A história íntima do perfume mais famoso do mundo
Título original: The Secret Of Chanel Nº5 – The intimate history of the world’s most famous perfume
Autor: Tilar J. Mazzeo
País: EUA
Ano: 2010
Editora: Rocco
Tradutor: Talita Rodrigues
Páginas: 303
Sinopse: A trajetória da fragrância é contada em ‘O segredo do Chanel nº 5 – A história íntima do perfume mais famoso do mundo’. Graças a um trabalho de pesquisa, a autora busca separar o que é lenda e o que é verdade na criação do perfume. O livro traz informações tais quais a infância de Coco, a criação de seu aroma baseado em um perfume da Rússia Imperial e as estratégias de lançamento e venda do Chanel nº 5.
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[...] no alvorecer do século XX [...] Todos sabiam que “fragrâncias com forte base animal… ou jasmim”, especialmente, “eram marcadas como pertencendo ao mundo marginal de prostitutas e cortesãs”. Mulheres “de bom gosto e reputação” usavam “apenas [as] simples essências florais” que capturavam o aroma de uma única flor de jardim.

Avaliação:
Este livro trata da biografia de um perfume de 90 anos. Com tanto tempo de existência, o Chanel Nº5 não carrega dentro do seu frasco apenas algumas substâncias químicas que, combinadas perfeitamente, perfumaram e ainda perfumarão milhares de mulheres. Este perfume traz, junto com a sua idade, muita história para contar.

Lançado em 1921, Chanel Nº5 foi idealizado pela estilista Coco Chanel, sob fortes influências tanto dos gostos adquiridos na sua infância quanto dos conceitos sociais da época de sua juventude. Quando se dizia que moças casadoiras deviam cheirar a rosas enquanto que atrizes e amantes cheiravam a jasmim, Coco Chanel queria que uma mulher cheirasse como uma mulher e desejava derrubar esta divisão. Combinando isto com a austeridade e com a limpeza imaculada do mosteiro onde foi criada e estudou, surgiu então o Chanel Nº5.

Mas a história contida no perfume não é só a biografia do início da vida de Coco Chanel. Toda a trajetória ao longo das décadas, que fez o Chanel Nº5 ser o que ele é hoje, foi também consequência de decisões empresariais, dos acontecimentos históricos do século XX e também do relacionamento do perfume com a sua própria criadora.

O que me surpreendeu e agradou muito neste livro foi a quantidade de conhecimento que adquiri. Aprendi bastante História, relembrei Química e tive uma introdução à arte da Perfumaria.
É também um ótimo livro pra quem gosta de Moda ou do mundo do glamour e do luxo.
O Segredo do Chanel Nº5

Filme:
Existem vários filmes sobre Coco Chanel, mas um recente, de 2009, chama-se Coco Antes de Chanel (Coco Avant Chanel), estrelado pela Audrey Tautou. Não assisti ainda, mas parece interessante. Depois que o vir, eu volto aqui para editar e colocar minha opinião.

Veja também:

[resenha] Paris É Uma Festa

27 de agosto de 2011 - sábado - 17:23h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Esta resenha contém spoilers do filme Meia-Noite em Paris.

Paris É Uma FestaTítulo: Paris É Uma Festa
Título original: A Moveable Feast
Autor: Ernest Hemingway
País: EUA
Ano: 1964
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 236
Sinopse: ‘Paris é uma Festa’ revela um Hemingway diferente. Em Paris, aos 22 anos, ele lê, pela primeira vez, clássicos como Tolstói, Dostoievski e Stendhal. Convive com Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, figuras polêmicas e encantadoras para o jovem Hemingway. A cidade e esses ‘companheiros de viagem’ deram-lhe nova dimensão do humano e maior sensibilidade para alcançar os seus dois objetivos primordiais na vida; ser um bom escritor e viver em absoluta fidelidade consigo próprio. Há, em ‘Paris é uma Festa’, momentos de suave melancolia, alternados com outros de cortante, quase selvagem crueldade.
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Naquele tempo não tinha dinheiro para comprar livros. Eu os obtinha na seção de aluguel da Shakespeare and Company, que era ao mesmo tempo a biblioteca e a livraria de Sylvia Beach, na Rue de l’Odéon, 12. Nessa rua fria, varrida pelo vento, a Shakespeare and Company era um lugar acolhedor e alegre, com um grande fogão aceso no inverno, mesas e estantes de livros, novidades na vitrina e, nas paredes, fotografias de famosos escritores vivos e mortos.

Avaliação:
Escrito por Ernest Hemingway no fim de sua vida, entre 1957 e 1960, este livro evoca suas lembranças da Paris dos Anos 20, onde viveu e era apenas mais um dentre os muitos intelectuais e artistas que iam para lá. Considerada o Centro do Mundo, Paris era um destino comum para quem estava à procura de um ambiente inspirador para a produção de suas obras.

No início de sua carreira, quando mal vendia contos para revistas e lutava para concluir seu primeiro romance, Hemingway e sua esposa Hadley passavam por inúmeras dificuldades financeiras, mas se consideravam inteiramente felizes, não desejando estar em nenhum outro lugar do mundo, e preferindo comprar quadros a roupas novas.

Conviveu com gente famosa, como F. Scott Fitzgerald, James Joyce, Ezra Pound e T. S. Eliot, junto dos quais fez parte da “Geração Perdida”, termo inventado e popularizado por Gertrude Stein. Tratava-se a um grupo de escritores expatriados que viveram em Paris e outras partes da Europa, no período entre o fim da I Guerra Mundial e o começo da Grande Depressão.

Este livro é ótimo para quem se encantou com o filme Meia-Noite em Paris e se incomodou com o fato de não conhecer muitos dos personagens que apareceram no enredo, que foi justamente o meu caso. A cidade é mágica, a época é mágica e o filme é lindo, realmente provocando e instigando a necessidade de se “aculturar” mais. Em seu livro, Hemingway, ao contar o seu dia-a-dia, descreve também a amizade e a companhia das personalidades citadas, dando detalhes de suas vidas.

Hemingway se suicidou com um tiro na boca, em 2 de Julho 1961, pouco antes de completar 62 anos.
Paris É Uma Festa

Tema do filme:
Ao invés de colocar o trailer do filme, que não dá nem uma pista do verdadeiro e belo enredo, preferi deixar pra vocês a canção tema, chamada “Bistro Fada”, do guitarrista Stephane Wrembel, interpretada por Marcos Vázquez.
Espero que os inspire a ler o livro! =)

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