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[resenha] A Corte do Ar

4 de dezembro de 2014 - quinta-feira - 09:35h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Ficção Científica, Literatura estrangeira, Resenhas

Título: A Corte do Ar
Título original: The Court of the Air
Autor: Stephen Hunt
País: Inglaterra
Ano: 2007
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 540
Sinopse: Quando a orfã Molly Templar testemunha um assassinato brutal no bordel onde foi colocada como aprendiz, seu primeiro instinto é correr de volta para o orfanato em que cresceu. Ao chegar lá e encontrar todos os seus amigos mortos, percebe que ela era o verdadeiro alvo, pois seu sangue contém um segredo muito cobiçado pelos inimigos do Estado. Enquanto isso, Oliver Brooks é acusado pela morte do tio, seu único familiar, e forçado a fugir na companhia de um misterioso agente da ‘Corte do Ar’. Perseguido pelo país, Oliver se vê cercado de ladrões, foras da lei e espiões, e pouco a pouco desvenda o segredo que destruiu sua vida. Molly e Oliver serão confrontados por um poder antigo que se julgava destruído há milênios e que agora ameaça a própria civilização. Seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois órfãos terão a ajuda de um formidável grupo de amigos nesta aventura cheia de ação, drama e intriga.
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Avaliação:

Um sopro ruidoso vindo do sul e a descida de um quarteto de motores de expansão silenciou o burburinho da multidão à espera do dirigível: o aeróstato surgiu da floresta localizada logo atrás do campo de aterrissagem com a metade mais alta do seu casco pintada de verde e a mais baixa com um padrão xadrez de amarelo e preto.

O que imediatamente, inevitavelmente chama a atenção quando você bate o olho em A Corte do Ar é a capa. Eu, em particular, nunca vi capa mais linda do que essa. Superelegante e cheia de ilustrações maravilhosas, ela ostenta uma criatividade de tirar o fôlego. É daqueles tipos de capa que perdem totalmente o sentido e sofrem de imenso desperdício quando são vistas em um e-reader. Eu não tenho nada contra e-books, mas a beleza física de A Corte do Ar “nunca será” em um dispositivo eletrônico.

Com relação à história, trata-se de algo grandioso, de um mundo criado especialmente para o livro, bastante interessante, mas ao mesmo tempo complexo e amplo demais. Há política, guerra, estratégias, há os habitantes desse mundo envolvidos em diversas disputas e há a dificuldade de saber quem luta por qual lado, se é que há apenas 2 lados nessas lutas. Também há personagens em excesso, criaturas, povos e culturas suficientes para fazer o leitor se perder. E o problema não é apenas a quantidade, mas também a forma como eles aparecem. Muitos personagens que têm papéis cruciais no enredo surgem do nada, começam a definir rumos, mas você não sabe nada sobre eles. Não sabe sobre seu passado, não conhece muito bem suas motivações e não entende direito as suas decisões. Da mesma forma, o histórico, o pano de fundo do mundo de A Corte do Ar não é apresentado de forma clara. Os fatos se desenrolam sem um background, sem explicar por que acontecem.
A impressão que me deu foi que o enredo não possui uma estrutura muito bem interligada. A história é intensa, mas senti falta de uma linha que costurasse tudo de forma firme e que fizesse cada cena isolada ter mais sentido dentro de um todo.

Sempre que esse tipo de sensação acontece comigo com a leitura de um livro, sinceramente, eu fico em dúvida se fui eu que não entendi a sua proposta. É diferente de quando você lê uma historinha merrequenta e fraca, e tem plena consciência da pouca qualidade que ela tem. No entanto, com relação a A Corte do Ar, eu sei que se trata de um livro importante, principalmente no gênero steampunk. Eu sei que é uma obra de grande porte e que merece respeito. No entanto, provavelmente eu não consegui entrar em sintonia com o livro e aproveitá-lo da maneira devida.
Para quem estiver lendo este meu post, eu sugiro que não o leve em consideração para decidir se vai ler o livro ou não. Procure outras resenhas, principalmente as de quem gostou da história, para ver se realmente te atrai. Apesar de eu não ter me dado bem com a leitura de A Corte do Ar, acho que a história vale muito a pena.
Uma dica: leia o trecho em pdf. Ele tem 137 páginas! O link está logo abaixo.

Leia um trecho: aqui

[resenha] O Clone de Cristo

8 de março de 2014 - sábado - 23:13h   ¤   Categoria(s): Espiritismo / Religiões, Literatura estrangeira, Resenhas, Romance, Suspense / Ação

O Clone de CristoTítulo: O Clone de Cristo
Título original: The Jesus Thief
Autor: J.R. Lankford
País: EUA
Ano: 2003
Editora: Saída de Emergência Brasil
Páginas: 382
Sinopse: ‘O Clone de Cristo’ é uma história fantástica sobre uma experiência secreta que pode mudar o mundo – a tentativa de clonar Jesus Cristo a partir do Santo Sudário. O Dr. Felix Rossi é o chefe da pesquisa, um conceituado cientista obcecado com duas perguntas – será que o tecido do Sudário contém mesmo o sangue de Cristo? E o DNA ainda estará intacto? Apesar do caráter sigiloso do experimento, forças obscuras tentam impedi-lo e Rossi não tem tempo a perder – precisa encontrar uma mulher para gerar a criança. Esta trama policial arrepiante nos leva numa viagem inesquecível da alta sociedade nova-iorquina aos bares irlandeses, das igrejas do Harlem à Catedral de Turim. Uma narrativa bem construída sobre laços familiares perdidos, um homem à procura de Deus, uma mulher em busca de um sentido para a própria vida… e uma inesperada história de amor.
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O microscópio tinha uma função que ninguém naquela sala dourada, além dele próprio, conhecia. [...] Olhando através da lente ocular, Felix colocou o microscópio sobre a maior mancha de sangue, a que tinha escorrido quando o soldado romano usou sua lança para perfurar o tórax. [...] Quando a lâmina foi recolhida, os pedaços de fio vieram junto, transportando centenas de células sanguíneas que, Felix tinha a certeza, continham o DNA do Filho de Deus.

Avaliação:
Felix Rossi, com duplo doutoramento em Harvard (medicina e microbiologia), um dia já quis ser padre, por causa de sua profunda e devota fé católica. Durante os 42 anos de sua vida, ele esperou pela oportunidade de poder ver pessoalmente o Sudário de Turim. Em uma das raras ocasiões em que o Sudário foi exibido a um grupo de pessoas muito restrito, Rossi estava lá. O tecido sagrado seria examinado e o médico fora convidado como representante da Ciência.
Entretanto, o verdadeiro e secreto sonho de Rossi era usar justamente a Ciência para trazer Jesus Cristo de volta. Para isso, ele se preparou durante anos e anos. E lá estava a sua grande e única oportunidade. Com um microscópio especialmente equipado, Rossi consegue obter, sem o conhecimento dos demais presentes, 2 pequenos fios ensanguentados cortados do Sudário de Turim.
Tendo posse desses fios, Felix Rossi conseguirá encontrar células adequadas para realizar a clonagem? Se sim, conseguirá inserir seus núcleos em um óvulo? Quem será a doadora? De quem será o ventre que carregará o clone de Jesus? A gravidez se transcorrerá normalmente?

O clone de Cristo é uma história sobre fé, sobre a crença em Deus, mas inserida em um contexto científico, com um ritmo ditado pela tensão constante de um thriller e uma bonita história de amor de brinde. As questões abordadas vão além da medicina, da microbiologia e da religião. Supondo que os cenários do livro são verdadeiros, o leitor também acaba conhecendo um pouco da vida na alta sociedade novaiorquina, onde arte e política parecem ser assuntos normais entre seus membros. Em termos de oportunidade de aquisição de conhecimento, eu arriscaria dizer que está quase no nível dos livros do Dan Brown. Só não fiquei parando para googlar tudo a cada 3 frases porque atrasaria demais a minha leitura, que já não é das coisas mais rápidas do mundo.
Talvez um único ponto que me incomodou um pouco (mas aí é por motivos pessoais) é que às vezes me dava a impressão de que o livro estava “pregando” religião, quando alguns personagens rezavam ou falavam de sua fé. No entanto, isso nem de longe é a intenção do livro e em nada atrapalha o andamento da história.
As reflexões finais que ficam são bem intrigantes. E se uma pessoa com a mesma carga genética de Jesus retornasse ao nosso mundo nos dias atuais, seria ela Jesus? Seria o Filho de Deus? Como fica a questão da “alma”? O que aconteceria com as diversas religiões existentes? Como ficaria o poder da igreja? E como seria afetado o campo da política?

Não deixe de ler a degustação no link abaixo! Vale muito a pena!
O Clone de Cristo

Leia um trecho: aqui