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[resenha] Tropas Estelares

11 de fevereiro de 2016 - quinta-feira - 10:35h   ¤   Categoria(s): Ficção Científica, Literatura estrangeira, Resenhas

Tropas EstelaresTítulo: Tropas Estelares
Título original: Starship Troopers
Autor: Robert A. Heinlein
País: EUA
Edição original: 1959
Editora: Aleph
Páginas: 364
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E esse foi o ponto fraco que destruiu aquilo que foi, em vários aspectos, uma cultura admirável. Os arruaceiros mirins que vagavam pelas ruas eram sintoma de uma doença maior; seus cidadãos (todos eles eram considerados como tais) glorificavam a tal mitologia dos “diretos”… e perderam de vista os deveres. Nenhuma nação, assim constituída, pode perdurar.

Tropas estelares foi, para mim, até agora, o livro mais difícil de resenhar. Porque eu gostei do livro. Mas não sinto que tenho capacidade de argumentar sobre ele. É como se ele tivesse me dado a sensação de ser uma leitora novata em ficção científica, que se encantou com a história, mas não sabe explicar por quê. A razão disso talvez seja o assunto, militarismo, completamente desconhecido para mim até antes da leitura. Ou talvez seja falta de conhecimento para conseguir compreender com profundidade sua metáfora.

O livro conta a história de Juan Rico, um jovem recém-saído da adolescência, que se alista no Exército. A época é um futuro em que as guerras são interplanetárias, e na Terra os países já não existem mais como divisões territoriais claras. Apesar de ter algumas ótimas cenas de ação, boa parte do livro passa-se no período de formação e treinamento dos soldados, descrevendo também seus relacionamentos com colegas e oficiais. São expostos os valores relativos ao ambiente militar e muitos questionamentos e reflexões acerca de política e sociedade, mas retratando bastante os pensamentos da época em que o livro foi escrito (anos 1950).

Com receio de escrever besteira sem fundamento nesta resenha, eu procurei pesquisar um pouco as opiniões sobre o livro na internet. Além dos elogios à obra, muito se fala sobre as ideias expostas se aproximarem do fascismo, mas confesso que prefiro não entrar nesta discussão sem antes estudar o assunto de verdade, sem ler um bom livro de História.

De qualquer maneira, Tropas estelares me acrescentou muito, abordando um assunto que eu nunca tinha lido antes. Como sempre, as partes que mais me agradaram foram justamente as reflexões, aquelas que nos fazem voltar os olhos para nossa própria humanidade e que são essenciais em uma ficção científica de qualidade.

Quanto ao filme, é inevitável falar dele, né? Eu devo ter assistido à adaptação um pouco depois do seu lançamento, quando passou na TV. Isso devia ser entre 1997 e 1998. Lembro-me de ter gostado bastante, no entanto, é preciso ressaltar que eu era uma adolescente de 16~17 anos, que ainda se impressionava facilmente com coisas tolas. Grazadels, foi a única vez em que assisti, e já se passou tempo suficiente para eu ter esquecido quase que completamente. Uma das críticas principais é que o filme não retrata a essência do livro de Heinlein, limitando-se apenas à guerra em si. E eu é que não vou assistir de novo para confirmar isso.

Foram vários os motivos que me fizeram querer muito ler a obra original. Porque é ficção científica: que aprendizado sobre o presente eu vou tirar ao ler esta história disfarçada de futuro? Porque ler o livro simplesmente era a coisa certa a se fazer, ainda mais pelo fato de eu já não ter as más influências das lembranças do filme. Porque é um clássico. Porque a edição nova é maravilhosa: além de bonita, também respeita os leitores (sim, é uma indireta para as editoras que fazem a barbárie de colocar capas de filmes).

Eu recomendo fortemente a leitura. É um livro importante, premiado, clássico que todo leitor tem que ter no seu “currículo”, e mais ainda se for fã de ficção científica.
Tropas Estelares

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[resenha] O Doador de Memórias

11 de setembro de 2014 - quinta-feira - 19:59h   ¤   Categoria(s): Ficção Científica, Literatura estrangeira, Resenhas

Título: O Doador de Memórias
Título original: The giver
Autor: Lois Lowry
País: EUA
Ano: 1993
Editora: Arqueiro
Páginas: 190
Sinopse: Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente – o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente. Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.
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– Não nos atrevemos a deixar as pessoas fazerem escolhas próprias.
– Não é seguro? – sugeriu o Doador.
– Decididamente, não é – afirmou Jonas, cheio de convicção. – Imagine se pudessem escolher seu cônjuge? E escolhessem errado? – E prosseguiu, quase rindo da ideia absurda: – Ou se pudessem escolher o próprio cargo?
– Seria assustador, não é? – disse o Doador.
Jonas deu uma risadinha.
– Muito assustador. Nem consigo imaginar. Temos realmente de proteger as pessoas das escolhas erradas.

O mundo em que Jonas vive é perfeito. Em sua comunidade, as pessoas são educadas e gentis, expressam-se de maneira precisa, obedecem tranquilamente às regras e são muito felizes. O aprendizado das crianças nas escolas é efetivo, os casamentos são harmoniosos e as profissões dos adultos são adequadas e satisfatórias a cada um deles. Qualquer tipo de incômodo ou conflito é inexistente: fome, guerra, frio, calor excessivo, sujeira são coisas que não fazem parte do seu dia a dia.
Jonas está prestes a completar 12 anos. Nessa idade, as crianças recebem as profissões que irão exercer para o resto de suas vidas. Chamadas de Atribuições, as escolhas são feitas pelo Comitê de Anciãos, com base em observações realizadas ao longo dos anos anteriores, quando as crianças são designadas a realizar trabalhos voluntários dos tipos que mais lhes agradam. No entanto, Jonas é escolhido para exercer uma Atribuição única: o de Recebedor de Memórias. A partir de então, ele deverá passar por um treinamento com o atual dono da Atribuição, o Doador de Memórias. É nesse treinamento que Jonas irá entender por que o mundo em que ele vive é tão perfeito e qual a triste verdade por trás de tudo isso.

Devo confessar que fiquei absolutamente encantada com os conceitos sociais e culturais presentes neste livro! O funcionamento da comunidade retratada em O doador de memórias é o sonho de qualquer coração frustrado com a bagunça que é o nosso país. Tudo é tão certinho, tão lógico, tão simples.
Entretanto, durante o treinamento de Jonas, já como o novo Recebedor de Memórias, o leitor é exposto ao choque quando percebe o preço pago para se viver na perfeição. O questionamento sobre o valor das nossas lembranças, tanto em termos positivos quanto negativos, e sobre a importância da capacidade – e direito – de escolher é a reflexão levantada ao longo da leitura.
O enredo se desenrola em um ritmo ótimo, bem esclarecido, até o ponto de decisão causado pelo conflito referente a toda a verdade por trás desse mundo perfeito. A partir daí, acaba tropeçando um pouco na sua velocidade, dando certa impressão de descontrole. E é nesse ritmo atabalhoado que o livro termina, de repente.

Apesar do final um pouco precipitado, eu gostei muito da história como um todo. Acho que distopias nos atraem tanto justamente por nos apresentar um mundo onde a forma de pensar é totalmente diferente do que vivemos hoje, mesmo tendo culturas tão diferentes ao redor do planeta. Nesse aspecto, O doador de memórias tem a capacidade de incomodar o leitor e de não deixá-lo simplesmente consumindo as páginas de forma passiva.

Hoje estreia o filme baseado neste livro. Pelo que vi do trailer, a história parece avançar bastante em relação ao primeiro livro, além de ter alguns elementos diferentes. O Jonas do filme é bem mais velho. A personagem interpretada pela Taylor Swift mal aparece no livro, apesar de passar a impressão de ter um papel importante pelo que foi mostrado nos trailers. De qualquer forma, acredito que o filme será muito bom, mais como entretenimento e provocação à reflexão do que como adaptação de obra literária.

Leia um trecho: aqui (27 páginas de degustação)

[resenha] Laranja Mecânica

13 de julho de 2014 - domingo - 19:30h   ¤   Categoria(s): Ficção Científica, Literatura estrangeira, Resenhas

Laranja MecânicaTítulo: Laranja Mecânica
Título original: A clockwork orange
Autor: Anthony Burgess
País: Inglaterra
Ano: 1962
Editora: Aleph
Páginas: 199
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O vekio começou a fazer uma espécie de shons abafados – uuf uaf uof – então Georgie soltou os gubers dele e simplesmente deixou que ele levasse uma na rot sem dentes com seu punho cheio de anéis. Isso fez o vekio gemer muito na hora, e foi aí que brotou o sangue, meus irmãos, muito lindo.

Já fazia muito, muuuuito, tempo que eu queria ler esse livro, mas a minha super fila de livros não lidos sempre vinha atrapalhando. Hoje eu posso me considerar uma leitora mais completa, já que eu fechei o trio 1984, Admirável Mundo Novo e Laranja Mecânica.

A história se passa em um futuro próximo e é contada por Alex, um adolescente que, juntamente com outros 3 amigos, tem o costume de roubar e agredir pessoas nas ruas ou em suas casas por simples diversão. A ultraviolência, comum nessa sociedade, gera uma contrapartida por parte do governo que, por meio da tecnologia e da manipulação psicológica, consegue suprimir qualquer traço desse tipo de comportamento. O tópico abordado passa a se tornar, então, o livre arbítrio. O direito de escolha do ser humano e os limites da interferência das autoridades são questionados pelo protagonista Alex.

Além do tema central em si, outro aspecto muito citado quando se fala do livro Laranja Mecânica é a presença da gíria nadsat, palavra que significa “adolescente”. A intenção do autor, ao inventar essas gírias e utilizá-las no texto, era causar estranheza ao leitor e fazer com que ele se sentisse deslocado, da mesma forma que um adulto de 30~40 anos se sentiria ao presenciar a conversa de um grupo adolescente. Um glossário foi criado para a edição americana, o que não existia na edição original, inglesa. Eu preferi ler o livro sem consultar esse glossário, seguindo, justamente, a proposta do autor, e é o que eu recomendaria a todos. Não há tanta dificuldade assim em deduzir o significado das palavras, já que o próprio contexto e as ocorrências repetidas ajudam bastante. Veja a citação acima, em cinza, para ter uma ideia de como as gírias aparecem no texto.

Uma das coisas comuns ao se discutir histórias de ficção científica ou, em específico, distopias antigas é avaliar o quanto o tema principal ainda é atual ou acabou se tornando realidade. Ao pesquisar um pouco sobre esse livro, li por aí, na internet, que Laranja Mecânica chocou um pouco os leitores na época em que foi publicado. Entretanto, o que me chocou mesmo foi o fato de eu, leitora no ano de 2014, não ter ficado tão chocada assim com a ultraviolência narrada no livro. O que está acontecendo com a nossa sociedade, que acharia perfeitamente “comum” um grupo de 4 adolescentes espancar e roubar um professor no meio da rua, à noite?

Eu não me recordo se já escrevi isso em alguma outra resenha, mas as minhas histórias de ficção científica preferidas são aquelas que expõem questões mais filosóficas ou comportamentais, e não apenas a tecnologia futurística pura. Admirável Mundo Novo, Eu, Robô e o filme Inteligência Artificial (A.I.) são bons exemplos. É provavelmente por esse motivo que Laranja Mecânica, sendo um livro de tão poucas páginas, ganhou importância de tamanha proporção.

Leiam. Simplesmente leiam.
Laranja Mecânica

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[resenha] Uma Carta de Amor

21 de abril de 2014 - segunda-feira - 23:23h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Uma Carta de AmorTítulo: Uma Carta de Amor
Título original: Message in a bottle
Autor: Nicholas Sparks
País: EUA
Ano: 1998
Editora: Arqueiro
Páginas: 278
Sinopse: Há três anos, a colunista Theresa Osborne se divorciou do marido após ter sido traída por ele. Desde então, não acredita no amor e não se envolveu seriamente com ninguém. Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Durante a semana de folga, depois de terminar sua corrida matinal na praia, Theresa encontra uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro. Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim – ‘Minha adorada Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos.’ Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas ‘Garrett’. Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa vai procurá-lo em uma cidade litorânea da Carolina do Norte. Quando o conhece, ela descobre que há três anos Garrett chora por seu amor perdido, mas também percebe que ele pode estar pronto para se entregar a uma nova história. E, para sua própria surpresa, ela também. Unidos pelo acaso, Theresa e Garrett estão prestes a viver uma história comovente que reflete nossa profunda esperança de encontrar alguém e sermos felizes para sempre.
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Minha adorada Catherine,
Sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos. Quase posso sentir você ao meu lado enquanto escrevo esta carta, assim como o perfume de flores silvestres que sempre me faz lembrar você.

Avaliação:
Este livro foi meu primeiro Nicholas Sparks. Apesar de já ter assistido a 1 ou 2 filmes baseados nas histórias dele, nunca havia lido um livro deste autor até então.
Eu estava muito curiosa para saber por que ele despertava opiniões tão opostas por parte dos leitores: em um extremo, a devoção e em outro, desdém. E, após a leitura, talvez eu tenha entendido. Ou não, rs.

Uma Carta de Amor começa com Theresa encontrando uma garrafa à beira da praia onde ficava a casa de sua chefe, com quem estava tirando umas pequenas férias. Dentro dessa garrafa, havia uma carta muito emocionante, em que um apaixonado Garrett escreve a sua amada Catherine. Pelo texto, era possível entender que a ausência de Catherine, possivelmente falecida, causava muita dor a Garrett já há algum tempo.
Profundamente tocada pelo conteúdo da carta, Theresa fica curiosa para saber que tipo de homem Garrett poderia ser.
Já de volta ao trabalho, Theresa fica sabendo da existência de mais 2 cartas de Garrett, escritas em momentos diferentes daquela que ela possuía e encontradas por diferentes pessoas. Através das 3 cartas, Theresa consegue investigar mais sobre o autor e acaba descobrindo onde ele mora, sua possível profissão e como fazer para encontrá-lo. Sem nada a perder e com o apoio de sua chefe, Theresa é incentivada a ir procurar o romântico autor das cartas.
Não preciso dizer o que acontece quando ela o encontra. Vocês sabem que os livros do Nicholas Sparks sempre trazem histórias de amor.

Bom, eu gostei bastante dessa história. O final me chocou um pouco, me deixando até um tantinho indignada, mas ok, nem todas as leituras são flores. Com relação à minha primeira experiência (ui!) com o Nicholas Sparks, eu diria que foi tranquila. Gostei do livro, mas não me apaixonei por ele. Talvez eu precisasse realmente ser uma pessoa bem mais romântica para isso acontecer. E não sei dizer se pessoas que detestam o autor seriam necessariamente aquelas que não acreditam em amor. Acho que vale uma pesquisa aí, rs.

Eu recomendo para quem está a fim de ler uma história de amor que contém sentimentos bem intensos. E aqueles que sonham viver uma grande paixão desejarão poder mergulhar para dentro das páginas.
Uma Carta de Amor

Leia um trecho: aqui

A adaptação para o cinema é de 1999, com Kevin Costner no papel de Garrett e Robin Wright no papel de Theresa. Eu não assisti ao filme, mas, pelo trailer, pude perceber já algumas diferenças, como o fato de Theresa ser loira (no livro ela tem os cabelos castanhos, na altura do ombro e lisos), de Garrett ser mais velho que Theresa e o chefe dela ser homem.

Veja também:

Títulos pelo mundo #02 – O Noivo da Minha Melhor Amiga

21 de março de 2013 - quinta-feira - 16:37h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Romance, Títulos pelo Mundo

Muita gente conhece o título original deste livro e sabe que a tradução em português não tem nada a ver. Mas pensando bem, talvez Algo Emprestado realmente não fizesse sentido, principalmente no aspecto cultural.
E na Itália, que é Pequena Confusão de Cama?? É bom saber, né. Vai que você está viajando pelo país e resolve comprar um livro em italiano de lembrança. =D

Ah, um esclarecimento com relação ao título em japonês: não se trata exatamente de uma tradução, e sim de Something Borrowed escrito em alfabeto japonês, o que fica exatamente Samushingu borou. Não façam essa cara de wtf. Japonês tem dessas pagações de pau pro idioma inglês. =P

E… alguém pode me explicar qualéquié essa da Pesca alheia?

O Noivo da Minha Melhor Amiga O Noivo da Minha Melhor Amiga O Noivo da Minha Melhor Amiga
Something Borrowed
(Algo emprestado)
inglês
O Noivo da Minha Melhor Amiga
português – Brasil
Até Que Ele Nos Separe
português – Portugal

O Noivo da Minha Melhor Amiga O Noivo da Minha Melhor Amiga O Noivo da Minha Melhor Amiga
¿Me lo prestas?
(Posso pegar emprestado?)
espanhol
Prête-moi ton homme
(Empresta-me o teu homem)
francês
Piccole confusioni di letto
(Pequena confusão de cama)
italiano

O Noivo da Minha Melhor Amiga O Noivo da Minha Melhor Amiga O Noivo da Minha Melhor Amiga
Fremd fischen
(Pesca alheia)
alemão
Φιλίες και έρωτες
(Amizades e romances)
grego
Erkekler 1′e Ayrılır
(Homens divididos em 1)
turco

O Noivo da Minha Melhor Amiga O Noivo da Minha Melhor Amiga
Жених напрокат
(Noivo para alugar)
russo
サムシング・ボロウ
(Algo emprestado)
japonês