Tag: ‘História’

[resenha] Inferno

11 de julho de 2013 - quinta-feira - 20:56h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Policial, Resenhas, Romance, Suspense / Ação

InfernoTítulo: Inferno
Título original: Inferno
Autor: Dan Brown
País: EUA
Ano: 2013
Editora: Arqueiro
Páginas: 443
Sinopse: No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado em uma das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história – O Inferno, de Dante Alighieri. Numa corrida contra o tempo, Langdon luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o arrasta para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo o sombrio poema de Dante, Langdon mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.
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Ao mudar de posição, Langdon se viu outra vez de frente para a janela. As luzes estavam apagadas e, no vidro escuro, seu próprio reflexo havia desaparecido, substituído por um horizonte distante e iluminado.
Em meio às silhuetas de torres e domos, uma fachada em especial se destacava em seu campo de visão. A construção era uma imponente fortaleza de pedra, com ameias no parapeito e uma torre de mais de 90 metros, que ficava mais larga perto do topo projetado para fora, também com ameias munidas de balestreiros.
[...]
Conhecia bem aquela estrutura medieval.
Era única no mundo.
[...]
- Eu estou… na Itália?

Avaliação:
“Mano do céu…!”, foi o que eu disse (ou pensei), com os olhos arregalados, quando terminei de ler Inferno.

Como sempre, Dan Brown foi Dan Brown neste último livro: Robert Langdon na correria, fugindo freneticamente de perseguidores enquanto decifra quebra-cabeças com símbolos e enigmas que o ajudarão na sua busca; uma mulher de 30-e-poucos anos, inteligente e atraente como companheira de corre-corre do protagonista; cidades com muita história e cultura como cenários; aprendizado de sobra para o leitor, que não consegue se desgrudar das páginas. Entretanto, em Inferno, há um elemento novo, que foi o que justamente me fez ficar matusquelando por alguns dias após ter terminado a leitura. A “polêmica” diz respeito a cada um de nós, diretamente.
Dan Brown aborda neste livro a questão da superpopulação no nosso planeta. Através do vilão Bertrand Zobrist, ele tenta mostrar para onde nós, como raça humana, estamos nos destinando se continuarmos a caminhar da forma como estamos fazendo. Este assunto não é novo para ninguém, mas a forma como o autor constrói todo o enredo da sua história em torno do tema é bem eficaz para chamar atenção do leitor e fazê-lo refletir bastante depois da última página lida. Daí os meus olhos arregalados.
As referências a Dante Alighieri e seu Inferno são perfeitas, neste contexto, para ficar sussurrando no seu inconsciente questionamentos sobre sua moral, suas atitudes, condutas e valores. Florença, além de ser o local de nascimento de Alighieri, é também considerada o berço do Renascimento italiano. Este período culturalmente rico da História, por sua vez, dizem, só foi possível acontecer graças à Peste Negra, que dizimou 1/3 da população da Europa, no século XIV. Quando aprendemos na escola sobre esta epidemia, 3 palavras muito comumente associadas a ela são: fome, falta de higiene e – surpresa! – excesso populacional.

Avaliando Inferno como um todo, ainda acho que Anjos e Demônios continua tendo o enredo mais bem estruturado dentre os livros do Dan Brown, e Código Da Vinci ainda pode ser visto por muita gente como o mais polêmico. Mas nenhum deles me atingiu de forma tão pessoal nem me causou tanta reflexão quanto Inferno, afinal, o fato de Maria Madalena ter ou não sido esposa de Jesus não vai fazer muita diferença quando a humanidade estiver à beira do colapso.

Só digo uma coisa: leia. Vale a pena. E não use como desculpa o fato de não ter gostado de O Símbolo Perdido. Simplesmente esqueça que o penúltimo livro existiu. Vá e leia Inferno acompanhando pelos posts da série Inferno Ilustrado, onde disponibilizo de forma fácil os lugares, obras e imagens citadas ao longo do livro.
Inferno

Leia um trecho: aqui

[resenha] O Guia de Sobrevivência a Zumbis – Ataques Registrados

31 de maio de 2013 - sexta-feira - 21:23h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques RegistradosTítulo: O Guia de Sobrevivência a Zumbis – Ataques Registrados
Título original: The Zombie Survival Guide – Recorded Attacks
Autor: Max Brooks
País: EUA
Ano: 2009
Editora: Rocco
Páginas: 142
Sinopse: Começando nas savanas africanas, passando pelas legiões romanas e as viagens do pirata Francis Drake até experimentos soviéticos da época da guerra fria, O guia de sobrevivência a zumbis – Ataques registrados leva o leitor a uma jornada assustadora pela história da humanidade, já que os registros de ataques de mortos-vivos são mais antigos do que os homens imaginam. Com o auxílio do brasileiro Ibraim Roberson e seus desenhos marcantes, detalhistas e cheios de referências, o cultuado autor de O guia de sobrevivência a zumbis e Guerra mundial Z compila uma impressionante lista dos mais conhecidos ataques de zumbis em uma graphic novel sensacional na qual o nonsense é o grande protagonista.
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A “Operação Botão de Cereja”, dirigida pela unidade especial de combate do Japão Imperial, envolveu experimentos em seres humanos durante a Segunda Guerra Mundial para produzir um exército de mortos-vivos.

Avaliação:
Eu conheço muito pouco sobre zumbis. Pelo que eu me lembro, nunca li nenhum livro, não assisto Walking Dead e nunca vi nem joguei nenhum Resident Evil. Talvez toda a minha “filmografia” zumbítica esteja resumida a Meu Namorado é um Zumbi, hahaha!

Em O Guia de Sobrevivência a Zumbis – Ataques Registrados, há diversas pequenas histórias. Cada uma se passa em um local e uma época da humanidade. Começa na pré-história, na África, e vai até 1992, todas contando sobre ataques de zumbis que ocorreram desde quando o homem existe. Os desenhos são muito bem-feitos, com alguns detalhes que chegam a ser nojentos, mesmo em preto-e-branco!
Não sei se eu aproveitaria melhor a HQ se eu tivesse lido os outros livros anteriores do autor, mas gostei bastante de saber um pouco mais sobre zumbis. Acho que o que mais me agradou foi o fato de misturar ficção no contexto histórico.

Quanto à experiência de ler HQ, eu acho legal, mas não sei se conseguiria fazê-lo com muita frequência. Sendo devoradora de livros, talvez sobreviver só de quadrinhos seja algo meio inimaginável para mim. Por mais que na maioria das vezes uma imagem valha por mil palavras, ainda prefiro o poder que as palavras têm de trabalhar a imaginação, mexer com as emoções ou transformar tudo em poesia.

Mas leiam essa HQ! Vocês que são alucinados por zumbis não podem deixar esse material superelegante passar em branco! Vale muito a pena!

Esta resenha faz parte da meta de maio do Projeto Variedade Literária.
O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques Registrados O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques Registrados O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques Registrados

[resenha] Heresia

19 de outubro de 2012 - sexta-feira - 19:36h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Suspense / Ação

HeresiaTítulo: Heresia
Título original: Heresy
Autor: S.J. Parris
País: Inglaterra
Ano: 2010
Editora: Arqueiro
Páginas: 360
Sinopse: Inglaterra, 1583 – o país enfrenta um período conturbado, marcado por conspirações para derrubar a rainha Elizabeth, que é protestante. Muitos de seus súditos estão insatisfeitos com o governo e anseiam pelo retorno do país à religião católica. Em meio a esse clima de conflitos religiosos, o monge italiano Giordano Bruno chega a Londres, tentando escapar da Inquisição, que o acusou de heresia por sua crença num Universo heliocêntrico. O filósofo, cientista e estudioso de magia logo é recrutado pelo chefe do serviço de espionagem real e enviado a Oxford. Oficialmente, ele vai participar de um debate sobre as teorias de Copérnico, mas, em sigilo, deve se infiltrar na rede clandestina dos católicos e descobrir o que puder sobre um complô para derrubar a rainha. No entanto, quando um dos membros mais antigos de Oxford é brutalmente assassinado, a missão secreta do filósofo é desviada de seu curso. Enquanto ele tenta desvendar o crime, outro homem é morto e Giordano Bruno se vê envolvido numa sinistra perseguição.
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Seguindo a teoria de Aristóteles, a Igreja ensinava que as estrelas eram fixas, presas na oitava esfera além da Terra, e que eram todas equidistantes e se deslocavam juntas em órbita em torno de nosso planeta, assim como o Sol e os sete planetas em suas respectivas esferas. Por outro lado, havia aqueles que, como o polonês Copérnico, ousavam imaginar o Universo diferente: o Sol no centro e a Terra de movendo em sua própria órbita. Além desse ponto ninguém tinha se aventurado, nem mesmo na imaginação – exceto eu, Giordano Bruno.

Avaliação:
Heresia é um thriller que não conta apenas com os ingredientes perfeitos para um suspense – assassinatos, segredos, intrigas, mentiras e reviravoltas -, mas contém também elementos a mais que o tornam simplesmente uma leitura inevitável: fatos e personagens reais, conflitos religiosos na Europa do século XVI, uma universidade historicamente conceituada.

Giordano Bruno foi um frade dominicano condenado a morrer na fogueira pela Inquisição, por heresia. Ao contrário do que se pensa, o motivo da sua condenação não foram as ideias heliocêntricas. Bruno, na verdade, defendia a tese de um universo infinito, povoado de outras estrelas e planetas, onde poderia haver, também, vida inteligente.

O livro começa relatando o evento da sua acusação por heresia e posterior fuga do mosteiro de San Domenico Maggiore, em Nápoles. Após ter saído da Itália, ter vagado na direção oeste pela Europa e ter se tornado protegido do monarca da França, o ex-monge é chamado a ir a Londres, para uma missão secreta que tem como objetivo descobrir planos católicos para a derrubada da rainha protestante. O cenário é Oxford. As pessoas ao redor são acadêmicos: professores e alunos da Universidade. E é neste meio que acontecem assassinatos estranhos, onde as mortes parecem cenas de livros de caráter religioso.
Um livro de suspense, quando bem estruturado e bem escrito (que é o caso de Heresia), prende o leitor por si só. Entretanto, o pano de fundo histórico acaba por tornar todo o enredo absolutamente encantador.

É possível perceber que a autora fez uma pesquisa bastante profunda sobre a época, o que aparece, por exemplo, nos detalhes das caracterizações dos locais e nos diálogos e atitudes dos personagens, o que denuncia os valores e a forma de pensamento.
Outro ponto interessante foi poder conhecer de forma mais próxima a personalidade que foi Giordano Bruno. É claro que a história do livro se trata de uma ficção, mas já faz algum tempo que eu entendi que, para mim, o conhecimento adquirido só se consolida quando criamos um vínculo pessoal com ele. Ter lido Heresia foi muito mais proveitoso do que ter ouvido falar de Giordano Bruno em um livro didático qualquer. É por este motivo que eu prefiro tentar aprender História em livros comuns, de leitura, pois o leitor se envolve, se emociona, criando assim, o tal vínculo tão importante para o aprendizado.

Pesquisando um pouco sobre a autora, descobri que Heresia tem continuação em mais 2 livros: Prophecy e Sacrilege. Gostei de saber disso, pois a forma como a história termina não dá a entender que haveria sequências. Lendo um pouco no site da própria autora, entendi que se tratam de livros com histórias fechadas, apenas com o mesmo personagem, bem no estilo Harlan Coben ou James Patterson.

Resumindo: Heresia é perfeito para quem gosta de suspenses, para quem gosta de História e para quem não gosta de ficar preso a séries em que um livro fica aguçando a curiosidade para o seguinte.
Heresia

Leia um trecho: http://www.editoraarqueiro.com.br/upload/pdf/Heresia_Cap1-0.pdf

História do Brasil

7 de setembro de 2012 - sexta-feira - 10:49h   ¤   Categoria(s): Dicas, Por temas

Hoje, 7 de setembro, faz 190 anos que o Brasil declarou sua independência em relação ao domínio de Portugal.

Eu sempre tive um interesse secreto e velado pela História do Brasil, mas desde que eu terminei o colégio, eu nunca tive vontade de pegar um bom livro didático e estudar o assunto novamente. Entretanto, descobri que é muito mais agradável e efetivo aprender História através de livros comuns! Autores ótimos é o que não faltam para contar sobre a nossa “existência” ao longo destes mais de 500 anos.
Vejam as dicas abaixo:
(reparem na sinopse de “A Viagem do Descobrimento”. é disto que eu falo! ~♥)

História do Brasil

 
1822Título: 1822
Autor: Laurentino Gomes
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 372
Sinopse: Esta obra apresenta 22 capítulos intercalados por ilustrações de fatos e personagens da época da independência. Resultado de três anos de pesquisas, a obra cobre um período de quatorze anos, entre 1821, data do retorno da corte portuguesa de D. João VI a Lisboa, e 1834, ano da morte do imperador D. Pedro I. O livro procura explicar como o Brasil conseguiu manter a integridade do seu território e se firmar como nação independente em 1822.

 
A Viagem do DescobrimentoTítulo: A Viagem do Descobrimento
Autor: Eduardo Bueno
Editora: Objetiva
Páginas: 112
Sinopse: O jornalista Eduardo Bueno, o Peninha, narra, em ‘A viagem do descobrimento’ uma das maiores aventuras jamais experimentadas pelo homem. Esta história, que durante tanto tempo nos foi contada como mero punhado de nomes e datas a decorar, é agora desvelada como uma saga apaixonante, em que homens precisaram vencer seus limites na busca de um novo mundo. Em ‘A viagem do descobrimento’ o leitor encontrará respostas às questões acima e muitas outras extremamente reveladoras da vida cotidiana a bordo das caravelas de Cabral. Questões que até hoje eram conhecidas apenas de poucos especialistas. Eduardo Bueno nos faz descobrir novas e surpreendentes tramas em uma história que julgávamos conhecida. Com seu texto bem-humorado, repleto de casos pitorescos, ele nos apresenta um apaixonante épico – o descobrimento do Brasil.

 
The BraziliansTítulo: The Brazilians
Autor: Joseph A. Page
Editora: Perseus Books
Páginas: 560
Sinopse: (deixado em inglês propositadamente) A country warmly hospitable and surprisingly violent, physically beautiful, yet appallingly poor – these are the contrasts Joseph Page explores in ‘The Brazilians’, a monumental book on one of the most colorful and paradoxical places on earth. Once one of the strongest market economies in the world, Brazil now struggles to emerge from a deep economic and social crisis, the latest and deepest nose-dive in a giddy roller-coaster ride that Brazilians have experienced over the past three decades. Page examines Brazil in the context of this current crisis and the events leading up to it. In so doing, he reveals the unique character of the Brazilian people and how this national character has brought the country to where it is today – teetering on the verge of joining the First World, or plunging into unprecedented environmental calamity and social upheaval.

 
A Ditadura EnvergonhadaTítulo: A Ditadura Envergonhada – Vol. 1
Autor: Elio Gaspari
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 424
Sinopse: Este livro, juntamente com ‘A ditadura escancarada’, da série ‘As ilusões armadas’, faz a reconstituição de um período crucial da história brasileira – de março de 1964 a março de 1979, da deposição de João Goulart ao dia em que Ernesto Geisel entregou a faixa presidencial. Neste primeiro volume da série, ‘A ditadura envergonhada’, o leitor irá encontrar um minucioso relato do golpe de 1964, com todos os detalhes que se referem a luta pelo poder nos primeiros anos do governo militar, a criação do SNI e os bastidores da elaboração dos primeiros atos institucionais, até chegar à edição do Ato Institucional nº 5, em dezembro de 68.

 
Doenças e CurasTítulo: Doenças e Curas – O Brasil nos Primeiros Séculos
Autor: Cristina Gurgel
Editora: Contexto
Páginas: 192
Sinopse: Quais as doenças que afligiam índios e europeus nos primeiros séculos do Brasil? Como os nativos se defendiam de males até então desconhecidos por eles, como gripe e sarampo? A pesquisadora e médica Cristina Gurgel visa mostrar ao leitor este capítulo da História do Brasil, o encontro (e desencontro) de duas culturas sob a ótica das doenças e dos males que afetaram seus habitantes. Ao contrário do que se propaga, a autora defende a ideia de que os princípios terapêuticos básicos da medicina indígena e europeia tinham muito em comum. Ambos os povos possuíam uma concepção da doença como uma invasora, sendo, portanto, necessário forçar sua saída do organismo. Para que isso ocorresse, empregavam-se cerimônias e substâncias que diferiram conforme a cultura e a disponibilidade e qualidade de matérias-primas medicamentosas. Valiam-se igualmente de rezas, vomitórios, purgantes e sangrias. Assim, quando ambas as medicinas – europeia e indígena – se uniram, não houve um choque cultural, mas uma complementação, que fez surgir a autêntica medicina popular brasileira. Com imagens e boxes explicativos, ‘Doenças e Curas’ é indicado para quem quer conhecer o início desta História brasileira.

[dica] Hiroshima, 1945

6 de agosto de 2012 - segunda-feira - 13:04h   ¤   Categoria(s): Dicas, Por temas

Hoje, dia 6 de agosto, faz 67 anos que a bomba atômica foi lançada sobre a cidade de Hiroshima, no Japão. Daqui a 3 dias, no mesmo ano, foi a vez de Nagasaki, mais ao sul, sofrer o mesmo ataque nuclear.
Hiroshima

Todos os anos, os japoneses relembram este triste evento através de homenagens no Parque Memorial da Paz de Hiroshima, além de debates acerca do uso de armas nucleares.

Por mais que esta tragédia esteja distante de nós, em um país do outro lado do mundo, em uma época que pode ser até considerada longínqua para muitos, meu desejo é que as pessoas soubessem mais sobre este capítulo que marcou a História Mundial, para que tenham noção da dimensão do mal que uma tecnologia como esta pode causar.

 
O Último Trem de HiroshimaTítulo: O Último Trem de Hiroshima
Autor: Charles Pellegrino
Editora: Leya
Páginas: 406
Sinopse: Usando uma combinação de documentos oficiais de época, depoimentos de japoneses que sobreviveram à bomba e de aviadores americanos, Charles Pellegrino reconstrói os dois dias em que armas nucleares foram detonadas no Japão e mudaram a história do mundo. Charles traz à tona os dias trágicos em Hiroshima e Nagasaki como ocorreram – para explicar por que ocorreram.
Resenha: aqui
 
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Chuva NegraTítulo: Chuva Negra
Autor: Masuji Ibuse
Editora: Estação Liberdade
Páginas: 325
Sinopse: ‘Chuva Negra’ (Kuroi Ame), é a principal obra do escritor Masuji Ibuse. Publicado originalmente em 1965, o romance revela como a experiência traumática da bomba atômica que atingiu Hiroshima em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, permanece atual como expressão dos vários reflexos de um evento atroz na experiência pessoal de cada vítima e na história da humanidade em geral. Na trama, passados quase cinco anos da explosão, Shigematsu Shizuma e sua mulher, Shigeko, ambos com os sintomas daqueles que foram expostos à radioatividade, tentam arranjar um casamento para a sobrinha Yasuko. O boato de que também ela estaria contaminada, porém, afasta os pretendentes. Para provar que os comentários são infundados, o tio decide transcrever o diário da sobrinha daquela época, além de seu próprio e o da esposa, mas os escritos provam que a jovem esteve sob a ‘chuva negra’ a caminho de Hiroshima. Suprimir ou não essa informação? E o que não estaria registrado a tinta pelo tio no novo manuscrito mudaria os rumos da história esboçada por aquela outra tinta que caiu do céu e se inscreveu no sangue de Yasuko? ‘Chuva Negra’ também se tornou um marco do cinema japonês. Foi adaptado para as telas pelo diretor Shohei Imamura (1926-2006), em 1989. Recebeu menção especial no Festival de Cannes em 1990.
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6 de Agosto de 1945Título: 6 de Agosto de 1945 – Um Clarão no Céu de Hiroshima
Autor: Fernanda Torres Magalhães
Editora: IBEP Nacional
Páginas: 102
Sinopse: Às 8h15 do dia 6 de agosto de 1945, a cidade japonesa de Hiroshima foi arrasada por uma nova arma de destruição em massa – a bomba atômica. O ataque realizado pelos Estados Unidos tornou-se um triste marco para a humanidade: pela primeira vez esse tipo de armamento tinha civis como alvo. Três dias depois, o mesmo aconteceu a Nagasaki. Muito se discutiu sobre as razões que levaram ao lançamento da bomba e sua real necessidade para acelerar o término da Segunda Guerra Mundial. A pesquisa realizada para a elaboração deste livro contou com inúmeras fontes de informação, inclusive documentação produzida pelos próprios japoneses: literatura, cinema, artigos de jornais, arte feita por sobreviventes, além de testemunhos. Visões particulares de uma guerra que deixou como legado milhares de mortes e uma imensa cicatriz.
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Gen Pés DescalçosTítulo: Gen Pés Descalços – Vol. 1
Autor: Keiji Nakazawa
Editora: Conrad
Páginas: 280
Sinopse: Gen Pés Descalços foi primeiramente lançado em série, nos anos 1972 e 1973, na Shonen Jump, uma das principais revistas semanais de histórias em quadrinhos do Japão. É um relato comovente da difícil vida de uma família japonesa, vítima da bomba atômica, durante e após a Segunda Guerra Mundial. Teve um grande sucesso não somente entre os leitores jovens, mas também com pais, professores e críticos. Gen foi transformado em longa-metragem de animação, três filmes e até uma ópera. As edições em livro venderam mais de 5 milhões de exemplares só no Japão.
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HiroshimaTítulo: Hiroshima
Autor: John Hersey
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 176
Sinopse: A mais importante reportagem do século XX – um retrato de seis sobreviventes da bomba atômica escrito um ano depois da explosão. Quarenta anos mais tarde, o repórter reencontra seus entrevistados. A bomba atômica matou 100 mil pessoas na cidade japonesa de Hiroshima, em agosto de 1945. Naquele dia, depois de um clarão silencioso, uma torre de poeira e fragmentos de fissão se ergueu no céu de Hiroshima, deixando cair gotas imensas – do tamanho de bolas de gude – da pavorosa mistura. Um ano depois, a reportagem de John Hersey reconstituía o dia da explosão a partir do depoimento de seis sobreviventes. Quarenta anos depois, Hersey voltou a Hiroshima e escreveu o último capítulo da história dos hibakushas – as pessoas atingidas pelos efeitos da bomba. Hiroshima permitiu que o mundo tomasse consciência do catastrófico poder de destruição das armas nucleares.
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Encontrei no youtube um vídeo de duração de 1h23min, que parece ser o longa-metragem. Não sei informar direito pois não assisti ainda. Está legendado em português.
Ah, e apenas lembrando que a pronúncia do nome “Gen” é [guen]. =)