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[resenha] O Guia de Sobrevivência a Zumbis – Ataques Registrados

31 de maio de 2013 - sexta-feira - 21:23h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques RegistradosTítulo: O Guia de Sobrevivência a Zumbis – Ataques Registrados
Título original: The Zombie Survival Guide – Recorded Attacks
Autor: Max Brooks
País: EUA
Ano: 2009
Editora: Rocco
Páginas: 142
Sinopse: Começando nas savanas africanas, passando pelas legiões romanas e as viagens do pirata Francis Drake até experimentos soviéticos da época da guerra fria, O guia de sobrevivência a zumbis – Ataques registrados leva o leitor a uma jornada assustadora pela história da humanidade, já que os registros de ataques de mortos-vivos são mais antigos do que os homens imaginam. Com o auxílio do brasileiro Ibraim Roberson e seus desenhos marcantes, detalhistas e cheios de referências, o cultuado autor de O guia de sobrevivência a zumbis e Guerra mundial Z compila uma impressionante lista dos mais conhecidos ataques de zumbis em uma graphic novel sensacional na qual o nonsense é o grande protagonista.
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A “Operação Botão de Cereja”, dirigida pela unidade especial de combate do Japão Imperial, envolveu experimentos em seres humanos durante a Segunda Guerra Mundial para produzir um exército de mortos-vivos.

Avaliação:
Eu conheço muito pouco sobre zumbis. Pelo que eu me lembro, nunca li nenhum livro, não assisto Walking Dead e nunca vi nem joguei nenhum Resident Evil. Talvez toda a minha “filmografia” zumbítica esteja resumida a Meu Namorado é um Zumbi, hahaha!

Em O Guia de Sobrevivência a Zumbis – Ataques Registrados, há diversas pequenas histórias. Cada uma se passa em um local e uma época da humanidade. Começa na pré-história, na África, e vai até 1992, todas contando sobre ataques de zumbis que ocorreram desde quando o homem existe. Os desenhos são muito bem-feitos, com alguns detalhes que chegam a ser nojentos, mesmo em preto-e-branco!
Não sei se eu aproveitaria melhor a HQ se eu tivesse lido os outros livros anteriores do autor, mas gostei bastante de saber um pouco mais sobre zumbis. Acho que o que mais me agradou foi o fato de misturar ficção no contexto histórico.

Quanto à experiência de ler HQ, eu acho legal, mas não sei se conseguiria fazê-lo com muita frequência. Sendo devoradora de livros, talvez sobreviver só de quadrinhos seja algo meio inimaginável para mim. Por mais que na maioria das vezes uma imagem valha por mil palavras, ainda prefiro o poder que as palavras têm de trabalhar a imaginação, mexer com as emoções ou transformar tudo em poesia.

Mas leiam essa HQ! Vocês que são alucinados por zumbis não podem deixar esse material superelegante passar em branco! Vale muito a pena!

Esta resenha faz parte da meta de maio do Projeto Variedade Literária.
O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques Registrados O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques Registrados O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques Registrados

[resenha] O Caso Laura

30 de outubro de 2012 - terça-feira - 17:59h   ¤   Categoria(s): Desafios, Literatura nacional, Resenhas

O Caso LauraTítulo: O Caso Laura
Autor: André Vianco
País: Brasil
Ano: 2011
Editora: Rocco
Páginas: 270
Sinopse: O Caso Laura’ conta a história de um detetive particular contratado para investigar os encontros que Laura mantém com um homem misterioso. Inicialmente, as gravações das conversas da protagonista com o estranho não revelam nada de espetacular; mas quando o investigador passa a seguir o enigmático sujeito, revelações conduzem a narrativa para o desfecho.
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Marcel coçou o queixo. Se o cara queria discrição, por que tinha escolhido um bar tão movimentado? Certamente o cliente nunca estivera lá e isso garantiria certo anonimato. Nenhum garçom, engraçadinho iria fazer brincadeira e revelar alguma informação sobre o sujeito misterioso. Ninguém ia fixar o rosto de dois caras no meio de tantas outras pessoas. Fazia sentido. Talvez o figurão nem fosse da cidade, pensou. E se o sujeito tinha escolhido a mesa pessoalmente, acertara na mosca. Ficava no canto, à meia-luz, sem chamar a atenção.

Avaliação:
Laura já tentou suicídio uma vez e está prestes a tentar novamente. Desta vez, o motivo será a morte do pai, que está em coma. Única pessoa que Laura tem como familiar atualmente, o pai sempre foi uma pessoa próxima, amigo, companheiro. Mas Laura tem um novo amigo, com quem vem conversando diariamente, nos últimos dias. Ela não sabe nada sobre este homem, a não ser o fato de que conversar com ele a acalma, traz-lhe tranquilidade.
Marcel é um detetive particular. Um belo dia, é contratado por um cliente anônimo, que deseja que ele investigue Laura e, principalmente, o sujeito com quem ela vem conversando. Oferece uma quantia generosa como adiantamento e simplesmente não quer mostrar o rosto nem dar o nome ao detetive.
Alan perdeu sua esposa por causa de uma bala perdida. Policial civil, decidiu tornar-se uma espécie de justiceiro, eliminando com suas próprias mãos os maus elementos da sociedade. Suas ações vinham sendo acobertadas pelo delegado titular da maneira que fosse possível, até que uma agente da Corregedoria aparece para acompanhar Alan de perto.

O que estas histórias têm em comum? Aonde o desenrolar de cada uma delas vai levar?

“O Caso Laura” é um livro um pouco complicado de se resenhar, pois não é o que parece ser. Não posso contar muito da história para não dar pistas da sua conclusão, mas também não posso sugerir aos leitores do blog que o livro é aquilo que ele não é. E nem vou colocar a tag de qual gênero se trata para não estragar a surpresa. Ficou misterioso demais e complicado de entender?

De qualquer forma, eu gostei muito do livro, das reviravoltas que ele dá e de como, no fim das contas, as 3 histórias se convergem no final. Um único porém que eu não deveria deixar de observar é com relação ao ritmo da trama. A própria orelha da capa fala que o autor arma o seu texto como se fosse uma montanha-russa, com altos e baixos e acelerações bruscas. Confesso que esta parte me incomodou um pouco, pois estas mudanças repentinas davam a impressão de que o livro passava a ter outro gênero, totalmente diferente. Tirando isto, eu recomendaria para quem quiser ler algo não-vampiresco do André Vianco.

“O Caso Laura” também faz parte do Desafio Realmente Desafiante, cuja meta do mês de outubro era ler um livro de um autor que nasceu no mesmo Estado que você. Eu sou de São Paulo.
O Caso Laura

[resenha] O Segredo do Chanel Nº5

6 de outubro de 2011 - quinta-feira - 17:06h   ¤   Categoria(s): Biografia, Literatura estrangeira, Moda / Beleza, Resenhas

O Segredo do Chanel Nº5Título: O Segredo do Chanel Nº5 – A história íntima do perfume mais famoso do mundo
Título original: The Secret Of Chanel Nº5 – The intimate history of the world’s most famous perfume
Autor: Tilar J. Mazzeo
País: EUA
Ano: 2010
Editora: Rocco
Tradutor: Talita Rodrigues
Páginas: 303
Sinopse: A trajetória da fragrância é contada em ‘O segredo do Chanel nº 5 – A história íntima do perfume mais famoso do mundo’. Graças a um trabalho de pesquisa, a autora busca separar o que é lenda e o que é verdade na criação do perfume. O livro traz informações tais quais a infância de Coco, a criação de seu aroma baseado em um perfume da Rússia Imperial e as estratégias de lançamento e venda do Chanel nº 5.
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[...] no alvorecer do século XX [...] Todos sabiam que “fragrâncias com forte base animal… ou jasmim”, especialmente, “eram marcadas como pertencendo ao mundo marginal de prostitutas e cortesãs”. Mulheres “de bom gosto e reputação” usavam “apenas [as] simples essências florais” que capturavam o aroma de uma única flor de jardim.

Avaliação:
Este livro trata da biografia de um perfume de 90 anos. Com tanto tempo de existência, o Chanel Nº5 não carrega dentro do seu frasco apenas algumas substâncias químicas que, combinadas perfeitamente, perfumaram e ainda perfumarão milhares de mulheres. Este perfume traz, junto com a sua idade, muita história para contar.

Lançado em 1921, Chanel Nº5 foi idealizado pela estilista Coco Chanel, sob fortes influências tanto dos gostos adquiridos na sua infância quanto dos conceitos sociais da época de sua juventude. Quando se dizia que moças casadoiras deviam cheirar a rosas enquanto que atrizes e amantes cheiravam a jasmim, Coco Chanel queria que uma mulher cheirasse como uma mulher e desejava derrubar esta divisão. Combinando isto com a austeridade e com a limpeza imaculada do mosteiro onde foi criada e estudou, surgiu então o Chanel Nº5.

Mas a história contida no perfume não é só a biografia do início da vida de Coco Chanel. Toda a trajetória ao longo das décadas, que fez o Chanel Nº5 ser o que ele é hoje, foi também consequência de decisões empresariais, dos acontecimentos históricos do século XX e também do relacionamento do perfume com a sua própria criadora.

O que me surpreendeu e agradou muito neste livro foi a quantidade de conhecimento que adquiri. Aprendi bastante História, relembrei Química e tive uma introdução à arte da Perfumaria.
É também um ótimo livro pra quem gosta de Moda ou do mundo do glamour e do luxo.
O Segredo do Chanel Nº5

Filme:
Existem vários filmes sobre Coco Chanel, mas um recente, de 2009, chama-se Coco Antes de Chanel (Coco Avant Chanel), estrelado pela Audrey Tautou. Não assisti ainda, mas parece interessante. Depois que o vir, eu volto aqui para editar e colocar minha opinião.

Veja também:

[resenha] O Físico

16 de julho de 2011 - sábado - 16:37h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

O FísicoTítulo: O Físico
Título original: The Physician
Autor: Noah Gordon
País: EUA
Ano: 1986
Editora: Rocco
Tradutor: Aulyde Soares Rodrigues
Páginas: 590
Sinopse: O drama turbulento e, por vezes, divertido, de um homem dotado do poder quase místico de curar, que tem a obsessão de vencer a morte e a doença, é aqui contado desde o obscurantismo e a brutalidade do século XI na Inglaterra ao esplendor e sensualidade da Pérsia, detalhando a idade de ouro da civilização árabe e judaica. A história começa quando Rob Cole, órfão, aprendiz de um barbeiro-cirurgião na Inglaterra, toma conhecimento da existência de uma escola extraordinária na Pérsia, onde um famoso físico leciona. Decidido a ir a seu encontro, descobre que o único problema estava no fato de que cristãos não tinham acesso às universidades muçulmanas durante as Cruzadas. A solução era Rob assumir a identidade de um judeu, ao mesmo tempo em que se envolvia com uma avalanche de fatos verdadeiramente impressionantes.
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[...] Não interrompeu o trabalho quando viu que a mulher se dirigia para ele.
Barbatanas no corpete erguiam seus seios, quando se movia às vezes aparecia o mamilo vermelho, e o rosto estava vulgarmente pintado. Rob J. tinha apenas nove anos, mas um menino de Londres sabia reconhecer uma prostituta.
- Você aí. Esta é a casa de Nathanael Cole?
Ele a observou ressentido, pois não era a primeira vez que uma mulher daquele tipo aparecia procurando por seu pai.
- Quem quer saber? – perguntou asperamente, satisfeito porque o pai estava fora, à procura de trabalho e ela não ia poder falar com ele, satisfeito por sua Mãezinha estar entregando bordados, sendo assim poupada daquele constrangimento.
- A mulher dele precisa dele. Ela me mandou.
- O que quer dizer, precisa dele? – As competentes mãos infantis interromperam o trabalho.
A prostituta olhou para ele friamente, percebendo o que Rob pensava dela por seu tom e modos.
- Ela é sua mãe?
Fez um gesto afirmativo.
- Está tendo um parto difícil. Está nos estábulos de Egglestan, perto de Puddle Dock. É melhor procurar seu pai e avisar – disse a mulher, e se afastou.

Avaliação:
A primeira vez em que ouvi falar d’O Físico foi em 1994, quando estava na 7ª série (#velha) e um menino da minha classe vivia falando que queria ler este livro porque gostava de Física (?!?!). Alguns anos mais tarde, entendi que o título original era The Physician e soube que a história era sobre um médico medieval.

O livro consegue prender a atenção desde o começo, quando Rob, aos 9 anos, perde a mãe devido ao parto do seu irmão mais novo, e em seguida o pai, de alguma doença erroneamente desprezada pelo médico que a diagnostica. Órfão, após ver seus 5 irmãos serem separados e dados a outras famílias, Rob acaba indo trabalhar como aprendiz de um barbeiro-cirurgião e assim tendo oportunidade de viajar por diversas regiões da Inglaterra.

Traumatizado pela sensação de impotência diante da morte de seus pais, o jovem aprendiz torna-se obcecado pelo desejo de poder curar doenças. É nesta ocasião que ele ouve falar sobre uma escola de Medicina na distante Pérsia, onde leciona o famoso médico Avicena.

O que encanta neste livro não é somente o enredo em si, ou a narrativa constantemente fluida e intensa. O pano de fundo da Idade Média, que sempre desperta interesses e curiosidade, traz os costumes, as características dos locais retratados, os aspectos da Medicina da época e a abordagem das religiões monoteístas, que juntos, não só dão mais densidade à história como contribuem como ótima fonte de conhecimento.

Com relação à – provavelmente antiga – polêmica tradução do título do livro, li algumas discussões pela internet e o ponto mais interessante que vi dizia o seguinte: “Na Idade Média o médico recebeu ainda, em latim, o epíteto de physicus, do grego physikós, de physis, natureza, equiparando-o aos estudiosos da natureza, ou seja, aos filósofos naturalistas. A denominação de ‘físico’ dada ao médico perdurou até o século XVIII e sobreviveu na língua inglesa em physician.” (fonte: http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/clinico.htm)
O Físico

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