Tag: ‘chick lit’

[mapas] Costa Amalfitana

17 de abril de 2013 - quarta-feira - 17:59h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mapas, Romance

Local: Costa Amalfitana – Província de Salerno – Itália
Livro: Veleiros ao Mar – Sarah Mason
Descrição: É o local de nascimento e criação de um dos integrantes da equipe italiana que está no campeonato America’s Cup.


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Localizada na costa oeste da Itália e banhada pelo Mar Tirreno, a Costiera Amalfitana (em italiano) é classificada pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade desde 1997.

Fotos encontradas na internet: (linkadas para seus endereços originais)
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Que tal uma viagem pra lá nas próximas férias? =)

Veja outros dois posts desta seção: Hotel Ritz Paris e Lac Léman.

[resenha] Veleiros ao Mar

28 de fevereiro de 2013 - quinta-feira - 18:44h   ¤   Categoria(s): Desafios, Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Veleiros ao MarTítulo: Veleiros ao Mar
Título original: Sea Fever
Autor: Sarah Mason
País: Inglaterra
Ano: 2007
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 755
Sinopse: A bela e talentosa Erica Pencarrow, mais conhecida como Inky, tem um sonho – competir pela Grã-Bretanha na America’s Cup, o maior desafio de barcos à vela do mundo, que apenas os melhores (e mais ricos) velejadores têm chance de ganhar (e que a Grã-Bretanha jamais ganhou). Mas, antes de realizar seu maior desejo, Inky terá que usar sua determinação e suas habilidades para enfrentar inimigos. Eles, aliás, são muitos. O impiedoso Henry Luter, por exemplo. Principal patrocinador da competição, ele acredita que velejar não é para mulheres. E, para piorar, Inky ainda por cima se apaixona por um rival. Enquanto isso, o problemático velejador Fabian Beaufort está mais preocupado com suas batalhas pessoais. Seus dias de glória no esporte foram arruinados pelo péssimo estilo de vida. Tudo o que sobrou foi a lembrança de uma grande tragédia. E uma filha não planejada. Rafe Louvel é outro com tempestades a atravessar. Rico, talentoso e excêntrico, vê sua paixão por iates ir por água abaixo quando escolhe entregar seu coração à mulher errada, Ava, a mimada filha de seu patrocinador.
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Repetidas vezes, os barcos navegaram na direção de um e outro, lutando por supremacia até a água virar uma massa borbulhante e fervente. Repetidas vezes, a melhor capacidade de manobra do barco espanhol forçou Mack para fora, aparentemente apertando-o pelo pescoço – no entanto, todas as vezes, ele conseguiu se livrar. Na sua última virada por davante, Mack voltou em espiral na direção do Guerrero e os dois avançaram, cerca de poucos centímetros um do outro.

Avaliação:
Se eu tivesse que resumir rapidamente Veleiros ao Mar, eu diria que é um livro realmente delicioso, com uma história divertida, envolvente e dinâmica sobre amizade, amor, companheirismo, espírito de equipe e garra. Seu pano de fundo é o ambiente das competições de barcos a vela, sobre o qual eu adquiri um pouco de conhecimento que nunca imaginei que pudesse ter.
O livro tem tantos aspectos dos quais eu gostaria de falar, que o resumo acima foi necessário antes que eu pudesse sair vomitando o texto do nada e desorganizadamente.

Veleiros ao Mar é classificado como chick lit. Sei que não sou parâmetro, por causa da pouca familiaridade com o gênero, mas não achei que estive lendo um livro que trazia uma história típica “de mulherzinha”. Apesar de Inky Pencarrow ser teoricamente a protagonista, muitos outros personagens dividem as cenas com ela de forma totalmente igualitária. Isso se torna ainda mais evidente pelo fato de os 30% iniciais do livro serem compostos de capítulos exclusivamente dedicados a contar um pouco do passado recente de alguns personagens mais importantes. Além disso, os relacionamentos entre eles mostram dramas referentes a questões familiares, inimizades, ressentimentos, competitividade, lealdade, dedicação, superação, tudo isso focando tanto os personagens femininos quanto masculinos.

Com relação ao cenário das competições de barcos a vela, no começo, fiquei com um pouco de receio de não conseguir aproveitar bem o livro por causa das linguagens técnicas. As primeiras páginas assustam! Mas ao longo da leitura, você percebe que não é tããão necessário assim saber o que é exatamente “cambar” ou “dar um jibe” (você acaba entendendo que são algum tipo de manobra do barco e isso basta) e que as cenas de competição, apesar de empolgantes, não são a parte mais importante da trama.
De qualquer forma, se tem uma coisa que eu realmente gosto de perceber depois de ter lido um livro é o quanto eu adquiri conhecimento através dele sem ter tido a intenção. Geralmente, isso é mérito de romances ou ficções não-fantasiosas. A gente decide ler o livro pela boa história que ele parece trazer e acabamos aprendendo sobre algo que definitivamente não faz parte das nossas vidas. Pode ser sobre ciganos, Giordano Bruno ou Direito, mas independentemente do assunto, o aprendizado não ocorre através de livros técnicos ou de interesse geral. Ele está lá, entremeando um incrível enredo, disfarçado de “contexto” e te proporcionará conhecimento enquanto você, ingenuamente, acha que está apenas se divertindo.

A leitura em si é fantástica. Por mais que a quantidade de personagens seja grande, cada um é muito diferente do outro, com uma personalidade única. A maioria das cenas são de convivência entre eles, que abordam emoções humanas, mas são alternadas por momentos de ação e tensão durante as competições. Sabendo que eu sou realmente lerda para ler, eu me surpreendia quando avançava 40 páginas sem nem perceber. Ou então, ia ler só mais um pouquinho, enquanto escrevia alguma besteira no Twitter, e perdia a noção do que estava fazendo, porque as páginas do livro simplesmente haviam me sequestrado.

Por causa de Veleiros ao Mar, eu provavelmente vou tentar assistir alguma coisa da edição da America’s Cup que acontece em setembro deste ano.
Veleiros ao Mar
Esta resenha faz parte da meta de fevereiro do Projeto Variedade Literária. Se você leu algum livro do gênero correspondente ao mês, deixe o nome do livro nos comentários. Se fez resenha, coloque o link para eu poder ler. =)

[resenha] Melancia

28 de dezembro de 2012 - sexta-feira - 15:41h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

MelanciaTítulo: Melancia
Título original: Watermelon
Autor: Marian Keyes
País: Irlanda
Ano: 1996
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 489
Sinopse: Com 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar um caso de mais de seis meses com a vizinha também casada, Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e os efeitos colaterais da gravidez, como, digamos, um canal de nascimento dez vezes maior que seu tamanho normal. Nada tendo em vista que a anime, Claire volta a morar com sua excêntrica família – duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; a mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e o pai, à beira de um ataque de nervos. Após passar alguns dias em depressão, bebendo e chorando, Claire decide avaliar os prós e contras de um casamento de três anos. É justamente nessa hora que James, seu ex-marido, reaparece. Claire irá recebê-lo, mas lhe reservará uma bela surpresa.
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Mas, há muito tempo, antes de ter minha filha, pensei que seria lícito que meu antigo corpo me fosse devolvido, depois de emprestá-lo por nove meses. Sabia que já não seria capaz de chamar minha alma de minha, agora que era mãe. Mas tinha uma leve esperança de que ainda poderia chamar meus seios de meus. E estou envergonhada de dizer que tinha medo que, se amamentasse, seria vítima da síndrome do “seio encolhido, achatado, caído”.

Avaliação:
Eu preciso começar esta resenha contando para vocês que Melancia foi o único livro, em muitos anos, que conseguiu me fazer ficar acordada até de madrugada lendo. Para vocês entenderem a gravidade da situação, eu sou do tipo de pessoa que capota em qualquer lugar ao abrir um livro para ler. Metrô é meu point preferido. Outro agravante é o fato de que chick-lit é um gênero que nunca me atiçou a curiosidade. Maaaas, sim, eu devorei Melancia! E amei!!! Pois é… trocadilho.

O começo da história é chocante. Claire acabou de dar à luz sua filha e mal tinha acabado de acordar no quarto da maternidade, quando seu marido, James, anuncia que vai deixá-la, pois está há 6 meses tendo um caso com a vizinha do andar de baixo. Como se não bastasse, ela também é casada e eles vão morar juntos em um outro apartamento. Ele lamenta, pede desculpas, mas gira em torno dos seus calcanhares e simplesmente sai do quarto, indo embora.
Dali a 2 dias, com o bebê, que ainda não tinha nem ganhado um nome, Claire sai de Londres, onde estava morando, e pega um avião para voltar à casa dos pais, na sua cidade natal, Dublin, Irlanda.

A história é narrada em 1ª pessoa, sendo assim, testemunhamos bem de perto – ou dentro da mente de Claire, pra falar a verdade – toda a sua saga pós-abandono. Conhecemos sua família, que é excêntrica como qualquer outra, quando vista de fora. Ficamos ao lado da protagonista durante o seu período de quase-depressão. Sentimos as mesmas neuras, preocupações e amor incondicional decorrentes do ato de ser mãe. E continuamos a acompanhar o desenrolar do seu dia-a-dia, até que eventos interessantes acontecem: Claire conhece Adam – aproximadamente 5 anos mais novo, alto, atlético, absolutamente lindo –, que na verdade é amigo de faculdade da sua irmã mais nova e, do nada, James resolve aparecer em Dublin para “conversar”.

Talvez eu tenha gostado tanto de Melancia não exatamente pelo tema ou pela história. Se formos analisá-la bem friamente, veremos que não tem nada de tão diferente, exceto pela triste e inusitada situação do abandono. O que eu achei que o livro realmente tem de bom é o modo como a autora nos conta a história através da protagonista. O texto é leve, fluido e prende o leitor de um modo que você se apega e sente um enorme prazer em acompanhar tão de perto a vida de Claire. E, no final, quando tudo acaba, vem aquela necessidade desesperada de saber o que aconteceu depois, seguida de uma grande frustração e sensação de vazio ao entender que não há uma continuação desde livro.

Melancia foi o último livro do Desafio Realmente Desafiante. A meta do mês de dezembro era ler um livro que você ganhou de presente. Eu o ganhei em 2006, de um amigo muito querido, e demorei todo esse tempo para ler porque, bem, vocês sabem como é a fila, né…
Melancia