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[resenha] A Mágica da Arrumação

26 de junho de 2016 - domingo - 12:12h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Literatura estrangeira, Resenhas

A Mágica da ArrumaçãoTítulo: A mágica da arrumação
Título original: Jinsei ga tokimeku katazuke no mahō
Autor: Marie Kondo
País: Japão
Edição original: 2011
Editora: Sextante
Páginas: 160
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Não devemos celebrar as lembranças, mas sim a pessoa que nos tornamos por causa das experiências que tivemos. Esta é a lição que os objetos de valor emocional nos ensinam quando os organizamos. O espaço em que vivemos deve se adequar à pessoa que somos agora, e não àquela que fomos um dia.

Logo que A mágica da arrumação foi lançado, apesar da curiosidade, eu procurei evitar contato demais com o livro. Primeiro porque eu provavelmente ia querer comprá-lo. Segundo porque eu tinha medo de que o conteúdo pudesse trazer à tona minha tendência ao TOC.
O tempo foi passando, eu fui ignorando o livro nas prateleiras das livrarias, até que resolvi dar uma chance para a xeretada. Então, a mão implacável do destino me fez parar nesta página:

Como eu acabei postando também no Facebook, dois amigos que leram o livro comentaram e acabaram me convencendo de que não havia perigo de eu ler. Sendo assim, lá fui eu.

Totalmente diferente do que eu imaginava, o livro não tem orientações do tipo “use cabides iguais para roupas do mesmo tipo” (até porque… bem… isso eu já faço, hahaha!). Na prática, resumindo um pouco o método da autora, ela diz que a bagunça da sua casa é fruto do excesso de objetos que você guarda desnecessariamente. A partir do momento em que você se desfaz desses excessos e define o lugar de cada coisa, a bagunça desaparece e nunca mais volta.
Eu comecei a executar a jogação de coisa fora mesmo ainda durante a leitura. Achei ótimo me desprender de roupas, objetos, papéis e lembranças com os quais não me identifico mais, inutilidades como manuais de instrução e termos de garantia vencidos, e muita coisa comprada por impulso e que passou do prazo de validade, como cosméticos.

Justamente ao colocar em prática os ensinamentos do livro, eu percebi que a bagunça é só uma parte de algo muito mais amplo. Ao fazer a triagem dos objetos, por exemplo, foi como se eu tivesse passado por uma autoanálise, ao me questionar por que é que eu tinha adquirido ou mantido todas aquelas coisas. Na minha opinião, é justamente essa possibilidade de reflexão que vai gerar uma mudança interior em você, o que nunca mais vai permitir que a bagunça volte a se instalar. Dessa forma, fica claro que as dicas que a autora dá têm mais jeito de filosofia de vida, a partir do modo como você se relaciona com os objetos da sua casa.

É claro que o livro não é totalmente milagroso, até porque é necessário que você esteja a fim de se organizar e consiga se identificar com o método. E mesmo que você goste da proposta, também não é necessário levar tudo a ferro e fogo.

Eu queria mostrar uma fotinho boba do que me deixou feliz.
Muita gente é acumuladora de canetas (no bom sentido, rs), e eu acabei comprando um monte na empolgação da minha profissão. Eu já tinha várias, velhas e sem funcionar, que estavam ocupando espaço em potes, pegando poeira, juntando energia estagnada. E as canetas que eu efetivamente uso estavam alocadas em uma caixa provisória. Essa situação me incomodava, mas eu não conseguia enxergar o que fazer para solucionar.
O resultado foi este aí abaixo. Joguei várias fora, encontrei estes 2 copos de vidro lindos que estavam mofando em algum lugar do passado em um armário, lavei-os, separei as canetas por critérios e, voilà, vejam como estão faiscando energia nova!
A Mágica da Arrumação(Não, eu não estou sendo paga para fazer propaganda. Eu nem bebo mais refrigerantes, mas adoro os objetos da marca.)

Se você está querendo organizar sua casa, leia o livro. Veja se ele te atende. Eu sou uma pessoa teoricamente organizada, mas não sabia direito como fazer e não tinha incentivo suficiente para botar a mão na massa. A mágica da arrumação simplesmente me deu um norte e um chute no traseiro para eu me mover.

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Vida Organizada

[resenha] O Código da Inteligência

29 de maio de 2015 - sexta-feira - 08:53h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Literatura nacional, Psicologia, Resenhas

O Código da InteligênciaTítulo: O Código da Inteligência
Autor: Augusto Cury
País: Brasil
Edição original: 2008
Editora: Sextante
Páginas: 255
Sinopse: Analisando a fundo o funcionamento de cada um desses códigos e os benefícios que nos trazem, Cury mostra como podemos assumir o controle de nossa vida, superando medos, inseguranças e limitações. O autor também alerta para as quatro armadilhas da mente (o conformismo, o coitadismo, o medo de reconhecer os erros e o medo de correr riscos), que aprisionam a criatividade, asfixiam a emoção e aumentam o estresse. Em uma abordagem inovadora, você vai descobrir como lapidar, expandir e irrigar sua inteligência socioemocional. Analisando o comportamento humano sob os pontos de vista psicológico, filosófico, psicopedagógico e sociológico, Cury aborda os hábitos dos bons profissionais e os compara com os hábitos dos profissionais excelentes – aqueles que decifram os códigos da inteligência. Ao explicar de forma simples e acessível o processo de construção dos pensamentos e de formação dos grandes pensadores, este livro vai oxigenar a mente de pais, professores, alunos, cônjuges e amigos, transformando a existência em uma fantástica aventura.
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Seria um absurdo um motorista tirar as mãos do volante e deixar o carro seguir a seu bel-prazer. Colisões aconteceriam, ferimentos imprevisíveis seriam gerados. Mas esse absurdo ocorre com nossa psique. As pessoas deixam suas emoções soltas, sem direcionamento, sem um mínimo de gerenciamento.
Elas se deixam manipular pelo humor triste, fóbico, depressivo, pessimista como se fossem marionetes, como se não tivessem nenhum poder gerencial.

Quando estávamos na escola, aprendemos matemática, português, física, história, química, etc., mas jamais tivemos, na grade de horários, uma disciplina que nos ensinasse a lidar com a frustração. Somos habituados a tomar banho todos os dias, para fazermos a higiene do nosso corpo, mas não criamos o hábito de higienizar nossa mente, de forma a limpá-la dos pensamentos tóxicos que nos povoam durante o dia. Vemos pessoas de grande sucesso profissional que, supomos, têm tudo na vida, mas, um belo dia, ficamos sabendo que se suicidaram pois sofriam de depressão.
Todas as situações acima descritas mostram a falta de cuidado e de atenção que temos com nossa saúde mental e nosso psiquismo.

Pelo que eu pesquisei, este livro é relativamente antigo, e apenas foi reeditado recentemente. No entanto, as ideias contidas nele foram bastante novas para mim. Talvez não tão novas em termos de conteúdo, mas, na verdade, de abordagem. Os livros de autoajuda sempre nos orientam a ter bom humor, pensar positivo, evitar o estresse e não sucumbir à ansiedade, mas eu nunca havia lido antes algo que comparasse todas essas orientações com coisas “comuns” que tentam nos ensinar no dia a dia, como dicas de alimentação, de exercícios físicos e aulas de colégio.
O código da inteligência afirma que nosso cuidado com a saúde não deveria se restringir apenas ao corpo. Da mesma forma que devemos evitar consumir alimentos prejudiciais, o autor nos orienta a não consumir pensamentos prejudiciais. Além disso, ele também nos mostra que o conhecimento e a inteligência não deveriam ser apenas sobre quem foi Átila ou qual a fórmula de Bháskara, e, sim, sobre quais são os seus medos, por que eles te paralisam e o que você pode (e deve) fazer com relação a isso.
Uma comparação que o autor faz, da qual eu gostei muito, é quando ele afirma que o ser humano procura estudar e desvendar desde o universo mais longínquo até a partícula atômica mais infinitesimal, mas não procura entender o universo mais importante de todos, que é a sua própria mente e seus próprios pensamentos.

Achei bastante interessante ter visto a saúde mental abordada desta forma. Infelizmente este livro não veio até mim alguns anos antes, pois eu poderia ter evitado alguns percalços de forma tão simples quanto tomar banho ou fazer uma caminhada ou evitar comer muito açúcar.
Um único ponto que me desagradou um pouco foi a estrutura do texto em si. O livro é recheado de citações do autor, mas tiradas de seus outros livros. A impressão que passa é que ele está querendo fazer propaganda, já que, muitas vezes, as citações quase não têm a ver com o texto da página na qual elas estão inseridas. Alguns excessos de metáforas também acabam por fazer com que o livro não prenda muito a atenção do leitor. Os avoados (eu!) terão um pouco de dificuldade.
Entretanto, no geral, a leitura vale muito a pena, pela importância da visão que se dá a um assunto que deveria receber mais a nossa atenção. Motivos para isso não faltam, dado o caráter quase epidêmico das doenças psíquicas nos dias atuais.
O Código da Inteligência

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[resenha] Dar e Receber

14 de junho de 2014 - sábado - 13:16h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Literatura estrangeira, Psicologia, Resenhas

Dar e ReceberTítulo: Dar e Receber
Título original: Give and take
Autor: Adam Grant
País: EUA
Ano: 2012
Editora: Sextante
Páginas: 287
Sinopse: Adam Grant reúne suas conclusões sobre os motivos pelos quais algumas pessoas chegam ao topo da escala de sucesso, enquanto outras permanecem na mediocridade. Ele explica que, nas interações profissionais, podemos atuar como tomadores, compensadores ou doadores. Os tomadores se esforçam para extrair o máximo possível dos outros; os compensadores se empenham em promover trocas equilibradas; e os doadores são aquele tipo raro de indivíduo que ajuda os outros sem esperar nada em troca. Grant revela que, ao contrário do que muitos pensam, as pessoas mais bem-sucedidas nas mais variadas carreiras não são as mais egoístas e implacáveis nem as que agem com base no ‘toma lá dá cá’. Os que chegam mais longe são os doadores.
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Embora, em geral, rotulemos os doadores de tolos e submissos, eles normalmente se revelam muito bem-sucedidos. Para descobrir por que os doadores dominam o topo da escala de sucesso, examinaremos estudos e histórias surpreendentes que esclarecem de que maneira doar pode ser mais eficaz do que supõe a maioria das pessoas.

Dar e receber nos diz que as pessoas se dividem, em termos de atitudes em relação a reciprocidade, em 3 tipos: tomadores, compensadores e doadores. Nosso senso comum nos faz imaginar que as pessoas que mais têm sucesso na vida profissional são aquelas egoístas, que pouco contribuem mas que querem ficar com os louros da conquista, ou seja, os tomadores. É bem verdade que a base da pirâmide de sucesso, onde se encontram os que chamaríamos cruelmente de “perdedores”, podemos encontrar uma maioria de doadores. Entretanto, por algum motivo, os doadores também estão no topo desta pirâmide, enquanto os tomadores e os compensadores ficam no meio do caminho.

O autor, Adam Grant, explica, então, quais as diferenças entre estes 2 tipos de doadores. A estrutura básica do livro consiste nos métodos de interação dos doadores em 4 áreas-chave: networking, colaboração, avaliação e influência. O livro conta como este tipo de profissional constrói redes de relacionamento, como lida com a colaboração e com o que diz respeito a ficar com os créditos, como enxerga potencial em outras pessoas e as ajuda a se desenvolver. Também fala do seu modo de comunicação e da capacidade de influência, dos truques para manter a motivação, de como evitam (ou conseguem deixar de) ser capachos e como, no fim das contas, conseguem se destacar profissionalmente.

As pessoas que querem saber sobre sucesso profissional irão adorar o livro Dar e receber. Mas se você é como eu, que não liga para o “sucesso” que o senso comum define, que não acha que ter um salário alto é sinônimo de status, que não sente necessidade de ter um cargo em que possa exercer poder sobre outras pessoas, mas que se interessa por comportamento humano, esse livro também pode ser para você.

Eu sempre gostei muito de ler sobre como as pessoas funcionam. Quero entender suas motivações, seus medos, seus sonhos e como tudo isso influencia as suas ações e decisões. E, logicamente, isso também me ajuda no autoconhecimento. Dar e receber é um livro que oferece esse entendimento. Até onde eu sei, o assunto é relativamente novo. O conteúdo é bastante revelador e esclarecedor. Para cada capítulo, que trata de um determinado aspecto do comportamento do doador, o autor fornece uma série de exemplos de pessoas reais, famosas ou não, o que facilita bastante a compreensão. Dessa forma, a leitura acaba ficando bem tranquila e agradável, seja pelo assunto interessante ou pelo texto claro e fácil.

O foco do livro é a vida profissional, mas o assunto é aplicável a qualquer aspecto do nosso dia a dia.
Dar e Receber

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[resenha] Adultério

18 de maio de 2014 - domingo - 21:21h   ¤   Categoria(s): Literatura nacional, Resenhas, Romance

AdultérioTítulo: Adultério
Autor: Paulo Coelho
País: Brasil
Ano: 2014
Editora: Sextante
Páginas: 239
Sinopse: Minha tristeza se tornou rotina, ninguém percebe mais. Não consigo mais dormir direito. Sinto-me egoísta. Continuo tentando impressionar as pessoas como se ainda fosse criança. Choro sozinha e sem motivo no banho. Só fiz amor com vontade mesmo uma vez em muitos meses – e você sabe bem de que dia estou falando. Já considerei que tudo isso seja um rito de passagem, consequência de eu ter passado dos 30 anos, mas essa explicação não basta. Sinto que estou desperdiçando minha vida, que um dia vou olhar para trás e me arrepender de tudo o que fiz. Menos de ter me casado com você e tido nossos lindos filhos. – Mas isso não é o mais importante? Para muitas pessoas, sim. Mas para mim não é o suficiente.
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Devo aguentar firme e esperar que a crise passe. Do contrário, corro o risco de me apaixonar de verdade, sentir de modo permanente o que senti por uma fração de segundo quando almoçamos juntos da primeira vez. E, se isso acontecer, as coisas já não se passarão apenas dentro de mim. Em vez disso, o sofrimento e a dor se espalharão por toda parte.

Linda tem a vida perfeita: tem 31 anos, é casada com um marido amoroso e tem filhos bem comportados. Mora na Suíça e tem um emprego estável com uma carreira sólida.
Só que essa vida perfeita já não a satisfaz. Com sentimentos confusos dentro de si, sente, ao mesmo tempo, tédio, tristeza, desespero e apatia.
Até que, um dia, por causa da sua profissão de jornalista, acaba reencontrando um ex-namorado da época de adolescência. Ele agora é um político bem-sucedido e ela incumbida de entrevistá-lo. Entretanto, esse reencontro acaba não ficando puramente no campo profissional.

Uma coisa muito estranha que eu fui notando ao longo da leitura e esteve presente em 80% do livro foi a sensação de letargia que o texto transmitia. O livro é em primeira pessoa, e, teoricamente, a confusão de sentimentos que a personagem carregava deveria causar muito sofrimento. Entretanto, isso não era mostrado no texto. A impressão que me passava era que ela compreendia de forma consciente (ou até onisciente) tudo o que sentia. Havia análises e conclusões de mais e demonstrações de emoções de menos.
Confesso que isso me deixava com dúvidas quanto a aonde o livro queria chegar. Ficava me perguntando: “Será que é o fato de o autor ser homem e desconhecer o universo das aflições femininas? Será que é justamente para mostrar o marasmo em que estava mergulhada a vida da personagem? Será que o céu vai se abrir e trará uma revelação divina na última frase do livro?”

Sim, o final do livro mostra aonde ele queria chegar o tempo todo. E a parte interessante é justamente quando você termina de ler e dá uma nova olhada na frase que está em destaque na 4ª capa: “É melhor viver do que não amar”. Ela é a primeira que você lê quando vai tentar saber mais do que o livro se trata. A interpretação dela antes de ler o livro é uma, e se torna totalmente outra após a leitura. Então, você finalmente entende qual é a proposta de Adultério.
Adultério

[resenha] Quem Disse Que é Bom Ser Normal?

15 de dezembro de 2013 - domingo - 10:21h   ¤   Categoria(s): Autoajuda, Literatura estrangeira, Medicina, Psicologia, Resenhas

Quem Disse Que é Bom Ser Normal?Título: Quem Disse Que é Bom Ser Normal?
Título original: Better than normal
Autor: Dale Archer
País: EUA
Ano: 2012
Editora: Sextante
Páginas: 223
Sinopse: Dr. Dale descreve oito perfis de personalidade que até então eram considerados doenças psiquiátricas e mostra que eles podem ser encarados como vantagens, por serem qualidades que nos tornam únicos. Questionando o conceito do que é ser normal, o autor traz informações completas sobre os ‘transtornos’ que mais angustiam as pessoas, como TOC, bipolaridade e hiperatividade, desmistificando os problemas mentais e apresentando um novo modo de olharmos o comportamento humano.
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Tudo isso contribuiu para uma tendência claríssima – e, para mim, perturbadora – do mundo farmacêutico: nunca se tomou tanto remédio, com ou sem prescrição médica, quanto nos dias de hoje, pelas mais diversas razões. É claro que não são apenas medicamentos receitados para problemas mentais. Há analgésicos. Soníferos. Remédios contra resfriado. Remédios contra tosse. Remédios combinados contra tosse e resfriado.

Avaliação:
E então, é só uma pessoa ser um pouquinho diferente, um pouco mais organizada, ou um pouco mais agitada que, pronto, ela tem TOC, ela tem TDAH, tem fobia social, síndrome do pânico ou qualquer dessas doenças glamourosas de gente que se acha louca. Sendo assim, precisa se entupir de remédios de tarja preta-fluorescente. Desculpe-me por te decepcionar, mas… bem, é muito provável que esteja tudo certo com a saúde dela.

Em Quem Disse Que é Bom Ser Normal?, o autor, renomado psiquiatra, critica a forma como qualquer característica um pouco “fora do normal” no jeito de ser de uma pessoa é tratada com um diagnóstico de transtorno e quilos de medicamentos. Apresentando uma lista de 8 tipos diferentes de personalidades, ele afirma que todas as pessoas apresentam cada uma dessas personalidades em intensidades diferentes, em uma escala, por exemplo, de 0 a 10. Os indivíduos que realmente podem (mas não necessariamente devem) ser diagnosticados com transtorno e receber tratamento médico são aqueles que atingem o nível 10 de uma (ou mais de uma) personalidade. São casos em que a vida diária e a convivência social ficam extremamente prejudicadas.
Com essa lista e essa escala, o médico deseja mostrar que todos podem ter características interessantes de personalidade que não necessariamente devem ser vistas como doenças. Para cada um dos 8 itens da lista, o autor descreve os comportamentos encontrados de acordo com a posição na escala, qual a origem (ou necessidade) evolutiva daquele tipo de personalidade, como tirar bom proveito na vida profissional e social e, finalmente, qual o transtorno correspondente quando se chega de verdade ao extremo da escala.

Eu gostei bastante desse livro pois ele “desglamouriza” as doenças mentais que acabaram virando moda. As pessoas não precisam ser doentes para serem especiais. Elas podem ser especiais mesmo estando dentro da normalidade. Quem Disse Que é Bom Ser Normal? não se aprofunda muito em cada um dos traços de personalidade, é mais um overview, mas é uma forma ótima de anular a ignorância que veio se espalhando ao longo do tempo. Eu faria a seguinte comparação com outras “doenças”, em relação ao esclarecimento que este livro traz. Seria como algo do tipo:
– Nossa, olha essas sardas no meu rosto. Eu tenho câncer. Preciso ir ao oncologista e fazer quimio.
– Não, querido(a), são apenas sardas. São seu charme, são o que te fazem especial. Mas são absolutamente normais.

Muitas vezes, sardas são apenas sardas. E ser uma pessoa organizada é apenas ser uma pessoa organizada. Esqueçam esse lance de TOC e tal.
Quem Disse Que é Bom Ser Normal?

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