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[resenha] O Testamento dos Séculos

12 de setembro de 2011 - segunda-feira - 18:25h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas

O Testamento dos SéculosTítulo: O Testamento dos Séculos
Título original: Le Testament des Siècles
Autor: Henri Lœvenbruck
País: França
Ano: 2003
Editora: Bertrand Brasil
Tradutor: Karina Jannini
Páginas: 401
Sinopse: Desde o início dos tempos, uma linhagem de beduínos é responsável por guardar a chave que decifrará o mais antigo e importante segredo da humanidade – a mensagem criptografada que Jesus Cristo deixou aos Homens. Vivendo no Deserto da Judeia, eles tinham a certeza de que se manteriam anônimos de tudo e de todos. Assim foi até o dia em que assassinos cruéis invadem o templo e dizimam um por um.
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A jornalista parecia achar divertida minha irritação.
- Depois, um dia, ele me prometeu exclusividade sobre suas revelações se eu o ajudasse nas pesquisas, e há 10 dias me convenceu a vir para Gordes. Mas antes que pudesse me dizer do que realmente se tratava, as coisas deram errado.
[...]
- O que significa toda essa bobageira? – balbuciei enfim. – E que história é essa de que as coisas deram errado?
- Um carro sai da estrada às duas horas da manhã, sujeitos vigiam você dia e noite, documentos desaparecem, são coisas assim que chamo de dar errado…

Avaliação:
Após a morte de sua mãe, Damien muda-se da França, onde nasceu, para Nova York. Vivendo na cidade por 10 anos, torna-se um famoso e rico roteirista de série de TV. Com a morte do pai, vê-se obrigado a retornar à França, onde começa descobrindo que o acidente de carro que matou seu pai não parece ter sido exatamente um simples e casual acidente. Juntamente com Sophie, uma jornalista que se diz ter sido amiga do falecido, descobre que ele estava envolvido em uma pesquisa sobre um objeto que supostamente teria pertencido a Jesus Cristo. Este objeto, chamado Pedra de Iorden, está relacionado a uma preciosa mensagem que Jesus pretendia ter deixado à humanidade.
Ao dar continuidade à procura do objeto, Damien e Sophie serão perseguidos por inimigos perigosos e muito poderosos.

Está notando alguma semelhança de tema e enredo com um outro livro, que teve grande sucesso falando de mistérios de Jesus? Não? Nem o nome da mulher que ajuda o personagem principal te faz ter um déjà-vu? Rs…
É, este é mais um dos livros que eu chamaria de “os filhos de Código Da Vinci”. Nem a frase teaser no topo da capa nega a intenção de seguir o rastro do tema: “Se você ficou fascinado pelo Código Da Vinci, não pode deixar de ler este suspense!”
Talvez o azar deste livro foi não ter tido a chance de repercutir como o de Dan Brown. Sim, pois o ano de lançamento dos dois é o mesmo: 2003. Mas, pelas minhas pesquisas, ele chegou no Brasil com 4 anos de atraso em relação ao Código, quando o assunto já estava mais do que batido.

Excluindo estas infelicidades envolvendo o livro, eu diria que a história é, sim, interessante e a forma como o suspense é conduzido me prendeu bastante, somente pecando às vezes no excesso de informação e na rapidez da narrativa, o que pode deixar o leitor um pouco confuso.

Na foto abaixo, a parte interna capa, com a obra “Melancolia I”, de Albrecht Dürer.
O Testamento dos Séculos

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[resenha] Paris É Uma Festa

27 de agosto de 2011 - sábado - 17:23h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Esta resenha contém spoilers do filme Meia-Noite em Paris.

Paris É Uma FestaTítulo: Paris É Uma Festa
Título original: A Moveable Feast
Autor: Ernest Hemingway
País: EUA
Ano: 1964
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 236
Sinopse: ‘Paris é uma Festa’ revela um Hemingway diferente. Em Paris, aos 22 anos, ele lê, pela primeira vez, clássicos como Tolstói, Dostoievski e Stendhal. Convive com Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, figuras polêmicas e encantadoras para o jovem Hemingway. A cidade e esses ‘companheiros de viagem’ deram-lhe nova dimensão do humano e maior sensibilidade para alcançar os seus dois objetivos primordiais na vida; ser um bom escritor e viver em absoluta fidelidade consigo próprio. Há, em ‘Paris é uma Festa’, momentos de suave melancolia, alternados com outros de cortante, quase selvagem crueldade.
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Naquele tempo não tinha dinheiro para comprar livros. Eu os obtinha na seção de aluguel da Shakespeare and Company, que era ao mesmo tempo a biblioteca e a livraria de Sylvia Beach, na Rue de l’Odéon, 12. Nessa rua fria, varrida pelo vento, a Shakespeare and Company era um lugar acolhedor e alegre, com um grande fogão aceso no inverno, mesas e estantes de livros, novidades na vitrina e, nas paredes, fotografias de famosos escritores vivos e mortos.

Avaliação:
Escrito por Ernest Hemingway no fim de sua vida, entre 1957 e 1960, este livro evoca suas lembranças da Paris dos Anos 20, onde viveu e era apenas mais um dentre os muitos intelectuais e artistas que iam para lá. Considerada o Centro do Mundo, Paris era um destino comum para quem estava à procura de um ambiente inspirador para a produção de suas obras.

No início de sua carreira, quando mal vendia contos para revistas e lutava para concluir seu primeiro romance, Hemingway e sua esposa Hadley passavam por inúmeras dificuldades financeiras, mas se consideravam inteiramente felizes, não desejando estar em nenhum outro lugar do mundo, e preferindo comprar quadros a roupas novas.

Conviveu com gente famosa, como F. Scott Fitzgerald, James Joyce, Ezra Pound e T. S. Eliot, junto dos quais fez parte da “Geração Perdida”, termo inventado e popularizado por Gertrude Stein. Tratava-se a um grupo de escritores expatriados que viveram em Paris e outras partes da Europa, no período entre o fim da I Guerra Mundial e o começo da Grande Depressão.

Este livro é ótimo para quem se encantou com o filme Meia-Noite em Paris e se incomodou com o fato de não conhecer muitos dos personagens que apareceram no enredo, que foi justamente o meu caso. A cidade é mágica, a época é mágica e o filme é lindo, realmente provocando e instigando a necessidade de se “aculturar” mais. Em seu livro, Hemingway, ao contar o seu dia-a-dia, descreve também a amizade e a companhia das personalidades citadas, dando detalhes de suas vidas.

Hemingway se suicidou com um tiro na boca, em 2 de Julho 1961, pouco antes de completar 62 anos.
Paris É Uma Festa

Tema do filme:
Ao invés de colocar o trailer do filme, que não dá nem uma pista do verdadeiro e belo enredo, preferi deixar pra vocês a canção tema, chamada “Bistro Fada”, do guitarrista Stephane Wrembel, interpretada por Marcos Vázquez.
Espero que os inspire a ler o livro! =)

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