Tag: ‘assassinatos’

Palavra no título #06: “café”

24 de maio de 2012 - quinta-feira - 11:44h   ¤   Categoria(s): Dicas

24 de maio é o Dia Nacional do Café! E em São Paulo, desde 2007, também se comemora o Dia do Barista.

café

Minha homenagem a todos os “envolvidos” com o café, desde os plantadores até os amantes viciados, é na forma de dicas de livros com a palavra café no título.

 
Café PretoTítulo: Café Preto
Autor: Agatha Christie
Editora: Bestbolso
Páginas: 168
Sinopse: No ano de 1934, o detetive belga Hercule Poirot é convocado por um famoso cientista inglês temeroso de que a fórmula secreta que está desenvolvendo seja roubada. Ao lado de seu fiel escudeiro, o capitão Hastings, Poirot apressa-se em atender ao chamado, mas chega tarde demais – encontra seu cliente morto, e a fórmula desaparecida. Todos os ocupantes da bela casa de campo do cientista são suspeitos, e só as privilegiadas células cinzentas de Poirot poderão descobrir o verdadeiro culpado.
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Da Origem e Propagação do CaféTítulo: Da Origem e Propagação do Café
Autor: Antoine Galland
Editora: Octavo
Páginas: 112
Sinopse: Do autor de As mil e uma noites, este livro apresenta a curiosa viagem do café desde as origens, na Pérsia, até sua solene chegada à Europa, em 1554, passando por Aden, Meca, Medina, Cairo, Síria e Constantinopla. A infusão do cahveh era nomeadamente utilizada contra enxaqueca, contra os ‘fumos e vapores’ que subiam à cabeça e provocavam sono, além de ter sua fumaça ‘benéfica à visão’. Mas numa época de extremado zelo religioso – tanto islâmico quanto cristão -, o consumo da bebida foi amplamente combatido sob pretexto de ‘provocar alterações de consciência, ocasionar desordens, constituir prejuízo para a saúde e ser proibido pela lei muçulmana’.
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Grotão do Café AmareloTítulo: Grotão do Café Amarelo
Autor: Francisco Marins
Editora: Escrituras
Páginas: 320
Sinopse: Com este ‘GROTÃO do Café Amarelo’, Francisco Marins dá continuidade à narrativa desenvolvida em Clarão na Serra, livro inicial da série O Homem e a Terra. Os dramas humanos, familiares ou o das coletividades, nesta saga sertaneja, representativa de uma época, foram marcados por lutas, violências, ódios. Também por alegrias, amores felizes, desenganos – tudo a constituir os temperos, por vezes amargos, das narrativas que abrangem o suceder de várias gerações. ‘GROTÃO do Café Amarelo’ mostra o homem fixado no lugar, preparando-se para ampliar as áreas de cultivo, plantar, colher os frutos e tentar sobreviver, entremeado em um romance que mostra a vida em uma cidade típica do interior, com seus aspectos tradicionais e característicos.
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História do CaféTítulo: História do Café
Autor: Ana Luiza Martins
Editora: Contexto
Páginas: 320
Sinopse: Este livro narra a trajetória de aventura e ousadia da mais saborosa e conhecida bebida em todo o mundo – o café. Desde sua descoberta, a Coffea arabica traçou novas rotas comerciais, criou espaços de sociabilidades até então inexistentes, estimulou movimentos revolucionários, inspirou a literatura e a música, desafiou monopólios consagrados e tornou-se o elixir do mundo moderno, consolidando as cafeterias como referência de convívio, debate e lazer. Com charme, elegância e bom humor, a historiadora Ana Luiza Martins conta a trajetória do café, das origens como planta exótica no Oriente à transformação em produto de consumo internacional. A autora analisa também como o café no Brasil transformou-se na semente que veio para ficar e marcar a nossa história. Mais do que uma atitude simpática de bom anfitrião, oferecer um café é proporcionar uma das mais prestigiosas formas de convívio social que nos é dado a conhecer. Um simples gole dessa bebida torna o leitor parte de uma imensa cadeia de produção, embalada em muita aventura e ousadia.
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101 Razões para Tomar CaféTítulo: 101 Razões para Tomar Café
Autor: Darcy Roberto Lima
Editora: Café Editora
Páginas: 162
Sinopse: Para encontrar 101 razões para tomar café o autor, Dr. Darcy Roberto Lima, mergulhou profundamente em seus estudos sobre o tema. De uma forma irreverente e inédita, ele traz aos apaixonados pela bebida dezenas de motivos para que este hábito tão brasileiro seja ainda mais cultivado por quem não o deixa de lado nem por um dia.
Além de motivos que contam a história do grão em diversos países, o livro caminha pela própria cultura do beber café e a presença dele no dia a dia. Passa pelo sabor por ele proporcionado e faz comparações com outras bebidas; por fim, o autor destaca mais de metade das razões, e ainda mais intrigantes, sobre os benefícios do café para a saúde.
Sendo o Brasil um dos maiores países produtores do grão e contabilizando tantos amantes da bebida, não poderíamos deixar de encontrar 101 razões para mostrar por que somos tão apaixonados por café.
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Que tal ler na companhia de uma xícara fumegante? =)

[resenha] Jogada Mortal

30 de março de 2012 - sexta-feira - 21:45h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Policial, Resenhas, Suspense / Ação

Jogada MortalTítulo: Jogada Mortal
Título original: Drop Shot
Autor: Harlan Coben
País: EUA
Ano: 1996
Editora: Arqueiro
Tradutor: Fabiano Morais
Páginas: 253
Sinopse: Aos 16 anos, Valerie Simpson já era finalista do Aberto de Tênis da França. Depois de brilhar nos circuitos internacionais do esporte, de repente tudo mudou. A jovem ficou reclusa e deixou de lado as competições de alto nível. Seis anos depois, ela está disposta a retomar a carreira e procura Myron Bolitar para ser seu agente. Para ele – que já agencia Duane Richwood, cotado para vencer seu primeiro Grand Slam -, essa é uma ótima oportunidade. Mas seus planos têm fim quando Valerie é morta e Duane se torna o principal suspeito do assassinato. Apesar de o rapaz estar em quadra na hora do crime, algo parece não se encaixar na história que conta à polícia. Ele garante não conhecer Valerie, mas seu número de telefone estava na agenda da jovem. Insatisfeito com o rumo das investigações policiais, Myron sai em busca da verdade.
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A garota estava caída de cara no chão em frente a uma barraca que servia champanhe a 7,50 dólares a taça. Myron a reconheceu de imediato, mesmo antes de se agachar e virá-la de barriga pra cima. Mas, ao ver o rosto dela, os olhos azuis gélidos encarando-o de volta no último e imutável olhar da morte, seu coração afundou no peito.

Avaliação:
Este é o 2º livro do Harlan Coben que leio, também o 2º com o personagem Myron Bolitar e que também é o 2º na ordem da série de 10 livros com este personagem (o primeiro é Quebra de Confiança). Não acho que seja necessário ler na ordem de publicação original, mas fiz questão de fazer isso. O problema é que o próximo livro da série, Fade Away, não foi lançado no Brasil. Na verdade, dos 10 livros da série de Myron Bolitar, somente os 2 primeiros e os 3 últimos foram lançados aqui.

A história é mais ou menos na mesma linha: uma pessoa é assassinada, há um suspeito, e várias motivações individuais aparentemente isoladas se interligam numa rede que acaba por explicar o todo.
O que eu mais gostei deste livro, e que tive a oportunidade de notar com mais clareza, é a objetividade do enredo. Ele é eficiente, é perspicaz, não despeja no leitor fatos extras inexpressivos ou enrolações desnecessárias. A sensação que se tem é que a trama flui com medidas exatas, num timing preciso: velocidade perfeita, quantidades de informações na dose ideal e liberadas no tempo certo.

É engraçado como também desta vez, eu consegui reparar muito mais nos personagens principais (Myron, Win e Esperanza) e nas suas deliciosas personalidades. Em Quebra de Confiança, eu estava mais atenta somente ao enredo e conhecendo o trio um pouco por osmose. Em Jogada Mortal, eu meio que formei uma agradável e divertida relação leitor-personagem! Você passa a conhecê-los melhor, a gostar mais deles e a delirar com as tiradas ácidas e cheias de sarcasmo. É como se fosse um tempero a mais na leitura, um toque de vida e movimento.

Enfim, aquele clichê mais que ultrapassado, “O livro te prende do começo ao fim”, é uma descrição carregada de sinceridade.
Jogada Mortal

Leia um trecho: aqui

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[resenha] O Hipnotista

24 de março de 2012 - sábado - 16:26h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Policial, Resenhas, Suspense / Ação

HipnotistaTítulo: O Hipnotista
Título original: Hypnotisören
Autor: Lars Kepler
País: Suécia
Ano: 2009
Editora: Intrínseca
Tradutor: Alexandre Martins
Páginas: 477
Sinopse: Um massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a polícia sueca. Os homicídios chamam a atenção do detetive Joona Linna, que exige investigar os assassinatos. O criminoso ainda está foragido, e há somente uma testemunha – o filho de 15 anos, que sobreviveu ao ataque. Quem cometeu os crimes o queria morto – ele recebeu mais de cem facadas e está em estado de choque. Desesperado por informações, Linna só vê uma saída – a hipnose. Ele convence o Dr. Erik Maria Bark – especialista em pacientes psicologicamente traumatizados – a hipnotizar o garoto, na esperança de descobrir o assassino através das memórias da vítima. É o tipo de trabalho que Bark jurara nunca mais fazer – eticamente questionável e psicologicamente danoso. Quando ele quebra a promessa e hipnotiza o garoto, uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos tem início.
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- Todos foram atacados com uma faca – diz Joona Linna. – Devia estar um caos completo lá. Os corpos estavam… estavam em um estado horrível. Foram chutados e espancados. Esfaqueados, claro, muitas vezes, e a garotinha… fora cortada ao meio. A parte inferior do corpo, a partir da cintura, estava na poltrona em frente à TV.

Avaliação:
Vocês já tiveram a sensação de não ter gostado do que sentiram ao terminar de ler um livro? Notem: falo de não gostar do sentimento, mas não necessariamente de não gostar do livro.
Terminei de ler O Hipnotista e a sensação que eu tinha era de “O que está acontecendo comigo? O que estão acontecendo com meus valores e conceitos?”.

O livro narra as consequências terríveis envolvendo a vida do psiquiatra Erik Maria Bark quando ele aceita hipnotizar o único sobrevivente de um massacre contra uma família inteira, a fim de tentar encontrar o assassino. Dez anos antes, devido a acontecimentos desastrosos, Erik havia jurado nunca mais exercer a hipnose. Mas foi convencido a quebrar esta promessa.

É um ótimo suspense policial, com uma narrativa muito concisa e sólida, e um ritmo típico de um livro do gênero. Pode-se dizer que o livro é todo perfeito, certinho, sem nada para se criticar ferozmente: não há finais esdrúxulos ou frustrantes e as amarrações são muito bem feitas. Entretanto, é uma história que eu achei quase comum, sem elementos surpreendentes ou realmente perturbadores. É comparável àquela garota bonita, perfeitinha, sem nenhum defeito, mas também sem nenhuma particularidade encantadora. Exatamente por este motivo que eu digo que não gostei do que senti ao terminar o livro. A minha opinião me é preocupante!

Por que não me senti fascinada? Por que a maldade e a loucura humana contidas na história não me chocaram? Será que eu me acostumei e passei a aceitar como “normais” as atrocidades que vejo nos noticiários? Será que o mundo paranoico de hoje já não me impressiona?
Talvez eu esteja mais exigente com as histórias, querendo algo mais inédito, mais aterrorizante. Ou até mesmo toda a aclamação em torno do livro criou em mim uma expectativa além da adequada…
Acredito que a explicação para a minha opinião em relação ao livro seja um pouco de cada das questões acima levantadas. E com certeza terei uma resposta mais definitiva lendo mais livros do gênero. Pode ser que eu acabe ficando cada vez mais saturada deste tipo de história, ou talvez eu realmente me certifique de que O Hipnotista era apenas mais um ótimo suspense policial.

A capa é uma das mais bonitas da minha estante, chamativa, elegante e assustadora, com destaque para o metalizado imitando muito bem uma tesoura velha.

Este livro também faz parte da lista do Desafio Realmente Desafiante. A meta do mês de Março é ler um livro com a capa verde, vermelha ou azul.
O Hipnotista

Leia um trecho: aqui

Entrevista:
Esta é uma entrevista que encontrei no youtube, a uma TV portuguesa. Nela, os autores citam seu outro livro, “O Executor”.

Veja também:

[resenha] 72 Horas para Morrer

2 de março de 2012 - sexta-feira - 14:43h   ¤   Categoria(s): Literatura nacional, Policial, Resenhas, Suspense / Ação

72 Horas para MorrerTítulo: 72 Horas para Morrer
Autor: Ricardo Ragazzo (autor parceiro)
País: Brasil
Ano: 2011
Editora: Novo Século
Páginas: 254
Sinopse: Pior do que conhecer um Serial Killer, é um Serial Killer conhecer você!
“O carro pertence à sua namorada.” Com essas palavras, Júlio Fontana, delegado da pacata cidade de Novo Salto, tem a vida transformada em um inferno. Pessoas próximas começam a ser brutalmente assassinadas, como parte de uma fria e sórdida vingança contra ele. Agora, Júlio terá que descobrir a identidade do responsável por esses crimes bárbaros, antes que sua única filha se torne o próximo nome riscado da lista. 72 Horas para Morrer é uma corrida frenética contra o tempo, que prenderá o leitor do início ao fim.
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- Moço, por favor, eu lhe peço… Eu lhe imploro… Poupe meu filho.
- Júlio, está vendo esta faca? Esta aqui é a “minha” namorada. Minha cúmplice. Não tão bonita ou talentosa quanto a sua. Não chega perto disso. Porém, é companheira, obediente, leal. Qualidades não tão valorizadas hoje em dia. Acho que eu e as duas faríamos um belo ménage à trois. O que você acha?
- Não, moço! Meu bebê! Tire esta faca da minha barriga… Por favor…
- Está vendo isso, Júlio? Hein? Vê esse sofrimento? Isso tudo é culpa sua. Esse sangue ficará em suas mãos, não nas minhas. Está me ouvindo? Em suas mãos! Bem-vindo ao seu maior pesadelo!
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A tela, então, escureceu sem revelar mais nada.

Avaliação:
Júlio Fontana, delegado da cidade de Novo Salto, recebe um chamado sobre um carro abandonado encontrado em um posto de gasolina. O carro é de sua namorada, Agatha. Dentro, um envelope endereçado a ele, contendo um pen drive com um vídeo. Nele, Agatha é ameaçada pelo sequestrador. Está grávida. Ia para Novo Salto contar a feliz novidade a Júlio.
Após algumas investigações, tendo somente o vídeo como pista, o delegado consegue descobrir o local do seu cativeiro, apenas para encontrar a namorada morta, com um jarro nas mãos. Mergulhado no formol, estava seu filho, uma pequena semente.

É dessa forma, intensa, com um crime chocante, que começa o livro “72 Horas para Morrer”. Entretanto, este é apenas o primeiro dos brutais assassinatos relacionados à vingança contra Júlio Fontana. Os detalhes da crueldade e insanidade são de impressionar, o que me fizeram refletir se eu teria estômago para assistir a uma fiel adaptação cinematográfica do livro.

O enredo é muito bem estruturado e a sequência da narração tem um ritmo frenético que não deixa o nível de tensão cair ao longo da leitura. Além disso, o autor vai montando a história de forma a acumular os fatos e acontecimentos, sem revelar quase nada da solução do caso, como se fizesse o leitor aguardá-lo para um ápice no final, onde tudo será esclarecido.

Pequenos detalhes nesta história que me agradaram muito e chamaram a atenção foram os nomes de alguns personagens como Teotônio Saldanha, Tarso Medeiros, Miguel Romero, Virginia Góes e Patrício Pontes, e alguns elementos típicos, como a combinação clássica café + rosquinha + delegacia de polícia. Tudo isso me fez pensar em seriados policiais da televisão brasileira nos anos 70 ou 80. Sei que não faz sentido, pois nasci em 1981 e nunca fui de assistir a tais seriados, mas é uma sensação interessante que eu tive e não poderia deixar de citar.

O livro em si tem uma capa sinistra e elegante, com folhas daquele tipo amarelado, confortável para leitura.
72 Horas para Morrer

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[resenha] Quebra de Confiança

24 de janeiro de 2012 - terça-feira - 16:13h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Policial, Resenhas, Suspense / Ação

Quebra de ConfiançaTítulo: Quebra de Confiança
Título original: Deal Breaker
Autor: Harlan Coben
País: EUA
Ano: 1995
Editora: Arqueiro
Tradutor: Alves Calado
Páginas: 271
Sinopse: Este é um momento importante na carreira de Myron Bolitar. Depois de agenciar alguns atletas pouco conhecidos, ele agora é o empresário de Christian Steele, a maior promessa do futebol americano de todos os tempos. Talentoso, bonito, centrado e carismático, tudo indica que o rapaz também poderá arrematar milhões em contratos de publicidade. Mas, ao mesmo tempo em que vive o auge na carreira, Christian enfrenta um drama na vida pessoal. Um ano e meio atrás, sua noiva, Kathy Culver, desapareceu subitamente e, exceto pelos fortes indícios de que tenha sofrido uma agressão sexual, a polícia não conseguiu descobrir nada sobre sua última noite no campus da Universidade Reston.
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A expressão de Myron não mudou. Tinha conhecido Kathy Culver cinco anos antes, quando ela cursava o segundo ano do ensino médio, e já era uma beldade. Como a irmã, Jessica. Dezoito meses atrás, Kathy havia desaparecido misteriosamente do campus da Universidade Reston. Até hoje ninguém sabia onde ela poderia estar nem o que havia acontecido. A história tivera todos os ingredientes prediletos da mídia: estudante bonita, noiva do astro do futebol americano Christian Steele, irmã da romancista Jessica Culver, e ainda um forte indício de violência sexual como tempero extra. A imprensa não pôde se conter. Atacou a história como esfomeados se lançariam a uma mesa de banquete.

Avaliação:
Christian Steele, o principal atleta do empresário Myron Bolitar está prestes a ser contratado por um grande time de futebol americano, quando de repente recebe pelo correio uma revista pornográfica com uma foto de sua noiva Kathy em um anúncio de disque-sexo. Entretanto, Kathy Culver está desaparecida há 1 ano e meio, num caso não-solucionado pela polícia. Uma das poucas pistas existentes traz suspeitas de que seu desaparecimento esteja associado a um possível estupro.
Três dias antes, Adam Culver, o pai de Kathy, é assassinado durante um latrocínio, conforme conclusões da polícia. Porém, nem Myron nem Jessica, sua ex-namorada e irmã mais velha de Kathy, conseguem aceitar que este crime tenha sido por acaso.
Kathy está viva? Por que uma foto sua apareceu em uma revista pornô? Quem está querendo prejudicar a carreira de Christian? O assassinato do pai de Kathy tem relação com seu desaparecimento? O que aconteceu na noite em que Kathy desapareceu?
Para descobrir a verdade acerca de todas estas perguntas – e muitas outras que surgirão no caminho – Myron, seu melhor amigo Win e Jessica mergulharão de cabeça nesta investigação. Além dos fatos relacionados aos crimes, que outras verdades eles descobrirão?

Já fazia algum tempo que eu não lia um livro assim, que me fizesse atropelar totalmente as palavras durante a leitura, na ânsia de saber o que vai acontecer. A trama é excelente, os acontecimentos são perfeitamente interligados e o autor vai “soltando” as informações dentro de um enredo que praticamente aprisiona o leitor! Fome, sono e vontade de fazer xixi muitas vezes não foram suficientes para me tirar da frente do livro! E quantas vezes tive que retornar ao topo da página para reler tudo, depois de voar apressada por cima das letras? Eu não tenho a prática da leitura dinâmica, mas agia como se tivesse, tamanha era a curiosidade.
Outro ponto que achei interessante foi o tamanho do livro. O autor conseguiu montar uma história de suspense muito bem estruturada em 271 páginas, o que não achei muito, se for comparar com algumas “bíblias” que existem por aí. Talvez isso tenha seu lado bom e seu lado ruim, uma vez que queremos saber logo a solução final de todo o mistério, mas também quando acaba, fica uma sensação de que tudo passou tão rápido.

Enfim, achei este livro perfeito e agora entendo o quão merecedor o autor é de todo esse sucesso.
Quebra de Confiança

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