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[resenha] O Primeiro Telefonema do Céu

29 de janeiro de 2015 - quinta-feira - 09:05h   ¤   Categoria(s): Espiritismo / Religiões, Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas

O Primeiro Telefonema do CéuTítulo: O Primeiro Telefonema do Céu
Título original: The first phone call from heaven
Autor: Mitch Alborn
País: EUA
1ª edição original: 2013
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
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Avaliação:

– Tess… Pare de chorar, minha querida.
– Não pode ser você.
– Sou eu, sim. Estou aqui, sã e salva.
Sua mãe sempre dizia isso quando telefonava durante alguma viagem, fosse de um hotel, de um spa, até de uma visita a parentes a apenas meia hora de distância. Estou aqui, sã e salva.

Eu me interessei por esse livro por causa do título. Parecia algo sobre espiritualidade, que eu curto, mas tinha uma certa semelhança com o seriado Resurrection, que eu estou acompanhando e adorando. Vendo a chamada no topo da capa – “Do mesmo autor de As cinco pessoas que você encontra no céu” –, achei que pudesse ser estilo autoajuda, que também gosto, dependendo do foco. Entretanto, ao ler a sinopse, eu realmente fiquei em dúvida sobre para onde O primeiro telefonema do céu iria me levar. Só tinha um jeito de saber: lendo.

Em uma sexta-feira qualquer do mês de setembro, Tess Rafferty, moradora da cidade de Coldwater, no Michigan, recebe um telefonema. Era sua mãe, falando que tinha algo a lhe dizer. O problema era: sua mãe tinha falecido há 4 anos. Nessa mesma sexta-feira, Robbie, o falecido filho de Jack Sellers, chefe de polícia de Coldwater, também liga, avisando que está bem. O mesmo aconteceu com Katherine Yellin, que foi contatada por telefone pela sua falecida irmã.
Aos poucos, fica-se sabendo que mais algumas pessoas também receberam ligações de seus falecidos parentes, amigos ou conhecidos, pedindo que espalhem ao mundo a mensagem de que o céu existe, e a paz e o amor são tudo que encontramos após o fim desta vida na Terra.
Em pouco tempo, os meios de comunicação divulgam o milagre de Coldwater, o que acaba suscitando peregrinações de fiéis em direção à pequena cidade.
Mas será tudo isso verdade?
Sully Harding, ex-piloto das Forças Armadas, acaba de sair da prisão por uma condenação injusta. Sua esposa faleceu enquanto ele estivera preso, e seu pequeno filho Jules está esperando por uma ligação da mãe. Sully decide, então, investigar o que é que está acontecendo.

Achei que O primeiro telefonema do céu é um livro bem diferente do que eu já havia lido. Você não consegue saber direito qual é o seu objetivo. É uma história de ficção que mistura espiritualidade e mistério. Há uma certa apreensão ao longo de toda a leitura, porque você não sabe se deve esperar por uma grande mensagem para a sua vida ou se vai acabar se frustrando com uma conclusão que te fará se sentir bobo. Uma coisa é você ler uma história de mistério que questiona o como ou o porquê, por exemplo, assassinatos, fantasmas que assombram casarões, relíquias religiosas. O autor não questiona a existência dos causadores do mistério. Nesses livros, assume-se que assassinos, fantasmas e Santo Graal existem e ponto. Já em O primeiro telefonema do céu, a estrutura é totalmente diferente. O leitor não sabe se o eixo central do enredo, em torno do qual tudo acontece, será, no fim das contas, verdade.

O que eu posso te adiantar, sem soltar spoilers, é que a leitura valeu a pena. Quando você fecha definitivamente o livro e começa a refletir sobre o que leu, você percebe que, afinal, esse era o seu objetivo.
Acho que recomendaria este livro mais às pessoas que têm dúvidas quanto aos mistérios dessa nossa vida. São aquelas que estão abertas a possibilidades, a verdades que tenham alguma chance de ser verdade.
O Primeiro Telefonema do Céu

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[resenha] Uma Carta de Amor

21 de abril de 2014 - segunda-feira - 23:23h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Uma Carta de AmorTítulo: Uma Carta de Amor
Título original: Message in a bottle
Autor: Nicholas Sparks
País: EUA
Ano: 1998
Editora: Arqueiro
Páginas: 278
Sinopse: Há três anos, a colunista Theresa Osborne se divorciou do marido após ter sido traída por ele. Desde então, não acredita no amor e não se envolveu seriamente com ninguém. Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Durante a semana de folga, depois de terminar sua corrida matinal na praia, Theresa encontra uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro. Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim – ‘Minha adorada Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos.’ Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas ‘Garrett’. Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa vai procurá-lo em uma cidade litorânea da Carolina do Norte. Quando o conhece, ela descobre que há três anos Garrett chora por seu amor perdido, mas também percebe que ele pode estar pronto para se entregar a uma nova história. E, para sua própria surpresa, ela também. Unidos pelo acaso, Theresa e Garrett estão prestes a viver uma história comovente que reflete nossa profunda esperança de encontrar alguém e sermos felizes para sempre.
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Minha adorada Catherine,
Sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos. Quase posso sentir você ao meu lado enquanto escrevo esta carta, assim como o perfume de flores silvestres que sempre me faz lembrar você.

Avaliação:
Este livro foi meu primeiro Nicholas Sparks. Apesar de já ter assistido a 1 ou 2 filmes baseados nas histórias dele, nunca havia lido um livro deste autor até então.
Eu estava muito curiosa para saber por que ele despertava opiniões tão opostas por parte dos leitores: em um extremo, a devoção e em outro, desdém. E, após a leitura, talvez eu tenha entendido. Ou não, rs.

Uma Carta de Amor começa com Theresa encontrando uma garrafa à beira da praia onde ficava a casa de sua chefe, com quem estava tirando umas pequenas férias. Dentro dessa garrafa, havia uma carta muito emocionante, em que um apaixonado Garrett escreve a sua amada Catherine. Pelo texto, era possível entender que a ausência de Catherine, possivelmente falecida, causava muita dor a Garrett já há algum tempo.
Profundamente tocada pelo conteúdo da carta, Theresa fica curiosa para saber que tipo de homem Garrett poderia ser.
Já de volta ao trabalho, Theresa fica sabendo da existência de mais 2 cartas de Garrett, escritas em momentos diferentes daquela que ela possuía e encontradas por diferentes pessoas. Através das 3 cartas, Theresa consegue investigar mais sobre o autor e acaba descobrindo onde ele mora, sua possível profissão e como fazer para encontrá-lo. Sem nada a perder e com o apoio de sua chefe, Theresa é incentivada a ir procurar o romântico autor das cartas.
Não preciso dizer o que acontece quando ela o encontra. Vocês sabem que os livros do Nicholas Sparks sempre trazem histórias de amor.

Bom, eu gostei bastante dessa história. O final me chocou um pouco, me deixando até um tantinho indignada, mas ok, nem todas as leituras são flores. Com relação à minha primeira experiência (ui!) com o Nicholas Sparks, eu diria que foi tranquila. Gostei do livro, mas não me apaixonei por ele. Talvez eu precisasse realmente ser uma pessoa bem mais romântica para isso acontecer. E não sei dizer se pessoas que detestam o autor seriam necessariamente aquelas que não acreditam em amor. Acho que vale uma pesquisa aí, rs.

Eu recomendo para quem está a fim de ler uma história de amor que contém sentimentos bem intensos. E aqueles que sonham viver uma grande paixão desejarão poder mergulhar para dentro das páginas.
Uma Carta de Amor

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A adaptação para o cinema é de 1999, com Kevin Costner no papel de Garrett e Robin Wright no papel de Theresa. Eu não assisti ao filme, mas, pelo trailer, pude perceber já algumas diferenças, como o fato de Theresa ser loira (no livro ela tem os cabelos castanhos, na altura do ombro e lisos), de Garrett ser mais velho que Theresa e o chefe dela ser homem.

Veja também:

[resenha] O Clone de Cristo

8 de março de 2014 - sábado - 23:13h   ¤   Categoria(s): Espiritismo / Religiões, Literatura estrangeira, Resenhas, Romance, Suspense / Ação

O Clone de CristoTítulo: O Clone de Cristo
Título original: The Jesus Thief
Autor: J.R. Lankford
País: EUA
Ano: 2003
Editora: Saída de Emergência Brasil
Páginas: 382
Sinopse: ‘O Clone de Cristo’ é uma história fantástica sobre uma experiência secreta que pode mudar o mundo – a tentativa de clonar Jesus Cristo a partir do Santo Sudário. O Dr. Felix Rossi é o chefe da pesquisa, um conceituado cientista obcecado com duas perguntas – será que o tecido do Sudário contém mesmo o sangue de Cristo? E o DNA ainda estará intacto? Apesar do caráter sigiloso do experimento, forças obscuras tentam impedi-lo e Rossi não tem tempo a perder – precisa encontrar uma mulher para gerar a criança. Esta trama policial arrepiante nos leva numa viagem inesquecível da alta sociedade nova-iorquina aos bares irlandeses, das igrejas do Harlem à Catedral de Turim. Uma narrativa bem construída sobre laços familiares perdidos, um homem à procura de Deus, uma mulher em busca de um sentido para a própria vida… e uma inesperada história de amor.
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O microscópio tinha uma função que ninguém naquela sala dourada, além dele próprio, conhecia. [...] Olhando através da lente ocular, Felix colocou o microscópio sobre a maior mancha de sangue, a que tinha escorrido quando o soldado romano usou sua lança para perfurar o tórax. [...] Quando a lâmina foi recolhida, os pedaços de fio vieram junto, transportando centenas de células sanguíneas que, Felix tinha a certeza, continham o DNA do Filho de Deus.

Avaliação:
Felix Rossi, com duplo doutoramento em Harvard (medicina e microbiologia), um dia já quis ser padre, por causa de sua profunda e devota fé católica. Durante os 42 anos de sua vida, ele esperou pela oportunidade de poder ver pessoalmente o Sudário de Turim. Em uma das raras ocasiões em que o Sudário foi exibido a um grupo de pessoas muito restrito, Rossi estava lá. O tecido sagrado seria examinado e o médico fora convidado como representante da Ciência.
Entretanto, o verdadeiro e secreto sonho de Rossi era usar justamente a Ciência para trazer Jesus Cristo de volta. Para isso, ele se preparou durante anos e anos. E lá estava a sua grande e única oportunidade. Com um microscópio especialmente equipado, Rossi consegue obter, sem o conhecimento dos demais presentes, 2 pequenos fios ensanguentados cortados do Sudário de Turim.
Tendo posse desses fios, Felix Rossi conseguirá encontrar células adequadas para realizar a clonagem? Se sim, conseguirá inserir seus núcleos em um óvulo? Quem será a doadora? De quem será o ventre que carregará o clone de Jesus? A gravidez se transcorrerá normalmente?

O clone de Cristo é uma história sobre fé, sobre a crença em Deus, mas inserida em um contexto científico, com um ritmo ditado pela tensão constante de um thriller e uma bonita história de amor de brinde. As questões abordadas vão além da medicina, da microbiologia e da religião. Supondo que os cenários do livro são verdadeiros, o leitor também acaba conhecendo um pouco da vida na alta sociedade novaiorquina, onde arte e política parecem ser assuntos normais entre seus membros. Em termos de oportunidade de aquisição de conhecimento, eu arriscaria dizer que está quase no nível dos livros do Dan Brown. Só não fiquei parando para googlar tudo a cada 3 frases porque atrasaria demais a minha leitura, que já não é das coisas mais rápidas do mundo.
Talvez um único ponto que me incomodou um pouco (mas aí é por motivos pessoais) é que às vezes me dava a impressão de que o livro estava “pregando” religião, quando alguns personagens rezavam ou falavam de sua fé. No entanto, isso nem de longe é a intenção do livro e em nada atrapalha o andamento da história.
As reflexões finais que ficam são bem intrigantes. E se uma pessoa com a mesma carga genética de Jesus retornasse ao nosso mundo nos dias atuais, seria ela Jesus? Seria o Filho de Deus? Como fica a questão da “alma”? O que aconteceria com as diversas religiões existentes? Como ficaria o poder da igreja? E como seria afetado o campo da política?

Não deixe de ler a degustação no link abaixo! Vale muito a pena!
O Clone de Cristo

Leia um trecho: aqui

[resenha] Esperando Por Você

22 de abril de 2013 - segunda-feira - 21:30h   ¤   Categoria(s): Infantojuvenil, Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Esperando Por VocêTítulo: Esperando Por Você
Título original: Waiting For You
Autor: Susane Colasanti
País: EUA
Ano: 2009
Editora: Novo Conceito
Páginas: 336
Sinopse: É hora de iniciar o segundo ano do Ensino Médio, e Marisa está pronta para um novo começo e para seu primeiro namorado de verdade. No entanto, depois do popular Derek convidá-la para sair, as coisas ficam complicadas. Além de seus pais se separarem e de Marisa ter uma briga com seu melhor amigo, Derek – o amor da sua vida – a deixa desapontada. As únicas coisas que mantêm Marisa são os podcasts de um DJ anônimo, o qual parece entendê-la totalmente. Mas ela não sabe quem ele é… Ou sabe?
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De início, eu as observo no mar, converso com algumas meninas que conheço da orquestra e me convenço de que não devo ficar olhando mais para Derek. Mas a decisão não funciona: continuo dando umas espiadas nele.
É quando uma coisa incrível acontece. Algo que tem o poder verdadeiro de transformar uma vida.
Derek olha para mim e sorri.
Ele está sorrindo diretamente para mim!

Avaliação:
E então, a “garota” de 32 pôde voltar a sentir, por alguns dias, a emoção de ser adolescente de novo.
Se considerarmos que a adolescência aconteça nas nossas vidas entre os 12 e os 17 anos de idade, a minha se passou durante os Anos 90. Entretanto, é engraçado como certas coisas não mudam. As dúvidas, os medos, os sonhos são basicamente os mesmos.

Depois de ter lido um livro um tanto quanto denso e demorado, eu estava precisando de algo leve, com um tema mais tranquilo. Fiquei com um pouco de receio de a história ser bobinha demais, mas fui em frente mesmo assim.
Nas primeiras páginas, eu já pude sentir que seria uma leitura bem agradável, para desanuviar a cabeça.
Marisa está indo pro 2º anos do Ensino Médio e, depois de ter se recuperado de uma depressão que a assolou no ano anterior, ela quer que sua vida seja diferente daqui pra frente. Está mais do que na hora de ter seu primeiro namorado, e é perfeitamente natural que ela esteja apaixonada por Derek, o garoto mais charmoso e popular do colégio. Entretanto, Marisa também está cercada de boas amizades. Após alguns anos de distanciamento, a garota volta a se aproximar de Nash. Eles eram muito amigos quando crianças, mas sabe como são as coisas conforme a gente vai crescendo… Nash é tímido, meio nerd, é até meigo e atencioso, mas definitivamente não se encaixa no quesito “potencial namorado”.

Eu achei o livro bem fofinho, e conta uma história com a qual qualquer pessoa poderia se identificar. Não há grandes acontecimentos, nem personagens ultradramáticos, mas emociona na sua simplicidade. Talvez alguns aspectos sejam vistos como puros clichês, como o fato de o garoto popular agir como um idiota ou a garota desconfiar se seu melhor amigo é apaixonado por ela ou não. Só que… se for parar pra pensar, a nossa vida, tão comum, muitas vezes não é feita realmente de um clichê atrás do outro?

Eu, sinceramente, recomendaria muito este livro para as mulheres com mais de 27 anos de idade. Pode ser que algumas não gostem, mas acho que vale a pena para lembrarem-se de uma época em que as coisas complicadas da nossa vida não eram o vencimento das contas ou o colega de trabalho traiçoeiro.
Esperando Por Você

[resenha] A Magia da Pixar

31 de março de 2013 - domingo - 19:38h   ¤   Categoria(s): Biografia, Desafios, Literatura estrangeira, Resenhas

A Magia da PixarTítulo: A Magia da Pixar
Título original: The Pixar Touch
Autor: David A. Price
País: EUA
Ano: 2008
Editora: Campus Elsevier
Páginas: 276
Sinopse: Este livro é a história fascinante da imensa riqueza criativa, tecnológica e empresarial por trás do sucesso da Pixar, o estúdio cinematográfico mais inovador de todos os tempos. Trata-se da primeira análise minuciosa da empresa que mudou definitivamente o modo como conhecemos e enxergamos a animação e o cinema.
Com base em entrevistas realizadas com dezenas de especialistas, o autor examina os primeiros anos pioneiros, quando a animação feita em computadores era considerada a “alternativa lunática” do meio, e a Pixar enfrentou diversas decepções e perdas financeiras até chegar ao estrondoso sucesso de Toy Story. Ele nos leva até o estúdio de hoje, para ver como escritores, diretores e animadores realizam seus filmes maravilhosos e incrivelmente populares. Finalmente, Price explora o relacionamento volátil entre a Pixar e a Walt Disney Company, quando se transformou de uma empresa satélite da Disney em uma joia de US$7,4 bilhões.
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O novo script continha várias mudanças para tornar Woody mais simpático. O filme se abriria com uma nova sequência, na qual Andy brincava com Woody, destacando a ligação entre eles. Onde o antigo script mostrava Woody como um superpoderoso arrogante no quarto de Andy, as primeiras cenas da nova versão definiriam Woody como um líder sábio que tomaria conta dos outros brinquedos.

Avaliação:
A primeira impressão que eu tive, ao começar este livro, foi que a leitura iria se arrastar. Letras pequenas, linhas que ocupavam toda a página, indo de uma ponta a outra, e margens estreitas. Além disso, nas 40 primeiras páginas, são narrados os primórdios da Pixar, na década de 1970, quando ainda estava longe de ser uma fábrica de sonhos e estava mais para um grupo de um monte de nerds apaixonados por computadores e animação, que desejavam juntar uma paixão à outra.
Entretanto, o livro não demora muito para ficar divertido, quando começam a aparecer “personagens famosos”, como George Lucas e Steve Jobs. É interessante também a presença de diversas pessoas a princípio desconhecidas, mas relacionadas a nomes futuramente famosos, como Adobe, Xerox, Netscape ou Atari.

Como talvez não pudesse deixar de ser, a parte mais legal do livro está nos relatos dos bastidores dos filmes que tanto nos conquistaram. A cada capítulo, é contada a história da concepção de um ou dois filmes, sendo eles: Toy Story 1 e 2, Vida de Inseto, Monstros S.A., Procurando Nemo, Os Incríveis, Carros e Ratatouille. Você sabia a paixão do Diretor de Criação John Lasseter por brinquedos e carros foi o que justamente deu origem a Toy Story e Carros? E que para os pelos do Sulley, em Monstros S.A., foi utilizada uma tecnologia (software?) totalmente nova de autossombreamento? E que Toy Story 2 estava inicialmente programado para ser lançado apenas em vídeo? E que, no entanto, foi uma das poucas sequências que se tornou maior e foi considerada melhor do que o primeiro filme?
Também são contados os problemas que alguns filmes tiveram, como o fato de a DreamWorks ter resolvido fazer FormiguinhaZ exatamente para provocar a Pixar, e alguns processos referentes a acusação de violação de direitos autorais em Monstros S.A.
Há também alguns relatos muito legais, de quando a Pixar ainda não era um estúdio e o grupo estava tentando mostrar que animação por computação era algo para o qual se devia olhar com mais carinho e atenção. Em 1986, na conferência anual SIGGRAPH, a Pixar exibiu sua primeira animação, Luxo, Jr. Assista ao vídeo abaixo e você entenderá por que na vinheta do início de todo filme da Pixar há uma luminária que aparece pulando.


Enfim, A magia da Pixar é altamente recomendável para as pessoas que são apaixonadas pelos filmes deste estúdio. Apesar de denso, cheio de personagens e informações, é um livro que me fez passar a enxergar as animações de outra forma. Eu ficarei imaginando de onde as histórias surgiram, se o nome e o roteiro do filme permaneceram os mesmos desde a concepção, que tipos de novas tecnologias devem ter sido implementadas (apesar de eu não entender nada do assunto), quantas máquinas e quantos dias foram necessários para renderizar uma determinada cena.
A Magia da Pixar
Esta resenha faz parte da meta de março do Projeto Variedade Literária.