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[resenha] A Batalha do Apocalipse

28 de setembro de 2011 - quarta-feira - 17:22h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Literatura nacional, Resenhas

A Batalha do ApocalipseTítulo: A Batalha do Apocalipse
Autor: Eduardo Spohr
País: Brasil
Ano: 2010
Editora: Verus
Páginas: 586
Sinopse: “Não há na literatura em língua portuguesa conhecida nada que se pareça com A Batalha do Apocalipse.” – José Louzeiro, escritor e roteirista

Há muitos e muitos anos, tantos quanto o número de estrelas no céu, o paraíso celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o Dia do Juízo Final.

Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas. Único sobrevivente do expurgo, Ablon, o líder dos renegados, é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na Batalha do Armagedon, o embate final entre o céu e o inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro da humanidade.

Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano, das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval, A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana – é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, repleto de lutas heroicas, magia, romance e suspense
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Houve um tempo, muito anterior à aurora do universo, em que o infinito estava dividido em duas províncias, a província das trevas e a província da luz. A escuridão era então governada por uma divindade hedionda, Tehom, a deusa do caos. Essa monstruosidade cósmica era assistida por diversos deuses menores., entre eles Behemot, o Horrendo, com sua lâmina negra, e controlava a maior parte do extenso vazio. Seu opositor era o deus da luz, o resplandecente Yahweh. Em determinada ocasião, Yahweh e Tehom entraram em guerra.

Avaliação:
O título é sedutor, a capa é linda e sombria.
A frase-depoimento na contracapa – “Não há na literatura em língua portuguesa conhecida nada que se pareça com A Batalha do Apocalipse.” – é instigante e prova-se depois como sendo sensata, pois fala de um livro grandioso que corresponde às expectativas de um tema ambicioso.

A história conta a saga do herói Ablon, um anjo que foi expulso do plano celestial e condenado a viver entre os humanos. Mas além dos anjos, fala de Deus, do céu e do inferno, e onde nós estamos no meio de tudo isso. Tem como eixo central o Apocalipse, mas descreve breve e poeticamente a Criação e os tempos iniciais do Universo. Cita Jesus, espíritos ancestrais, entidades da natureza e define a função da alma. Aborda tudo que possa ser religioso, mas em nenhum momento você sente que o livro fala de religião.

As aventuras de Ablon também têm como pano de fundo diversos lugares do mundo, em diversos momentos da nossa História. As descrições dos locais juntamente com o desenrolar da cenas são de encher os olhos e fazer trabalhar a imaginação.

Conforme o tutorial de leitura do próprio Eduardo Spohr orienta, não é um livro para se ler com pressa, de forma atropelada, como se fosse um suspense onde você quer saber logo quem é o assassino. Mas eu também não recomendaria a leitura esporádica ou simultânea com outro livro. Uma coisa que chama bastante atenção na estrutura da história são os inúmeros flashbacks. Ficar uma semana sem ler é quase uma garantia de que você não irá se lembrar de onde estava ou quem era quem.

Nas últimas páginas, após acompanhar todo o caminho percorrido por Ablon, quando eu tinha a certeza de que o final da história seria previsível, o autor me mostrou que eu estava errada, finalizando não só de forma inesperada, mas acrescentando “algo” a mais. E eu fechei o livro com uma sensação de não conseguir nem saber o que perguntar.
Se você já leu e, assim como eu, ficou com a mesma cara de “acho que deixei cair uma peça no meio da estrada”, um outro post do Eduardo Spohr talvez ajude. Rs…
A Batalha do Apocalipse

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[resenha] Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei

31 de julho de 2011 - domingo - 18:41h   ¤   Categoria(s): Literatura nacional, Resenhas, Romance

Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e ChoreiTítulo: Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei
Autor: Paulo Coelho
País: Brasil
Ano: 1993
Editora: Planeta do Brasil
Páginas: 216
Sinopse: Quem ama venceu o mundo, não tem medo de perder nada. O verdadeiro amor é um ato de entrega total. Este livro trata da importância dessa entrega. Pilar e seu companheiro são personagens fictícios, mas símbolos dos muitos conflitos que nos acompanham na busca da Outra Parte. Cedo ou tarde, temos que vencer nossos medos, já que o caminho espiritual se faz através da experiência diária do amor.
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– Um dia – era outono como este agora, e nós devíamos ter dez anos – sentei com você na praça onde tem o grande carvalho.
“Eu ia dizer algo, algo que ensaiara durante semanas a fio. Assim que comecei, você me disse que havia perdido sua medalha na ermida de são Satúrio, e pediu para ir procurá-la.”
Eu me lembrava. Ah, Deus, eu me lembrava.
– Consegui encontrá-la. Mas, quando voltei para a praça, já não tinha mais coragem de dizer o que havia ensaiado – continuou.
“Então prometi a mim mesmo que só tornaria a lhe entregar a medalha quando pudesse completar a frase que comecei a dizer naquele dia, há quase vinte anos. Durante muito tempo tentei esquecer, mas a frase continuou presente. Não posso viver mais com ela.”

Avaliação:
Pilar recebe uma carta de seu antigo amor de infância, pedindo para reencontrá-lo depois de 11 anos. E então ela descobre que ele havia se tornado um seminarista. Juntos, eles trilharão um caminho onde se depararão com o medo, a culpa e as dúvidas, nesta história simples que fala de amor e espiritualidade.
Sem grandes e complexos questionamentos filosóficos, o livro nos faz apenas parar e refletir sobre a forma como vivemos a vida. Leve assim.

Eu sou uma pessoa que não tem muitos preconceitos quanto a estilos literários ou autores. Eu vejo o quanto Paulo Coelho é amado e odiado ao mesmo tempo, e é justamente isso que me deixa mais curiosa. Este é o 2º livro que eu leio dele, ambos vindos até mim pelo método “Tó, fica pucê”. Confesso que não tenho absolutamente nenhuma opinião formada sobre o autor e li este livro de coração aberto.
Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei

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