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[resenha] O Primo Basílio

4 de maio de 2013 - sábado - 10:05h   ¤   Categoria(s): Desafios, Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

O Primo BasílioTítulo: O Primo Basílio
Autor: Eça de Queirós
País: Portugal
Ano: 1878
Editora: Ática
Páginas: 328
Sinopse: O Primo Basílio é um romance de Eça de Queirós. Publicado em 1878, constitui uma análise da família burguesa urbana no século XIX. O autor, que já criticara a província em O Crime do Padre Amaro, volta-se agora para a cidade, a fim de sondar e analisar as mesmas mazelas, desta vez na capital: para tanto, enfoca um lar burguês aparentemente feliz e perfeito, mas com bases falsas e igualmente podres. A criação dessas personagens denuncia e acentua o compromisso de O Primo Basílio com o seu tempo: a obra deve funcionar como arma de combate social. A burguesia – principal consumidora dos romances nessa época – deveria ver-se no romance e nele encontrar seus defeitos analisados objetivamente, para, assim, poder alterar seu comportamento. As personagens de O Primo Basílio podem ser consideradas o protótipo da futilidade, da ociosidade daquela sociedade.
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Ia encontrar Basílio no Paraíso pela primeira vez. E estava muito nervosa; não pudera dominar, desde pela manhã, um medo indefinido que lhe fizera pôr um véu muito espesso, e bater o coração ao encontrar Sebastião. Mas ao mesmo tempo, uma curiosidade intensa, múltipla, impelia-a, com um estremecimentozinho de prazer. Ia, enfim, ter ela própria aquela aventura que lera tantas vezes nos romances amorosos!

Avaliação:
Longos foram os 20 dias que demorei para ler este livro. Mas valeram a pena! Gostei muito de, finalmente, ter lido este grande clássico da literatura lusófona. E não digo isso só porque é clássico e porque pega bem dizer que gostou. Quem acompanha meu blog sabe que sou sincera nas minhas opiniões, por mais bizarras, estranhas ou até erradas que elas sejam.

A leitura se arrastou bastante no começo e foi bem difícil, principalmente por conta do vocabulário. Vivia consultando o dicionário, mas foi ótimo para aprender palavras novas. Com o desenrolar das páginas, acho que acabei me acostumando com a linguagem e o estilo, e o livro fluiu bem melhor.

Luísa e Jorge são casados há 3 anos. Ele, engenheiro. Ela, devoradora de romances cheios de intensas histórias de amor. Juntos, um típico casal da sociedade burguesa lisboeta do século XIX. Um belo dia, Luísa fica sabendo que Basílio, seu primo – que por muito tempo morou no Brasil e no momento estava morando em Paris – está para vir à cidade, a negócios. Os problemas são: Luísa e Basílio foram como que namoradinhos durante a juventude, e o primo começa a visitá-la em sua casa justamente quando o marido, Jorge, fica fora de casa durante cerca de 2 meses, em uma viagem a trabalho.

A história é realmente sensacional. Fiquei imaginando o escândalo que o livro causou quando foi lançado. Gostei muito dessa leitura principalmente por ser uma crítica aos valores morais do fim do século XIX. Aliás, uma das melhores coisas de se ler um livro “antigo” é que é possível entender não só a mentalidade da época, mas também o linguajar, os comportamentos, hábitos, relacionamentos e até vestuário e tecnologia.

Apesar das dificuldades com o vocabulário, acho que o livro vale muito a pena, até para os adolescentes. Com um pouco de paciência e uma boa orientação por parte dos professores, acredito ser possível extrair um pouco de diversão desta importante obra.

Eu sinceramente não me recordo se li ou não este livro quando estava no colégio. O exemplar que eu tenho aqui em casa é super velhinho, como podem ver pela foto, mas ter um determinado livro, em se tratando de Lia Fugita, não quer dizer absolutamente nada, rs.

Esta resenha faz parte da meta de abril do Projeto Variedade Literária.
O Primo Basílio

Adaptações:
Pesquisando na internet, sei que há pelo menos 2 adaptações, uma em minissérie (1988) e uma em filme (2007). O vídeo abaixo é um trecho da minissérie, onde Giulia Gam fazia o papel da protagonista Luísa e Marília Pêra era a criada Juliana. A cena é uma das mais importantes da história do livro.

Palavra no título #01: “ler”

16 de fevereiro de 2012 - quinta-feira - 15:58h   ¤   Categoria(s): Dicas

Quero inaugurar uma seção nova no blog! Chama-se “Palavra do Título”!

A proposta é pesquisar e trazer para vocês dicas de livros, como eu havia feito para o tema de Paris, mas de uma forma mais estruturada e organizada, baseada na seleção de livros cujo título contém a “palavra da vez”.

E para começar, nada mais adequado do que o verbo “ler”! =)

ler

 
A Menina Que Não Sabia LerTítulo: A Menina Que Não Sabia Ler
Autor: John Harding
Editora: Leya
Páginas: 288
Sinopse: Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros – únicos companheiros e confidentes – antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?

Comédias Para se Ler na EscolaTítulo: Comédias Para se Ler na Escola
Autor: Luis Fernando Verissimo
Editora: Objetiva
Páginas: 142
Sinopse: Uma seleção de crônicas de Luis Fernando Verissimo apresentada pela escritora – Ana Maria Machado. A seleção permite ao leitor mergulhar no universo das histórias e personagens de Verissimo prestando atenção nos múltiplos recursos deste artesão das letras. Os exercícios de linguagem ou de estilo podem ser conferidos em crônicas como ‘Palavreado’, ‘Jargão’, ‘O ator’ e ‘Siglas’. As comédias de erro estão presentes em ‘O Homem Trocado’, ‘Suflê de Chuchu’ e ‘Sozinhos’. As pequenas fábulas, com moral não explícita, aparecem em ‘A Novata’, ‘Hábito Nacional’ e ‘Pode Acontecer’. Os resgates da memória é a marca de ‘Adolescência’, ‘A Bola’ e ‘História Estranha’. E, por fim, as abordagens de temas recorrentes revelam-se em ‘Da Timidez’, ‘Fobias’ e ‘ABC’.

Por Que LerColeção: Por Que Ler
Editora: Globo
Sinopse: Os grandes clássicos da literatura têm algo de paradoxal na sua condição de clássicos: de tão conhecidos, tornam-se desconhecidos. Não esquecidos, mas ignorados, no sentido de serem muito mais citados do que lidos. De tempos em tempos, as coleções (re)apresentam ao grande público os grandes nomes da literatura. Cada nova geração de leitores deve empreender sua própria (re)leitura dos clássicos. Além disso, para os que já os conhecem, é sempre um prazer revisitá-los, como a um velho amigo.

1001 Livros Para Ler Antes de MorrerTítulo: 1001 Livros Para Ler Antes de Morrer
Autor: Peter Boxall
Editora: Arqueiro
Páginas: 960
Sinopse: ’1001 Livros Para Ler Antes de Morrer’ reúne diversas obras de ficção, desde ‘Dom Quixote’, de Cervantes, e ‘Os Lusíadas’, de Camões, até ‘Almoço nu’, de William Burroughs, e ‘Tudo se ilumina’, de Jonathan Safran Foer. Neste livro leitor encontrará títulos dos mais diversos estilos e para todos os gostos. Com resenhas elaboradas por uma equipe de escritores, críticos literários e jornalistas internacionais, este livro pretende guiar o leitor pela história da literatura mundial. E, objetivando dar destaque à produção literária de língua portuguesa, a obra inclui ainda nomes como Aluísio de Azevedo, Lima Barreto, Lygia Fagundes Telles e Mia Couto.

Título: Para Ler Como um Escritor – Um Guia para Quem Gosta de Livros
Autor: Francine Prose
Editora: Zahar
Páginas: 320
Sinopse: É possível ensinar a um escritor o seu ofício? A questão é polêmica, especialmente quando proliferam cursos de graduação e de extensão com essa proposta. Escritora e crítica literária, Francine Prose defende que, sim, há muito o que aprender com os mestres. Virginia Woolf, Jane Austen, Nabokov, Philip Roth e Flaubert são alguns dos autores a quem dedica uma leitura atenta e cuidadosa, em busca do segredo do ‘escrever bem’. De cada um, extrai lições.

Para Gostar de LerColeção: Para Gostar de Ler
Editora: Ática
Quem não conhece esta coleção da época da infância? Com diversos volumes, contendo muitos contos e crônicas sob vários temas, a coleção vem tendo suas capas repaginadas, conforme podem ver nas imagens acima. Clássicos!

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