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[resenha] Histórias Extraordinárias

18 de agosto de 2013 - domingo - 16:18h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

Histórias ExtraordináriasTítulo: Histórias Extraordinárias
Título original: Extraordinary Tales
Autor: Edgar Allan Poe
País: EUA
Ano: ???
Editora: Martin Claret
Páginas: 128
Sinopse: Edgar Allan Poe é conhecido como ‘escritor maldito’, pois em suas obras encontram-se o inexplicável, o estranho, o absurdo, o terror e o pânico. Poeta e contista conhecido sobretudo por suas histórias de mistério e horror, constitui uma fonte de inspiração direta para a renovação literária europeia no final do século XIX. Leitura indispensável para os amantes de histórias de mistério de horror.

Ser enterrado vivo é, acima de qualquer dúvida, o mais terrível desses extremos que já aconteceram ao destino da mera mortalidade. Que isso frequentemente, muito frequentemente, tenha acontecido será pouco negado por aqueles que pensam. [...] Sabemos que existem doenças nas quais ocorrem interrupções completas de todas as funções vitais aparentes e nas quais, entretanto, essas interrupções são meras suspensões, propriamente ditas.

Avaliação:
Então, eu me deparo com a tarefa de resenhar um livro de Edgar Allan Poe. E tudo que sei sobre ele foi lido agora há pouco no Uiquipídia.
Não sou/não fui estudante de Letras, não manjo nada de literatura americana e mal sabia que Poe tinha nascido nos EUA. Infelizmente, não tenho conhecimento o suficiente para fazer uma mega análise da obra e do perfil do autor. Sinto desapontá-los, visitantes, mas a minha resenha será escrita com base na humilde experiência que tenho como leitora (que, sinceramente, não sei se servirá de algo) e nas sensações que o livro me trouxe.

Histórias extraordinárias é composto por 5 contos:
- O gato preto
- O enterro prematuro
- A queda da Casa de Usher
- William Wilson
- O poço e o pêndulo
O elemento comum a eles é o medo. Mas não o medo explícito, real, que pode ser explicado a alguém. O sentimento vivenciado pelos personagens é algo que parece não ter fundamento, que pode muito bem ser chamado de “coisa da sua cabeça”. É uma angústia, que vem de dentro, que não se pode transformar em palavras. Além disso, o mistério que envolve as histórias beira a aflição, tendo contribuído para prender totalmente a minha atenção.

O que me surpreendeu bastante foi a fluidez dos textos, que eram realmente muito fáceis de se ler. É que, na verdade, eu estava preparada para uma leitura arrastada, enigmática e cansativa. Grande parte dessa impressão prévia foi causada pelo texto de apresentação, escrito pelas tradutoras dessa edição do livro. Não sei se elas tinham a intenção de assustar o leitor para valorizar o trabalho delas, falando da dificuldade de se traduzir Poe, mas, de qualquer forma, o que vi foram histórias que podiam ser tranquilamente apreciadas sem nenhum drama linguístico.

Eu recomendo a leitura de Histórias extraordinárias por vários motivos. Se você não conhece Poe e nunca leu nada dele, leia! É fácil, é divertido e é um autor clássico, ótimo para incluir no seu “currículo de book-eater”, rs. Os contos – mesmo para alguém que não curte o gênero, como eu – nem de longe deixam aquela sensação de insuficiência que as histórias curtas costumam deixar. A “modalidade” de medo abordada nelas consegue gerar uma identificação por parte do leitor, justamente por ser um terror interno e inexplicável, quase como uma solidão, e muito diferente daquele medo tangível, que pode ter a forma de um assassino, um fantasma ou uma barata.

Eu gostei muito da experiência de ter lido estes contos! Com certeza vou procurar por outras obras do autor, para saber se elas seguem a mesma linha deste livro.

Esta resenha faz parte da meta de julho do Projeto Variedade Literária.
Histórias Extraordinárias

[resenha] Tristão e Isolda

3 de julho de 2012 - terça-feira - 16:11h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Tristão e IsoldaTítulo: Tristão e Isolda
Autor: Fernandel Abrantes
Editora: Martin Claret
Páginas: 128
Sinopse: O amor impossível de Tristão e Isolda inspirou poetas, escritores, pintores e músicos da Idade Média e dos tempos modernos. Tornou-se, por exemplo, tema de uma das mais famosas óperas de Wagner. Tristão e Isolda são os trágicos protagonistas de uma história medieval de amor baseada numa lenda celta. As inúmeras versões francesas que a imortalizaram e a divulgaram em outros países são o testemunho do fascínio e encantamento que a história de Tristão e Isolda produziu sobre o espírito medieval e de nossos tempos. Esta versão que ora oferecemos ao leitor brasileiro foi baseada nos fragmentos de Béroul, Thomas (troveiro anglo-normando do século XII), Gottfried von Strassburg e nos trabalhos do francês J. Bédier, um dos mais importantes pesquisadores modernos da lenda de Tristão e Isolda.
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– Mas o que sabeis hoje, Isolda? Que é que vos atormenta?
– Ah, atormenta-me tudo o que sei, tudo o que vejo! Este céu, este mar, meu corpo, minha vida!
E, pousando o braço sobre o ombro de Tristão, as lágrimas lhe apagaram a luz dos olhos, e os lábios tremeram.
– Amiga – repetiu ele –, o que vos atormenta?
– Vosso amor – ela respondeu.
Então ele pousou os seus lábios sobre os dela.

Avaliação:
Um amor impossível. Um amor profundo, maior do que os próprios amantes podem suportar. Um amor de sofrimento, ausência, renúncia e tragédia. Esta é a história de Tristão e Isolda, que foi baseada em uma lenda celta e foi recontada e reescrita ao longo dos séculos, inspirando – ainda que indiretamente – a história de Romeu e Julieta.

O livro começa contando sobre o início da vida de Tristão, sobre quem eram seus pais e sobre como, sem querer, foi parar no reino daquele que viria a descobrir que era seu tio: o Rei Marcos da Cornualha. Devido a grandes feitos servindo o reino, logo Tristão ganha o afeto do tio, sendo considerado seu provável herdeiro, já que este parecia estar determinado a envelhecer sem filhos. Por motivo de ódio a Tristão, desleais barões da corte do Rei Marcos passam a aconselhá-lo, então, a desposar uma princesa que lhe desse herdeiros. Caso contrário, deixariam de servi-lo e contra ele guerreariam.
Um belo dia, andorinhas que estavam construindo seus ninhos entram pela janela do quarto do Rei Marcos e deixam cair um fio de cabelo de mulher, “mais fino que o fio da seda, mais louro que um raio de sol”. O rei decide que é com a dona deste fio de cabelo que ele vai se casar. Percebendo as artimanhas dos desleais barões, Tristão vai em busca da futura esposa de seu tio. Ela é Isolda, a Loura.

A história dos dois amantes é triste e trágica, cheia de desencontros, impedimentos, mal entendidos e distância. A luta para poderem ficar juntos não é só externa, em relação às pessoas e costumes que os cercam, mas também interna, na qual têm que enfrentar dentro de seus corações a lealdade ao Rei Marcos.

É interessante notar a presença de muitos elementos medievais na história: os diversos reinos que compõem o que futuramente será a Inglaterra, a suserania e vassalagem em diversos níveis, o Cristianismo, cavaleiros, trovadores, barões, damas de companhia, magos, princesas ofertadas para casamento em troca de atos de heroísmo. A linguagem utilizada no texto também acaba por ajudar o leitor a mergulhar no ambiente da Idade Média.

Se falarmos em termos de adaptações para o cinema, talvez a 1ª que lhe venha à mente seja a de 2006, com o ator James Franco. Como eu assisti apenas no cinema, uma única vez, fico grata por não lembrar direito do filme, o que ajuda bastante a não atrapalhar a leitura. Entretanto, do pouco que me recordo, vi que a história do livro é bastante diferente da do filme. De qualquer forma, Tristão e Isolda é um clássico sobre o sofrimento do amor e indispensável em uma estante de quem deseja ler bons livros.
Tristão e Isolda

Filme:
Tristão e Isolda (2006)

[novidades] Lançamentos Martin Claret – junho/12

14 de junho de 2012 - quinta-feira - 11:10h   ¤   Categoria(s): Novidades

Pelamordedeus, as capas da Martin Claret estão mais bonitas a cada mês de lançamento! E recheado de clássicos! Ai, quero ler todos!!

Editora Martin Claret

 
Kama SutraTítulo: Kama Sutra
Autor: Vatsyayana
Sinopse: Escrito para a nobreza da Índia por Vatsyayana, estudante celibatário que viveu em Pataliputra, o Kama Sutra faz parte da literatura religiosa hindu. Apesar do caráter erótico e com foco no prazer, seus ensinamentos pregam, em primeiro lugar, a elevação espiritual do homem.
Kama significa amor, prazer e satisfação. O termo é um dos pilares da religião hindu, em conjunto com o Dharma e o Artha (o mérito religioso e a aquisição de riquezas, respectivamente).
A obra foi composta nos séculos I e II da nossa era e proclama a arte indiana do amor. O mundo ocidental conheceu o Kama Sutra por meio da clássica tradução de Sir Richard Francis Burton e Foster Arbuthnot.
Atemporal, Kama Sutra é o maior clássico indiano sobre a arte do amor.

 
A Viuvinha / EncarnaçãoTítulo: A Viuvinha / Encarnação
Autor: José de Alencar
Sinopse: José de Alencar é um dos maiores representantes da ficção romântica nacional e um dos fundadores de uma literatura brasileira autônoma de Portugal.
Em seus romances urbanos A Viuvinha (1860) e Encarnação (1893), Alencar presenteia o leitor com histórias de amor, paixões, ciúmes, heróis e heroínas, apresentando os costumes, comportamentos e interesses da sociedade carioca na época do Segundo Império.
Caracterizados pelos preceitos medievais de revelação e conversão cristãs, e de amor e honra heroicos, os romances deste volume possuem importantes valores do Romantismo universal: o culto ao eu, o idealismo, o pessimismo e a melancolia.

 
Brás, Bexiga e Barra Funda Laranja da ChinaTítulo: Brás, Bexiga e Barra Funda / Laranja da China
Autor: Antônio de Alcântara Machado
Sinopse: O paulistano Antonio de Alcântara Machado se destacou no movimento modernista quando publicou sua série de contos reunidos no livro Brás, Bexiga e Barra Funda (1927). Seus contos são muito elogiados pela crítica e retratam com humor e exatidão a vida na São Paulo da década de 1920.
Brás, Bexiga e Barra Funda é composta por 11 contos que nasceram da experiência do autor como jornalista e são recheados do linguajar típico das notícias. Os três bairros paulistanos que dão nome ao livro retratam a influência e a integração dos imigrantes italianos na cidade de São Paulo.
Esta edição reúne também os 12 contos de Laranja da China (1928). Fruto de uma paródia do Hino Nacional muito popular na época de Alcântara Machado, “Laranja da China” é uma expressão que dá o tom humorístico e nacionalista aos contos, todos eles pincelados de humor e linguagem coloquial.

 
FábulasTítulo: Fábulas de La Fontaine
Autor: Jean de La Fontaine
Sinopse: Considerado o pai da fábula moderna, La Fontaine tornou-se conhecido internacionalmente com suas criações inspiradas na tradição clássica e oriental.
Fábulas é sua obra mais famosa. Escrita em versos, com uma linguagem simples e atraente que conquista imediatamente seus leitores, inclui histórias mundialmente conhecidas, como A cigarra e a formiga, O corvo e a raposa e A lebre e a tartaruga.
La Fontaine trata de temas universais, como a vaidade, a estupidez e o vício humanos, retratados por meio dos animais. Segundo ele, sua obra “é uma pintura em que podemos encontrar nosso próprio retrato”.
Esta edição é uma antologia de suas mais importantes composições, traduzidas por célebres escritores brasileiros e portugueses, com ilustrações de Grandville.

 
Elogio da Loucura Título: Elogio da Loucura
Autor: Erasmo de Rotterdam
Sinopse: Escrito em 1509 e publicado em 1511, Elogio da Loucura é considerado um dos mais importantes livros da civilização ocidental e um grande influenciador da Reforma Protestante.
Neste ensaio singular, repleto de alusões clássicas, escritas no estilo típico dos humanistas do Renascimento – em que a loucura é a narradora que ao longo do texto vai mostrando o quanto está presente no mundo dos homens e que, no fundo, é quem torna a vida mais branda e suportável –, Erasmo critica o ensino da Escolástica, os falsos sábios distanciados da vida simples, a suntuosidade do alto clero em contraste com os ensinamentos de Cristo, a hipocrisia das instituições humanas e as guerras.
Uma das grandes obras do Renascimento, Elogio da Loucura influenciou o processo das profundas transformações que marcaram o fim da Idade Média e início da Idade Moderna.

 
O Cão dos BaskervilleTítulo: O Cão dos Baskerville
Autor: Sir Arthur Conan Doyle
Sinopse: O detetive Sherlock Holmes e seu fiel amigo dr. Watson retornam em mais uma série de mistérios, assassinatos, pistas e perseguições em O Cão dos Baskerville.
Considerada uma das melhores aventuras do detetive, a obra foi originalmente impressa em partes, publicadas pela revista Strand Magazine de agosto de 1901 a abril de 1902, quando, no mesmo ano, foi lançada em formato de livro.
O mistério a ser solucionado envolve a morte de Sir Charles Baskerville e um cão fantasmagórico que aterroriza os moradores da mansão Baskerville Hall.
O Cão dos Baskerville possui uma história eletrizante que se tornou um clássico da literatura policial e promete prender a atenção do leitor a cada virada de página.

 
Mahatma GandhiTítulo: Mahatma Gandhi
Autor: Huberto Rohden
Sinopse: Mahatma Gandhi (1958), escrito pelo filósofo e educador Huberto Rohden, é um marco importantíssimo na cultura brasileira.
Rohden foi um dos primeiros a trazer para o Brasil a biografia espiritual do imortal líder, místico e político indiano.
Gandhi é um fenômeno de incrível força cósmica. Sua mensagem de não violência é a mais revolucionária estratégia social, política e religiosa dos nossos tempos.
A obra, fartamente ilustrada, contém uma série de fatos interessantes, descrevendo a trajetória de Gandhi: seus estudos, sua vida pessoal, suas ações como líder do movimento de independência da Índia, sua vida espiritual e sua influência para a humanidade.

 
O Príncipe e o MendigoTítulo: O Príncipe e o Mendigo
Autor: Mark Twain
Sinopse: Mark Twain é considerado um dos maiores escritores norte-americanos. Durante sua vida, foi uma testemunha ocular da história de seu país, assistindo às muitas mudanças que a jovem nação enfrentava. Em meio a conflitos internos, ao crescimento da população, à escravidão e à expansão da indústria, Twain retratou a realidade dos Estados Unidos de forma abrangente – seja com uma prosa leve ou com ácidas críticas sociais.
O Príncipe e o Mendigo (1880) narra as aventuras de dois meninos fisicamente idênticos, que ao trocarem de lugar enfrentam realidades totalmente diferentes. Voltado ao público infantil, mescla, com qualidade, uma narrativa leve e juvenil com uma crítica à exploração das classes pobres.

 
LeviatãTítulo: Leviatã
Autor: Thomas Hobbes
Sinopse: Leviatã (1651) é a mais importante criação de Thomas Hobbes e considerada por muitos sua obra-prima.
A filosofia de Hobbes, especialmente sua teoria a respeito da origem contratual do Estado, exerceu profunda influência no pensamento de Rousseau, Kant e dos enciclopedistas. Além disso, contribuiu para preparar, no plano ideológico, o advento da Revolução Francesa.
Partidário do absolutismo político, defende-o sem recorrer à noção do “direito divino”.
Segundo o filósofo, a primeira lei natural do homem é a da autopreservação, que o induz a impor-se sobre os demais – “guerra de todos contra todos”. Leviatã é, sem dúvida, leitura obrigatória para os interessados em filosofia.

 
As Aventuras de PinóquioTítulo: As Aventuras de Pinóquio
Autor: Carlo Collodi
Sinopse: “Não era madeira nobre, mas um simples pedaço de lenha, desses que, no inverno, metem-se nos fogões e nas lareiras para acender o fogo e aquecer a casa.” Essa é a origem de Pinóquio, até que Mestre Cereja o descobre e faz dele um boneco de madeira. Mas Pinóquio não fica exatamente satisfeito, quer ser um menino.
Mas à parte a história que todos conhecem, visto que imortalizada pelos estúdios Disney, a versão original de Pinóquio é muito diferente. Recheada de um humor tipicamente italiano e de ironia mordaz, a história de Carlo Collodi retrata a dureza e crueldade da vida. Pinóquio passa uma série de dificuldades para aprender a ser um bom menino. Sua vaidade, sua ingenuidade e seu egoísmo são postos em xeque para que ele possa efetivamente transformar-se.
Pinóquio é um clássico de todos os tempos, no qual magia, humor e fantasia se misturam e encantam todos os tipos de leitores.

[novidades] Lançamentos Martin Claret – maio/12

12 de maio de 2012 - sábado - 15:55h   ¤   Categoria(s): Novidades

Ao ver os lançamentos do mês de maio da Editora Martin Claret, confesso que fiquei encantada com as capas dos livros! Estão cada vez mais lindas!

Editora Martin Claret

O GuaraniTítulo: O Guarani
Autor: José de Alencar
Páginas: 379
Sinopse: O guarani – romance mais famoso de José de Alencar – foi uma das primeiras obras criadas com o objetivo de fundar uma literatura brasileira autônoma de Portugal.
Em meio à história de amor entre o índio Peri e a moça branca Ceci, José de Alencar cria uma narrativa épica, cheia de amor, aventura, traição, lutas e vingança, prendendo a atenção do leitor a cada nova página.
O romance proclama a brasilidade, focando importantes aspectos da realidade brasileira do século XVII: o índio e o branco; a cidade e o campo; o sertão e o litoral.

 
A doutrina de BudaTítulo: A doutrina de Buda
Autor: Bukkyo Dendo Kyokai
Páginas: 317
Sinopse: O substantivo “buda” significa “iluminado” e é derivado do nome de uma árvore (bodhi). Como nome próprio refere-se ao príncipe Siddharta Gautama, fundador de uma das grandes religiões do mundo, e, para os budistas, modelo de perfeita virtude.
A referência à árvore remete à história de que depois de anos de experiências ao noroeste da Índia, sentado embaixo de uma árvore, Buda alcançou finalmente o nirvana, isto é, o estado que permite contemplar o ciclo da reencarnação universal.
Esta obra foi idealizada pela Fundação para a propagação do Budismo e possui distribuição mundial. Um verdadeiro alimento para o espírito, a tradução brasileira foi possível graças aos esforços do sr. Yehan Numata.

 
A escrava IsauraTítulo: A escrava Isaura
Autor: Bernardo Guimarães
Páginas: 193
Sinopse: A campanha abolicionista de 1875 foi o pano de fundo perfeito para a publicação de A escrava Isaura. A obra narra as muitas desventuras de uma escrava branca, bela e de caráter nobre, que vive sob o jugo de um luxurioso e cruel senhor.
O romance – folhetim anti-escravagista e libertário, com fortes traços de idealização romântica – foi um grande sucesso editorial, conquistando a imaginação popular ante as situações intoleráveis do cativeiro e transformando Bernardo Guimarães em um dos mais populares romancistas de sua época no Brasil.
Além de retratar a realidade brasileira, A escrava Isaura ajudou a construir a identidade nacional do país recém-independente, mantendo-se como um clássico de leitura imperdível.

 
Histórias extraordináriasTítulo: Histórias extraordinárias
Autor: Edgar Allan Poe
Páginas: 118
Sinopse: “Poe é uma influência determinante em toda a nossa modernidade, o criador das histórias de detetive e das tramas de ficção científica, presente nas atualíssimas tendências fantásticas, góticas e underground. Mas ele é, acima de tudo, um esteta de talento que abriu caminhos para todas as correntes literárias de linha subjetivista e barroca que vieram depois dele. Trata-se de um escritor-crítico que tem pleno domínio da arte retórica e da arte poética, um artífice que controla, com mão de ferro e cordas de alaúde, os efeitos que exerce em seu leitor. Um arquiteto do estilo que sabe estruturar um conto como poucos (…).” – Eliane Fittipaldi
Traduzido por Eliane Fittipaldi e Katia M. Orberg, Histórias extraordinárias reúne alguns dos mais conhecidos e importantes contos de Edgar Allan Poe: O gato preto, O enterro prematuro, A queda da casa de Usher, William Wilsone O poço e o pêndulo.

 
Lira dos vinte anosTítulo: Lira dos vinte anos
Autor: Álvares de Azevedo
Páginas: 230
Sinopse: Como todo romântico influenciado fortemente por Lord Byron, a poesia de Azevedo contém traços marcantes de desejo, decepções, morbidez, tédio, melancolia e vício.
Mesmo muito jovem, Álvares de Azevedo se cansou da vida e dos dramas que todo adolescente enfrenta, usando esse descontentamento e a angústia da alma como combustível para suas criações.
A Lira dos vinte anos é uma de suas obras mais célebres e inclui alguns de seus poemas mais famosos: “Idéias íntimas”, “Spleen e charutos”, “Lembranças de morrer”, “É Ela! É Ela! É Ela! É Ela” e “Se eu morresse amanhã”.

 
Bhagavad GitaTítulo: Bhagavad Gita
Autor: Krishna
Páginas: 194
Sinopse: O Bhagavad Gita (A sublime canção), poema místico-filosófico, é o episódio mais célebre do Mahabharata e o texto mais venerado pelos hindus.
Um manual de assertividade, ele nos aponta que a humanidade encontra-se perdida entre dois caminhos: o da passividade, em que o homem, consciente das leis do karma, opta por não agir; e o da agressividade, de acordo com o qual o homem age movido pelo ego, pelos próprios interesses. O Bhagavad Gita então aponta um novo caminho, o caminho do sábio: o reto-agir, o agir de acordo com a essência suprema do ser, agir segundo os mais nobres valores.
Traduzido e comentado pelo filósofo e educador Huberto Hoden, este livro é um verdadeiro compêndio das ideias do hinduísmo.

 
O primo BasílioTítulo: O primo Basílio
Autor: Eça de Queirós
Páginas: 457
Sinopse: Na segunda metade do século XIX, os ideais liberais consolidavam-se sobre os defensores da monarquia em Portugal, e o país vivia relativo progresso. Todavia, velhos costumes permaneciam entranhados na sociedade portuguesa, ocultos sob o véu tênue da moralidade. Em meio a esse conflito entre progresso e atraso, surge a chamada geração de 1870.
Dessa geração, provêm alguns dos maiores nomes do pensamento português, dentre os quais Antero de Quental, mentor intelectual do grupo, e Eça de Queirós, o mais importante prosador realista em Portugal.
Em O primo Basílio, Eça nos apresenta uma típica família burguesa de Lisboa, por meio da qual exporá a fragilidade de algumas das instituições mais caras aos portugueses – o casamento.

 
O último adeus de Sherlock HolmesTítulo: O último adeus de Sherlock Holmes
Autor: Sir Arthur Conan Doyle
Páginas: 457
Sinopse: Mais famoso do que seu próprio criador, o detetive retorna em mais uma série de contos em O último adeus de Sherlock Holmes. Vendido em forma de livro em 1917, os contos foram originalmente publicados na revista Strand Magazine, entre os anos de 1893, 1908 e 1917. Sherlock havia se aposentado no volume anterior, mas os fãs do detetive não deixaram Conan Doyle em paz e, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, o detetive volta à ativa como um agente secreto.
Aqui, você pode ler e se deliciar com os novos casos emocionantes narrados por Watson: “Vila Glicínia”, “O círculo vermelho”, “Os planos do Bruce-Partington”, “O detetive moribundo”, “O desaparecimento de Lady Frances Carfax”, “O pé do diabo” e “Seu último adeus”.

 
Contos fluminensesTítulo: Contos fluminenses
Autor: Machado de Assis
Páginas: 214
Sinopse: Machado de Assis é o maior nome do conto brasileiro em seus moldes clássicos. Contos fluminenses é composto de sete histórias, e representa a estreia do escritor como contista.
As narrativas revelam algumas das marcas registradas do autor, com personagens complexos e passagens recheadas de ironias e críticas à sociedade fluminense.
Organizada por Machado em 1870, a obra contém os contos “Miss Dolar”, “Luís Soares”, “A mulher de preto”, “O segredo de Augusta”, “Confissões de uma viúva moça”, “Linha reta e linha curva” e “Frei Simão”.

 
Vontade de ler todos!

[resenha] Contos de Fadas Norte-Americanos

10 de abril de 2012 - terça-feira - 17:38h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Infantojuvenil, Literatura estrangeira, Resenhas

Contos de Fadas Norte-AmericanosTítulo: Contos de Fadas Norte-Americanos
Título original: American Fairy Tales
Autor: L. Frank Baum
País: EUA
Ano: 1901
Editora: Martin Claret
Páginas: 118
Sinopse: L. Frank Baum é autor do famoso Mágico de Oz. Este é outro livro seu que também encanta pelas histórias surpreendentes, pelo humor e fantasia que nelas se acham perfeitamente conjugados. É o caso do conto “A captura do Pai-tempo”, uma história maravilhosa na qual um menino caubói prende com seu laço o Tempo. O mundo todo para de movimentar-se, e os acontecimentos que sucedem são repletos das ações e aventura que o menino leva avante para brincar com o seu prisioneiro e com as pessoas da cidade onde ele vive. Os demais contos, doze ao todo, possuem o mesmo ritmo aventuroso e mágico e surpreenderão tanto as crianças quanto os adultos.
Comprar: Livraria Cultura Livraria Saraiva Fnac Livraria da Travessa

[...] Aqui estão alguns bombons mágicos. Depois de comer este cor de alfazema, poderá dançar com leveza e graça, como se tivesse sido treinada para isso a vida toda. Depois de consumir o bombom rosa, cantará como um rouxinol. Comer o branco vai capacitá-la a tornar-se a melhor oradora da face da Terra. O bombom de chocolate vai enfeitiçá-la para tocar piano melhor que Rubenstein; depois de comer o bombo amarelo-limão, poderá facilmente elevar sua perna um metro e oitenta centímetros acima da cabeça.

Avaliação:
“Meus livros são destinados a todos aqueles cujo coração é jovem, não importa qual seja a idade que tenham.” Assim disse L. Frank Baum, o autor deste livro e também do clássico O Mágico de Oz.

Os 12 contos deste livro são povoados de seres ou itens fantásticos, como duendes, um besouro falante que ajuda uma família humilde, uma manequim de vitrine ou um cachorro de vidro que ganham vida, bombons mágicos que fazem a pessoa que os comer adquirir habilidades artísticas, ladrões italianos que estavam guardados dentro de um pequeno baú, entre outros.
São histórias deliciosas, com as quais você simplesmente volta a sentir o encantamento que a magia e a inocência da infância proporcionavam. Os enredos são simples, muito bonitinhos, com lições e ensinamentos, e sem grandes tramas e complicações inerentes ao mundo adulto. Você lê e se diverte de forma pura, leve, como se voltasse a ser criança de novo!

O livro é pequeno, naquele tamanho pocket, e com poucas páginas, o que faz dele uma excelente emergência para viciados, para carregar na bolsa / pasta /mochila sem pesar muito e lê-lo rapidinho quando houver poucos minutos de tempo livre.
Pessoas inquietas como eu, que se distraem facilmente, talvez tenham problemas para ler mais de um conto na sequência, justamente por causa da quebra existente entre uma história e outra. Não é como um livro contínuo, onde você não percebe que, de repente, leu 50 páginas sem querer. Mas de qualquer forma, sugiro não ter pressa para ler, pois é o tipo de livro que você saboreia devagar, como se fosse uma bolacha recheada que você abre em duas fatias porque assim ela fica mais gostosa.
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