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[resenha] Xadrez

7 de março de 2012 - quarta-feira - 15:48h   ¤   Categoria(s): Literatura nacional, Resenhas, Romance

XadrezTítulo: Xadrez
Autor: Fabiane Ribeiro (autora parceira)
País: Brasil
Ano: 2011
Editora: Terceira Imagem – Multifoco
Páginas: 380
Sinopse: Inglaterra, 1947. A Europa encontra-se devastada pela Segunda Guerra Mundial, assim como o coração de Anny. A garota de oito anos vê seu mundo desmoronar ao receber a notícia de que não poderá mais viver com os pais e terá que se mudar de casa levando pouco mais que seu tabuleiro de xadrez. Tudo parecia um pesadelo, até que surge Pepeu, um jovem misterioso que mudará para sempre a vida de Anny, levando-a a aprender sobre o mundo e a viver momentos emocionantes sem sair dos canteiros de seu pequeno jardim. Ao lado de anjos que são colocados em sua jornada, a doce menina aprende a enfrentar as dificuldades através de lições de abnegação, fé e amor verdadeiro.

- Você não entendeu, querida, – falou Jefferson – nós iremos voltar uma vez ao ano apenas, para ver você e a casa.
– Então Melanie [a empregada] irá ficar comigo o tempo todo?
– Não, não será assim.
– Mas vocês querem que eu fique sozinha? – perguntou Anny. As lágrimas escorriam sobre sua face com mais intensidade do que nunca.
– Não, querida, também não seria justo – disse Jefferson. – Você irá viver com outra família, onde terá companhia todos os dias, pessoas para cuidar de você, e continuará tendo suas aulas. Amanhã, você irá para sua nova casa.

Avaliação:
Eu havia terminado a leitura, fechado o livro e o meu coração estava leve. Nos meus olhos, havia aquele meio vazio, meio pensativo, de quem estava tentando entender o que estava sentindo.

Anny é uma garota de 8 anos, cujos pais viajam muito, a trabalho. Ela passa a semana inteira sozinha em casa, apenas com a empregada. Mesmo nos fins de semana, quando seus pais retornam, sábado é o único dia em que Anny pode passar com eles, pois de domingo, eles se trancam no escritório de casa para trabalhar.
Um belo dia, Anny fica sabendo que não poderá mais morar com seus pais, que passarão a viajar por outros países durante longo tempo, e ela precisará passar a morar com o casal vizinho, da casa dos fundos. O problema? Eles já não são tão jovens, nunca tiveram filhos, e a esposa é a amarga professora de Anny.
Como se fosse um fardo extremamente incômodo, Anny passa a ser maltratada na sua nova casa, tendo que fazer pesados serviços domésticos, sendo proibida até de se sentar no sofá.
Entretanto, mesmo diante de inúmeras e tristes adversidades, Anny mantém sempre a bondade no seu coração, enxergando a todos os acontecimentos de forma positiva. Aos poucos, passam a aparecer em sua vida diversos anjos que lhe fazem companhia, tornam o seu dia-a-dia mais alegre e lhe trazem alguns ensinamentos.

É estranho ver como um livro pode ser tão pesado e tão leve ao mesmo tempo. A forma como Anny é maltratada na casa onde passa a morar é de causar revolta. Em algumas cenas, eu chegava a ficar atordoada com tamanha violência, tanto psicológica quanto física. Mas igualmente atordoante era a forma como a menina encarava tudo isso. Antes de entrar em sintonia com o livro, eu chegava a achar ingênua e até utópica demais toda a bondade de Anny. Mas aos poucos, com o passar das páginas, e de forma quase homeopática, a mensagem do livro foi entrando em meu coração.

Apenas um ponto que eu gostaria de comentar, que talvez muitas pessoas que leram o livro tenham notado, é a repetitividade de um trecho no começo. As cenas das primeiras semanas de Anny na casa vizinha realmente foram bastante iguais, não sendo necessário descrever no nível de detalhe a cada dia que se passava. Mas ao mesmo tempo em que essa característica começou a incomodar, ela deixou de existir. A história, então, simplesmente fluiu.

Para mim, “Xadrez” é um livro sobre otimismo, positividade, bondade e amor. Não importa que tipo de circunstâncias a sua vida venha a te trazer, ela será da maneira que você a enxergar. E quando eu digo “para mim”, é porque tenho a impressão de que a mensagem passada pela autora pode ter diversas interpretações, dependendo do estilo de vida que você tem, dos seus valores e das suas crenças.
Eu vi em “Xadrez” um convite sutil, terno e delicado para se repensar a própria vida e compreender que cada um é totalmente responsável pela própria felicidade.
Xadrez

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[resenha] O Médico e o Monstro

3 de novembro de 2011 - quinta-feira - 16:38h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

O Médico e o MonstroTítulo: O Médico e o Monstro
Título original: The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde
Autor: Robert Louis Stevenson
País: Escócia
Ano: 1886
Editora: L&PM
Tradutor: José Paulo Golob, Maria Angela Aguiar e Roberta Sartori
Páginas: 62
Sinopse: Esta obra traz à vida uma história sobre a natureza humana e a dualidade entre o bem e o mal. O livro acompanha a investigação do advogado Gabriel John Utterson sobre as estranhas ocorrências com seu amigo Dr. Henry Jekyll, um homem recatado, elegante, que protege, até depois de sua morte, Edward Hyde, um criminoso de feições grosseiras e hábitos assustadores.
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– [...] O nome do homem era Hyde.
– Hmm – fez Mr. Utterson. – Qual a aparência dele?
– Ele não é fácil de descrever. Há algo de errado com sua aparência, alguma coisa desagradável, alguma coisa realmente detestável. Nunca vi nenhum outro homem a quem detestasse tanto, e devo confessar que não saberia dizer por quê. Ele deve ter alguma deformidade em algum lugar do corpo, embora não consiga especificar em que ponto.

Avaliação:
O ponto de partida desta clássica história se dá durante um dos passeios dominicais a pé de Gabriel John Utterson com seu primo Richard Enfield, quando este lhe conta sobre um episódio que presenciou, em uma madrugada, de um estranho homem que pisoteou uma criança. Este homem, de nome Edward Hyde, era herdeiro do médico Henry Jekyll, conforme o testamento que estava em poder do advogado Mr. Utterson.

Como dito na sinopse, esta história trata do fenômeno das múltiplas personalidades, que ocorre nas pessoas não somente em forma de doenças psiquiátricas, mas simplesmente no fato de termos sempre um lado bom e um lado mau dentro de nós mesmos.

Apesar de a história ser bem curta, achei a leitura um pouco cansativa, envolta em mistérios de uma maneira bem nebulosa, com os fatos obscuros e a presença de percepções não-ditas. Toda a explicação é dada no final, de forma que você sente necessidade de relê-la, também encorajado pela pequena quantidade de páginas.

Aliás, o livro onde eu li O Médico e o Monstro, na verdade, é uma coletânea contendo também Drácula, de Bram Stoker e Frankenstein, de Mary Shelley. Chama-se Clássicos do Horror, da Série Ouro da L&PM. Um pouco pesado pra carregar ou segurar ao ler, mas vale a pena, por já ter as 3 histórias logo de uma vez, e provavelmente ser mais barato do que se comprasse os 3 livros separados.
O Médico e o Monstro

Filme:
Para complementar a leitura, eu assisti o filme de 1931, considerado uma das versões mais clássicas. O enredo central não muda muito, mas a história do filme difere em muitas partes, como a presença de personagens femininas, que não existem no livro. O que eu achei mais interessante foi a oportunidade de poder ver como era o estilo de filmagem, atuação e efeitos especiais do começo do século XX.
Eu não encontrei nenhum trailer, mas segue abaixo um trecho do filme.

Além disso, a história do dr. Jekyll e do Mr. Hyde é um legado cultural tão importante que gerou inúmeras adaptações. Uma das mais bonitinhas é a do Frajola e do Piu-piu. Rsrs…

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[resenha] O Dragão de Sua Majestade

5 de setembro de 2011 - segunda-feira - 18:47h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Literatura estrangeira, Resenhas

O Dragão de Sua MajestadeTítulo: O Dragão de Sua Majestade
Título original: His Majesty’s Dragon
Autor: Naomi Novik
País: EUA
Ano: 2006
Editora: Galera
Tradutor: Edmo Suassuna Filho
Páginas: 348
Sinopse: Durante a era napoleônica, uma descoberta estranha transforma os rumos de uma grande guerra entre duas das maiores potências do mundo. Um ovo de dragão encontrado em uma fragata francesa capturada pelos ingleses se torna o pivô de batalhas aéreas. Temeraire, o dragão, descobre dentro de si um poder desconhecido que mudará para sempre não só a vida de seu capitão, mas também toda a história da humanidade.
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A criatura piscou. O capitão percebeu que os olhos eram de um azul profundo, com pupila vertical. Então a criatura falou:
- Por que está de cara feia?
[...]
Laurence encarou a criatura, em seguida o pálido e assustado rapaz, para então respirar fundo e dizer:
- Peço perdão, não o fiz de propósito. Meu nome é Will Laurence; qual é o seu?
Nenhuma disciplina poderia ter evitado o murmúrio de choque que atravessou o convés. O dragonete não pareceu percebê-lo, mas pensou na pergunta por vários momentos, e finalmente disse, com ar insatisfeito.
- Eu não tenho um nome.

Avaliação:
O ovo de dragão encontrado no navio francês capturado pela Marinha Real Britânica chocou em pleno mar. De forma inesperada e totalmente fora do que havia planejado, capitão Laurence foi escolhido pela criatura e solicitado, por ela mesma, que lhe desse um nome.
Temeraire.
Ao colocar-lhe o arreio, o capitão sabia que estava preso por toda sua vida ao dragão, tendo que se tornar seu aviador, deixar a Marinha e servir a Sua Majestade no Corpo Aéreo do país.

Entretanto, ao longo da convivência e do intenso treinamento pelo qual precisam passar, Laurence e Temeraire descobrem uma inesperada afinidade que resulta numa sólida amizade entre o cavaleiro e sua fera. Juntos, evoluem em suas habilidades bélicas e enfrentam provas de fogo, dentre outras descobertas e aprendizados.

Antes de começar a ler o livro, a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato de a autora ter misturado, dentro de uma única história, fantasia e fatos históricos. Mas ao longo da leitura, isto deixa de ser tão importante, passando a ter como “protagonista” o relacionamento entre o capitão Laurence e Temeraire. Os diálogos entre eles chegam a ser perturbadoramente emocionantes, tamanha é a demonstração de lealdade e vínculo de um para com o outro.

Além disto, diferentemente das outras histórias de dragões que já li, neste livro há muito pouco da tradicional aventura fantástica de magias e varinhas de condão, o que acaba tornando-o ainda mais interessante e “próximo” da realidade.

Também não pude deixar de tirar uma foto mais detalhada da capa, que é linda e, na minha opinião, mais bonita que a da edição anterior. O tom envelhecido contrasta com o título em relevo brilhante de maneira maravilhosa.

Não vejo a hora de ler as continuações!
O Dragão de Sua Majestade O Dragão de Sua Majestade

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[resenha] Com Uma Perna Só

11 de agosto de 2011 - quinta-feira - 21:10h   ¤   Categoria(s): Biografia, Literatura estrangeira, Medicina, Resenhas

Com Uma Perna SóTítulo: Com Uma Perna Só
Título original: A Leg To Stand On
Autor: Oliver Sacks
País: Inglaterra
Ano: 1984
Editora: Companhia das Letras
Tradutor: Laura Teixeira Motta
Páginas: 206
Sinopse: Durante uma escalada solitária na Noruega, em 1974, o jovem neurologista Oliver Sacks depara-se com um enorme touro branco. Em pânico, dá meia volta, dispara pelo caminho inverso e um tombo faz com que sua perna esquerda fique seriamente avariada. Depois de uma cirurgia, a sensação é de que a perna se tornara “inexistente”. O médico se transforma em paciente e é obrigado a aprender lições de passividade num leito de hospital. Sem poder andar, apartado da vida normal e isolado pela insensibilidade de colegas médicos, Sacks inicia um processo de autodiagnóstico. Decide então elaborar um relato provocativo sobre os padrões de atendimento do sistema de saúde, mas também um testemunho vivo e fluente sobre os mecanismos neuro-sensoriais responsáveis pela formação da “imagem corporal”.
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Sim, aquela era a minha situação. Minha situação, exatamente. A perna havia desaparecido, levando com ela o seu “lugar”. Por isso não parecia existir a possibilidade de recuperá-la – e isso independentemente da patologia em questão. A memória poderia ajudar quando a expectativa não podia? Não! A perna desaparecera, levando com ela o seu “passado”! Eu já não conseguia me lembrar de ter tido uma perna.

Avaliação:
Desta vez, sob o ponto de vista do paciente, dr. Sacks conta de forma bastante subjetiva a sua empreitada, desde a escalada na montanha da Noruega, passando pelo acidente, a cirurgia e a descoberta de que a perna que estava lá colada ao seu corpo “não era sua”, até a plena recuperação.

Com frequência, o autor aborda a questão da frieza e impessoalidade por parte dos médicos e enfermeiros que cuidaram do seu caso, ficando especialmente chocado devido ao fato de estar “do outro lado” da situação. Entretanto, em boa parte do livro, Sacks conta as suas impressões, pensamentos e descobertas utilizando-se diversas vezes da poesia e da filosofia para tentar se expressar de forma mais fiel ao que está sentindo.

Um único porém, na minha opinião, é que talvez toda essa poesia e filosofia possam ser excessivas e enfadonhas, uma vez que eu me perdia no meio das divagações do fascinado e intrigado doutor-paciente sobre seu próprio problema.
Com Uma Perna Só

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[resenha] O Código Da Vinci – Ilustrado

4 de agosto de 2011 - quinta-feira - 20:09h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Suspense / Ação

O Código Da Vinci - IlustradoTítulo: O Código Da Vinci – Edição Especial Ilustrada
Título original: The Da Vinci Code: Special Illustrated Edition
Autor: Dan Brown
País: EUA
Ano: 2005
Editora: Sextante
Tradutor: Celina Cavalcante Falck-Cook
Páginas: 399
Sinopse: ‘Código Da Vinci’ vem fascinando milhões de leitores ao redor do mundo com sua envolvente trama policial entremeada com informações sobre arte, religião e rituais secretos. Com 160 ilustrações e impressão colorida, esta edição especial reproduz os símbolos, obras de arte, monumentos arquitetônicos e localidades históricas citados ao longo do livro. Dos segredos ocultos na Mona Lisa e na Última Ceia aos símbolos do antigo Egito e a marcos de referência como o Louvre e a Capela Rosslyn, as imagens reunidas aqui vão lançar novas luzes e suscitar outros questionamentos sobre o romance de Dan Brown, tornando sua leitura ainda mais fascinante.
Comprar: Livraria Saraiva

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O, Draconian edvil!
Oh, lame saint!
P.S. Find Robert Langdon

Avaliação:
Eu me pergunto se ainda há alguma coisa a ser falada sobre esta história… rs.

Eu li a versão não-ilustrada em 2005 e resolvi reler o livro porque queria lembrar de todas aquelas informações sobre os segredos que fizeram tanto estardalhaço na época do lançamento.
Sem sombra de dúvida, a aventura de Robert Langdon e Sophie Neveu fica bem mais interessante quando é lida num livro que “tem figuras”. As imagens são muito bonitas e fica bem mais prático visualizar as obras, símbolos e lugares sem precisar parar para procurar no Google.

Talvez apenas seja complicado ler como “livro do caminho pro trabalho”, por ser grande, pesado e de capa dura.
O Código Da Vinci - Ilustrado

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