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Palavra no título #01: “ler”

16 de fevereiro de 2012 - quinta-feira - 15:58h   ¤   Categoria(s): Dicas

Quero inaugurar uma seção nova no blog! Chama-se “Palavra do Título”!

A proposta é pesquisar e trazer para vocês dicas de livros, como eu havia feito para o tema de Paris, mas de uma forma mais estruturada e organizada, baseada na seleção de livros cujo título contém a “palavra da vez”.

E para começar, nada mais adequado do que o verbo “ler”! =)

ler

 
A Menina Que Não Sabia LerTítulo: A Menina Que Não Sabia Ler
Autor: John Harding
Editora: Leya
Páginas: 288
Sinopse: Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros – únicos companheiros e confidentes – antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?

Comédias Para se Ler na EscolaTítulo: Comédias Para se Ler na Escola
Autor: Luis Fernando Verissimo
Editora: Objetiva
Páginas: 142
Sinopse: Uma seleção de crônicas de Luis Fernando Verissimo apresentada pela escritora – Ana Maria Machado. A seleção permite ao leitor mergulhar no universo das histórias e personagens de Verissimo prestando atenção nos múltiplos recursos deste artesão das letras. Os exercícios de linguagem ou de estilo podem ser conferidos em crônicas como ‘Palavreado’, ‘Jargão’, ‘O ator’ e ‘Siglas’. As comédias de erro estão presentes em ‘O Homem Trocado’, ‘Suflê de Chuchu’ e ‘Sozinhos’. As pequenas fábulas, com moral não explícita, aparecem em ‘A Novata’, ‘Hábito Nacional’ e ‘Pode Acontecer’. Os resgates da memória é a marca de ‘Adolescência’, ‘A Bola’ e ‘História Estranha’. E, por fim, as abordagens de temas recorrentes revelam-se em ‘Da Timidez’, ‘Fobias’ e ‘ABC’.

Por Que LerColeção: Por Que Ler
Editora: Globo
Sinopse: Os grandes clássicos da literatura têm algo de paradoxal na sua condição de clássicos: de tão conhecidos, tornam-se desconhecidos. Não esquecidos, mas ignorados, no sentido de serem muito mais citados do que lidos. De tempos em tempos, as coleções (re)apresentam ao grande público os grandes nomes da literatura. Cada nova geração de leitores deve empreender sua própria (re)leitura dos clássicos. Além disso, para os que já os conhecem, é sempre um prazer revisitá-los, como a um velho amigo.

1001 Livros Para Ler Antes de MorrerTítulo: 1001 Livros Para Ler Antes de Morrer
Autor: Peter Boxall
Editora: Arqueiro
Páginas: 960
Sinopse: ’1001 Livros Para Ler Antes de Morrer’ reúne diversas obras de ficção, desde ‘Dom Quixote’, de Cervantes, e ‘Os Lusíadas’, de Camões, até ‘Almoço nu’, de William Burroughs, e ‘Tudo se ilumina’, de Jonathan Safran Foer. Neste livro leitor encontrará títulos dos mais diversos estilos e para todos os gostos. Com resenhas elaboradas por uma equipe de escritores, críticos literários e jornalistas internacionais, este livro pretende guiar o leitor pela história da literatura mundial. E, objetivando dar destaque à produção literária de língua portuguesa, a obra inclui ainda nomes como Aluísio de Azevedo, Lima Barreto, Lygia Fagundes Telles e Mia Couto.

Título: Para Ler Como um Escritor – Um Guia para Quem Gosta de Livros
Autor: Francine Prose
Editora: Zahar
Páginas: 320
Sinopse: É possível ensinar a um escritor o seu ofício? A questão é polêmica, especialmente quando proliferam cursos de graduação e de extensão com essa proposta. Escritora e crítica literária, Francine Prose defende que, sim, há muito o que aprender com os mestres. Virginia Woolf, Jane Austen, Nabokov, Philip Roth e Flaubert são alguns dos autores a quem dedica uma leitura atenta e cuidadosa, em busca do segredo do ‘escrever bem’. De cada um, extrai lições.

Para Gostar de LerColeção: Para Gostar de Ler
Editora: Ática
Quem não conhece esta coleção da época da infância? Com diversos volumes, contendo muitos contos e crônicas sob vários temas, a coleção vem tendo suas capas repaginadas, conforme podem ver nas imagens acima. Clássicos!

Veja também:

[resenha] O Morro dos Ventos Uivantes

5 de janeiro de 2012 - quinta-feira - 10:48h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

O Morro dos Ventos UivantesTítulo: O Morro dos Ventos Uivantes
Título original: Wuthering Heights
Autor: Emily Brontë
País: Reino Unido
Ano: 1847
Editora: Lua de Papel
Tradutor: Ana Maria Chaves
Páginas: 292
Sinopse: A obra conta a história da paixão entre Heathcliff e Catherine na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes. Amigos de infância, eles são separados pelo destino, mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta – um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança.
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– Não pretendia rir de ti – disse ela. – Mas foi mais forte do que eu. Vá lá, Heathcliff, ao menos dá-me um aperto de mão! Por que estás aborrecido? Foi só porque te estranhei. Se lavares a cara e penteares o cabelo, tudo mudará. Mas sempre estás muito porco!
E ficou olhando, preocupada, para aquela mão toda suja que estava a apertar e para o vestido, com medo de tê-lo sujado.
– Não precisavas ter me tocado! – retorquiu ele, libertando bruscamente a mão, como se tivesse adivinhado o seu pensamento. – Sou porco, gosto de ser porco e serei sempre porco!
E, dizendo isto, saiu precipitadamente da sala, perante a satisfação dos patrões e a incredulidade de Catherine, que não compreendia por que razão seus comentários tinham dado lugar a tamanha manifestação de mau humor.

Avaliação:
Eu me interessei por comprar este livro porque sabia que era um clássico, mas também porque notei que nas livrarias estavam aparecendo várias edições dele, de diversas editoras. E pensava: “Por que é que este livro está tão em evidência?” Foi só depois de tê-lo comprado, manuseando-o em casa, é que li o pequeno selo vermelho na capa, onde diz que é o livro preferido do Edward e da Bella. Como eu somente assisti aos filmes, mas não li a saga Crepúsculo, eu não fazia nem ideia. De qualquer forma, esta pequena nota e a contracapa me deixaram bastante curiosa e me deram a entender de que se tratava de uma intensa história de amor.

A história é narrada através das lembranças de Ellen Dean, uma mulher que foi governanta nas propriedades Morro dos Ventos Uivantes e Granja dos Tordos, onde se passa o enredo. Suas memórias retornam no tempo para mais de 20 anos antes, quando um garoto chamado de Heathcliff foi retirado das ruas e trazido para a casa dos Earnshaw pelo próprio chefe da família.
Sendo o menino de pele escura e estando sujo e maltrapilho, fora logo tratado com desprezo por todos da casa, exceto por Catherine, filha do sr. Earnshaw, de quem ficou muito amigo. Desta amizade, cresce uma proximidade muito forte, o que acaba se tornando, naturalmente, um intenso amor.
Entretanto, poucos anos mais tarde, por força das conveniências sociais, Catherine casa-se com Edgar Linton, um dos filhos da respeitável família vizinha. A partir daí, inicia-se toda uma saga de ódio e vingança por parte de Heathcliff, que atingirá as famílias Earnshaw e Linton, juntamente com seus descendentes, causando-lhes constante e praticamente interminável sofrimento.

Infelizmente o livro não foi bem o que eu esperava. A intensidade que caracteriza a história de amor entre Catherine e Heathcliff é de um aspecto bastante negativo e a personalidade dos personagens me causava angústia e irritação.
Com a exceção de Ellen Dean e o sr. Lockwood (que é, na verdade, apenas um “recurso” na narrativa), todos os outros se encaixam em pelo menos uma destas terríveis características: malvado, manipulador, chantagista, egocêntrico, egoísta, orgulhoso, dramático ou mimado.
A energia emanada não é das mais agradáveis e eu não consegui ter prazer na leitura.

Sei que muita gente tem este livro como seu favorito e que se encanta com a história, e eu confesso que gostaria de ter enxergado as coisas desta forma. Talvez eu tenha sido pega de surpresa, com uma expectativa errada, e talvez se eu ler o livro novamente daqui a alguns anos, minhas impressões mudem.
Mais uma vez, como acontece com todo livro que não me agrada, estou aberta a discussões e explicações. Fiquem à vontade para me esclarecer qual foi a parte que eu não “captei”, rs.

Com relação ao livro em si, eu gostei bastante da capa da edição da Lua de Papel. Se a intenção era associar o livro à saga Crepúsculo, ficou perfeita! Dentro, nas páginas, a cada início de capítulo, tem uma espécie de marca d’água da imagem da flor da capa do livro.
O Morro dos Ventos Uivantes
Sendo um clássico de respeito, esta história teve inúmeras adaptações. No cinema, Wuthering Heights virou filme em 1920, 1939, 1954 (por Luis Buñuel), 1970, 1992 e 1998. Em 2003, a MTV fez uma versão adolescente, com a história se passando na Califórnia.
Adaptações em séries foram feitas em 1978 e 2009. No Brasil, o clássico virou novela em 1967 e 1973.

Quando estava pesquisando o nome do livro em japonês, encontrei uma versão em mangá que parece ser muito legal, na Amazon do Japão. Clique na imagem, que é possível olhar um trecho da revista.
O Morro dos Ventos Uivantes

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