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3 técnicas definitivas para controlar sua compulsão

7 de dezembro de 2016 - quarta-feira - 15:33h   ¤   Categoria(s): Coisas de leitor

3 técnicas definitivas para controlar a compulsão

Querido devorador de livros, veja se você se identifica com alguma das situações abaixo:

» Sua fila de livros não lidos é gigantesca.
» Você compra livros mais rápido do que lê, mesmo que você leia rápido e muito.
» A sua fila nunca diminui de forma expressiva, mesmo que faça planos e metas.
» Você sempre “faz besteira” em ocasiões como Bienal do Livro, feiras de livros, sebos e Black Friday.
» Você já até escreveu no seu próprio blog posts com dicas para controlar a compulsão, mas não conseguiu cumprir nenhuma delas.
» Ninguém mais acredita quando você diz que vai comprar menos livros no próximo ano.

Pois é, eu sei como você se sente, porque eu me encaixo em TODOS os itens acima.

Mas por que eu estou escrevendo novamente um post sobre compulsão por livros se eu já escrevi dois que falharam??

Aí é que tá! É porque eu tenho métodos novos – ahááá!! –, alguns baseados em um livro de um neurologista e outros obtidos por insights e inspiração divina, rs. E tenho plena fé de que desta vez vai funcionar. Por favor, acreditem em mim! =D

 
1. Maximize o seu prazer
3 técnicas definitivas para controlar a compulsãoAo longo de 2016, eu percebi que algumas leituras foram excepcionalmente prazerosas. Esses livros tinham algumas características em comum:

» eu estava realmente passando mal de vontade de ler o tal livro;
» eu li uma boa parte dele na livraria, em diversas ocasiões, antes de decidir comprar;
» eu comprei apenas o tal livro desejado, sem comprar diversos outros junto;
» eu comecei a ler logo após ter comprado, e li com sofreguidão (hahaha, que palavra mais exagerada, mas foi bem isso mesmo!), não conseguindo me desgrudar do livro.

Todos que foram comprados com essas características estão devidamente lidos. Não estão na pavorosa fila.

Mas por que esta técnica funciona?

Olha só esse raciocínio:
Quando você quer muito um livro, é provável que você esteja incontrolavelmente interessado naquela história ou naquele tema. Você quer saber tudo sobre o assunto, portanto compra 5 livros de uma vez. Mas você não vai ler os 5 de uma vez – você vai ler 1 e colocar 4 na fila. No entanto, você já tem outros livros, de outros assuntos, na sua fila. E ainda podem surgir novos interesses. Dessa forma, outras leituras podem interromper esse “fluxo de noia” que você tinha por aquele assunto inicial, fazendo com que o interesse que você tinha antes diminua. O prazer máximo pela leitura, então, pode ir por água abaixo.
Comprar apenas 1 livro quando você está quase arrancando os cabelos de vontade de ler é uma técnica que funciona porque garante que o seu “fluxo de noia” não vai ser interrompido, seu interesse não vai diminuir, e o prazer da leitura será máximo.

Se ainda continuar megainteressado no mesmo assunto, vá à livraria e compre outro livro. Mas, novamente, apenas 1.

 
2. Identifique suas situações pró-compulsão
3 técnicas definitivas para controlar a compulsãoEm quais ocasiões a sua compulsão grita alto?

Feiras de livro?
Promoções na internet?
Sebos?
Livrarias lindas?
Banca de jornal?

No meu caso, eu descobri que eu só perco o controle quando se combinam feiras grandes com preços baixos, tipo alguns estandes da Bienal e a Feira da USP. Livrarias comuns, sebos e sites, mesmo com promoções, não me instigam a fazer besteira.

Por que esta técnica funciona?

Quando você tem consciência da situação geradora de compulsão, há várias ações que você pode tomar para evitar o desastre, como:

» não ir aos locais (ai, que triste!);
» ir, mas estabelecer limites concretos (por exemplo, sem cartão do banco e apenas com dinheiro em cash);
» ir junto com um amigo e fazer uma aposta (exemplo: se eu comprar mais de 3 livros, terei que pagar um jantar caro para esse amigo).

Parece coisa boba, que não funciona por ser simples demais, mas eu realmente consigo frequentar semanalmente uma Livraria Cultura sem sair com uma pilha de livros nos braços. Autoconhecimento é tudo, ó! =D

 
3. Esquente o futuro
Coméquié??

Quando você está se morrendo de vontade de comprar aquele monte de livros, a sua compulsão está no seu ponto máximo, fervendo dentro de você. No entanto, quando chega em casa, bate aquele arrependimento. Pior de tudo é que você sabia muito bem que ia se arrepender.
3 técnicas definitivas para controlar a compulsão
Mas por que comprou mesmo assim??

Porque, quando você ainda estava lá na livraria com a compulsão te fritando, o momento de chegar em casa e o arrependimento eram um “futuro frio”, distante.

Esquentar o futuro consiste em imaginar, com profundidade e concentração, o que acontecerá e o que você sentirá dependendo da sua decisão. Você pode imaginar a culpa e o arrependimento por não ter resistido. Ou a vitória e a sensação de autocontrole porque conseguiu sair da livraria com apenas 1 livro. Ou o fato de faltar dinheiro para pagar algo importante apenas porque você foi fraco demais para se segurar.

Por que esta técnica funciona?

Ao se concentrar no futuro, ao “esquentá-lo”, você o torna mais real, você traz para o presente as consequências longínquas dos seus atos impensados. Um arrependimento bem imaginado acaba permanecendo apenas imaginário. E não vira verdade.

 
Resumindo…
1. Compre apenas 1 livro, comece a ler logo após a compra e desfrute do prazer máximo.
2. Identifique que locais oferecem perigo para sua compulsão e evite-os. Ou crie uma estratégia de defesa.
3. Feche os olhos, imagine e sinta, de verdade, o arrependimento e a culpa. Ou a vitória e a sensação de controle.

 
Mas… essas técnicas funcionam mesmo??
Acho que imagens falam por mil palavras, né?

Na Feira da USP do ano passado, eu ainda acreditava em meta de quantidade. Até que deu certo, já que eu estava com planos de comprar 11 livros. Mas… 11 livros?? Isso não ajuda em nada a diminuir a minha fila!
Pior: os livros dessa pilha que ainda não foram lidos não me trarão prazer máximo. O tempo deles passou.

Misto de felicidade e culpa. Hahahaha!! #FestaDoLivroDaUSP

Uma foto publicada por Lia Fugita (@verbo_ler_) em

 
Na Bienal de SP deste ano, fui passear por lá durante 6 dias. E fui bem ingênua de achar que ia conseguir me controlar.

 
Mas tudo mudou depois que eu descobri essas 3 técnicas. Depois de eu ter identificado que feiras combinadas com preço baixo são um perigo, eu fui à Feira da USP mesmo assim, mas com a técnica da maximização do prazer na manga e o futuro “esquentado” na mente.
Deu muito certo! O Livro da Literatura é um livro que eu estava planejando comprar há muitos meses, e que vou ler aos poucos, como se fosse um livro de estudo. Mas Androides sonham com ovelhas elétricas? é que foi o livro-noia do momento. E, well, ele já está devidamente lido!

 
Deem suas sugestões
Se vocês tiverem outras técnicas que já testaram – tendo dado certo ou não – deixem seus relatos nos comentários. Compartilhar informações é algo sempre bem-vindo.

Top 5 encalhados

18 de fevereiro de 2016 - quinta-feira - 10:32h   ¤   Categoria(s): Coisas de leitor, Literatura estrangeira

Hahaha!! Copiando um post que eu adorei, da Giani Plata, resolvi fazer a minha lista dos 5 livros mais encalhados que tenho na minha fila.

Diferentemente da Giani, eu não vou prometer que vou lê-los em 2016, rs. Só quero mostrar para vocês o meu destrambelhamento mesmo! =D

A ordem é aleatória, tá?

Livro: Era dos Extremos – Eric Hobsbawm
Encalhado desde: 2005
Eu tenho porque: ganhei de presente de aniversário, de amigos da faculdade.
Encalhou porque: eu acho que não tenho conhecimento de História o suficiente para aproveitar bem o livro. (E em 10 anos, pelo visto, eu não consegui acumular este conhecimento… =/)
Vai desencalhar? Quase certeza que não. Tenho 3 livros de História, de 6ª a 8ª série, para ler antes, hahaha!
 

Livro: A Evolução do Machismo – Giorgio Gambirasio
Encalhado desde: talvez 2008 (tive que pesquisar o ano do livro, rs).
Eu tenho porque: comprei. Mas não lembro qual foi a ocasião.
Encalhou porque: é tipo aquela comida mais gostosa que você tem no prato e quer deixar pra comer por último. Aí você vai deixando, deixando, lendo as porcarias antes…
Vai desencalhar? Eu gostaria, mas confesso que tenho um pouco de receio, por causa da época atual que vivemos. O feminismo está ganhando força, e eu tenho medo da quantidade de bons conhecimentos que eu posso ganhar com esse livro. Conhecimento não é só poder. É também solidão.
 

Livro: Tempo de Despertar – Oliver Sacks
Encalhado desde: 2006, provavelmente.
Eu tenho porque: ganhei de presente de um amigo querido, médico, que me fez me interessar pelo Oliver Sacks.
Encalhou porque: as letrinhas são muito pequenas. Sério! A leitura não “rende”, no sentido de as páginas voarem. Em época de desespero pra baixar fila, é um livro que não colabora. Hahaha!! Mas o pior de tudo é que eu li outros 2 livros do autor, que eu comprei depois de ter ganhado esse, rs.
Vai desencalhar? Vou tentar. Tem altas chances! Apesar de ser ano de Bienal do Livro SP…
 

Livro: Labirinto – Kate Mosse
Encalhado desde: não faço ideia. O ano do livro é 2006.
Eu tenho porque: comprei. Sei lá, achei a sinopse interessante, senti-me atraída por livros gordos.
Encalhou porque: de repente, o livro não me pareceu tão interessante assim.
Vai desencalhar? Não. Com certeza, não. Vou empurrar através de mais alguns anos.
 

Livro: Desvirando a Página – A Vida de Olavo Setúbal – Ignácio L. Brandão e Jorge J. Okubaro
Encalhado desde: 2008, porque o livro foi lançado (e eu comprei) logo após a morte do dr. Olavo. (Sim, eu chamo de “doutor” Olavo por respeito, porque ele já foi, teoricamente, meu chefe.)
Eu tenho porque: comprei. Eu gosto de biografias. E tinha curiosidade de saber como foi a vida de uma personalidade do porte do dr. Olavo.
Encalhou porque: a vida acontece. Os livros mais novos vêm, passam à frente. Além disso, em 2011 eu saí do Itaú, então perdi bastante o interesse pelo livro.
Vai desencalhar? Seria uma boa, já que estou com o projeto dos livros gordos (ler pelo menos 10 páginas por dia de um livro que tem mais de 500 páginas). Esse tem 527.

Fim do Castigo Pós-Bienal SP 2012

20 de agosto de 2013 - terça-feira - 10:13h   ¤   Categoria(s): Coisas de leitor

Fim do Castigo Pós-Bienal
Gostaria de ter o prazer de dividir com vocês a alegria de anunciar o Fim do Castigo Pós-Bienal SP 2012!!! \o/
Weeeee, pulem comigo!! Deem cambalhotas!! Façam cara de gente estranha!!

Ok, Lia. Menos.

» Mas o que foi este castigo?
O Castigo Pós-Bienal SP 2012 foi uma “punição” que eu me auto-myself-eu-mesma impus por causa da orgia de compras de livros que eu fiz na Bienal do Livro de São Paulo, no ano passado.

» E qual foi a punição?
A Bienal SP 2012 havia terminado no dia 19/08/2012. No período de 1 ano (de 20/08/2012 a 19/08/2013), eu só poderia comprar, no máximo, 4 livros. Por “comprar” entende-se: a felicidade de ver um livro em uma loja – física ou online – e adquiri-lo pagando do meu próprio bolso. Excluem-se situações como: recebimento de livros por parceria e presentes.

» Conseguiu cumprir?
Siiiiiiimmmm!! Com muito orgulho, digo que sim!!

» Quais foram os livros comprados?
Nessa ordem:
- Paris – A História de uma Grande Cidade, de Danielle Chadych e Dominique Leborgne
- A Construção do Livro, de Emanuel Araújo
- Entre a Verdadeira e a Errada, do meu amigo Danilo Gonçalves
- O Livro da Economia, vários autores
Fim do Castigo Pós-Bienal

» Como você conseguiu se segurar para comprar apenas 4 livros em 1 ano?
Confesso que não foi tão difícil, mas digo isso porque eu já vinha “treinando” há um tempo. Minhas dicas são:
Pratique a resistência: Visite livrarias físicas e online, olhe, ande (ou navegue) e saia sem comprar nada. Comece fazendo isso 1 vez por mês. Aos poucos, aumente a frequência. Eu vou em uma Livraria Cultura todo fim de semana, e realmente saio de lá de mãos vazias.
Estabeleça um limitador: Pode ser uma aposta, uma promessa, um castigo ou uma meta. Sem isso, sua mente se sente livre para querer comprar e a chance de estrago é grande.
Dê importância para a sua honra: Não ria, rsrs. Isso é muito sério! =D Se você não liga para sua honra, você vai quebrar suas promessas sempre, por abrir diversas exceções. E depois vai ficar se remoendo. Eu passei por isso. Até que decidi que era hora de recuperar o respeito, a dignidade, a moral. Com o cumprimento deste castigo, tive minha honra de volta.

» Daqui pra frente, como vai ser?
Vou estabelecer um limitador, conforme a dica acima. Preciso manter meus tentáculos amarrados. Como gostam de dizer por aí: é uma questão de mindset. Ainda não decidi, mas acho que vai ser baseado no tamanho da minha fila de não-lidos, algo como: “Quando a fila atingir tamanho x, eu posso comprar 1 livro”.
Vai ser fácil? Definitivamente não, principalmente por causa dos livros que recebo de parceria. Mas vamos que vamos! Se eu consegui uma vez, por que não posso conseguir de novo? =)

[cabra] Novos hábitos na batalha contra a fila de não-lidos

25 de fevereiro de 2013 - segunda-feira - 19:37h   ¤   Categoria(s): Cabra

E então que na semana passada, numa das minhas idas frequentes a livrarias, eu estava lá, bela e sílfide, passeando como um hipopótamo etéreo entre as prateleiras, quando de repente, ao avistar e desejar um livro qualquer, eu imediatamente pensei: “Nossa, mas eu já tenho tantos!”.

… [barulho de disco riscado]

Hein?

Como é? Repete.

Eu mesma cheguei a parar, ainda entre as prateleiras, virando a cabeça de lado feito uma coruja-que-perdeu-a-piada, pra tentar processar o que eu tinha acabado de pensar.
Entretanto, por mais absurdo e improvável que tenha sido esse meu pensamento, é perfeitamente possível de se compreendê-lo, se analisarmos o meu comportamento nos últimos 2 anos.

Que o cérebro é algo possível de ser moldado com mudanças comportamentais, eu já tinha ouvido falar muitas vezes. Mas o que me encanta é sentir isso na pele. Ou melhor, na cabeça. Em 2010, devido à falta de costume de arrumar a cama, eu fiz uma aposta comigo mesma, valendo livros. Bastaram 30 dias tendo como incentivo a minha mais valiosa moeda de troca e eu nunca mais deixei de arrumar minha cama. Simplesmente criei um hábito.

Eu nunca comprei livros em lojas online através do meu computador porque não confio na segurança dele. Às vezes, quando me dava a louca, eu comprava pelo computador do trabalho. Mas de qualquer forma, eu desenvolvi o costume de visitar sites de livrarias sem nunca me sentir tentada a sair comprando, mesmo que a promoção seja a oportunidade que você nunca mais vai encontrar na vida. Navegar em livrarias sem ter a necessidade de encher o carrinho virou um hábito.

Desde que eu vi que ia fazer estrago – e fiz – na Bienal SP 2012, eu comecei a levar mais a sério esse negócio de me controlar quando vou a uma livraria física. Continuei visitando-as, semanalmente, inclusive. No começo, foi bem difícil segurar a onda. Todos os livros eram lindos, eu queria todos e eles tiravam a roupa para me seduzir. Mas eu me mantinha forte e aguentava bravamente. Com o tempo, fui adquirindo resistência. Ainda continuava querendo os livros (“Ah, quero ler esse! E esse também! E esse. E esse outro.”), mas querer não mais significava comprar. Através dessas visitas, fiz do olhar-querer-e-não-comprar um novo hábito. A minha última compra casual por compulsão foi em 12 de maio de 2012. Veja bem, não estou falando de Bienal. Num evento daquele tamanho, você simplesmente PRECISA abrir as porteiras e deixar os demonho saírem. O que eu chamo de compra casual por compulsão é quando você visita uma livraria, física ou online, com o pensamento de “Vou só dar uma olhadinha”, vê um determinado livro liiiindo ou com um preço óóótemo e simplesmente não resiste. Pois bem… a última vez que eu fiz isso foi em 12/05/12. Desde então, levando em conta a Bienal e a 1ª Brecha do Castigo Pós-Bienal, eu fiquei, respectivamente, 87 e 96 dias sem comprar livros.
Agora, vou pra 2ª Brecha, e estou há 92 dias de jejum, sem nenhuma pressa de comprar o próximo livro. (Mentira. Estou ansiosa porque já escolhi e é um assunto que me interessa muuuito, mas pretendo esperar terminar mais 2 livros)

O que eu quero dizer com tudo isso? Que foi extraordinariamente possível mudar meu comportamento no que se refere à minha compulsão por livros, sem precisar de hipnose ou remédios de tarja preta. Sendo assim, a frase chocante do começo do texto não é tão chocante assim. Pode parecer papo de doido, mas hoje eu me sinto mais livre em relação ao meu amor pelos livros, ao invés de me sentir dominada por esse tal de Algo Mais Forte do Que Eu.

Minha fila continua grande? Sim, gigantesca, inclusive mandou um beijo pra vocês. Mas faz 189 dias que a Bienal SP terminou e eu só comprei 1 livro desde então.

Ah, sim… Por que eu escrevi esse texto? É só pra dividir minha experiência com vocês. Já que essas reflexões me surgiram, como sempre, num momento morte-cabritístico… =)

 

Morte da cabrita A seção “Cabra” é um nome curto para o que deveria se chamar “Morte da Cabrita”, onde coloco os textos resultantes das minhas reflexões profundas (ahan!) acerca de assuntos que envolvem o mundo literário, principalmente a grande delícia que é ser um leitor. A intenção jamais será ter a palavra final sobre o tópico abordado, e sim gerar discussões e novas reflexões. Post explicativo aqui.

Veja também:

1ª brecha do Castigo Pós-Bienal

6 de novembro de 2012 - terça-feira - 12:14h   ¤   Categoria(s): Coisas de leitor

1ª brecha do Castigo Pós-Bienal

FALTAM 12 DIAS PARA A 1ª BRECHA DO CASTIGO PÓS-BIENAL!!!

Dia 18 de agosto de 2012 foi o último dia da Bienal do Livro de São Paulo. Devido à orgia de compras absolutamente sem-noção que eu fiz nesse evento, eu resolvi estabelecer um Castigo Pós-Bienal, para evitar que a minha fila de livros não-lidos alcançasse a Lua.

O Castigo é: comprar apenas 4 livros no período de 1 ano após a Bienal.
Distribuindo os 4 livros ao longo de 1 ano, eu tenho uma brecha de permissão de compra a cada 90 dias aproximadamente.

E é hora de planejar cuidadosamente qual livro eu vou escolher pra comprar nesta 1ª brecha. Depois de pensar um pouco (mas não o suficiente ainda), eu cheguei a 3 opções, por sinal, bastante gordas:

 
Sob a RedomaTítulo: Sob a Redoma
Autor: Stephen King
Páginas: 960
Sinopse: Em um dia como outro qualquer em Chester’s Mill, no Maine, a pequena cidade é subitamente isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é esta barreira, de onde ela veio e quando – ou se – ela irá desaparecer. Os moradores de Chester’s Mill percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem, aparelhos eletrônicos entram em pane ao se aproximar da redoma e a situação fica ainda mais grave quando a cidade se vê exposta às graves consequências ecológicas da barreira. Para piorar a situação, James “Big Jim” Rennie, político dissimulado e um dos três membros do conselho executivo da cidade, usa a redoma como um meio de dominar a cidade. Enquanto isso, o veterano da guerra do Iraque, Dale Barbara, é reincorporado ao serviço militar e promovido à posição de coronel. Big Jim, insatisfeito com a perda de autoridade que tal manobra poderia significar, encoraja um sentimento local de pânico para aumentar seu poder de influência. O veterano se une a um grupo de moradores para manter a situação sob controle e impedir que o caos se instaure. Junto a ele estão a proprietária do jornal local, uma enfermeira, uma vereadora e três crianças destemidas. No entanto, Big Jim está disposto até a matar para continuar no poder, apoiado por seu filho, que guarda a sete chaves um segredo. Mas os efeitos da redoma e das manobras políticas de Jim Rennie não são as únicas preocupações dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva.
Por que eu deveria comprar este livro: Porque é Stephen King. Porque faz tempo que não leio um livro (de ficção) dele. Porque a história parece simplesmente sensacional!
Por que eu NÃO deveria comprar este livro: Porque eu posso comprar mais pra frente. O lviro não vai sumir tão cedo.

 
Título: A História Secreta de Paris
Autor: Andrew Hussey
Páginas: 624
Sinopse: Em ‘A história secreta de Paris’, o jornalista Andrew Hussey apresenta personagens cujas histórias deram forma àquilo que vem à mente quando se fala de cidade – as tribos politeístas no caminho do império romano, os flaneurs do século XIX, vagando sem motivo pelas ruas retraçadas por Haussman; os sobreviventes e as vítimas de massacres e pestes; os idealizadores da catedral de Notre Dame, e as orgias que eram organizadas ali até meados do século XVI; os combatentes que tornaram o rio Sena vermelho de sangue no dia São Bartolomeu, em 1572; Marcel Proust, Céline, Édith Piaf, Michel Houllebecq. Viajando através de séculos, movimentos culturais e políticos, palácios e bordéis, catedrais e inferninhos punk, Hussey procura revelar os pontos obscuros e marginais da história desta cidade.
Por que eu deveria comprar este livro: Porque eu amo tudo que é livro que fala sobre Paris. E porque eu tenho a impressão de que é um livro do tipo que pode, do nada, entrar no status “Esgotado no fornecedor”.
Por que eu NÃO deveria comprar este livro: Porque eu ainda tenho 2 ou 3 livros sobre a História de Paris (ou da França) para ler.

 
Queda de GigantesTítulo: Queda de Gigantes
Autor: Ken Follett
Páginas: 912
Sinopse: Cinco famílias, cinco países e cinco destinos marcados por um período histórico. ‘Queda de gigantes’, o primeiro volume da trilogia ‘O Século’, começa no despertar do século XX, quando ventos de mudança ameaçam o frágil equilíbrio de forças existente – as potências da Europa estão prestes a entrar em guerra, os trabalhadores não aguentam mais ser explorados pela aristocracia e as mulheres clamam por seus direitos. Na Grã-Bretanha, o destino dos Williams, uma família de mineradores de Gales do Sul, acaba irremediavelmente ligado por amor e ódio ao dos aristocráticos Fitzherberts, proprietários da mina de carvão onde Billy Williams vai trabalhar aos 13 anos e donos da bela mansão em que sua irmã, Ethel, é governanta. Na Rússia, dois irmãos órfãos, Grigori e Lev Peshkov, seguem rumos opostos em busca de um futuro melhor. Um deles vai atrás do sonho americano e o outro se junta à revolução bolchevique. A guerra interfere na vida de todos. O alemão Walter von Ulrich tem que se separar de seu amor, lady Maud, e ainda lutar contra o irmão dela, o conde Fitz. Nem mesmo o americano Gus Dewar, o assessor do presidente Wilson que sempre trabalhou pela paz, escapa dos horrores da frente de batalha. Enquanto a ação se desloca entre Londres, São Petersburgo, Washington, Paris e Berlim, ‘Queda de gigantes’ retrata um mundo em rápida transformação, que nunca mais será o mesmo.
Por que eu deveria comprar este livro: Porque é um romance com História como pano de fundo. Neeem gosto, viu? =D
Por que eu NÃO deveria comprar este livro: Porque eu ainda não pesquisei o suficiente sobre esse livro para saber se é realmente bom, apesar de a sequência (Inverno do Mundo) estar vendendo bem.

 
E aí? O que acham? Qual vocês escolheriam?
Têm mais alguma sugestão? Acham que eu deveria comprar um livro mais fino?
Acham que eu vou conseguir sobreviver nesse Castigo até 18 de agosto de 2013??? =D