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[resenha] Branca de Neve

5 de dezembro de 2012 - quarta-feira - 16:06h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Infantojuvenil, Literatura estrangeira, Resenhas

Branca de NeveTítulo: Branca de Neve
Título original: Snow White
Autor: Irmãos Grimm (ilustrações de Camille Rose Garcia)
País: Alemanha
Ano: 1812~1822
Editora: Geração Editorial
Páginas: 80
Sinopse: Esta versão, feita para os pré-adolescentes do século XXI, traz uma heroína que parece uma gótica. A rainha perversa, a segunda mulher mais bela depois de Branca de Neve, surge aqui como um monstro de quatro olhos. Até os animais da floresta são assustadores, e o Príncipe Encantado não parece particularmente viril.
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Leve essa criança para a floresta. Eu não quero jamais pôr meus olhos sobre ela outra vez. Traga-me os seus pulmões e o seu fígado como prova de que realmente a matou.

Avaliação:
Pense em um livro lindo, de capa dura, bem encadernado, com folhas internas brilhantes, diagramação perfeita, ilustrações de tirar o fôlego e, como se não bastasse, contando a história de um dos grandes clássicos da literatura infantil. Pois este livro é a edição da Geração Editorial para Branca de Neve.

O texto contido nele é a versão clássica dos Irmãos Grimm, publicado há quase 200 anos. Sua história é relativamente diferente da versão certinha e açucarada da Disney. Prepare-se para sentir um quase imperceptível incômodo moral ao lê-la.

Mas o grande atrativo do livro é a parte visual, o que o torna praticamente uma obra de arte. A sua qualidade mostra o cuidado com que foi produzido. Os desenhos são ao mesmo tempo encantadores e medonhos, com criaturas bizarramente fofinhas e personagens carregados no delineador, independente da idade, sexo ou espécie.

Vejam algumas fotos que eu tirei do livro:
Branca de Neve Branca de Neve Branca de Neve Branca de Neve Branca de Neve

A parte mais legal, para vocês, é que eu tenho 2 exemplares. Um é meu. O outro poderá ser seu, junto com mais 11 livros, sorteados na promoção “Um ano de livros – 26 blogs, 24 livros + mimos. Quer ganhar? Participe!! São 24 livros para 2 ganhadores! =)

[resenha] Contos de Fadas Norte-Americanos

10 de abril de 2012 - terça-feira - 17:38h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Infantojuvenil, Literatura estrangeira, Resenhas

Contos de Fadas Norte-AmericanosTítulo: Contos de Fadas Norte-Americanos
Título original: American Fairy Tales
Autor: L. Frank Baum
País: EUA
Ano: 1901
Editora: Martin Claret
Páginas: 118
Sinopse: L. Frank Baum é autor do famoso Mágico de Oz. Este é outro livro seu que também encanta pelas histórias surpreendentes, pelo humor e fantasia que nelas se acham perfeitamente conjugados. É o caso do conto “A captura do Pai-tempo”, uma história maravilhosa na qual um menino caubói prende com seu laço o Tempo. O mundo todo para de movimentar-se, e os acontecimentos que sucedem são repletos das ações e aventura que o menino leva avante para brincar com o seu prisioneiro e com as pessoas da cidade onde ele vive. Os demais contos, doze ao todo, possuem o mesmo ritmo aventuroso e mágico e surpreenderão tanto as crianças quanto os adultos.
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[...] Aqui estão alguns bombons mágicos. Depois de comer este cor de alfazema, poderá dançar com leveza e graça, como se tivesse sido treinada para isso a vida toda. Depois de consumir o bombom rosa, cantará como um rouxinol. Comer o branco vai capacitá-la a tornar-se a melhor oradora da face da Terra. O bombom de chocolate vai enfeitiçá-la para tocar piano melhor que Rubenstein; depois de comer o bombo amarelo-limão, poderá facilmente elevar sua perna um metro e oitenta centímetros acima da cabeça.

Avaliação:
“Meus livros são destinados a todos aqueles cujo coração é jovem, não importa qual seja a idade que tenham.” Assim disse L. Frank Baum, o autor deste livro e também do clássico O Mágico de Oz.

Os 12 contos deste livro são povoados de seres ou itens fantásticos, como duendes, um besouro falante que ajuda uma família humilde, uma manequim de vitrine ou um cachorro de vidro que ganham vida, bombons mágicos que fazem a pessoa que os comer adquirir habilidades artísticas, ladrões italianos que estavam guardados dentro de um pequeno baú, entre outros.
São histórias deliciosas, com as quais você simplesmente volta a sentir o encantamento que a magia e a inocência da infância proporcionavam. Os enredos são simples, muito bonitinhos, com lições e ensinamentos, e sem grandes tramas e complicações inerentes ao mundo adulto. Você lê e se diverte de forma pura, leve, como se voltasse a ser criança de novo!

O livro é pequeno, naquele tamanho pocket, e com poucas páginas, o que faz dele uma excelente emergência para viciados, para carregar na bolsa / pasta /mochila sem pesar muito e lê-lo rapidinho quando houver poucos minutos de tempo livre.
Pessoas inquietas como eu, que se distraem facilmente, talvez tenham problemas para ler mais de um conto na sequência, justamente por causa da quebra existente entre uma história e outra. Não é como um livro contínuo, onde você não percebe que, de repente, leu 50 páginas sem querer. Mas de qualquer forma, sugiro não ter pressa para ler, pois é o tipo de livro que você saboreia devagar, como se fosse uma bolacha recheada que você abre em duas fatias porque assim ela fica mais gostosa.
Contos de Fadas Norte-AmericanosOutras capas:
Contos de Fadas Norte-Americanos Contos de Fadas Norte-Americanos Contos de Fadas Norte-Americanos Contos de Fadas Norte-Americanos

[resenha] As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas

23 de setembro de 2011 - sexta-feira - 14:24h   ¤   Categoria(s): Infantojuvenil, Literatura estrangeira, Resenhas

As Histórias Preferidas das Crianças JaponesasTítulo: As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas – Livro 1
Título original: Japanese Children’s Favorite Stories – Book 1
Autor: Florence Sakade
País: Japão
Ano: 1958
Editora: JBC
Tradutores: Rodrigo Brasil e Izumi Nishiyama
Páginas: 107
Sinopse: Sucesso no Japão e nos Estados Unidos, ‘As histórias preferidas das crianças japonesas’ traz vinte dos mais belos e populares contos infantis japoneses de todos os tempos, ilustrados por um dos maiores desenhistas do Japão, Yoshisuke Kurosaki. A edição brasileira, em homenagem à maior comunidade nikkei fora do Japão, traz os textos em dois idiomas – português e japonês.
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Quando estava começando seu trabalho, a velhinha ficou surpresa ao ver um grande pêssego flutuando rio abaixo. Era o maior pêssego que ela tinha visto em toda sua vida.

おばあさんが洗たくをはじめると、大きな桃がながれてきて、びっくりしました。こんな大きな桃は生まれてこのかた見たことがありません。

Avaliação:
Alguns dos contos, como o do Momotarō (na citação e na foto), eu já conhecia da época que era bem novinha e minha avó ou meu bisavô contavam para mim. Outros, eu tinha visto em algum livro de japonês quando estudava o idioma na infância. Mas muitos dos outros contos, eu não fazia nem ideia.

O livro é ótimo tanto para crianças quanto para adultos que têm interesse na cultura japonesa. As histórias são simples, curtas, bonitinhas e as ilustrações dão o toque final, tornando o livro encantador. O fato de trazer os textos em 2 idiomas é sensacional para quem está estudando japonês. Todos os kanjis têm furigana, então a leitura é tranquila para quem tem pelo menos o conhecimento básico de hiragana.

O Livro 2 tem a capa na cor verde, e traz outras 16 histórias.
As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas

Veja também:

[resenha] A Garota da Capa Vermelha

26 de julho de 2011 - terça-feira - 20:01h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

A Garota da Capa VermelhaTítulo: A Garota da Capa Vermelha
Título original: Red Riding Hood
Autor: Sarah Blakley-Cartwright, baseado no roteiro escrito por David Leslie Johnson
País: EUA
Ano: 2011
Editora: iD
Tradutores: Lígia Arata Guimarães Barros e Paulo Afonso
Páginas: 339
Sinopse: O corpo de uma garota é descoberto em um campo de trigo. Em sua carne mutilada, marcas de garras. Quando Valerie descobre que sua irmã foi assassinada pela lendária criatura, ela acaba mergulhando de forma irreversível em um grande mistério que vem amaldiçoando sua aldeia por gerações. A revelação vem com Father Solomon – o Lobo que está entre eles – o que torna qualquer pessoa do vilarejo suspeita. Estaria Peter, sua paixão secreta desde a infância, envolvido nos ataques? Ou seria Henry, seu noivo, o Lobisomem que assola as redondezas? Enquanto todos estão à caça da besta, Valerie recorre à Avó em busca de ajuda, que dá à neta uma capa vermelha feita à mão e a orienta através da rede de mentiras, intrigas e decepções que vem controlando o vilarejo por muito tempo.
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Bleim.
Bleim.
Bleim.
O terceiro toque dos sinos da igreja pairava no ar, e tudo ficou imóvel. Alguém na aldeia havia morrido. Valerie gelou.
Bleim.
Um quarto toque rompeu o silêncio. O mundo se abriu, expondo o interior cru.
Valerie e Peter entreolharam-se confusos; em seguida, caíram em si horrorizados.
O quarto toque significava apenas uma coisa: ataque do Lobo.

Avaliação:
Ao contrário do que comumente acontece, este é um livro que foi escrito baseado no roteiro do filme de mesmo nome. Percebendo que a complexidade dos personagens e as suas histórias pessoais não caberiam na trama em tela, a diretora Catherine Hardwicke desejou criar um romance e contou com a amiga Sarah Blakley-Cartwright, autora da versão em livro.

A história em si é interessante, apesar de ser contada de maneira simples. Paixões e dramas adolescentes acontecendo dentro de um vilarejo da Idade Média que vive amedrontado pelo terror de uma lenda são uma combinação bastante atraente para servir como base do enredo de mistério. Os personagens também são, sim, relativamente trabalhados de uma forma que não poderia se esperar em um filme. Eu só deduraria o exagero da sinopse e do prefácio quando falam de “redes de mentiras” e “laços que se esfacelam”, referindo-se à micro-sociedade do vilarejo. Não chega a tanto assim.
A Garota da Capa VermelhaLogo depois de terminar de ler o livro, quis assistir ao filme. Estava com boas expectativas, justamente por se tratar de livro baseado em filme. Imaginava que seriam bem parecidos, até nos diálogos, e também imaginava quais detalhes seriam omitidos pela “falta de espaço”. Mas infelizmente, me decepcionei bastante.

O filme tem um ritmo apressado, que acaba causando uma sensação de superficialidade e falta de cuidado com a história e com os relacionamentos entre os personagens. A impressão que passa é que a diretora quis um romance escrito para tentar “consertar” a mediocridade do seu filme.

Um ponto interessante foi a jogada de marketing feita no final do livro (e não vou falar muito para não ser spoiler). Como eu o li bem depois da estreia do filme, acabei não sofrendo de ansiedade, rs.

Trailer do filme:

Veja também: