Tag: ‘Idade Média’

[resenha] Tristão e Isolda

3 de julho de 2012 - terça-feira - 16:11h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Tristão e IsoldaTítulo: Tristão e Isolda
Autor: Fernandel Abrantes
Editora: Martin Claret
Páginas: 128
Sinopse: O amor impossível de Tristão e Isolda inspirou poetas, escritores, pintores e músicos da Idade Média e dos tempos modernos. Tornou-se, por exemplo, tema de uma das mais famosas óperas de Wagner. Tristão e Isolda são os trágicos protagonistas de uma história medieval de amor baseada numa lenda celta. As inúmeras versões francesas que a imortalizaram e a divulgaram em outros países são o testemunho do fascínio e encantamento que a história de Tristão e Isolda produziu sobre o espírito medieval e de nossos tempos. Esta versão que ora oferecemos ao leitor brasileiro foi baseada nos fragmentos de Béroul, Thomas (troveiro anglo-normando do século XII), Gottfried von Strassburg e nos trabalhos do francês J. Bédier, um dos mais importantes pesquisadores modernos da lenda de Tristão e Isolda.
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– Mas o que sabeis hoje, Isolda? Que é que vos atormenta?
– Ah, atormenta-me tudo o que sei, tudo o que vejo! Este céu, este mar, meu corpo, minha vida!
E, pousando o braço sobre o ombro de Tristão, as lágrimas lhe apagaram a luz dos olhos, e os lábios tremeram.
– Amiga – repetiu ele –, o que vos atormenta?
– Vosso amor – ela respondeu.
Então ele pousou os seus lábios sobre os dela.

Avaliação:
Um amor impossível. Um amor profundo, maior do que os próprios amantes podem suportar. Um amor de sofrimento, ausência, renúncia e tragédia. Esta é a história de Tristão e Isolda, que foi baseada em uma lenda celta e foi recontada e reescrita ao longo dos séculos, inspirando – ainda que indiretamente – a história de Romeu e Julieta.

O livro começa contando sobre o início da vida de Tristão, sobre quem eram seus pais e sobre como, sem querer, foi parar no reino daquele que viria a descobrir que era seu tio: o Rei Marcos da Cornualha. Devido a grandes feitos servindo o reino, logo Tristão ganha o afeto do tio, sendo considerado seu provável herdeiro, já que este parecia estar determinado a envelhecer sem filhos. Por motivo de ódio a Tristão, desleais barões da corte do Rei Marcos passam a aconselhá-lo, então, a desposar uma princesa que lhe desse herdeiros. Caso contrário, deixariam de servi-lo e contra ele guerreariam.
Um belo dia, andorinhas que estavam construindo seus ninhos entram pela janela do quarto do Rei Marcos e deixam cair um fio de cabelo de mulher, “mais fino que o fio da seda, mais louro que um raio de sol”. O rei decide que é com a dona deste fio de cabelo que ele vai se casar. Percebendo as artimanhas dos desleais barões, Tristão vai em busca da futura esposa de seu tio. Ela é Isolda, a Loura.

A história dos dois amantes é triste e trágica, cheia de desencontros, impedimentos, mal entendidos e distância. A luta para poderem ficar juntos não é só externa, em relação às pessoas e costumes que os cercam, mas também interna, na qual têm que enfrentar dentro de seus corações a lealdade ao Rei Marcos.

É interessante notar a presença de muitos elementos medievais na história: os diversos reinos que compõem o que futuramente será a Inglaterra, a suserania e vassalagem em diversos níveis, o Cristianismo, cavaleiros, trovadores, barões, damas de companhia, magos, princesas ofertadas para casamento em troca de atos de heroísmo. A linguagem utilizada no texto também acaba por ajudar o leitor a mergulhar no ambiente da Idade Média.

Se falarmos em termos de adaptações para o cinema, talvez a 1ª que lhe venha à mente seja a de 2006, com o ator James Franco. Como eu assisti apenas no cinema, uma única vez, fico grata por não lembrar direito do filme, o que ajuda bastante a não atrapalhar a leitura. Entretanto, do pouco que me recordo, vi que a história do livro é bastante diferente da do filme. De qualquer forma, Tristão e Isolda é um clássico sobre o sofrimento do amor e indispensável em uma estante de quem deseja ler bons livros.
Tristão e Isolda

Filme:
Tristão e Isolda (2006)

[dica] Paris

10 de janeiro de 2012 - terça-feira - 18:12h   ¤   Categoria(s): Dicas, Literatura estrangeira, Por temas

ParisForam as aulas de francês, nos idos de 2003~2004, que me fizeram me encantar com a França, em especial, com Paris. A partir de 2006 (quando eu já trabalhava e já podia tirar férias), eu comecei a sonhar com a real possibilidade de um dia visitar esta cidade.
E foi em 2011 que eu realizei esse sonho. Foram brevíssimos 4 dias em Paris, bastante corridos, mas suficientes para me fazer querer voltar para lá mais umas dezenas de vezes. No entanto, com uma condição: sempre sabendo mais sobre a cidade, principalmente sobre a sua história e sua cultura.

Nos meus garimpos internéticos em sites de livrarias, eu montei uma lista de livros que gostaria de ler para aprender mais sobre Paris, e queria dividir com as pessoas que, assim como eu, são fascinadas pela Ville Lumière.

Minha sugestão é ver esta lista ouvindo esta valse musette. =)

Abaixo, segue então, a lista com as sinopses de cada livro.

Paris: Biografia de uma CidadeParis: Biografia de uma Cidade – Colin Jones
Paris: Biografia de uma Cidade é o relato histórico mais completo disponível sobre a Cidade Luz. Nesta rica e extremamente divertida obra, o historiador Colin Jones revela a cidade de Paris tal como ela foi vivida, experienciada e imaginada ao longo dos seus dois mil anos de história. Com um olhar atento para o detalhe, ele conduz o leitor pela Paris dos romanos até os dias de hoje, recriando os altos e baixos do passado da cidade e de seus habitantes.
Nenhum lugar na Terra foi mais percorrido e mais imortalizado pela literatura, pelas artes plásticas, pelo cinema, pela fotografia e pela música. Estão aqui todas as grandes Paris: o formidável centro de estudos da Idade Média; a feroz arena da Guerra dos Cem Anos e das guerras religiosas; o coração da cultura européia, do Iluminismo e da moda; o epicentro da Revolução Francesa, do Terror e da ambição napoleônica; a efervescente e febril cidade oitocentista de Balzac, Manet, Baudelaire e Zola; a capital imperial atingida por duas guerras mundiais e pela ocupação nazista; o agitado centro urbano das barricadas das manifestações estudantis de maio de 1968; a próspera capital contemporânea, sempre metamorfoseando-se sob o peso do seu passado histórico; e a cidade do futuro no coração da Europa, com seus problemas e desafios.
Atento tanto ao ambiente urbano quanto às experiências e às histórias daqueles que lá viveram ou que por lá passaram, abordando de celebrados restaurantes às catacumbas e à Torre Eiffel, Jones criou a biografia definitiva da cidade mais festejada de todos os tempos. Repleto de curiosidades pouco conhecidas, a obra será motivo de celebração não apenas para os amantes da história, mas também para os obcecados contumazes pela capital, para os visitantes de primeira viagem e ainda mais para aqueles que conhecem apenas por uma reputação distante a cidade igualmente amada por parisienses e visitantes.
Colin Jones é professor de História na Universidade de Londres Queen Mary e especialista em história da França. É autor de vários livros, entre os quais The Cambridge Illustrated History of France, Madame de Pompadour: Images of a Mistress e o aclamado The Great Nation: France from Louis XV to Napoleon.
 
 
Próxima Estação, ParisPróxima Estação, Paris: Uma Viagem Histórica Pelas Estações do Metrô Parisiense – Lorant Deutsch
Lorànt Deutsch procura mostrar, nesta obra, que nas ruas de Paris existem tesouros escondidos que não muitos imaginam. E reúne suas descobertas em torno de algumas conhecidas estações do metrô parisiense. A obra mistura história e humor em diversas curiosidades sobre Paris, como o fato de que os vestígios da primeira catedral da cidade podem ser encontrados na garagem de um prédio no 5º arrondissement ou que é possível conhecer um homem que recolhe garrafas numa antiga cela da Bastilha.
 
 
A História Secreta de ParisA História Secreta de Paris – Andrew Hussey
Em ‘A história secreta de Paris’, o jornalista Andrew Hussey apresenta personagens cujas histórias deram forma àquilo que vem à mente quando se fala de cidade – as tribos politeístas no caminho do império romano, os flaneurs do século XIX, vagando sem motivo pelas ruas retraçadas por Haussman; os sobreviventes e as vítimas de massacres e pestes; os idealizadores da catedral de Notre Dame, e as orgias que eram organizadas ali até meados do século XVI; os combatentes que tornaram o rio Sena vermelho de sangue no dia São Bartolomeu, em 1572; Marcel Proust, Céline, Édith Piaf, Michel Houllebecq. Viajando através de séculos, movimentos culturais e políticos, palácios e bordéis, catedrais e inferninhos punk, Hussey procura revelar os pontos obscuros e marginais da história desta cidade.
 
 
Paris É Uma FestaParis é uma Festa – Ernest Hemingway
Esta obra procura revelar um Hemingway diferente. Em Paris, aos 22 anos, ele lê, pela primeira vez, clássicos como Tolstói, Dostoievski e Stendhal. Convive com Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, figuras polêmicas e encantadoras para o jovem Hemingway. A cidade e esses ‘companheiros de viagem’ deram-lhe nova dimensão do humano e maior sensibilidade para alcançar os seus dois objetivos primordiais na vida – ser um bom escritor e viver em absoluta fidelidade consigo próprio.
Obs: leia a resenha deste livro
 
 
Os Anos Loucos: Paris na Década de 1920Os Anos Loucos: Paris na Década de 1920 – William Wiser
Este livro apresenta uma crônica de efervescência cultural em Paris. A cidade, nos anos 1920, era o lar de artistas e intelectuais que movimentaram os cafés da Rive Gauche e o período da arte do século XX. Lá estavam Josephine Baker, Sylvia Beach, Samuel Beckett, Coco Chanel, Colette, E. E. Cummings, Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, James Joyce, Modigliani, Picasso, Cole Porter, Gertrude Stein, entre outros.
 
 
 
 
Os Anos Sombrios: Paris na Década de 1930Os Anos Sombrios: Paris na Década de 1930 – William Wiser
A crise econômica de 1929 pareceu não afetar muito a sociedade parisiense. Mesmo depois que as consequências da Segunda Guerra Mundial já se faziam sentir por toda a Europa, aristocratas e arrivistas continuavam a frequentar grandes festas em Montparnasse e Montmartre. Na década de 1930, o jazz esquentava as noites parisienses, o surrealismo florescia, enquanto a alta cultura era reiventada. Com a publicação de ‘Finnegans Wake’, em 1939, James Joyce redefiniria a literatura moderna e Josephine Baker ajudaria a mudar o conceito de sexualidade. Fartamente ilustrado, ‘Os anos sombrios’ retrata uma das épocas mais extravagantes do século XX – até terminar com a ocupação nazista de 1940.
 
 
A Parisiense A Parisiense – Sophie Gachet
Ines de la Fressange conta o que aprendeu sobre estilo e beleza durante sua experiência na indústria da moda. Ela dá conselhos de como se vestir como as parisienses e sugere um guarda-roupa a partir de sete itens básicos e bons acessórios. Esse guia inclui endereços da Paris secreta da autora – hotéis, restaurantes, spas, lugares fora do circuito turístico oficial e uma seção feita para a diversão das crianças.
 
 
 
 
 
Paris FrançaParis França – Gertrude Stein
Em ‘Paris França’, Gertrude Stein narra suas experiências na capital francesa durante os anos 1920, uma grande festa freqüentada por artistas geniais que revolucionariam todas as formas de arte. Carregado do estilo inconfundível e inovador da autora, definido por Silviano Santiago como escrita cubista, transposição literária do que Pablo Picasso, amigo da escritora, fazia nas telas.
 
 
 
 
Isto É ParisIsto é Paris – Miroslav Sasek
Neste livro, o tcheco Miroslav Sasek conduz os leitores por um passeio por Paris, acrescentando diversas curiosidades. As ilustrações buscam retratar fielmente a arquitetura do lugar. A obra pode funcionar como um guia de viagem para as crianças – mesmo daquelas que ainda não conhecem a cidade pessoalmente.
 
 
 
 
 
Para quem quiser ler algo sobre uma visão mais geral sobre a França, uma boa sugestão é o livro abaixo:

Os FrancesesOs Franceses – Ricardo Corrêa Coelho
Terra de pães, queijos e vinhos maravilhosos, mas também de paradoxos, a França convive com imagens contraditórias a seu respeito. É verdade que os franceses fizeram a revolução da ‘liberdade, igualdade e fraternidade’ – base da democracia moderna; sua História, contudo, registra discriminação contra diversas minorias. A excelência dos seus perfumes parece se contrapor à idéia de que o banho não passa de um mal esporadicamente necessário. Paris é a cidade mais visitada do mundo, mas seus habitantes parecem detestar turistas. O culto à comida é quase uma idolatria nacional, a manteiga é usada por toneladas, mas os franceses não engordam, nem têm altas taxas de colesterol. Quem são, afinal, esses franceses? Neste livro, Ricardo Corrêa Coelho desvenda o caráter, os valores, o modo de vida dos franceses e sua relação com seus vizinhos e visitantes.

 
Espero que gostem da dica e que fiquem com vontade de saber mais sobre esta cidade que faz parte dos sonhos de tanta gente! =)

Veja também:

[resenha] O Código Da Vinci – Ilustrado

4 de agosto de 2011 - quinta-feira - 20:09h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Suspense / Ação

O Código Da Vinci - IlustradoTítulo: O Código Da Vinci – Edição Especial Ilustrada
Título original: The Da Vinci Code: Special Illustrated Edition
Autor: Dan Brown
País: EUA
Ano: 2005
Editora: Sextante
Tradutor: Celina Cavalcante Falck-Cook
Páginas: 399
Sinopse: ‘Código Da Vinci’ vem fascinando milhões de leitores ao redor do mundo com sua envolvente trama policial entremeada com informações sobre arte, religião e rituais secretos. Com 160 ilustrações e impressão colorida, esta edição especial reproduz os símbolos, obras de arte, monumentos arquitetônicos e localidades históricas citados ao longo do livro. Dos segredos ocultos na Mona Lisa e na Última Ceia aos símbolos do antigo Egito e a marcos de referência como o Louvre e a Capela Rosslyn, as imagens reunidas aqui vão lançar novas luzes e suscitar outros questionamentos sobre o romance de Dan Brown, tornando sua leitura ainda mais fascinante.
Comprar: Livraria Saraiva

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O, Draconian edvil!
Oh, lame saint!
P.S. Find Robert Langdon

Avaliação:
Eu me pergunto se ainda há alguma coisa a ser falada sobre esta história… rs.

Eu li a versão não-ilustrada em 2005 e resolvi reler o livro porque queria lembrar de todas aquelas informações sobre os segredos que fizeram tanto estardalhaço na época do lançamento.
Sem sombra de dúvida, a aventura de Robert Langdon e Sophie Neveu fica bem mais interessante quando é lida num livro que “tem figuras”. As imagens são muito bonitas e fica bem mais prático visualizar as obras, símbolos e lugares sem precisar parar para procurar no Google.

Talvez apenas seja complicado ler como “livro do caminho pro trabalho”, por ser grande, pesado e de capa dura.
O Código Da Vinci - Ilustrado

Veja também:

[resenha] O Físico

16 de julho de 2011 - sábado - 16:37h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

O FísicoTítulo: O Físico
Título original: The Physician
Autor: Noah Gordon
País: EUA
Ano: 1986
Editora: Rocco
Tradutor: Aulyde Soares Rodrigues
Páginas: 590
Sinopse: O drama turbulento e, por vezes, divertido, de um homem dotado do poder quase místico de curar, que tem a obsessão de vencer a morte e a doença, é aqui contado desde o obscurantismo e a brutalidade do século XI na Inglaterra ao esplendor e sensualidade da Pérsia, detalhando a idade de ouro da civilização árabe e judaica. A história começa quando Rob Cole, órfão, aprendiz de um barbeiro-cirurgião na Inglaterra, toma conhecimento da existência de uma escola extraordinária na Pérsia, onde um famoso físico leciona. Decidido a ir a seu encontro, descobre que o único problema estava no fato de que cristãos não tinham acesso às universidades muçulmanas durante as Cruzadas. A solução era Rob assumir a identidade de um judeu, ao mesmo tempo em que se envolvia com uma avalanche de fatos verdadeiramente impressionantes.
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[...] Não interrompeu o trabalho quando viu que a mulher se dirigia para ele.
Barbatanas no corpete erguiam seus seios, quando se movia às vezes aparecia o mamilo vermelho, e o rosto estava vulgarmente pintado. Rob J. tinha apenas nove anos, mas um menino de Londres sabia reconhecer uma prostituta.
- Você aí. Esta é a casa de Nathanael Cole?
Ele a observou ressentido, pois não era a primeira vez que uma mulher daquele tipo aparecia procurando por seu pai.
- Quem quer saber? – perguntou asperamente, satisfeito porque o pai estava fora, à procura de trabalho e ela não ia poder falar com ele, satisfeito por sua Mãezinha estar entregando bordados, sendo assim poupada daquele constrangimento.
- A mulher dele precisa dele. Ela me mandou.
- O que quer dizer, precisa dele? – As competentes mãos infantis interromperam o trabalho.
A prostituta olhou para ele friamente, percebendo o que Rob pensava dela por seu tom e modos.
- Ela é sua mãe?
Fez um gesto afirmativo.
- Está tendo um parto difícil. Está nos estábulos de Egglestan, perto de Puddle Dock. É melhor procurar seu pai e avisar – disse a mulher, e se afastou.

Avaliação:
A primeira vez em que ouvi falar d’O Físico foi em 1994, quando estava na 7ª série (#velha) e um menino da minha classe vivia falando que queria ler este livro porque gostava de Física (?!?!). Alguns anos mais tarde, entendi que o título original era The Physician e soube que a história era sobre um médico medieval.

O livro consegue prender a atenção desde o começo, quando Rob, aos 9 anos, perde a mãe devido ao parto do seu irmão mais novo, e em seguida o pai, de alguma doença erroneamente desprezada pelo médico que a diagnostica. Órfão, após ver seus 5 irmãos serem separados e dados a outras famílias, Rob acaba indo trabalhar como aprendiz de um barbeiro-cirurgião e assim tendo oportunidade de viajar por diversas regiões da Inglaterra.

Traumatizado pela sensação de impotência diante da morte de seus pais, o jovem aprendiz torna-se obcecado pelo desejo de poder curar doenças. É nesta ocasião que ele ouve falar sobre uma escola de Medicina na distante Pérsia, onde leciona o famoso médico Avicena.

O que encanta neste livro não é somente o enredo em si, ou a narrativa constantemente fluida e intensa. O pano de fundo da Idade Média, que sempre desperta interesses e curiosidade, traz os costumes, as características dos locais retratados, os aspectos da Medicina da época e a abordagem das religiões monoteístas, que juntos, não só dão mais densidade à história como contribuem como ótima fonte de conhecimento.

Com relação à – provavelmente antiga – polêmica tradução do título do livro, li algumas discussões pela internet e o ponto mais interessante que vi dizia o seguinte: “Na Idade Média o médico recebeu ainda, em latim, o epíteto de physicus, do grego physikós, de physis, natureza, equiparando-o aos estudiosos da natureza, ou seja, aos filósofos naturalistas. A denominação de ‘físico’ dada ao médico perdurou até o século XVIII e sobreviveu na língua inglesa em physician.” (fonte: http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/clinico.htm)
O Físico

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