Tag: ‘Cristianismo’

[resenha] Milagres do Ágape

28 de novembro de 2012 - quarta-feira - 09:36h   ¤   Categoria(s): Espiritismo / Religiões, Literatura estrangeira, Resenhas

Milagres do ÁgapeTítulo: Milagres do Ágape
Título original: Miracle On Hope Hill
Autor: Carol Kent e Jennie Afman Dimkoff
País: EUA
Ano: 2011
Editora: Valentina
Páginas: 306
Sinopse: ‘Milagres do Ágape’ é uma coletânea de histórias verídicas que buscam mostrar a manifestação do amor de Deus intervindo na vida de pessoas comuns. Ao final de cada história, um versículo da Bíblia Sagrada.
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Toni experimentou o toque divino por meio das mãos amorosas e das preces poderosas de uma missionária que falava espanhol e ouviu a voz suave de Deus às 11 da noite. Ela nunca havia tido uma experiência como essa antes, nem voltou a ter depois daquele dia. Porém, no momento em que mais precisava, Deus ouviu seu choro de desespero, cuidou da sua dor e enviou-lhe uma estranha, que reafirmou para ela o Seu amor abundante.

Avaliação:
Milagres do Ágape traz diversos textos escritos pelas autoras, contando histórias sobre o amor de Deus agindo sobre as pessoas na forma de pequenos milagres ou da bondade do próximo.

Eu me considero bastante espiritualizada, mas gosto de dizer que não pertenço a nenhuma religião, como se o Deus em que acredito não fosse definido por nenhuma convenção humana. Entretanto, o fato de o livro ter sido escrito por duas cristãs e de os textos terem uma visão cristã dos acontecimentos não me impediram de ficar bastante emocionada com as histórias.

Alguns relatos são de caráter “inexplicável”, como o caso da mulher que passava por dificuldades desesperadoras no momento em que estava ajudando seu pai inválido e pediu, em voz baixa, mas agonizante, por socorro quando de repente, do nada, entra uma pessoa na casa dela perguntando se precisava de ajuda, pois tinha escutado, lá de fora, o seu grito. A pessoa que havia pedido por socorro não havia gritado. Mas a boa alma que veio ajudá-la escutou, da rua. Outros relatos são daqueles que nós costumamos classificar como “coincidências”, como quando estamos dirigindo e erramos um caminho, que nos leva a encontrar um desconhecido, mas que era a pessoa certa que estávamos procurando.

O livro tem quase 40 pequenas histórias, todas realmente muito bonitas. São daqueles tipos que aquecem o coração, fazem brotar uma esperança que você nem entende direito em quê exatamente é e te fazem ter fé de que o amor existe de verdade, na forma ampla, sincera e incondicional.

A capa me chamou muito a atenção, pois achei bastante elegante, ao mesmo tempo trazendo uma paz ao olhar para a sua imagem. A diagramação também é muito bonita, com uma frase ilustrando o começo de cada capítulo e um versículo da Bíblia em cada final.

É uma leitura bastante recomendável para pessoas que estão precisando abrandar o espírito endurecido e passar a enfrentar os dias com mais alegria, revertendo o imperceptível efeito que as negatividades do cotidiano inevitavelmente trazem.
Milagres do Ágape

[resenha] Heresia

19 de outubro de 2012 - sexta-feira - 19:36h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Suspense / Ação

HeresiaTítulo: Heresia
Título original: Heresy
Autor: S.J. Parris
País: Inglaterra
Ano: 2010
Editora: Arqueiro
Páginas: 360
Sinopse: Inglaterra, 1583 – o país enfrenta um período conturbado, marcado por conspirações para derrubar a rainha Elizabeth, que é protestante. Muitos de seus súditos estão insatisfeitos com o governo e anseiam pelo retorno do país à religião católica. Em meio a esse clima de conflitos religiosos, o monge italiano Giordano Bruno chega a Londres, tentando escapar da Inquisição, que o acusou de heresia por sua crença num Universo heliocêntrico. O filósofo, cientista e estudioso de magia logo é recrutado pelo chefe do serviço de espionagem real e enviado a Oxford. Oficialmente, ele vai participar de um debate sobre as teorias de Copérnico, mas, em sigilo, deve se infiltrar na rede clandestina dos católicos e descobrir o que puder sobre um complô para derrubar a rainha. No entanto, quando um dos membros mais antigos de Oxford é brutalmente assassinado, a missão secreta do filósofo é desviada de seu curso. Enquanto ele tenta desvendar o crime, outro homem é morto e Giordano Bruno se vê envolvido numa sinistra perseguição.
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Seguindo a teoria de Aristóteles, a Igreja ensinava que as estrelas eram fixas, presas na oitava esfera além da Terra, e que eram todas equidistantes e se deslocavam juntas em órbita em torno de nosso planeta, assim como o Sol e os sete planetas em suas respectivas esferas. Por outro lado, havia aqueles que, como o polonês Copérnico, ousavam imaginar o Universo diferente: o Sol no centro e a Terra de movendo em sua própria órbita. Além desse ponto ninguém tinha se aventurado, nem mesmo na imaginação – exceto eu, Giordano Bruno.

Avaliação:
Heresia é um thriller que não conta apenas com os ingredientes perfeitos para um suspense – assassinatos, segredos, intrigas, mentiras e reviravoltas -, mas contém também elementos a mais que o tornam simplesmente uma leitura inevitável: fatos e personagens reais, conflitos religiosos na Europa do século XVI, uma universidade historicamente conceituada.

Giordano Bruno foi um frade dominicano condenado a morrer na fogueira pela Inquisição, por heresia. Ao contrário do que se pensa, o motivo da sua condenação não foram as ideias heliocêntricas. Bruno, na verdade, defendia a tese de um universo infinito, povoado de outras estrelas e planetas, onde poderia haver, também, vida inteligente.

O livro começa relatando o evento da sua acusação por heresia e posterior fuga do mosteiro de San Domenico Maggiore, em Nápoles. Após ter saído da Itália, ter vagado na direção oeste pela Europa e ter se tornado protegido do monarca da França, o ex-monge é chamado a ir a Londres, para uma missão secreta que tem como objetivo descobrir planos católicos para a derrubada da rainha protestante. O cenário é Oxford. As pessoas ao redor são acadêmicos: professores e alunos da Universidade. E é neste meio que acontecem assassinatos estranhos, onde as mortes parecem cenas de livros de caráter religioso.
Um livro de suspense, quando bem estruturado e bem escrito (que é o caso de Heresia), prende o leitor por si só. Entretanto, o pano de fundo histórico acaba por tornar todo o enredo absolutamente encantador.

É possível perceber que a autora fez uma pesquisa bastante profunda sobre a época, o que aparece, por exemplo, nos detalhes das caracterizações dos locais e nos diálogos e atitudes dos personagens, o que denuncia os valores e a forma de pensamento.
Outro ponto interessante foi poder conhecer de forma mais próxima a personalidade que foi Giordano Bruno. É claro que a história do livro se trata de uma ficção, mas já faz algum tempo que eu entendi que, para mim, o conhecimento adquirido só se consolida quando criamos um vínculo pessoal com ele. Ter lido Heresia foi muito mais proveitoso do que ter ouvido falar de Giordano Bruno em um livro didático qualquer. É por este motivo que eu prefiro tentar aprender História em livros comuns, de leitura, pois o leitor se envolve, se emociona, criando assim, o tal vínculo tão importante para o aprendizado.

Pesquisando um pouco sobre a autora, descobri que Heresia tem continuação em mais 2 livros: Prophecy e Sacrilege. Gostei de saber disso, pois a forma como a história termina não dá a entender que haveria sequências. Lendo um pouco no site da própria autora, entendi que se tratam de livros com histórias fechadas, apenas com o mesmo personagem, bem no estilo Harlan Coben ou James Patterson.

Resumindo: Heresia é perfeito para quem gosta de suspenses, para quem gosta de História e para quem não gosta de ficar preso a séries em que um livro fica aguçando a curiosidade para o seguinte.
Heresia

Leia um trecho: http://www.editoraarqueiro.com.br/upload/pdf/Heresia_Cap1-0.pdf

[resenha] O Enviado

8 de dezembro de 2011 - quinta-feira - 15:22h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas

O EnviadoTítulo: O Enviado
Título original: El Enviado
Autor: J.J. Benítez
País: Espanha
Ano: 1979
Editora: Planeta
Tradutor: Sandra Martha Dolinsky
Páginas: 173
Sinopse: A partir de uma notícia veiculada pela Nasa, Benítez procura elucidar uma série de questões a respeito do Santo Sudário e reconstruir o que teria sido o caminho tortuoso de Jesus até o momento de sua morte. O livro tenta explicar alguns dos mistérios da humanidade considerados indecifráveis.
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Sempre imaginei que Jesus de Nazaré havia sido um judeu típico. Ou seja, robusto e de altura similar à média mediterrânea. Talvez algo entre 1,60 m e 1,65 m de altura. Mas não. Eu estava enganado também com relação a isso.
[...]
…o “homem” do Sudário tinha 1,81 m de altura. Segundo o médico, “esses dados nos colocam diante de um homem antropometricamente perfeito. Extraordinário em toda sua imponente beleza, que se deduz das linhas de seu rosto”.

Avaliação:
Eu apenas posso começar esta resenha dizendo: livro sensacional!

Para uma pessoa como eu, que se diz “não-religiosa, porém altamente espiritualizada”, este livro me encantou muito! Não sou católica praticante, apenas fui batizada como uma, mas creio sem sombra de dúvidas que Jesus Cristo existiu e respeito muito a sua personalidade divina e histórica.

O livro trata de assuntos bastante polêmicos e está dividido em 2 partes: a primeira fala da autenticidade do sudário de Turim, de como as marcas gravadas no tecido conseguem dizer – associadas aos relatos que constam na Bíblia – como foi a Paixão e Morte de Jesus Cristo e no que consistiu o evento que foi chamado de “Ressurreição”. A segunda parte analisa, ainda que sem provas concretas, os fenômenos da estrela de Belém e dos anjos que apareciam a Jesus e seus discípulos, com base (pasmem!) na ufologia.

O que chamou a atenção do autor, e o levou a escrever este livro, foi uma notícia onde a NASA afirma, em 1977, depois de 3 anos de estudo, que a imagem de Jesus no sudário de Turim foi feita a partir de uma radiação emitida pelo seu corpo, 36 horas após sua morte, e que chamuscou o tecido.
Além das diversas análises científicas que comprovaram que este tecido realmente cobriu o corpo de Jesus Cristo, há também a comprovação de que a imagem não foi feita através de contato químico.

Extremamente interessante também é a reconstrução de todo o caminho de Cristo, desde a sua condenação até sua ressurreição, baseada nas análises das feridas e marcas gravadas no sudário. É um relato ao mesmo tempo belo e triste, além de intenso e muito agonizante.

Na parte em que o autor questiona o que foi a estrela de Belém e a presença dos anjos, tão frequentemente relatados na Bíblia, ele procura respostas baseado num dos assuntos do qual é especialista: os óvnis.
À primeira vista, parece um tanto banal e frívolo, mas mesmo não tendo provas científicas, o autor se utiliza de relatos de inúmeras experiências (de diversas pessoas e também dele mesmo!) para analisar os fatos descritos nos evangelhos.

E no final, após as conclusões, há uma entrevista imaginária mas muito emocionante, do autor com Jesus Cristo, que, confesso, me arrancou lágrimas.

Enfim, o livro é altamente recomendado para quem gosta de mistérios ligados a Religião. Entretanto, é necessário ler com a mente aberta e, de preferência, com um nível zero de ceticismo, aceitando que muitas vezes a ciência e a fé podem ser grandes aliadas.

Vale lembrar que o escritor é jornalista, o que dá uma boa garantia de se ler um livro muito bem escrito!
O Enviado

Veja também:

[resenha] O Testamento dos Séculos

12 de setembro de 2011 - segunda-feira - 18:25h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas

O Testamento dos SéculosTítulo: O Testamento dos Séculos
Título original: Le Testament des Siècles
Autor: Henri Lœvenbruck
País: França
Ano: 2003
Editora: Bertrand Brasil
Tradutor: Karina Jannini
Páginas: 401
Sinopse: Desde o início dos tempos, uma linhagem de beduínos é responsável por guardar a chave que decifrará o mais antigo e importante segredo da humanidade – a mensagem criptografada que Jesus Cristo deixou aos Homens. Vivendo no Deserto da Judeia, eles tinham a certeza de que se manteriam anônimos de tudo e de todos. Assim foi até o dia em que assassinos cruéis invadem o templo e dizimam um por um.
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A jornalista parecia achar divertida minha irritação.
- Depois, um dia, ele me prometeu exclusividade sobre suas revelações se eu o ajudasse nas pesquisas, e há 10 dias me convenceu a vir para Gordes. Mas antes que pudesse me dizer do que realmente se tratava, as coisas deram errado.
[...]
- O que significa toda essa bobageira? – balbuciei enfim. – E que história é essa de que as coisas deram errado?
- Um carro sai da estrada às duas horas da manhã, sujeitos vigiam você dia e noite, documentos desaparecem, são coisas assim que chamo de dar errado…

Avaliação:
Após a morte de sua mãe, Damien muda-se da França, onde nasceu, para Nova York. Vivendo na cidade por 10 anos, torna-se um famoso e rico roteirista de série de TV. Com a morte do pai, vê-se obrigado a retornar à França, onde começa descobrindo que o acidente de carro que matou seu pai não parece ter sido exatamente um simples e casual acidente. Juntamente com Sophie, uma jornalista que se diz ter sido amiga do falecido, descobre que ele estava envolvido em uma pesquisa sobre um objeto que supostamente teria pertencido a Jesus Cristo. Este objeto, chamado Pedra de Iorden, está relacionado a uma preciosa mensagem que Jesus pretendia ter deixado à humanidade.
Ao dar continuidade à procura do objeto, Damien e Sophie serão perseguidos por inimigos perigosos e muito poderosos.

Está notando alguma semelhança de tema e enredo com um outro livro, que teve grande sucesso falando de mistérios de Jesus? Não? Nem o nome da mulher que ajuda o personagem principal te faz ter um déjà-vu? Rs…
É, este é mais um dos livros que eu chamaria de “os filhos de Código Da Vinci”. Nem a frase teaser no topo da capa nega a intenção de seguir o rastro do tema: “Se você ficou fascinado pelo Código Da Vinci, não pode deixar de ler este suspense!”
Talvez o azar deste livro foi não ter tido a chance de repercutir como o de Dan Brown. Sim, pois o ano de lançamento dos dois é o mesmo: 2003. Mas, pelas minhas pesquisas, ele chegou no Brasil com 4 anos de atraso em relação ao Código, quando o assunto já estava mais do que batido.

Excluindo estas infelicidades envolvendo o livro, eu diria que a história é, sim, interessante e a forma como o suspense é conduzido me prendeu bastante, somente pecando às vezes no excesso de informação e na rapidez da narrativa, o que pode deixar o leitor um pouco confuso.

Na foto abaixo, a parte interna capa, com a obra “Melancolia I”, de Albrecht Dürer.
O Testamento dos Séculos

Veja também:

[resenha] O Código Da Vinci – Ilustrado

4 de agosto de 2011 - quinta-feira - 20:09h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Suspense / Ação

O Código Da Vinci - IlustradoTítulo: O Código Da Vinci – Edição Especial Ilustrada
Título original: The Da Vinci Code: Special Illustrated Edition
Autor: Dan Brown
País: EUA
Ano: 2005
Editora: Sextante
Tradutor: Celina Cavalcante Falck-Cook
Páginas: 399
Sinopse: ‘Código Da Vinci’ vem fascinando milhões de leitores ao redor do mundo com sua envolvente trama policial entremeada com informações sobre arte, religião e rituais secretos. Com 160 ilustrações e impressão colorida, esta edição especial reproduz os símbolos, obras de arte, monumentos arquitetônicos e localidades históricas citados ao longo do livro. Dos segredos ocultos na Mona Lisa e na Última Ceia aos símbolos do antigo Egito e a marcos de referência como o Louvre e a Capela Rosslyn, as imagens reunidas aqui vão lançar novas luzes e suscitar outros questionamentos sobre o romance de Dan Brown, tornando sua leitura ainda mais fascinante.
Comprar: Livraria Saraiva

13-3-2-21-1-1-8-5
O, Draconian edvil!
Oh, lame saint!
P.S. Find Robert Langdon

Avaliação:
Eu me pergunto se ainda há alguma coisa a ser falada sobre esta história… rs.

Eu li a versão não-ilustrada em 2005 e resolvi reler o livro porque queria lembrar de todas aquelas informações sobre os segredos que fizeram tanto estardalhaço na época do lançamento.
Sem sombra de dúvida, a aventura de Robert Langdon e Sophie Neveu fica bem mais interessante quando é lida num livro que “tem figuras”. As imagens são muito bonitas e fica bem mais prático visualizar as obras, símbolos e lugares sem precisar parar para procurar no Google.

Talvez apenas seja complicado ler como “livro do caminho pro trabalho”, por ser grande, pesado e de capa dura.
O Código Da Vinci - Ilustrado

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