Tag: ‘Europa’

[resenha] Alma?

5 de junho de 2013 - quarta-feira - 09:18h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

Alma?Título: Alma?
Título original: Soulless
Autor: Gail Carriger
País: EUA
Ano: 2009
Editora: Valentina
Páginas: 307
Sinopse: Em primeiro lugar, ela não tem alma. Em segundo, é solteirona e filha de italiano. Em terceiro, acaba sendo atacada sem a menor educação por um vampiro, o que foge a todas as regras de etiqueta.
E agora? Pelo visto, tudo vai de mal a pior, pois a srta. Tarabotti mata sem querer o vampiro ― ocasião em que a Rainha Vitória envia o assustador Lorde Maccon (temperamental, bagunceiro, lindo de morrer e lobisomem) para investigar o ocorrido.
Com vampiros inesperados aparecendo e os esperados desaparecendo, todos parecem achar que a srta. Tarabotti é a responsável. Será que ela conseguirá descobrir o que realmente está acontecendo na alta sociedade londrina? Será que seu dom de sem alma para anular poderes sobrenaturais acabará se revelando útil ou apenas constrangedor? No fim das contas, quem é o verdadeiro inimigo, e… será que vai ter torta de melado?
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Eles a encaravam apenas como uma solteirona, cuja situação desfavorável resultava sem dúvida alguma de um misto de personalidade forte, compleição escura e traços faciais marcantes. A srta. Tarabotti achava que seria um transtorno ter de dar explicações a torto e a direito sobre ausência de alma para as massas mal informadas.

Avaliação:
Alexia Tarabotti não tem alma, característica que herdou de seu pai. Diferentemente dos vampiros e lobisomens, que são sobrenaturais, ela é uma preternatural. Sua habilidade principal é anular os poderes deles com seu toque.
A época é o século XIX. O lugar, Londres, na Inglaterra. Os sobrenaturais já existiam há muitos milhares de anos, juntamente com a (ou até antes da) humanidade. Mas nessa época e nesse lugar, eles realmente são inclusos e aceitos na sociedade como qualquer cidadão. Participam do governo, fazem parte dos conselheiros da Rainha, circulam normalmente entre as pessoas. Um único detalhe é que eles têm um registro especial, como se fosse um RG, mas cadastrado por uma entidade exclusiva para não-humanos.
A criação – ou transformação – de novos sobrenaturais, assim como a “educação” deles, sejam vampiros ou lobisomens, é controlada, sendo responsabilidade de clãs que se dividem por localidade. O problema começa quando Alexia é atacada por um vampiro que parece desconhecer os conceitos que envolvem os não-humanos. Ele não fazia a menor ideia dos poderes de uma preternatural, além de não conseguir pronunciar os Ss por causa da falta de familiaridade com os novos caninos. Em legítima defesa e sem intenção, a sem-alma acaba matando o vampiro. Mas quem era ele? Por que não estava registrado? Por que não sabia se comportar conforme a etiqueta? De que clã ele se originou? Este acidente e estas perguntas são o eixo principal do enredo de Alma?, onde todos os outros deliciosos elementos são enganchados para dar vida a essa história absurdamente prazerosa e agradável de se ler.

Se eu tivesse que definir este livro em uma única palavra, seria “divertidíssimo”. Os personagens são marcantes, inteligentes, cheios de personalidade, não importando se são sarcásticos, rabugentos ou apenas excêntricos. As cenas e diálogos são recheados de humor e irreverência. Sendo assim, o texto flui como água gelada em uma garganta com sede.
Eu não conheço muitas histórias de vampiros e lobisomens, a não ser o básico e os crepúsculos-da-vida, mas achei que Alma? traz conceitos diferentes e bastante interessantes. Com certeza está longe de ser aquela mesmice da adolescente que se descobre meio-humana e se apaixona por um sobrenatural num amor proibido e inocente. Bem, inocência é algo que quase não existe no livro…
Outro ponto que dá um charme todo especial à história é o fato de se passar na Inglaterra vitoriana com elementos steampunk. Vestidos farfalhantes, sombrinhas que são verdadeiras armas, coches e gadgets cheios de engrenagens fazem você ter vontade de pular pra dentro das páginas e ser um dos personagens.

No fim das contas, eu terminei a leitura com fome de continuação. A Editora Valentina já tem planos, sim, de publicar os volumes seguintes. O difícil é esperar sossegada.
Eu diria, sem vergonha nenhuma, que Alma? foi uma história de vampiros e lobisomens que me conquistou.
Alma?

[resenha] O Primo Basílio

4 de maio de 2013 - sábado - 10:05h   ¤   Categoria(s): Desafios, Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

O Primo BasílioTítulo: O Primo Basílio
Autor: Eça de Queirós
País: Portugal
Ano: 1878
Editora: Ática
Páginas: 328
Sinopse: O Primo Basílio é um romance de Eça de Queirós. Publicado em 1878, constitui uma análise da família burguesa urbana no século XIX. O autor, que já criticara a província em O Crime do Padre Amaro, volta-se agora para a cidade, a fim de sondar e analisar as mesmas mazelas, desta vez na capital: para tanto, enfoca um lar burguês aparentemente feliz e perfeito, mas com bases falsas e igualmente podres. A criação dessas personagens denuncia e acentua o compromisso de O Primo Basílio com o seu tempo: a obra deve funcionar como arma de combate social. A burguesia – principal consumidora dos romances nessa época – deveria ver-se no romance e nele encontrar seus defeitos analisados objetivamente, para, assim, poder alterar seu comportamento. As personagens de O Primo Basílio podem ser consideradas o protótipo da futilidade, da ociosidade daquela sociedade.
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Ia encontrar Basílio no Paraíso pela primeira vez. E estava muito nervosa; não pudera dominar, desde pela manhã, um medo indefinido que lhe fizera pôr um véu muito espesso, e bater o coração ao encontrar Sebastião. Mas ao mesmo tempo, uma curiosidade intensa, múltipla, impelia-a, com um estremecimentozinho de prazer. Ia, enfim, ter ela própria aquela aventura que lera tantas vezes nos romances amorosos!

Avaliação:
Longos foram os 20 dias que demorei para ler este livro. Mas valeram a pena! Gostei muito de, finalmente, ter lido este grande clássico da literatura lusófona. E não digo isso só porque é clássico e porque pega bem dizer que gostou. Quem acompanha meu blog sabe que sou sincera nas minhas opiniões, por mais bizarras, estranhas ou até erradas que elas sejam.

A leitura se arrastou bastante no começo e foi bem difícil, principalmente por conta do vocabulário. Vivia consultando o dicionário, mas foi ótimo para aprender palavras novas. Com o desenrolar das páginas, acho que acabei me acostumando com a linguagem e o estilo, e o livro fluiu bem melhor.

Luísa e Jorge são casados há 3 anos. Ele, engenheiro. Ela, devoradora de romances cheios de intensas histórias de amor. Juntos, um típico casal da sociedade burguesa lisboeta do século XIX. Um belo dia, Luísa fica sabendo que Basílio, seu primo – que por muito tempo morou no Brasil e no momento estava morando em Paris – está para vir à cidade, a negócios. Os problemas são: Luísa e Basílio foram como que namoradinhos durante a juventude, e o primo começa a visitá-la em sua casa justamente quando o marido, Jorge, fica fora de casa durante cerca de 2 meses, em uma viagem a trabalho.

A história é realmente sensacional. Fiquei imaginando o escândalo que o livro causou quando foi lançado. Gostei muito dessa leitura principalmente por ser uma crítica aos valores morais do fim do século XIX. Aliás, uma das melhores coisas de se ler um livro “antigo” é que é possível entender não só a mentalidade da época, mas também o linguajar, os comportamentos, hábitos, relacionamentos e até vestuário e tecnologia.

Apesar das dificuldades com o vocabulário, acho que o livro vale muito a pena, até para os adolescentes. Com um pouco de paciência e uma boa orientação por parte dos professores, acredito ser possível extrair um pouco de diversão desta importante obra.

Eu sinceramente não me recordo se li ou não este livro quando estava no colégio. O exemplar que eu tenho aqui em casa é super velhinho, como podem ver pela foto, mas ter um determinado livro, em se tratando de Lia Fugita, não quer dizer absolutamente nada, rs.

Esta resenha faz parte da meta de abril do Projeto Variedade Literária.
O Primo Basílio

Adaptações:
Pesquisando na internet, sei que há pelo menos 2 adaptações, uma em minissérie (1988) e uma em filme (2007). O vídeo abaixo é um trecho da minissérie, onde Giulia Gam fazia o papel da protagonista Luísa e Marília Pêra era a criada Juliana. A cena é uma das mais importantes da história do livro.

[mapas] Costa Amalfitana

17 de abril de 2013 - quarta-feira - 17:59h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mapas, Romance

Local: Costa Amalfitana – Província de Salerno – Itália
Livro: Veleiros ao Mar – Sarah Mason
Descrição: É o local de nascimento e criação de um dos integrantes da equipe italiana que está no campeonato America’s Cup.


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Localizada na costa oeste da Itália e banhada pelo Mar Tirreno, a Costiera Amalfitana (em italiano) é classificada pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade desde 1997.

Fotos encontradas na internet: (linkadas para seus endereços originais)
Costa amalfitana Costa amalfitana Costa amalfitana Costa amalfitana Costa amalfitana Costa amalfitana

Que tal uma viagem pra lá nas próximas férias? =)

Veja outros dois posts desta seção: Hotel Ritz Paris e Lac Léman.

[resenha] Veleiros ao Mar

28 de fevereiro de 2013 - quinta-feira - 18:44h   ¤   Categoria(s): Desafios, Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Veleiros ao MarTítulo: Veleiros ao Mar
Título original: Sea Fever
Autor: Sarah Mason
País: Inglaterra
Ano: 2007
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 755
Sinopse: A bela e talentosa Erica Pencarrow, mais conhecida como Inky, tem um sonho – competir pela Grã-Bretanha na America’s Cup, o maior desafio de barcos à vela do mundo, que apenas os melhores (e mais ricos) velejadores têm chance de ganhar (e que a Grã-Bretanha jamais ganhou). Mas, antes de realizar seu maior desejo, Inky terá que usar sua determinação e suas habilidades para enfrentar inimigos. Eles, aliás, são muitos. O impiedoso Henry Luter, por exemplo. Principal patrocinador da competição, ele acredita que velejar não é para mulheres. E, para piorar, Inky ainda por cima se apaixona por um rival. Enquanto isso, o problemático velejador Fabian Beaufort está mais preocupado com suas batalhas pessoais. Seus dias de glória no esporte foram arruinados pelo péssimo estilo de vida. Tudo o que sobrou foi a lembrança de uma grande tragédia. E uma filha não planejada. Rafe Louvel é outro com tempestades a atravessar. Rico, talentoso e excêntrico, vê sua paixão por iates ir por água abaixo quando escolhe entregar seu coração à mulher errada, Ava, a mimada filha de seu patrocinador.
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Repetidas vezes, os barcos navegaram na direção de um e outro, lutando por supremacia até a água virar uma massa borbulhante e fervente. Repetidas vezes, a melhor capacidade de manobra do barco espanhol forçou Mack para fora, aparentemente apertando-o pelo pescoço – no entanto, todas as vezes, ele conseguiu se livrar. Na sua última virada por davante, Mack voltou em espiral na direção do Guerrero e os dois avançaram, cerca de poucos centímetros um do outro.

Avaliação:
Se eu tivesse que resumir rapidamente Veleiros ao Mar, eu diria que é um livro realmente delicioso, com uma história divertida, envolvente e dinâmica sobre amizade, amor, companheirismo, espírito de equipe e garra. Seu pano de fundo é o ambiente das competições de barcos a vela, sobre o qual eu adquiri um pouco de conhecimento que nunca imaginei que pudesse ter.
O livro tem tantos aspectos dos quais eu gostaria de falar, que o resumo acima foi necessário antes que eu pudesse sair vomitando o texto do nada e desorganizadamente.

Veleiros ao Mar é classificado como chick lit. Sei que não sou parâmetro, por causa da pouca familiaridade com o gênero, mas não achei que estive lendo um livro que trazia uma história típica “de mulherzinha”. Apesar de Inky Pencarrow ser teoricamente a protagonista, muitos outros personagens dividem as cenas com ela de forma totalmente igualitária. Isso se torna ainda mais evidente pelo fato de os 30% iniciais do livro serem compostos de capítulos exclusivamente dedicados a contar um pouco do passado recente de alguns personagens mais importantes. Além disso, os relacionamentos entre eles mostram dramas referentes a questões familiares, inimizades, ressentimentos, competitividade, lealdade, dedicação, superação, tudo isso focando tanto os personagens femininos quanto masculinos.

Com relação ao cenário das competições de barcos a vela, no começo, fiquei com um pouco de receio de não conseguir aproveitar bem o livro por causa das linguagens técnicas. As primeiras páginas assustam! Mas ao longo da leitura, você percebe que não é tããão necessário assim saber o que é exatamente “cambar” ou “dar um jibe” (você acaba entendendo que são algum tipo de manobra do barco e isso basta) e que as cenas de competição, apesar de empolgantes, não são a parte mais importante da trama.
De qualquer forma, se tem uma coisa que eu realmente gosto de perceber depois de ter lido um livro é o quanto eu adquiri conhecimento através dele sem ter tido a intenção. Geralmente, isso é mérito de romances ou ficções não-fantasiosas. A gente decide ler o livro pela boa história que ele parece trazer e acabamos aprendendo sobre algo que definitivamente não faz parte das nossas vidas. Pode ser sobre ciganos, Giordano Bruno ou Direito, mas independentemente do assunto, o aprendizado não ocorre através de livros técnicos ou de interesse geral. Ele está lá, entremeando um incrível enredo, disfarçado de “contexto” e te proporcionará conhecimento enquanto você, ingenuamente, acha que está apenas se divertindo.

A leitura em si é fantástica. Por mais que a quantidade de personagens seja grande, cada um é muito diferente do outro, com uma personalidade única. A maioria das cenas são de convivência entre eles, que abordam emoções humanas, mas são alternadas por momentos de ação e tensão durante as competições. Sabendo que eu sou realmente lerda para ler, eu me surpreendia quando avançava 40 páginas sem nem perceber. Ou então, ia ler só mais um pouquinho, enquanto escrevia alguma besteira no Twitter, e perdia a noção do que estava fazendo, porque as páginas do livro simplesmente haviam me sequestrado.

Por causa de Veleiros ao Mar, eu provavelmente vou tentar assistir alguma coisa da edição da America’s Cup que acontece em setembro deste ano.
Veleiros ao Mar
Esta resenha faz parte da meta de fevereiro do Projeto Variedade Literária. Se você leu algum livro do gênero correspondente ao mês, deixe o nome do livro nos comentários. Se fez resenha, coloque o link para eu poder ler. =)

[resenha] Heresia

19 de outubro de 2012 - sexta-feira - 19:36h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Suspense / Ação

HeresiaTítulo: Heresia
Título original: Heresy
Autor: S.J. Parris
País: Inglaterra
Ano: 2010
Editora: Arqueiro
Páginas: 360
Sinopse: Inglaterra, 1583 – o país enfrenta um período conturbado, marcado por conspirações para derrubar a rainha Elizabeth, que é protestante. Muitos de seus súditos estão insatisfeitos com o governo e anseiam pelo retorno do país à religião católica. Em meio a esse clima de conflitos religiosos, o monge italiano Giordano Bruno chega a Londres, tentando escapar da Inquisição, que o acusou de heresia por sua crença num Universo heliocêntrico. O filósofo, cientista e estudioso de magia logo é recrutado pelo chefe do serviço de espionagem real e enviado a Oxford. Oficialmente, ele vai participar de um debate sobre as teorias de Copérnico, mas, em sigilo, deve se infiltrar na rede clandestina dos católicos e descobrir o que puder sobre um complô para derrubar a rainha. No entanto, quando um dos membros mais antigos de Oxford é brutalmente assassinado, a missão secreta do filósofo é desviada de seu curso. Enquanto ele tenta desvendar o crime, outro homem é morto e Giordano Bruno se vê envolvido numa sinistra perseguição.
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Seguindo a teoria de Aristóteles, a Igreja ensinava que as estrelas eram fixas, presas na oitava esfera além da Terra, e que eram todas equidistantes e se deslocavam juntas em órbita em torno de nosso planeta, assim como o Sol e os sete planetas em suas respectivas esferas. Por outro lado, havia aqueles que, como o polonês Copérnico, ousavam imaginar o Universo diferente: o Sol no centro e a Terra de movendo em sua própria órbita. Além desse ponto ninguém tinha se aventurado, nem mesmo na imaginação – exceto eu, Giordano Bruno.

Avaliação:
Heresia é um thriller que não conta apenas com os ingredientes perfeitos para um suspense – assassinatos, segredos, intrigas, mentiras e reviravoltas -, mas contém também elementos a mais que o tornam simplesmente uma leitura inevitável: fatos e personagens reais, conflitos religiosos na Europa do século XVI, uma universidade historicamente conceituada.

Giordano Bruno foi um frade dominicano condenado a morrer na fogueira pela Inquisição, por heresia. Ao contrário do que se pensa, o motivo da sua condenação não foram as ideias heliocêntricas. Bruno, na verdade, defendia a tese de um universo infinito, povoado de outras estrelas e planetas, onde poderia haver, também, vida inteligente.

O livro começa relatando o evento da sua acusação por heresia e posterior fuga do mosteiro de San Domenico Maggiore, em Nápoles. Após ter saído da Itália, ter vagado na direção oeste pela Europa e ter se tornado protegido do monarca da França, o ex-monge é chamado a ir a Londres, para uma missão secreta que tem como objetivo descobrir planos católicos para a derrubada da rainha protestante. O cenário é Oxford. As pessoas ao redor são acadêmicos: professores e alunos da Universidade. E é neste meio que acontecem assassinatos estranhos, onde as mortes parecem cenas de livros de caráter religioso.
Um livro de suspense, quando bem estruturado e bem escrito (que é o caso de Heresia), prende o leitor por si só. Entretanto, o pano de fundo histórico acaba por tornar todo o enredo absolutamente encantador.

É possível perceber que a autora fez uma pesquisa bastante profunda sobre a época, o que aparece, por exemplo, nos detalhes das caracterizações dos locais e nos diálogos e atitudes dos personagens, o que denuncia os valores e a forma de pensamento.
Outro ponto interessante foi poder conhecer de forma mais próxima a personalidade que foi Giordano Bruno. É claro que a história do livro se trata de uma ficção, mas já faz algum tempo que eu entendi que, para mim, o conhecimento adquirido só se consolida quando criamos um vínculo pessoal com ele. Ter lido Heresia foi muito mais proveitoso do que ter ouvido falar de Giordano Bruno em um livro didático qualquer. É por este motivo que eu prefiro tentar aprender História em livros comuns, de leitura, pois o leitor se envolve, se emociona, criando assim, o tal vínculo tão importante para o aprendizado.

Pesquisando um pouco sobre a autora, descobri que Heresia tem continuação em mais 2 livros: Prophecy e Sacrilege. Gostei de saber disso, pois a forma como a história termina não dá a entender que haveria sequências. Lendo um pouco no site da própria autora, entendi que se tratam de livros com histórias fechadas, apenas com o mesmo personagem, bem no estilo Harlan Coben ou James Patterson.

Resumindo: Heresia é perfeito para quem gosta de suspenses, para quem gosta de História e para quem não gosta de ficar preso a séries em que um livro fica aguçando a curiosidade para o seguinte.
Heresia

Leia um trecho: http://www.editoraarqueiro.com.br/upload/pdf/Heresia_Cap1-0.pdf