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[resenha] Ramsés – Sob a Acácia do Ocidente

30 de maio de 2012 - quarta-feira - 21:37h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Ramsés - Sob a Acácia do OcidenteTítulo: Ramsés – Sob a Acácia do Ocidente
Título original: Ramsès – Sous l’Acacia d’Occident
Autor: Christian Jacq
País: França
Ano: 1997
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 364
Sinopse: Neste quinto e último volume – Sob a Acácia do Ocidente – Ramsés, aos cinquenta anos de idade, tendo conduzido o Egito a uma deslumbrante prosperidade, aspira à serenidade da idade avançada. Porém, mais uma vez terá de ceder ao capricho hitita: ao perder Nefertari e Iset a Bela, será obrigado a desposar a princesa hitita para conservar a tão sonhada paz. Serão ainda muitos os inimigos que o ameaçarão, e Ramsés terá que realizar milagres para modificar o clima e atrair as potências divinas. Mas o tempo – o maior adversário dos homens – será implacável: um a um, levará seus amigos de sempre. Sentindo-se cada vez mais velho e solitário, Ramsés irá sentar-se à sombra da acácia do Ocidente para a sua última viagem.
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– Lembra-se de quando falávamos do verdadeiro poder? Segundo a sua opinião, apenas o Faraó estava em condições de o exercer, e tinha razão, desde que respeitasse a regra de Maât, lutando constantemente contra as trevas. Se esse poder se enfraquece, a solidariedade entre o céu e a terra desaparece, e a humanidade fica entregue à violência e à injustiça. [...] Graças a Sethi, graças a Nefertari, graças aos familiares e aos fiéis que trabalharam para a grandeza e o fulgor da nossa civilização, tentei tornar este país feliz e agir com retidão. Agora, que os deuses me julguem.
– Não, Majestade, não parta!

Avaliação:
A leitura e a resenha deste livro fazem parte da meta de maio do Desafio Realmente Desafiante, que é ler um livro que seja o último de alguma série.
Ramsés, do autor Christian Jacq, possui 5 volumes. Eu resenhei apenas o primeiro e agora este quinto e último, pois imagino que seja um pouco complicado resenhar séries, principalmente no cuidado com os spoilers.
Ramsés é uma obra grandiosa, com enredo grandioso, para um personagem grandioso da nossa história. O romance não é exatamente fiel à verdadeira biografia do faraó, mas mistura ficção com fatos reais, compondo uma narrativa épica.

Este último volume é um pouco triste em relação aos anteriores, pois trata da fase final da vida de Ramsés, que viveu até os 89 anos e, por causa da longevidade, foi perdendo pouco a pouco as pessoas queridas ao seu redor. Entretanto, como nos outros volumes, “Sob a Acácia do Ocidente” também mostra como o faraó continuou lutando (e obtendo êxito) até o fim contra inimigos que nunca deixavam de tentar derrubá-lo do poder.

O que me impressionou durante a série inteira foi a densidade e consistência da história, contendo elementos como amor profundo, paixões arrebatadoras, amizade verdadeira, lealdade, retidão de caráter, mas também intrigas, ódio, vingança, falsidade, corrupção e ambição desmedida. Além disso, como já havia comentado na resenha do Volume 1, os detalhes de época mostrados nos livros também chamam muito a atenção, como vestuário, maquiagem, adornos, alimentação, medicina, engenharia, práticas religiosas, economia, militarismo, clima, fauna e flora.

Para quem eu recomendaria a leitura da série Ramsés? Pra quem gosta de bom romance, seja ele histórico ou não, pra quem é fascinado pelo Antigo Egito, ou pra quem deseja ler uma série de peso. Vale muito a pena!
Ramsés - Sob a Acácia do Ocidente

Palavra no título #06: “café”

24 de maio de 2012 - quinta-feira - 11:44h   ¤   Categoria(s): Dicas

24 de maio é o Dia Nacional do Café! E em São Paulo, desde 2007, também se comemora o Dia do Barista.

café

Minha homenagem a todos os “envolvidos” com o café, desde os plantadores até os amantes viciados, é na forma de dicas de livros com a palavra café no título.

 
Café PretoTítulo: Café Preto
Autor: Agatha Christie
Editora: Bestbolso
Páginas: 168
Sinopse: No ano de 1934, o detetive belga Hercule Poirot é convocado por um famoso cientista inglês temeroso de que a fórmula secreta que está desenvolvendo seja roubada. Ao lado de seu fiel escudeiro, o capitão Hastings, Poirot apressa-se em atender ao chamado, mas chega tarde demais – encontra seu cliente morto, e a fórmula desaparecida. Todos os ocupantes da bela casa de campo do cientista são suspeitos, e só as privilegiadas células cinzentas de Poirot poderão descobrir o verdadeiro culpado.
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Da Origem e Propagação do CaféTítulo: Da Origem e Propagação do Café
Autor: Antoine Galland
Editora: Octavo
Páginas: 112
Sinopse: Do autor de As mil e uma noites, este livro apresenta a curiosa viagem do café desde as origens, na Pérsia, até sua solene chegada à Europa, em 1554, passando por Aden, Meca, Medina, Cairo, Síria e Constantinopla. A infusão do cahveh era nomeadamente utilizada contra enxaqueca, contra os ‘fumos e vapores’ que subiam à cabeça e provocavam sono, além de ter sua fumaça ‘benéfica à visão’. Mas numa época de extremado zelo religioso – tanto islâmico quanto cristão -, o consumo da bebida foi amplamente combatido sob pretexto de ‘provocar alterações de consciência, ocasionar desordens, constituir prejuízo para a saúde e ser proibido pela lei muçulmana’.
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Grotão do Café AmareloTítulo: Grotão do Café Amarelo
Autor: Francisco Marins
Editora: Escrituras
Páginas: 320
Sinopse: Com este ‘GROTÃO do Café Amarelo’, Francisco Marins dá continuidade à narrativa desenvolvida em Clarão na Serra, livro inicial da série O Homem e a Terra. Os dramas humanos, familiares ou o das coletividades, nesta saga sertaneja, representativa de uma época, foram marcados por lutas, violências, ódios. Também por alegrias, amores felizes, desenganos – tudo a constituir os temperos, por vezes amargos, das narrativas que abrangem o suceder de várias gerações. ‘GROTÃO do Café Amarelo’ mostra o homem fixado no lugar, preparando-se para ampliar as áreas de cultivo, plantar, colher os frutos e tentar sobreviver, entremeado em um romance que mostra a vida em uma cidade típica do interior, com seus aspectos tradicionais e característicos.
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História do CaféTítulo: História do Café
Autor: Ana Luiza Martins
Editora: Contexto
Páginas: 320
Sinopse: Este livro narra a trajetória de aventura e ousadia da mais saborosa e conhecida bebida em todo o mundo – o café. Desde sua descoberta, a Coffea arabica traçou novas rotas comerciais, criou espaços de sociabilidades até então inexistentes, estimulou movimentos revolucionários, inspirou a literatura e a música, desafiou monopólios consagrados e tornou-se o elixir do mundo moderno, consolidando as cafeterias como referência de convívio, debate e lazer. Com charme, elegância e bom humor, a historiadora Ana Luiza Martins conta a trajetória do café, das origens como planta exótica no Oriente à transformação em produto de consumo internacional. A autora analisa também como o café no Brasil transformou-se na semente que veio para ficar e marcar a nossa história. Mais do que uma atitude simpática de bom anfitrião, oferecer um café é proporcionar uma das mais prestigiosas formas de convívio social que nos é dado a conhecer. Um simples gole dessa bebida torna o leitor parte de uma imensa cadeia de produção, embalada em muita aventura e ousadia.
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101 Razões para Tomar CaféTítulo: 101 Razões para Tomar Café
Autor: Darcy Roberto Lima
Editora: Café Editora
Páginas: 162
Sinopse: Para encontrar 101 razões para tomar café o autor, Dr. Darcy Roberto Lima, mergulhou profundamente em seus estudos sobre o tema. De uma forma irreverente e inédita, ele traz aos apaixonados pela bebida dezenas de motivos para que este hábito tão brasileiro seja ainda mais cultivado por quem não o deixa de lado nem por um dia.
Além de motivos que contam a história do grão em diversos países, o livro caminha pela própria cultura do beber café e a presença dele no dia a dia. Passa pelo sabor por ele proporcionado e faz comparações com outras bebidas; por fim, o autor destaca mais de metade das razões, e ainda mais intrigantes, sobre os benefícios do café para a saúde.
Sendo o Brasil um dos maiores países produtores do grão e contabilizando tantos amantes da bebida, não poderíamos deixar de encontrar 101 razões para mostrar por que somos tão apaixonados por café.
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Que tal ler na companhia de uma xícara fumegante? =)

[resenha] O Último Trem de Hiroshima

2 de maio de 2012 - quarta-feira - 23:16h   ¤   Categoria(s): Biografia, Literatura estrangeira, Resenhas

O Último Trem de HiroshimaTítulo: O Último Trem de Hiroshima
Título original: Last Train From Hiroshima
Autor: Charles Pellegrino
País: EUA
Ano: 2010
Editora: Leya
Páginas: 406
Sinopse: Usando uma combinação de documentos oficiais de época, depoimentos de japoneses que sobreviveram à bomba e de aviadores americanos, Charles Pellegrino reconstrói os dois dias em que armas nucleares foram detonadas no Japão e mudaram a história do mundo. Charles traz à tona os dias trágicos em Hiroshima e Nagasaki como ocorreram – para explicar por que ocorreram.
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Para os primeiros cientistas japoneses que se aventuraram nos hipocentros ainda radioativos de Hiroshima e Nagasaki – tentando entender o que ocorrera –, as mortes mais espantosas foram as mais rápidas. Em uma ponte situada no centro de Hiroshima, um homem ainda podia ser visto puxando um cavalo, embora tivesse cessado completamente de existir. Seus passos, os passos do cavalo, e os últimos passos das pessoas que estavam atravessando a ponte com ele em direção ao centro da cidade foram preservados na superfície da estrada, que ficou instantaneamente alvejada, como por obra de um novo método acidental de fotografia com flash.

Avaliação:
O livro tem como proposta contar o horror testemunhado pelos sobreviventes das bombas que atingiram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945, e em especial, por alguns chamados “duplos sobreviventes”, que estiveram em Hiroshima e depois rumaram de trem para Nagasaki, e, desafiando as leis matemáticas da probabilidade, escaparam com vida das 2 bombas.
O que mais impressiona em “O Último Trem de Hiroshima” é a riqueza dos detalhes tão tristes, tão chocantes e por vezes tão revoltantes. O autor não nos poupa de descrições que chegam a ser macabras, como o caso do homem que teve seus pés arrancados pela agressividade da bomba e estava andando desesperado sobre suas tíbias, fazendo assim um som parecido com o de um sapateado. É mais ou menos com esta ausência de pudor que as destruições, as mortes, os ferimentos e as doenças causadas pelas bombas são trazidos até nós por Charles Pellegrino.
O livro também explica de forma bastante didática, mas um pouco cansativa, cada momento dos eventos da explosão, como o clarão, as cores das luzes vistas pelas vítimas, o estrondo, a emissão de radiação, a chuva negra, os redemoinhos e espirais de fogo. Além disso, é narrada também a parte referente à equipe composta por pilotos, engenheiros e cientistas que estiveram a bordo dos aviões que lançaram as 2 bombas.
Entretanto, o livro não deixa de tentar nos passar uma mensagem de amor e paz, vinda diretamente das palavras dos sobreviventes, pessoas que sofreram no corpo e na alma o literal inferno que o ser humano é capaz de criar, mas ainda assim (ou talvez exatamente por esta razão) encontraram bondade, esperança e perdão nos seus corações.
Será que é preciso cada um de nós chegarmos a este nível de sofrimento para conseguirmos entender a importância de se doar amor?

Com relação ao livro em si, achei muito interessantes as ilustrações contidas nele, com alguns mapas e desenhos. Na imagem abaixo, Hiroshima antes e depois da queda da bomba.
Um ponto que me incomodou um pouco foi a presença de diversos pequenos erros de desatenção, como nomes errados (p.ex. o sobrenome Ito escrito correto e também errado como “Ita” na mesma página) e até a troca das cidades, estando escrito Nagasaki quando na verdade estava-se falando de Hiroshima.

De qualquer forma, é um belo livro que me ensinou muito e me mostrou que não sabemos quase nada sobre esse triste capítulo da nossa História.
O Último Trem de HiroshimaOutras capas:
Como a maioria das capas era parecida com a brasileira, optei por mostrar somente as 2 diferentes (nem tanto) que encontrei.
O Último Trem de Hiroshima O Último Trem de Hiroshima

Este livro deveria ter sido lido como meta do mês de Abril do Desafio Realmente Desafiante. Por motivos pessoais, não consegui cumpri-la a tempo.

[resenha] Ramsés – O Filho da Luz

3 de fevereiro de 2012 - sexta-feira - 18:45h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Ramsés - O Filho da LuzTítulo: Ramsés – O Filho da Luz
Título original: Ramsès – Le fils de la lumière
Autor: Christian Jacq
País: França
Ano: 1995
Editora: Bertrand Brasil
Tradutor: Maria D. Alexandre
Páginas: 389
Sinopse: Ao recriar a grandiosidade e o mistério dos tempos antigos, Christian Jacq retrata o magnífico faraó Ramsés, cujo reinado se encontra talhado em esculturas colossais. Pertencente à XIX dinastia do Egito Antigo, Ramsés soube cultivar a sabedoria, a justiça, a beleza e a prosperidade. Abençoada por Sethi e amado pelo povo, ele reinou por mais de 60 anos às margens do Nilo, a terra do misticismo e do encantamento. Neste primeiro volume da série – O Filho da Luz -, Ramsés é um jovem adolescente que anseia secretamente substituir o pai no trono do Egito.
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Sethi tirou um punhal da sua bainha de couro e, com gesto rápido e preciso, cortou o caracol da infância.
- Meu pai…
- A sua infância está morta; a vida começa amanhã, Ramsés.
- Não venci o touro.
- Mas venceu o medo, o primeiro dos inimigos no caminho da sabedoria.
- Há muitos outros?
- Mais, muito mais do que os grãos de areia do deserto.
A pergunta queimava os lábios do rapaz.
- Então devo entender… que o senhor me escolheu como seu sucessor?
- Você acha que somente a coragem basta para governar os homens?

Avaliação:
Ramsés II foi o 3º faraó da XIX dinastia do Antigo Egito. Viveu entre 1.303 a.C. e 1.213 a.C., reinando a partir dos 23 anos de idade após a morte de seu pai, Seti I (ou Sethi, conforme a grafia do livro).
Esta obra de Christian Jacq possui 5 volumes que retratam a vida de Ramsés II, unindo ficção com dados biográficos e retratando com detalhes os costumes locais da época, como vestuário, alimentação, sociedade, economia, religião e ciência.

Este 1º volume abrange o fim da infância, a adolescência e o começo da vida adulta do futuro faraó que, segundo esta história, foi escolhido pelo pai como seu sucessor e com ele tenta aprender todos os segredos para ser um bom governante.
Entretanto, Ramsés não é o primogênito de Sethi. O astuto e manipulador Chenar, seu irmão mais velho, pensava ser o herdeiro natural do trono egípcio. A decisão do pai de transformar o filho mais novo em regente do reino coloca Chenar numa constante busca de alianças, manobras, chantagens e difamações, para conseguir impedir Ramsés de tornar-se faraó quando da morte de Sethi.

O que mais me chamou atenção neste livro – e que provavelmente permanecerá nos volumes seguintes – é a sua grandiosidade. Trata-se de uma personalidade grandiosa, que esteve à frente de uma civilização grandiosa, e que teve sua história transformada em romance por um renomado egiptólogo. A imponência do Antigo Egito é perceptível ao longo da leitura, quando retrata, por exemplo, as grandes obras, o respeito e temor aos deuses e as importantes decisões políticas, econômicas e diplomáticas.

Um ponto que notei ao longo do livro é que as cenas transcorrem de modo relativamente sucinto, num caráter predominantemente descritivo, principalmente em relação aos sentimentos dos personagens. É como se o leitor fosse mantido à distância, não podendo se envolver emocionalmente com a história. Entretanto, não digo que isto seria um aspecto ruim, pois senti que acabou por frisar a mensagem de que estamos falando da grande e importantíssima civilização do Antigo Egito, além de evitar qualquer cansaço na leitura.

É um livro que eu recomendaria para os apaixonados por História, que desejam ler um bom romance!
E se você procura por mitologia egípcia em específico, eu sugiro ler “Mitologia ao Alcance de Todos – Os Deuses do Egito Antigo”.

Este livro faz parte do planejamento para a meta de Maio do Desafio Realmente Desafiante.
Ramsés - O Filho da Luz

Veja também:

[dica] Paris

10 de janeiro de 2012 - terça-feira - 18:12h   ¤   Categoria(s): Dicas, Literatura estrangeira, Por temas

ParisForam as aulas de francês, nos idos de 2003~2004, que me fizeram me encantar com a França, em especial, com Paris. A partir de 2006 (quando eu já trabalhava e já podia tirar férias), eu comecei a sonhar com a real possibilidade de um dia visitar esta cidade.
E foi em 2011 que eu realizei esse sonho. Foram brevíssimos 4 dias em Paris, bastante corridos, mas suficientes para me fazer querer voltar para lá mais umas dezenas de vezes. No entanto, com uma condição: sempre sabendo mais sobre a cidade, principalmente sobre a sua história e sua cultura.

Nos meus garimpos internéticos em sites de livrarias, eu montei uma lista de livros que gostaria de ler para aprender mais sobre Paris, e queria dividir com as pessoas que, assim como eu, são fascinadas pela Ville Lumière.

Minha sugestão é ver esta lista ouvindo esta valse musette. =)

Abaixo, segue então, a lista com as sinopses de cada livro.

Paris: Biografia de uma CidadeParis: Biografia de uma Cidade – Colin Jones
Paris: Biografia de uma Cidade é o relato histórico mais completo disponível sobre a Cidade Luz. Nesta rica e extremamente divertida obra, o historiador Colin Jones revela a cidade de Paris tal como ela foi vivida, experienciada e imaginada ao longo dos seus dois mil anos de história. Com um olhar atento para o detalhe, ele conduz o leitor pela Paris dos romanos até os dias de hoje, recriando os altos e baixos do passado da cidade e de seus habitantes.
Nenhum lugar na Terra foi mais percorrido e mais imortalizado pela literatura, pelas artes plásticas, pelo cinema, pela fotografia e pela música. Estão aqui todas as grandes Paris: o formidável centro de estudos da Idade Média; a feroz arena da Guerra dos Cem Anos e das guerras religiosas; o coração da cultura européia, do Iluminismo e da moda; o epicentro da Revolução Francesa, do Terror e da ambição napoleônica; a efervescente e febril cidade oitocentista de Balzac, Manet, Baudelaire e Zola; a capital imperial atingida por duas guerras mundiais e pela ocupação nazista; o agitado centro urbano das barricadas das manifestações estudantis de maio de 1968; a próspera capital contemporânea, sempre metamorfoseando-se sob o peso do seu passado histórico; e a cidade do futuro no coração da Europa, com seus problemas e desafios.
Atento tanto ao ambiente urbano quanto às experiências e às histórias daqueles que lá viveram ou que por lá passaram, abordando de celebrados restaurantes às catacumbas e à Torre Eiffel, Jones criou a biografia definitiva da cidade mais festejada de todos os tempos. Repleto de curiosidades pouco conhecidas, a obra será motivo de celebração não apenas para os amantes da história, mas também para os obcecados contumazes pela capital, para os visitantes de primeira viagem e ainda mais para aqueles que conhecem apenas por uma reputação distante a cidade igualmente amada por parisienses e visitantes.
Colin Jones é professor de História na Universidade de Londres Queen Mary e especialista em história da França. É autor de vários livros, entre os quais The Cambridge Illustrated History of France, Madame de Pompadour: Images of a Mistress e o aclamado The Great Nation: France from Louis XV to Napoleon.
 
 
Próxima Estação, ParisPróxima Estação, Paris: Uma Viagem Histórica Pelas Estações do Metrô Parisiense – Lorant Deutsch
Lorànt Deutsch procura mostrar, nesta obra, que nas ruas de Paris existem tesouros escondidos que não muitos imaginam. E reúne suas descobertas em torno de algumas conhecidas estações do metrô parisiense. A obra mistura história e humor em diversas curiosidades sobre Paris, como o fato de que os vestígios da primeira catedral da cidade podem ser encontrados na garagem de um prédio no 5º arrondissement ou que é possível conhecer um homem que recolhe garrafas numa antiga cela da Bastilha.
 
 
A História Secreta de ParisA História Secreta de Paris – Andrew Hussey
Em ‘A história secreta de Paris’, o jornalista Andrew Hussey apresenta personagens cujas histórias deram forma àquilo que vem à mente quando se fala de cidade – as tribos politeístas no caminho do império romano, os flaneurs do século XIX, vagando sem motivo pelas ruas retraçadas por Haussman; os sobreviventes e as vítimas de massacres e pestes; os idealizadores da catedral de Notre Dame, e as orgias que eram organizadas ali até meados do século XVI; os combatentes que tornaram o rio Sena vermelho de sangue no dia São Bartolomeu, em 1572; Marcel Proust, Céline, Édith Piaf, Michel Houllebecq. Viajando através de séculos, movimentos culturais e políticos, palácios e bordéis, catedrais e inferninhos punk, Hussey procura revelar os pontos obscuros e marginais da história desta cidade.
 
 
Paris É Uma FestaParis é uma Festa – Ernest Hemingway
Esta obra procura revelar um Hemingway diferente. Em Paris, aos 22 anos, ele lê, pela primeira vez, clássicos como Tolstói, Dostoievski e Stendhal. Convive com Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, figuras polêmicas e encantadoras para o jovem Hemingway. A cidade e esses ‘companheiros de viagem’ deram-lhe nova dimensão do humano e maior sensibilidade para alcançar os seus dois objetivos primordiais na vida – ser um bom escritor e viver em absoluta fidelidade consigo próprio.
Obs: leia a resenha deste livro
 
 
Os Anos Loucos: Paris na Década de 1920Os Anos Loucos: Paris na Década de 1920 – William Wiser
Este livro apresenta uma crônica de efervescência cultural em Paris. A cidade, nos anos 1920, era o lar de artistas e intelectuais que movimentaram os cafés da Rive Gauche e o período da arte do século XX. Lá estavam Josephine Baker, Sylvia Beach, Samuel Beckett, Coco Chanel, Colette, E. E. Cummings, Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, James Joyce, Modigliani, Picasso, Cole Porter, Gertrude Stein, entre outros.
 
 
 
 
Os Anos Sombrios: Paris na Década de 1930Os Anos Sombrios: Paris na Década de 1930 – William Wiser
A crise econômica de 1929 pareceu não afetar muito a sociedade parisiense. Mesmo depois que as consequências da Segunda Guerra Mundial já se faziam sentir por toda a Europa, aristocratas e arrivistas continuavam a frequentar grandes festas em Montparnasse e Montmartre. Na década de 1930, o jazz esquentava as noites parisienses, o surrealismo florescia, enquanto a alta cultura era reiventada. Com a publicação de ‘Finnegans Wake’, em 1939, James Joyce redefiniria a literatura moderna e Josephine Baker ajudaria a mudar o conceito de sexualidade. Fartamente ilustrado, ‘Os anos sombrios’ retrata uma das épocas mais extravagantes do século XX – até terminar com a ocupação nazista de 1940.
 
 
A Parisiense A Parisiense – Sophie Gachet
Ines de la Fressange conta o que aprendeu sobre estilo e beleza durante sua experiência na indústria da moda. Ela dá conselhos de como se vestir como as parisienses e sugere um guarda-roupa a partir de sete itens básicos e bons acessórios. Esse guia inclui endereços da Paris secreta da autora – hotéis, restaurantes, spas, lugares fora do circuito turístico oficial e uma seção feita para a diversão das crianças.
 
 
 
 
 
Paris FrançaParis França – Gertrude Stein
Em ‘Paris França’, Gertrude Stein narra suas experiências na capital francesa durante os anos 1920, uma grande festa freqüentada por artistas geniais que revolucionariam todas as formas de arte. Carregado do estilo inconfundível e inovador da autora, definido por Silviano Santiago como escrita cubista, transposição literária do que Pablo Picasso, amigo da escritora, fazia nas telas.
 
 
 
 
Isto É ParisIsto é Paris – Miroslav Sasek
Neste livro, o tcheco Miroslav Sasek conduz os leitores por um passeio por Paris, acrescentando diversas curiosidades. As ilustrações buscam retratar fielmente a arquitetura do lugar. A obra pode funcionar como um guia de viagem para as crianças – mesmo daquelas que ainda não conhecem a cidade pessoalmente.
 
 
 
 
 
Para quem quiser ler algo sobre uma visão mais geral sobre a França, uma boa sugestão é o livro abaixo:

Os FrancesesOs Franceses – Ricardo Corrêa Coelho
Terra de pães, queijos e vinhos maravilhosos, mas também de paradoxos, a França convive com imagens contraditórias a seu respeito. É verdade que os franceses fizeram a revolução da ‘liberdade, igualdade e fraternidade’ – base da democracia moderna; sua História, contudo, registra discriminação contra diversas minorias. A excelência dos seus perfumes parece se contrapor à idéia de que o banho não passa de um mal esporadicamente necessário. Paris é a cidade mais visitada do mundo, mas seus habitantes parecem detestar turistas. O culto à comida é quase uma idolatria nacional, a manteiga é usada por toneladas, mas os franceses não engordam, nem têm altas taxas de colesterol. Quem são, afinal, esses franceses? Neste livro, Ricardo Corrêa Coelho desvenda o caráter, os valores, o modo de vida dos franceses e sua relação com seus vizinhos e visitantes.

 
Espero que gostem da dica e que fiquem com vontade de saber mais sobre esta cidade que faz parte dos sonhos de tanta gente! =)

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