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[resenha] O Dragão de Sua Majestade

5 de setembro de 2011 - segunda-feira - 18:47h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Literatura estrangeira, Resenhas

O Dragão de Sua MajestadeTítulo: O Dragão de Sua Majestade
Título original: His Majesty’s Dragon
Autor: Naomi Novik
País: EUA
Ano: 2006
Editora: Galera
Tradutor: Edmo Suassuna Filho
Páginas: 348
Sinopse: Durante a era napoleônica, uma descoberta estranha transforma os rumos de uma grande guerra entre duas das maiores potências do mundo. Um ovo de dragão encontrado em uma fragata francesa capturada pelos ingleses se torna o pivô de batalhas aéreas. Temeraire, o dragão, descobre dentro de si um poder desconhecido que mudará para sempre não só a vida de seu capitão, mas também toda a história da humanidade.
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A criatura piscou. O capitão percebeu que os olhos eram de um azul profundo, com pupila vertical. Então a criatura falou:
- Por que está de cara feia?
[...]
Laurence encarou a criatura, em seguida o pálido e assustado rapaz, para então respirar fundo e dizer:
- Peço perdão, não o fiz de propósito. Meu nome é Will Laurence; qual é o seu?
Nenhuma disciplina poderia ter evitado o murmúrio de choque que atravessou o convés. O dragonete não pareceu percebê-lo, mas pensou na pergunta por vários momentos, e finalmente disse, com ar insatisfeito.
- Eu não tenho um nome.

Avaliação:
O ovo de dragão encontrado no navio francês capturado pela Marinha Real Britânica chocou em pleno mar. De forma inesperada e totalmente fora do que havia planejado, capitão Laurence foi escolhido pela criatura e solicitado, por ela mesma, que lhe desse um nome.
Temeraire.
Ao colocar-lhe o arreio, o capitão sabia que estava preso por toda sua vida ao dragão, tendo que se tornar seu aviador, deixar a Marinha e servir a Sua Majestade no Corpo Aéreo do país.

Entretanto, ao longo da convivência e do intenso treinamento pelo qual precisam passar, Laurence e Temeraire descobrem uma inesperada afinidade que resulta numa sólida amizade entre o cavaleiro e sua fera. Juntos, evoluem em suas habilidades bélicas e enfrentam provas de fogo, dentre outras descobertas e aprendizados.

Antes de começar a ler o livro, a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato de a autora ter misturado, dentro de uma única história, fantasia e fatos históricos. Mas ao longo da leitura, isto deixa de ser tão importante, passando a ter como “protagonista” o relacionamento entre o capitão Laurence e Temeraire. Os diálogos entre eles chegam a ser perturbadoramente emocionantes, tamanha é a demonstração de lealdade e vínculo de um para com o outro.

Além disto, diferentemente das outras histórias de dragões que já li, neste livro há muito pouco da tradicional aventura fantástica de magias e varinhas de condão, o que acaba tornando-o ainda mais interessante e “próximo” da realidade.

Também não pude deixar de tirar uma foto mais detalhada da capa, que é linda e, na minha opinião, mais bonita que a da edição anterior. O tom envelhecido contrasta com o título em relevo brilhante de maneira maravilhosa.

Não vejo a hora de ler as continuações!
O Dragão de Sua Majestade O Dragão de Sua Majestade

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[resenha] Paris É Uma Festa

27 de agosto de 2011 - sábado - 17:23h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Esta resenha contém spoilers do filme Meia-Noite em Paris.

Paris É Uma FestaTítulo: Paris É Uma Festa
Título original: A Moveable Feast
Autor: Ernest Hemingway
País: EUA
Ano: 1964
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 236
Sinopse: ‘Paris é uma Festa’ revela um Hemingway diferente. Em Paris, aos 22 anos, ele lê, pela primeira vez, clássicos como Tolstói, Dostoievski e Stendhal. Convive com Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, figuras polêmicas e encantadoras para o jovem Hemingway. A cidade e esses ‘companheiros de viagem’ deram-lhe nova dimensão do humano e maior sensibilidade para alcançar os seus dois objetivos primordiais na vida; ser um bom escritor e viver em absoluta fidelidade consigo próprio. Há, em ‘Paris é uma Festa’, momentos de suave melancolia, alternados com outros de cortante, quase selvagem crueldade.
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Naquele tempo não tinha dinheiro para comprar livros. Eu os obtinha na seção de aluguel da Shakespeare and Company, que era ao mesmo tempo a biblioteca e a livraria de Sylvia Beach, na Rue de l’Odéon, 12. Nessa rua fria, varrida pelo vento, a Shakespeare and Company era um lugar acolhedor e alegre, com um grande fogão aceso no inverno, mesas e estantes de livros, novidades na vitrina e, nas paredes, fotografias de famosos escritores vivos e mortos.

Avaliação:
Escrito por Ernest Hemingway no fim de sua vida, entre 1957 e 1960, este livro evoca suas lembranças da Paris dos Anos 20, onde viveu e era apenas mais um dentre os muitos intelectuais e artistas que iam para lá. Considerada o Centro do Mundo, Paris era um destino comum para quem estava à procura de um ambiente inspirador para a produção de suas obras.

No início de sua carreira, quando mal vendia contos para revistas e lutava para concluir seu primeiro romance, Hemingway e sua esposa Hadley passavam por inúmeras dificuldades financeiras, mas se consideravam inteiramente felizes, não desejando estar em nenhum outro lugar do mundo, e preferindo comprar quadros a roupas novas.

Conviveu com gente famosa, como F. Scott Fitzgerald, James Joyce, Ezra Pound e T. S. Eliot, junto dos quais fez parte da “Geração Perdida”, termo inventado e popularizado por Gertrude Stein. Tratava-se a um grupo de escritores expatriados que viveram em Paris e outras partes da Europa, no período entre o fim da I Guerra Mundial e o começo da Grande Depressão.

Este livro é ótimo para quem se encantou com o filme Meia-Noite em Paris e se incomodou com o fato de não conhecer muitos dos personagens que apareceram no enredo, que foi justamente o meu caso. A cidade é mágica, a época é mágica e o filme é lindo, realmente provocando e instigando a necessidade de se “aculturar” mais. Em seu livro, Hemingway, ao contar o seu dia-a-dia, descreve também a amizade e a companhia das personalidades citadas, dando detalhes de suas vidas.

Hemingway se suicidou com um tiro na boca, em 2 de Julho 1961, pouco antes de completar 62 anos.
Paris É Uma Festa

Tema do filme:
Ao invés de colocar o trailer do filme, que não dá nem uma pista do verdadeiro e belo enredo, preferi deixar pra vocês a canção tema, chamada “Bistro Fada”, do guitarrista Stephane Wrembel, interpretada por Marcos Vázquez.
Espero que os inspire a ler o livro! =)

Veja também:

[resenha] O Código Da Vinci – Ilustrado

4 de agosto de 2011 - quinta-feira - 20:09h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Suspense / Ação

O Código Da Vinci - IlustradoTítulo: O Código Da Vinci – Edição Especial Ilustrada
Título original: The Da Vinci Code: Special Illustrated Edition
Autor: Dan Brown
País: EUA
Ano: 2005
Editora: Sextante
Tradutor: Celina Cavalcante Falck-Cook
Páginas: 399
Sinopse: ‘Código Da Vinci’ vem fascinando milhões de leitores ao redor do mundo com sua envolvente trama policial entremeada com informações sobre arte, religião e rituais secretos. Com 160 ilustrações e impressão colorida, esta edição especial reproduz os símbolos, obras de arte, monumentos arquitetônicos e localidades históricas citados ao longo do livro. Dos segredos ocultos na Mona Lisa e na Última Ceia aos símbolos do antigo Egito e a marcos de referência como o Louvre e a Capela Rosslyn, as imagens reunidas aqui vão lançar novas luzes e suscitar outros questionamentos sobre o romance de Dan Brown, tornando sua leitura ainda mais fascinante.
Comprar: Livraria Saraiva

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O, Draconian edvil!
Oh, lame saint!
P.S. Find Robert Langdon

Avaliação:
Eu me pergunto se ainda há alguma coisa a ser falada sobre esta história… rs.

Eu li a versão não-ilustrada em 2005 e resolvi reler o livro porque queria lembrar de todas aquelas informações sobre os segredos que fizeram tanto estardalhaço na época do lançamento.
Sem sombra de dúvida, a aventura de Robert Langdon e Sophie Neveu fica bem mais interessante quando é lida num livro que “tem figuras”. As imagens são muito bonitas e fica bem mais prático visualizar as obras, símbolos e lugares sem precisar parar para procurar no Google.

Talvez apenas seja complicado ler como “livro do caminho pro trabalho”, por ser grande, pesado e de capa dura.
O Código Da Vinci - Ilustrado

Veja também:

[autor] Alexandre Dumas

20 de julho de 2011 - quarta-feira - 20:32h   ¤   Categoria(s): Autores

Alexandre Dumas (✫ Aisne, França, 24.jul.1802 – † Puys, França, 05.dez.1870) foi um escritor e dramaturgo francês.Alexandre Dumas
Nascido na pobreza, era filho de um general do Exército de Napoleão e neto de um nobre francês com uma escrava afro-caribenha.
Sua 1ª peça de teatro foi Henrique III e sua Corte, produzida em 1829. Entre 1844 e 1846, publicou dois dos seus mais famosos romances: Os Três Mosqueteiros e O Conde de Monte Cristo.
Outras de suas principais obras são:
• A Rainha Margot (1845)
• Vinte anos depois (1845)
• A Dama de Monsoreau (1846)
• O Visconde de Bragelonne (1848)

Apesar de ter-se casado em 1840 com uma atriz, Alexandre Dumas possuía pelo menos 3 filhos fora do casamento, tendo um deles recebido o mesmo nome do pai e seguido a mesma carreira de novelista e escritor de peças teatrais. Para haver diferenciação, um deles é chamado Alexandre Dumas, pai (Alexandre Dumas, père) e o outro Alexandre Dumas, filho (Alexandre Dumas, fils), sendo o filho autor do romance A Dama das Camélias.

A despeito do sucesso e de sua origem nobre, Alexandre Dumas sempre foi marcado pelo fato de ser mulato. Disse ele uma vez a um homem que o insultou por causa de sua mestiçagem:
“My father was a mulatto, my grandfather was a Negro, and my great-grandfather a monkey. You see, Sir, my family starts where yours ends.”

Dumas foi enterrado no cemitério de Villers-Cotterêts, onde nasceu, mas em 30 de novembro de 2002, aniversário do bicentenário de seu nascimento, seu corpo foi exumado sob as ordens do então presidente francês Jacques Chirac. Seus restos mortais foram levados em um novo caixão ao Pantheón de Paris, onde estão sepultados grandes nomes da literatura francesa como Victor Hugo e Voltaire.

Os Três Mosqueteiros
Os Três MosqueteirosO jovem d’Artagnan chega praticamente sem posses a Paris, mas, depois de alguns percalços, consegue se aproximar da guarda de elite do rei Luis XIII – os mosqueteiros. Nela conhece os inseparáveis Athos, Porthos e Aramis, que passarão a ser seus companheiros de aventuras. Juntos, os quatro enfrentam combates e perigos a serviço do rei e sobretudo da rainha, Ana da Áustria, tendo por inimigos principais o cardeal de Richelieu, a misteriosa Milady e o ousado duque de Buckingham.

O Conde de Monte Cristo
O Conde de Monte CristoEdmond Dantés está prestes a se casar quando seu destino muda completamente. Por causa de uma série de intrigas feitas por Mondego, Danglars, Caderousse e Villefort, ele é considerado traidor e condenado. Fica preso por 14 anos no castelo da ilha de If, onde conhece o padre Faria, que lhe explica onde encontrar um tesouro. Dantes foge da prisão, encontra o dinheiro e passa a ser chamado de conde de Monte Cristo. Agora ele quer se vingar de todos os seus desafetos.


Tanto O Conde de Monte Cristo quanto Os Três Mosqueteiros foram adaptados diversas vezes para o cinema, seriados, desenho e até anime.
A mais nova filmagem de Os Três Mosqueteiros está com estreia marcada para 14 de outubro de 2011.

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