Tag: ‘Clássicos da Literatura’

Projeto: Variedade Literária – agosto

1 de setembro de 2013 - domingo - 21:26h   ¤   Categoria(s): Desafios

Lalala… ♫ Agosto já foi e eu ainda estou postando a prévia da meta do mês. Já podem imaginar que eu vou postar a resenha do livro escolhido só nas Olimpíadas de 2036, né? XD

Projeto: Variedade Literária

A meta do mês de agosto do Projeto: Variedade Literária é uma das que eu estava esperando, pois sempre gosto de ler os clássicos.

Clássico da literatura mundial
Não sei quanto a vocês, mas, na minha humilde opinião, leitores que se consideram leitores deveriam ler um clássico de tempos em tempos. Vale ler história de vampiro que brilha, sim. Vale ler erótico para “senhôuras”, sim. Mas acho absolutamente necessário acrescentar à sua lista de lidos um livro que tem a sua reputação totalmente incontestável. Que seja apenas para exibir pros outros (“Ai, sou f*da, li Dostoiévski”)! Tá valendo, pois leu, oras! =D

Sugestões
Eu costumo fazer uma lista de sugestões com 12 ou 16 livros, mas vou fazer com 24, porque realmente vale a pena! E como já teve o mês da literatura brasileira/portuguesa, livros desta categoria não entram na lista, ok?

       
       
       
       
       

O que eu escolhi é Madame Bovary.

Para quem quiser ver a lista inteira dos gêneros por mês e as sugestões para cada mês que já passou, o post inicial do Projeto está aqui.

[resenha] Histórias Extraordinárias

18 de agosto de 2013 - domingo - 16:18h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

Histórias ExtraordináriasTítulo: Histórias Extraordinárias
Título original: Extraordinary Tales
Autor: Edgar Allan Poe
País: EUA
Ano: ???
Editora: Martin Claret
Páginas: 128
Sinopse: Edgar Allan Poe é conhecido como ‘escritor maldito’, pois em suas obras encontram-se o inexplicável, o estranho, o absurdo, o terror e o pânico. Poeta e contista conhecido sobretudo por suas histórias de mistério e horror, constitui uma fonte de inspiração direta para a renovação literária europeia no final do século XIX. Leitura indispensável para os amantes de histórias de mistério de horror.

Ser enterrado vivo é, acima de qualquer dúvida, o mais terrível desses extremos que já aconteceram ao destino da mera mortalidade. Que isso frequentemente, muito frequentemente, tenha acontecido será pouco negado por aqueles que pensam. [...] Sabemos que existem doenças nas quais ocorrem interrupções completas de todas as funções vitais aparentes e nas quais, entretanto, essas interrupções são meras suspensões, propriamente ditas.

Avaliação:
Então, eu me deparo com a tarefa de resenhar um livro de Edgar Allan Poe. E tudo que sei sobre ele foi lido agora há pouco no Uiquipídia.
Não sou/não fui estudante de Letras, não manjo nada de literatura americana e mal sabia que Poe tinha nascido nos EUA. Infelizmente, não tenho conhecimento o suficiente para fazer uma mega análise da obra e do perfil do autor. Sinto desapontá-los, visitantes, mas a minha resenha será escrita com base na humilde experiência que tenho como leitora (que, sinceramente, não sei se servirá de algo) e nas sensações que o livro me trouxe.

Histórias extraordinárias é composto por 5 contos:
- O gato preto
- O enterro prematuro
- A queda da Casa de Usher
- William Wilson
- O poço e o pêndulo
O elemento comum a eles é o medo. Mas não o medo explícito, real, que pode ser explicado a alguém. O sentimento vivenciado pelos personagens é algo que parece não ter fundamento, que pode muito bem ser chamado de “coisa da sua cabeça”. É uma angústia, que vem de dentro, que não se pode transformar em palavras. Além disso, o mistério que envolve as histórias beira a aflição, tendo contribuído para prender totalmente a minha atenção.

O que me surpreendeu bastante foi a fluidez dos textos, que eram realmente muito fáceis de se ler. É que, na verdade, eu estava preparada para uma leitura arrastada, enigmática e cansativa. Grande parte dessa impressão prévia foi causada pelo texto de apresentação, escrito pelas tradutoras dessa edição do livro. Não sei se elas tinham a intenção de assustar o leitor para valorizar o trabalho delas, falando da dificuldade de se traduzir Poe, mas, de qualquer forma, o que vi foram histórias que podiam ser tranquilamente apreciadas sem nenhum drama linguístico.

Eu recomendo a leitura de Histórias extraordinárias por vários motivos. Se você não conhece Poe e nunca leu nada dele, leia! É fácil, é divertido e é um autor clássico, ótimo para incluir no seu “currículo de book-eater”, rs. Os contos – mesmo para alguém que não curte o gênero, como eu – nem de longe deixam aquela sensação de insuficiência que as histórias curtas costumam deixar. A “modalidade” de medo abordada nelas consegue gerar uma identificação por parte do leitor, justamente por ser um terror interno e inexplicável, quase como uma solidão, e muito diferente daquele medo tangível, que pode ter a forma de um assassino, um fantasma ou uma barata.

Eu gostei muito da experiência de ter lido estes contos! Com certeza vou procurar por outras obras do autor, para saber se elas seguem a mesma linha deste livro.

Esta resenha faz parte da meta de julho do Projeto Variedade Literária.
Histórias Extraordinárias

[resenha] Inferno

11 de julho de 2013 - quinta-feira - 20:56h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Policial, Resenhas, Romance, Suspense / Ação

InfernoTítulo: Inferno
Título original: Inferno
Autor: Dan Brown
País: EUA
Ano: 2013
Editora: Arqueiro
Páginas: 443
Sinopse: No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado em uma das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história – O Inferno, de Dante Alighieri. Numa corrida contra o tempo, Langdon luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o arrasta para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo o sombrio poema de Dante, Langdon mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.
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Ao mudar de posição, Langdon se viu outra vez de frente para a janela. As luzes estavam apagadas e, no vidro escuro, seu próprio reflexo havia desaparecido, substituído por um horizonte distante e iluminado.
Em meio às silhuetas de torres e domos, uma fachada em especial se destacava em seu campo de visão. A construção era uma imponente fortaleza de pedra, com ameias no parapeito e uma torre de mais de 90 metros, que ficava mais larga perto do topo projetado para fora, também com ameias munidas de balestreiros.
[...]
Conhecia bem aquela estrutura medieval.
Era única no mundo.
[...]
- Eu estou… na Itália?

Avaliação:
“Mano do céu…!”, foi o que eu disse (ou pensei), com os olhos arregalados, quando terminei de ler Inferno.

Como sempre, Dan Brown foi Dan Brown neste último livro: Robert Langdon na correria, fugindo freneticamente de perseguidores enquanto decifra quebra-cabeças com símbolos e enigmas que o ajudarão na sua busca; uma mulher de 30-e-poucos anos, inteligente e atraente como companheira de corre-corre do protagonista; cidades com muita história e cultura como cenários; aprendizado de sobra para o leitor, que não consegue se desgrudar das páginas. Entretanto, em Inferno, há um elemento novo, que foi o que justamente me fez ficar matusquelando por alguns dias após ter terminado a leitura. A “polêmica” diz respeito a cada um de nós, diretamente.
Dan Brown aborda neste livro a questão da superpopulação no nosso planeta. Através do vilão Bertrand Zobrist, ele tenta mostrar para onde nós, como raça humana, estamos nos destinando se continuarmos a caminhar da forma como estamos fazendo. Este assunto não é novo para ninguém, mas a forma como o autor constrói todo o enredo da sua história em torno do tema é bem eficaz para chamar atenção do leitor e fazê-lo refletir bastante depois da última página lida. Daí os meus olhos arregalados.
As referências a Dante Alighieri e seu Inferno são perfeitas, neste contexto, para ficar sussurrando no seu inconsciente questionamentos sobre sua moral, suas atitudes, condutas e valores. Florença, além de ser o local de nascimento de Alighieri, é também considerada o berço do Renascimento italiano. Este período culturalmente rico da História, por sua vez, dizem, só foi possível acontecer graças à Peste Negra, que dizimou 1/3 da população da Europa, no século XIV. Quando aprendemos na escola sobre esta epidemia, 3 palavras muito comumente associadas a ela são: fome, falta de higiene e – surpresa! – excesso populacional.

Avaliando Inferno como um todo, ainda acho que Anjos e Demônios continua tendo o enredo mais bem estruturado dentre os livros do Dan Brown, e Código Da Vinci ainda pode ser visto por muita gente como o mais polêmico. Mas nenhum deles me atingiu de forma tão pessoal nem me causou tanta reflexão quanto Inferno, afinal, o fato de Maria Madalena ter ou não sido esposa de Jesus não vai fazer muita diferença quando a humanidade estiver à beira do colapso.

Só digo uma coisa: leia. Vale a pena. E não use como desculpa o fato de não ter gostado de O Símbolo Perdido. Simplesmente esqueça que o penúltimo livro existiu. Vá e leia Inferno acompanhando pelos posts da série Inferno Ilustrado, onde disponibilizo de forma fácil os lugares, obras e imagens citadas ao longo do livro.
Inferno

Leia um trecho: aqui

[resenha] O Primo Basílio

4 de maio de 2013 - sábado - 10:05h   ¤   Categoria(s): Desafios, Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

O Primo BasílioTítulo: O Primo Basílio
Autor: Eça de Queirós
País: Portugal
Ano: 1878
Editora: Ática
Páginas: 328
Sinopse: O Primo Basílio é um romance de Eça de Queirós. Publicado em 1878, constitui uma análise da família burguesa urbana no século XIX. O autor, que já criticara a província em O Crime do Padre Amaro, volta-se agora para a cidade, a fim de sondar e analisar as mesmas mazelas, desta vez na capital: para tanto, enfoca um lar burguês aparentemente feliz e perfeito, mas com bases falsas e igualmente podres. A criação dessas personagens denuncia e acentua o compromisso de O Primo Basílio com o seu tempo: a obra deve funcionar como arma de combate social. A burguesia – principal consumidora dos romances nessa época – deveria ver-se no romance e nele encontrar seus defeitos analisados objetivamente, para, assim, poder alterar seu comportamento. As personagens de O Primo Basílio podem ser consideradas o protótipo da futilidade, da ociosidade daquela sociedade.
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Ia encontrar Basílio no Paraíso pela primeira vez. E estava muito nervosa; não pudera dominar, desde pela manhã, um medo indefinido que lhe fizera pôr um véu muito espesso, e bater o coração ao encontrar Sebastião. Mas ao mesmo tempo, uma curiosidade intensa, múltipla, impelia-a, com um estremecimentozinho de prazer. Ia, enfim, ter ela própria aquela aventura que lera tantas vezes nos romances amorosos!

Avaliação:
Longos foram os 20 dias que demorei para ler este livro. Mas valeram a pena! Gostei muito de, finalmente, ter lido este grande clássico da literatura lusófona. E não digo isso só porque é clássico e porque pega bem dizer que gostou. Quem acompanha meu blog sabe que sou sincera nas minhas opiniões, por mais bizarras, estranhas ou até erradas que elas sejam.

A leitura se arrastou bastante no começo e foi bem difícil, principalmente por conta do vocabulário. Vivia consultando o dicionário, mas foi ótimo para aprender palavras novas. Com o desenrolar das páginas, acho que acabei me acostumando com a linguagem e o estilo, e o livro fluiu bem melhor.

Luísa e Jorge são casados há 3 anos. Ele, engenheiro. Ela, devoradora de romances cheios de intensas histórias de amor. Juntos, um típico casal da sociedade burguesa lisboeta do século XIX. Um belo dia, Luísa fica sabendo que Basílio, seu primo – que por muito tempo morou no Brasil e no momento estava morando em Paris – está para vir à cidade, a negócios. Os problemas são: Luísa e Basílio foram como que namoradinhos durante a juventude, e o primo começa a visitá-la em sua casa justamente quando o marido, Jorge, fica fora de casa durante cerca de 2 meses, em uma viagem a trabalho.

A história é realmente sensacional. Fiquei imaginando o escândalo que o livro causou quando foi lançado. Gostei muito dessa leitura principalmente por ser uma crítica aos valores morais do fim do século XIX. Aliás, uma das melhores coisas de se ler um livro “antigo” é que é possível entender não só a mentalidade da época, mas também o linguajar, os comportamentos, hábitos, relacionamentos e até vestuário e tecnologia.

Apesar das dificuldades com o vocabulário, acho que o livro vale muito a pena, até para os adolescentes. Com um pouco de paciência e uma boa orientação por parte dos professores, acredito ser possível extrair um pouco de diversão desta importante obra.

Eu sinceramente não me recordo se li ou não este livro quando estava no colégio. O exemplar que eu tenho aqui em casa é super velhinho, como podem ver pela foto, mas ter um determinado livro, em se tratando de Lia Fugita, não quer dizer absolutamente nada, rs.

Esta resenha faz parte da meta de abril do Projeto Variedade Literária.
O Primo Basílio

Adaptações:
Pesquisando na internet, sei que há pelo menos 2 adaptações, uma em minissérie (1988) e uma em filme (2007). O vídeo abaixo é um trecho da minissérie, onde Giulia Gam fazia o papel da protagonista Luísa e Marília Pêra era a criada Juliana. A cena é uma das mais importantes da história do livro.

Projeto: Variedade Literária – abril

4 de abril de 2013 - quinta-feira - 16:28h   ¤   Categoria(s): Desafios

Projeto: Variedade Literária

A meta do mês de abril do Projeto: Variedade Literária é aquela que separa homens de meninos. =D

Clássico da literatura brasileira ou portuguesa
Todo mundo já teve que passar por estes livros em algum momento da vida. Para muitos, foram eventos traumáticos que inclusive causaram a aversão à leitura. Para outros, o trauma foi superado e descobriu-se posteriormente que nem todo livro é chato assim.
Entretanto, conforme adquirimos quilômetros de páginas rodadas , chega uma hora em que é necessário amadurecermos como leitores. Quando não há o peso da obrigação, a leitura se torna muito mais interessante e bem aproveitada.

Sugestões
As sugestões, basicamente, são todas aquelas às quais já estamos familiarizados desde o colégio.
Mas… tem algum aí que você ainda não leu? Pra mim tem um monte, já que eu tive a cara de pau de não ler NENHUM pro vestibular! XD

       
       
       

O que eu vou ler é O Primo Basílio, do Eça de Queirós. =)

Para quem quiser ver a lista inteira dos gêneros por mês e as sugestões para cada mês que já passou, o post inicial do Projeto está aqui.