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[resenha] Existiu Outra Humanidade

30 de novembro de 2013 - sábado - 23:23h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas

Existiu Outra HumanidadeTítulo: Existiu Outra Humanidade
Título original: Existió Otra Humanidad
Autor: J.J. Benítez
País: Espanha
Ano: 1975
Editora: Planeta
Páginas: 207
Sinopse: Nesta obra, Benítez busca explicar o que ele considera a prova definitiva de que, há milhões de anos, existiu outra civilização no planeta. Mais de onze mil pedras, perfeitamente gravadas com sugestivos desenhos, dão testemunho de que certos habitantes da Pré-história tinham conhecimentos das ciências contemporâneas – biologia, botânica, náutica, astronomia. O conhecimento e as experiências deles se refletem nas pedras de Ica (Peru), cuja história é abordada neste livro.
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Essas noções precisas da anatomia de um tiranossauro, de um estegossauro, de um triceratop etc., e de seu ciclo biológico, só podem revelar um conhecimento profundo da fauna. Um conhecimento que só poderia se produzir coexistindo com esses seres.

Avaliação:
Eu resolvi comprar Existiu Outra Humanidade porque tinha lido um outro livro do J.J. Benítez, chamado O Enviado, e tinha gostado muito da proposta dele. Esses assuntos do tipo teoria da conspiração e mistérios da humanidade sempre me interessaram muito, não importando se são verdade ou mentira, afinal, eu sempre tendo a acreditar que possam ser verdade, hahaha!

Existiu Outra Humanidade afirma que, entre 200 milhões e 65 milhões de anos atrás, houve na face da Terra uma população de seres muito parecidos com os humanos, inteligente e supostamente muito mais evoluída que a nossa espécie atual.
O defensor principal desta teoria é o peruano Javier Cabrera Darquea, que encontrou, na década de 1970, em seu país, milhares de pedras com ilustrações nelas gravadas. Tais pedras pareciam ter a intenção de fazer o papel de livros, onde todo o conhecimento dessa humanidade foi depositado. São mostrados desenhos de animais pré-históricos, cartas celestes, mapas (aparentemente dos continentes da Terra naquele período), cirurgias, transportes aéreos, fontes de energia, entre outros. Segundo Cabrera, estes seres conviveram com os dinossauros, sabiam como fazer transplante cerebral e saíram do planeta quando previram que um grande cataclismo, causado por eles mesmos, estava para acontecer.

Se todas estas pedras são realmente verdadeiras, eu nunca vou saber dizer. Uma grande dúvida que ficava pairando sobre a minha cabeça era em relação a este livro ter sido escrito em 1975. Se o assunto é tão antigo assim, já deveria ter sido confirmado ou desmentido. Entretanto, eu dei uma pesquisada na internet e não encontrei nada muito conclusivo ou confiável, seja para “sim” ou para “não”. De qualquer forma, é bastante intrigante e provocador parar pra pensar que podemos não ter sido os primeiros seres “inteligentes” a habitar este planeta e, pior, que esta outra espécie era muito mais avançada que nós, em termos intelectuais, tecnológicos e até espirituais. Se tudo isso for verdade, onde fica o egocentrismo da nossa humanidade? Onde fica a nossa certeza de que somos ultraespeciais, únicos no universo, milagres da vida, topo da cadeia evolutiva?

É uma leitura que vale muito a pena pela reflexão que ela provoca e pela maneira de pensar que ela demanda do leitor. Se você tem a mente aberta, com certeza vai se divertir, digerindo com facilidade tudo que essa outra humanidade foi capaz de fazer.

Este livro foi a meta de outubro do Projeto Variedade Literária.
Existiu Outra Humanidade

[resenha] Dexter – A mão esquerda de Deus

24 de julho de 2012 - terça-feira - 20:36h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Policial, Resenhas, Suspense / Ação

Dexter - A mão esquerda de DeusTítulo: Dexter – A mão esquerda de Deus
Título original: Darkly Dreaming Dexter
Autor: Jeff Lindsay
País: EUA
Ano: 2004
Editora: Planeta
Páginas: 270
Sinopse: Dexter Morgan é um educado lobo vestido em pele de ovelha. Ele é atraente e charmoso, mas algo em seu passado fez com que se transformasse numa pessoa diferente. Dexter é um serial killer. Na verdade, é um assassino incomum que extermina apenas aqueles que merecem. Ao mesmo tempo, trabalha como perito da polícia de Miami. Em ‘Dexter, a mão esquerda de Deus’, o livro que deu origem à série de TV, o matador depara-se com um concorrente de estilo semelhante ao seu, encanta-se e incomoda-se com ele, prevê seus passos.
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Eu tinha me esforçado para fazer direito, mas só se pode usar o que há. Não poderia ter feito nada se eles não estivessem lá há tempo suficiente para secar, mas estavam muito sujos. Eu limpara quase toda a sujeira, mas alguns corpos tinham ficado na horta muito tempo e não dava para saber onde começava a sujeira e terminava o corpo. [...]
Eram sete, sete pequenos corpos, sete órfãos bem sujos, deitados em tapetes de borracha para banheiro, que são mais limpos e não grudam.
[...]
– O senhor acha que é só isso, padre? Sete corpos? Eles imploraram? Acha que são só esses, padre? Só sete? Peguei todos?
[...]
– Por favor, eu não consegui me conter, simplesmente não consegui. Por favor, entenda… – ele disse.
– Eu entendo, padre. Entendo perfeitamente. Sabe, eu também não consigo me conter. Mas crianças? Eu jamais faria isso com crianças. Com crianças, nunca. Tenho de achar gente como você.

Avaliação:
Dexter Morgan trabalha na polícia de Miami, como analista forense. Nas horas vagas, é um serial killer. Alguma coisa durante a sua infância fez com que ele adquirisse a necessidade de matar. Entretanto, ele dá vazão a isso capturando e matando criminosos.
Dexter é bonito, charmoso, simpático, mas toda sua vida é uma fachada que ele construiu para proteger sua verdadeira natureza. Incapaz de ter ou entender sentimentos humanos, ele luta para gerenciar todos os aspectos da sua existência.

Neste primeiro livro, uma série de assassinatos vem desafiando não só a polícia de Miami, mas também o nosso querido protagonista. Com a história narrada em 1ª pessoa, podemos ter acesso total e absoluto à mente de Dexter. Acompanhamos todos os seus pensamentos, questionamentos, vontades, conseguimos entender a sua lógica de raciocínio e vemos o quanto este assassino o deixa maravilhado e ao mesmo tempo enciumado pela qualidade de seus crimes.

Eu comprei este livro por um único motivo: tenho uma séria dificuldade de parar quieta para assistir um seriado. A maioria dos que comecei, não consegui dar continuidade. Com Dexter, tive o dom de assistir somente 2 episódios da 1ª temporada. Sim, é isso mesmo, DOIS episódios. Então eu resolvi comprar o livro, já que a história me interessava muito e porque sei que a curiosidade de ler é maior do que a de assistir.

Ainda que eu tenha assistido bem pouco do seriado, algumas semelhanças com o livro são muito boas, principalmente com relação aos personagens. Já a história acaba diferenciando bastante. O criminoso que vem intrigando Dexter é encontrado e algumas reviravoltas acontecem, que eu não pude ainda verificar no seriado.

O livro é bastante interessante e com certeza eu gostaria de ler as continuações, mas a sensação que eu tive é toda a peculiaridade e atratividade do personagem principal são mais bem exploradas no seriado. Com certeza, vou acabar assistindo a mais alguns episódios, e quando eu me cansar novamente, com certeza vou comprar mais um livro da série.
Dexter

Seriado:
O trailer é da 1ª terporada, que passou em 2006. Este ano, daqui a alguns meses, começa a 7ª temporada.

[resenha] Eu

15 de maio de 2012 - terça-feira - 17:13h   ¤   Categoria(s): Biografia, Literatura estrangeira, Resenhas

Eu - Ricky MartinTítulo: Eu
Título original: Me
Autor: Ricky Martin
País: Porto Rico
Ano: 2010
Editora: Planeta
Páginas: 299
Sinopse: Ricky Martin, o astro internacional que já vendeu mais de 60 milhões de discos em todo o mundo, fala pela primeira vez sobre as lembranças de sua infância, as experiências no grupo Menudo, a luta por sua identidade durante o fenômeno Livin’ la vida loca, o momento em que resolveu assumir sua sexualidade e as relações que lhe permitiram aceitar o amor, além das decisões que mudaram sua vida, como dedicar-se a ajudar crianças no mundo todo e tornar-se pai. Eu é uma autobiografia íntima sobre o caminho libertador e espiritual de um dos maiores ícones pop-stars do nosso tempo.
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Eu me lembro de uma vez em que fui vê-la escoltado pela polícia. Quando cheguei à casa dela com a unidade de segurança, gritei: “Vó, vim te ver!”.
“Filho!”, ela disse. “Que maravilha!”
Eu, no entanto, logo precisei esclarecer: “Vim te ver, vó, mas não posso ficar muito tempo. Preciso ir embora logo”. Como sempre, ela não me fez me sentir culpado por ter de ir embora. Simplesmente me agradeceu pela visita e me deu um abração.
“Tudo bem”, ela disse, “foi ótimo ver você. Coma, você está muito magro.”
Essa era minha avó.

Avaliação:
Se eu tivesse a chance de conhecer o Ricky Martin e me fosse permitido dizer para ele apenas uma única frase, ela seria: “Obrigada por ter escrito este livro.”
Posso dizer com absoluta certeza que “Eu” entrou para a minha restrita lista de preferidos e posso afirmar que este é um dos livros mais bonitos que já li.

Fui fã do Ricky Martin durante um curto período da adolescência, mas deixei de acompanhá-lo a partir do momento em que ele começou a gravar em inglês.
O que me fez querer ler este livro não foi apenas o fato de ter sido fã ou seu anúncio sobre sua orientação sexual. A linda entrevista no programa da Oprah Winfrey, os elogios da apresentadora e também os depoimentos da contracapa foram mais do que suficientes para eu morrer de curiosidade de saber o que este homem tinha a dizer, o que suas palavras tinham a ensinar.

O que encanta neste livro não são apenas os fatos que o Ricky Martin conta sobre sua vida – que não são poucos –, como a estrutura da sua família, a entrada no Menudo, a carreira solo, o sucesso nos EUA, o nascimento dos seus filhos ou a sua saída do armário. O que este livro tem de especial é a forma como Ricky passou por tudo isso e de como fala sobre o aprendizado que retirou de cada momento vivido, tenha ele sido televisionado para milhões de pessoas ou tenha acontecido na solidão dos seus dias de pijama. A sua evolução espiritual e a forma como ele a enxerga e analisa são emocionantes.

Ter lido “Eu” talvez não me faça começar a escutar as músicas atuais do Ricky (mesmo que sejam em espanhol) nem assistir suas atuações em seriados ou espetáculos. Mas sem sombra de dúvida, passei a admirá-lo profundamente, pelo ser humano que ele é e por todo ensinamento contido neste seu livro, tão desconcertante.
Eu - Ricky Martin

Vídeo:
Dividida em 4 partes e legendada em espanhol, segue abaixo a 1ª parte da entrevista concedida à Oprah Winfrey. Não deixem de assistir.

[resenha] O Enviado

8 de dezembro de 2011 - quinta-feira - 15:22h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas

O EnviadoTítulo: O Enviado
Título original: El Enviado
Autor: J.J. Benítez
País: Espanha
Ano: 1979
Editora: Planeta
Tradutor: Sandra Martha Dolinsky
Páginas: 173
Sinopse: A partir de uma notícia veiculada pela Nasa, Benítez procura elucidar uma série de questões a respeito do Santo Sudário e reconstruir o que teria sido o caminho tortuoso de Jesus até o momento de sua morte. O livro tenta explicar alguns dos mistérios da humanidade considerados indecifráveis.
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Sempre imaginei que Jesus de Nazaré havia sido um judeu típico. Ou seja, robusto e de altura similar à média mediterrânea. Talvez algo entre 1,60 m e 1,65 m de altura. Mas não. Eu estava enganado também com relação a isso.
[...]
…o “homem” do Sudário tinha 1,81 m de altura. Segundo o médico, “esses dados nos colocam diante de um homem antropometricamente perfeito. Extraordinário em toda sua imponente beleza, que se deduz das linhas de seu rosto”.

Avaliação:
Eu apenas posso começar esta resenha dizendo: livro sensacional!

Para uma pessoa como eu, que se diz “não-religiosa, porém altamente espiritualizada”, este livro me encantou muito! Não sou católica praticante, apenas fui batizada como uma, mas creio sem sombra de dúvidas que Jesus Cristo existiu e respeito muito a sua personalidade divina e histórica.

O livro trata de assuntos bastante polêmicos e está dividido em 2 partes: a primeira fala da autenticidade do sudário de Turim, de como as marcas gravadas no tecido conseguem dizer – associadas aos relatos que constam na Bíblia – como foi a Paixão e Morte de Jesus Cristo e no que consistiu o evento que foi chamado de “Ressurreição”. A segunda parte analisa, ainda que sem provas concretas, os fenômenos da estrela de Belém e dos anjos que apareciam a Jesus e seus discípulos, com base (pasmem!) na ufologia.

O que chamou a atenção do autor, e o levou a escrever este livro, foi uma notícia onde a NASA afirma, em 1977, depois de 3 anos de estudo, que a imagem de Jesus no sudário de Turim foi feita a partir de uma radiação emitida pelo seu corpo, 36 horas após sua morte, e que chamuscou o tecido.
Além das diversas análises científicas que comprovaram que este tecido realmente cobriu o corpo de Jesus Cristo, há também a comprovação de que a imagem não foi feita através de contato químico.

Extremamente interessante também é a reconstrução de todo o caminho de Cristo, desde a sua condenação até sua ressurreição, baseada nas análises das feridas e marcas gravadas no sudário. É um relato ao mesmo tempo belo e triste, além de intenso e muito agonizante.

Na parte em que o autor questiona o que foi a estrela de Belém e a presença dos anjos, tão frequentemente relatados na Bíblia, ele procura respostas baseado num dos assuntos do qual é especialista: os óvnis.
À primeira vista, parece um tanto banal e frívolo, mas mesmo não tendo provas científicas, o autor se utiliza de relatos de inúmeras experiências (de diversas pessoas e também dele mesmo!) para analisar os fatos descritos nos evangelhos.

E no final, após as conclusões, há uma entrevista imaginária mas muito emocionante, do autor com Jesus Cristo, que, confesso, me arrancou lágrimas.

Enfim, o livro é altamente recomendado para quem gosta de mistérios ligados a Religião. Entretanto, é necessário ler com a mente aberta e, de preferência, com um nível zero de ceticismo, aceitando que muitas vezes a ciência e a fé podem ser grandes aliadas.

Vale lembrar que o escritor é jornalista, o que dá uma boa garantia de se ler um livro muito bem escrito!
O Enviado

Veja também:

[resenha] Atlantis

16 de novembro de 2011 - quarta-feira - 18:26h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas

AtlantisTítulo: Atlantis
Título original: Atlantis
Autor: David Gibbins
País: Canadá
Ano: 2005
Editora: Planeta
Tradutor: Lea P. Zylberlicht
Páginas: 438
Sinopse: Neste romance carregado de dados reais e atualizados sobre um dos maiores mistérios da humanidade, o experiente arqueólogo Jack Howard depara-se com pistas que podem levar à cidade perdida, mencionada ainda na Antiguidade pelo filósofo grego Platão, e que representa a utopia do ideal de sociedade, de harmonia e de fartura. Durante milhares de anos, pesquisadores vêm tentando encontrar Atlântida. Um dia o arqueólogo marinho Jack Howard e sua equipe tiveram sorte. Enquanto mergulhavam em busca de um naufrágio do tempo de Homero, encontraram ruínas submersas que pareciam ser de Atlântida. Mas a informação vazou e um grupo de terroristas e mercenários fica sabendo que os segredos da Atlântida estavam prestes a ser revelados. Repentinamente, Jack e sua equipe se vêem envolvidos em um jogo de vida e morte.
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”O DSRV se acopla diretamente à escotilha de fuga exterior”, replicou Costas. “No Akula I modificado, a escotilha é colocada dois metros para dentro do casco, criando uma câmara exterior adicional que atua como uma medida de segurança para o resgate da população. Com a nossa própria escotilha fechada podemos acoplar com o casco, abrir a escotilha da carcaça, bombear o compartimento externo até secá-lo e com um braço robótico abrir a escotilha de fuga situada dois metros abaixo. Depois usaremos o sistema sensor externo do DSRV para testar o ambiente interior sem que, na verdade, tenhamos de nos expor a ele.”

Avaliação:
Azarados são os livros que recebem depoimentos elogiosos comparando-os aos do Dan Brown. Mais azarados ainda são aqueles que, além de colocar tais depoimentos na contracapa, ainda colocam, na capa, a promessa de revelar um dos maiores mistérios mais misteriosos secretíssimos da humanidade.

Bom, pela quantidade de “livrinhos vermelhos” na avaliação e pela forma como eu comecei este comentário, vocês já devem ter entendido que realmente não gostei do livro, e vou contar para vocês direitinho por que eu fiquei tão decepcionada. Mas também espero que exista uma santa alma que tenha lido e gostado, para me explicar o que foi que eu não entendi. Sim, porque eu acredito do fundo do meu coração que, quando eu não gostei de um livro, é porque eu simplesmente não tive a capacidade de entendê-lo. =/

Minha primeira pequena decepção foi logo antes de começar a história, após os agradecimentos do autor: numa pequena nota, ele faz questão de lembrar o leitor de que se trata de uma obra de ficção, e que alguns nomes, locais e ocorrências são fantasiosos e não devem ser interpretados como reais.
Ou seja, aquela esperança do “pode ser verdade” da contracapa já caiu por terra, juntamente com o “efeito Dan Brown” atrelado a revelações-que-o-mundo-precisa-saber.
E foi assim, sob influência das palavras do próprio autor, que eu comecei a ler o livro com uma pequena carga de decepção no sangue.

A história em si começa com duas descobertas arqueológicas em diferentes locais do mundo: no Egito e nos arredores da ilha de Creta. Ao terem suas informações cruzadas e comparadas, estas descobertas acabam por trazer algumas pistas de que a cidade perdida de Atlântida possa realmente ter existido, além de indicar a sua provável localização.
Entretanto, a exploração dessa possível Atlântida será ameaçada por perigosos terroristas sedentos pelas riquezas e tesouros que essa civilização podia ter produzido.

Infelizmente, a forma efetiva como a história foi contada me fez parecer que Atlântida não era exatamente o objetivo do livro. Havia um incômodo excesso de informações técnicas sobre embarcações, equipamentos e armas, além de descrições bastante enfadonhas sobre cada curva e cada rocha encontradas em labirintos de cavernas onde, no fundo, as paredes parecem ser todas iguais. Eu arriscaria dizer que estas informações e descrições imperaram em 80% do livro.
Desta forma, eu simplesmente não conseguia manter o foco na leitura, perdendo a atenção em centenas de ocasiões, me sentindo praticamente na sala de aula com a professora do Charlie Brown. (É sério!!) Como consequência, a velocidade de leitura também foi prejudicada, o que contribuiu para eu me irritar mais ainda com este livro, rs.

Talvez a pergunta que vocês estejam fazendo é: “Mas se você estava ficando irritada, por que continuou a leitura? Não era melhor desistir e gastar tempo com um livro mais divertido?”
Na verdade, eu confesso que foi por teimosia e por ser às vezes uma otimista incorrigível que eu resolvi que iria até o fim, sempre pensando “Não, Lia, continua lendo. Vai que começa a ficar legal mais pra frente!” Pois é, o fim da história havia chegado, e foi nas 12 últimas paginas, na Notas do Autor, que eu obtive a porção mais significativa de conhecimento que este livro tinha pra me dar.

Enfim, otimista realmente incorrigível que eu continuo sendo, eu ainda prefiro acreditar que o problema está comigo, e que fui eu que não entendi a proposta do livro.
Repito: se alguém o leu e gostou, peço por favor que me explique e corrija o meu entendimento. =)

De qualquer forma, a capa é realmente muito linda!
Atlantis

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