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[resenha] Ramsés – Sob a Acácia do Ocidente

30 de maio de 2012 - quarta-feira - 21:37h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Ramsés - Sob a Acácia do OcidenteTítulo: Ramsés – Sob a Acácia do Ocidente
Título original: Ramsès – Sous l’Acacia d’Occident
Autor: Christian Jacq
País: França
Ano: 1997
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 364
Sinopse: Neste quinto e último volume – Sob a Acácia do Ocidente – Ramsés, aos cinquenta anos de idade, tendo conduzido o Egito a uma deslumbrante prosperidade, aspira à serenidade da idade avançada. Porém, mais uma vez terá de ceder ao capricho hitita: ao perder Nefertari e Iset a Bela, será obrigado a desposar a princesa hitita para conservar a tão sonhada paz. Serão ainda muitos os inimigos que o ameaçarão, e Ramsés terá que realizar milagres para modificar o clima e atrair as potências divinas. Mas o tempo – o maior adversário dos homens – será implacável: um a um, levará seus amigos de sempre. Sentindo-se cada vez mais velho e solitário, Ramsés irá sentar-se à sombra da acácia do Ocidente para a sua última viagem.
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– Lembra-se de quando falávamos do verdadeiro poder? Segundo a sua opinião, apenas o Faraó estava em condições de o exercer, e tinha razão, desde que respeitasse a regra de Maât, lutando constantemente contra as trevas. Se esse poder se enfraquece, a solidariedade entre o céu e a terra desaparece, e a humanidade fica entregue à violência e à injustiça. [...] Graças a Sethi, graças a Nefertari, graças aos familiares e aos fiéis que trabalharam para a grandeza e o fulgor da nossa civilização, tentei tornar este país feliz e agir com retidão. Agora, que os deuses me julguem.
– Não, Majestade, não parta!

Avaliação:
A leitura e a resenha deste livro fazem parte da meta de maio do Desafio Realmente Desafiante, que é ler um livro que seja o último de alguma série.
Ramsés, do autor Christian Jacq, possui 5 volumes. Eu resenhei apenas o primeiro e agora este quinto e último, pois imagino que seja um pouco complicado resenhar séries, principalmente no cuidado com os spoilers.
Ramsés é uma obra grandiosa, com enredo grandioso, para um personagem grandioso da nossa história. O romance não é exatamente fiel à verdadeira biografia do faraó, mas mistura ficção com fatos reais, compondo uma narrativa épica.

Este último volume é um pouco triste em relação aos anteriores, pois trata da fase final da vida de Ramsés, que viveu até os 89 anos e, por causa da longevidade, foi perdendo pouco a pouco as pessoas queridas ao seu redor. Entretanto, como nos outros volumes, “Sob a Acácia do Ocidente” também mostra como o faraó continuou lutando (e obtendo êxito) até o fim contra inimigos que nunca deixavam de tentar derrubá-lo do poder.

O que me impressionou durante a série inteira foi a densidade e consistência da história, contendo elementos como amor profundo, paixões arrebatadoras, amizade verdadeira, lealdade, retidão de caráter, mas também intrigas, ódio, vingança, falsidade, corrupção e ambição desmedida. Além disso, como já havia comentado na resenha do Volume 1, os detalhes de época mostrados nos livros também chamam muito a atenção, como vestuário, maquiagem, adornos, alimentação, medicina, engenharia, práticas religiosas, economia, militarismo, clima, fauna e flora.

Para quem eu recomendaria a leitura da série Ramsés? Pra quem gosta de bom romance, seja ele histórico ou não, pra quem é fascinado pelo Antigo Egito, ou pra quem deseja ler uma série de peso. Vale muito a pena!
Ramsés - Sob a Acácia do Ocidente

Palavra no título #04: “coração”

22 de março de 2012 - quinta-feira - 18:59h   ¤   Categoria(s): Dicas

A primeira coisa que nos vem à cabeça quando pensamos na palavra “coração” é o amor, o sentimento de carinho. Mas o coração também pode estar ligado à garra, à força, à coragem. Ou pode ser apenas uma metáfora para a alma, o espírito…

coração

 
Questões do CoraçãoTítulo: Questões do Coração
Autor: Emily Giffin
Editora: Novo Conceito
Páginas: 438
Sinopse: Tessa Russo é mãe de dois filhos e esposa de um renomado cirurgião pediátrico. Apesar de todos os seus receios, ela abandonou sua carreira para se concentrar em sua família, na busca pela felicidade doméstica. Por fora, parece destinada a viver uma vida encantada. Valerie Anderson é uma advogada e mãe solteira de um garotinho de seis anos, Charlie, que nunca conheceu seu pai. Depois de muitas decepções, desistiu do amor e até mesmo das amizades, acreditando que é sempre mais seguro não criar muitas expectativas. Embora as duas vivam na mesma área de Boston, elas têm pouco em comum, com exceção do amor incondicional por seus filhos. Mas em uma noite, um trágico acidente faz suas vidas se convergirem.
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Coração de TintaTítulo: Coração de Tinta
Autor: Cornelia Funke
Editora: Cia das Letras
Páginas: 456
Sinopse: Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição. É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável – quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado ‘Coração de tinta’. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de Coração de tinta um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente seqüestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu.
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Perto do Coração SelvagemTítulo: Perto do Coração Selvagem
Autor: Clarice Lispector
Editora: Rocco
Páginas: 202
Sinopse: A vida de Joana é contada desde a infância até a idade adulta através de uma fusão temporal entre o presente e o passado. A infância junto ao pai, a mudança para a casa da tia, a ida para o internato, a descoberta da puberdade, o professor ensinando-lhe a viver, o casamento com Otávio. Todos estes fatos passam pela narrativa, mas o que fica em primeiro plano é a geografia interior de Joana. Ela parece estar sempre em busca de uma revelação. Inquieta, analisa instante por instante, entrega-se àquilo que não compreende, sem receio de romper com tudo o que aprendeu e inaugurar-se numa nova vida. Ela se faz muitas perguntas, mas nunca encontra a resposta.
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Liberte Meu CoraçãoTítulo: Liberte Meu Coração
Autor: Meg Cabot e Mia Thermopolis
Editora: Record
Páginas: 406
Sinopse: Sua Alteza Real, a princesa Mia Thermopolis da Genovia, cujos diários se tornaram sucessos de venda, agora mostra ao mundo inteiro seu primeiro romance — cheio de perigo, desejo e um amor que vencerá todos os obstáculos… com a ajuda da incrivelmente talentosa Meg Cabot! Finnula é a caçula de seis irmãs e um irmão na Inglaterra do século XIII. Enquanto suas irmãs se contentam em fofocar sobre maridos, crianças e afazeres domésticos, Finnula é alvo de comentários maldosos de toda a vila por caçar nos terrenos do conde e por andar por aí em calças de couro justas!
Mas de repente Finnula se vê envolvida numa complicação sem tamanho… Uma de suas irmãs acabou com o seu dote comprando vestidos e bugigangas, e a única forma em que as duas conseguem pensar para recuperar esse dinheiro é muito pouco usual: sequestrar um lorde ou um cavaleiro rico que possa pagar um resgate! O que ela não esperava é que esse sequestro fosse criar mais problemas do que soluções: o cavaleiro recém-chegado das Cruzadas que é escolhido por Finnula vai acabar se mostrando alguém muito diferente do esperado, e a moça pode acabar tendo que abrir mão do resgate… e de seu coração.
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O Coração Dos HeróisTítulo: O Coração Dos Heróis
Autor: David Malouf
Editora: Leya
Páginas: 256
Sinopse: Quando todos acreditavam que as chamas que engoliam Troia eram o pior a se esperar, eis que Aquiles, possuído pelo desejo de vingar a morte de seu tão estimado Pátroclo, mata Heitor e arrasta seu corpo durante onze dias em sua carruagem, perto das muralhas da cidade. Nenhum grego – ou troiano – ousa impedir o feito, a não ser o pai de Heitor, Príamo, rei de Troia, que precisa se despir de seu orgulho e grandeza e se dirigir ao território inimigo a fim de resgatar o corpo do filho. Um poderoso romance sobre a guerra de Troia, em que os humanos são muito mais que joguetes nas mãos dos deuses e no qual os sentimentos disputam acirradamente o domínio sobre o coração de cada grande guerreiro em campo de batalha.
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Coração KokoroTítulo: Coração / Kokoro
Autor: Natsume Soseki
Editora: Globo
Páginas: 280
Sinopse: ‘Coração’ é um livro que pulsa entre mundos – o mundo particular dos dois personagens principais e o da sociedade à sua volta; o mundo da cultura tradicional japonesa e o da modernização ocidentalizante; o mundo da política interna japonesa e o da política internacional. É, assim, um romance que capta as pulsações desses mundos distintos no início do século XX, e reconstrói o modo como ecoam na vida dos dois personagens, ‘eu’ e ‘professor’ – como que indicando a tensão entre individualismo ocidental e coletivismo oriental, os personagens não têm nome. O livro se divide em três partes – ‘o professor e eu’; ‘meus pais e eu’; ‘o professor e o testamento’. Na primeira, ‘eu’ narra sua amizade com o ‘professor’ (que apesar de sugerir uma vasta experiência de vida, não a revela ao jovem amigo). Na segunda, ‘eu’ parte de Tóquio de volta para sua cidade natal, em função da doença do pai (dando ensejo à descrição de suas relações familiares). Coincidindo com a morte do imperador, ‘eu’ deixa, porém, o pai doente e retorna a Tóquio para receber a carta-testamento do ‘professor’ (que constitui a terceira parte do livro, e na qual ele, enfim, revela sua história – tudo distante, portanto, do que indica a rígida etiqueta social nipônica).
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[resenha] Mitologia Celta

19 de março de 2012 - segunda-feira - 18:38h   ¤   Categoria(s): Literatura nacional, Mitologia, Resenhas

As Melhores Histórias da Mitologia CeltaTítulo: As Melhores Histórias da Mitologia Celta
Autor: A.S. Franchini
País: Brasil
Ano: 2011
Editora: Artes e Ofícios
Páginas: 259
Sinopse: Dividido em dois blocos (Lendas Irlandesas e Lendas Galesas), o livro começa abordando as seis divisões da Irlanda para introduzir temas como o rapto da harpa mágica, o mão de prata, o mingau de Dada, a rixa do touro, e Finn e o salmão do conhecimento. Com glossário, visando facilitar a leitura, a obra de A.S. Franchini acompanha as histórias criadas e legadas pelos celtas em suas andanças por terras na Europa.
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Então, num passe de mágica, Eva converteu os filhos de Lyr em quarto cisnes alvíssimos.
- Aí está! Com estas penas todas nunca mais sentirão frio em suas vidas!
Finola tentou convencer a madrasta a desfazer o feitiço, mas ao ver que ela não dava o braço a torcer, quis saber quanto tempo elas estariam submetidas àquele encantamento.
- Trezentos anos neste lago, mais trezentos no mar de Moyle, e mais trezentos na ilha de Inis Glora.

Avaliação:
Composto de diversas pequenas histórias e dividido em 2 partes – lendas irlandesas e lendas galesas –, este livro é ótimo para quem está interessado em um overview da Mitologia Celta.
As histórias são bastante simples e objetivas, sem grandes desenvolvimentos de enredo ou cenas carregadas de descrições ou emoções. A parte das lendas galesas tem alguns personagens um pouco mais familiares aos brasileiros, como o Artur que viria a se tornar rei ou o Povo Belo, mas as histórias das lendas irlandesas se mostraram totalmente novas para mim.

A linguagem utilizada é relativamente informal, o que dá leveza ao texto, mas também causa uma pequena impressão de falta de seriedade com o tema. Uma coisa que eu realmente não gostei foi o excesso de comparações com a Mitologia Grega. A todo momento, eram citadas referências: cérbero celta, cupido celta, Plutão celta, Aquiles celta, Helena gaélica. Chegava a ser frustrante, pois a sensação era de que o autor julgava o leitor como sendo limitado demais e dependente destas comparações.
O que me chamou muita atenção e achei bastante divertido foram as grafias dos nomes galeses. Dado que estamos acostumados com palavras e nomes americanos (ou ingleses), espanhóis, italianos, franceses e até japoneses, personagens ou lugares como Pwyll, Annwn, Gwri, Gilvaethwy, Culhwch, Gwlwlyd, Llwyr, Yskithyrwyn, Gwyddolwyd, Gwynn Mygdwn ou Twrch Trwyth me eram absolutamente impronunciáveis!

No geral, eu não “desrecomendo” esse livro, mas já li outros melhores deste autor, como Beowulf ou Mitologia Nórdica, em parceria com Carmen Seganfredo. Talvez eu procure outros títulos sobre Mitologia Celta para me aprofundar, e este livro terá sido uma boa base introdutória.
As Melhores Histórias da Mitologia Celta

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[resenha] Ramsés – O Filho da Luz

3 de fevereiro de 2012 - sexta-feira - 18:45h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Romance

Ramsés - O Filho da LuzTítulo: Ramsés – O Filho da Luz
Título original: Ramsès – Le fils de la lumière
Autor: Christian Jacq
País: França
Ano: 1995
Editora: Bertrand Brasil
Tradutor: Maria D. Alexandre
Páginas: 389
Sinopse: Ao recriar a grandiosidade e o mistério dos tempos antigos, Christian Jacq retrata o magnífico faraó Ramsés, cujo reinado se encontra talhado em esculturas colossais. Pertencente à XIX dinastia do Egito Antigo, Ramsés soube cultivar a sabedoria, a justiça, a beleza e a prosperidade. Abençoada por Sethi e amado pelo povo, ele reinou por mais de 60 anos às margens do Nilo, a terra do misticismo e do encantamento. Neste primeiro volume da série – O Filho da Luz -, Ramsés é um jovem adolescente que anseia secretamente substituir o pai no trono do Egito.
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Sethi tirou um punhal da sua bainha de couro e, com gesto rápido e preciso, cortou o caracol da infância.
- Meu pai…
- A sua infância está morta; a vida começa amanhã, Ramsés.
- Não venci o touro.
- Mas venceu o medo, o primeiro dos inimigos no caminho da sabedoria.
- Há muitos outros?
- Mais, muito mais do que os grãos de areia do deserto.
A pergunta queimava os lábios do rapaz.
- Então devo entender… que o senhor me escolheu como seu sucessor?
- Você acha que somente a coragem basta para governar os homens?

Avaliação:
Ramsés II foi o 3º faraó da XIX dinastia do Antigo Egito. Viveu entre 1.303 a.C. e 1.213 a.C., reinando a partir dos 23 anos de idade após a morte de seu pai, Seti I (ou Sethi, conforme a grafia do livro).
Esta obra de Christian Jacq possui 5 volumes que retratam a vida de Ramsés II, unindo ficção com dados biográficos e retratando com detalhes os costumes locais da época, como vestuário, alimentação, sociedade, economia, religião e ciência.

Este 1º volume abrange o fim da infância, a adolescência e o começo da vida adulta do futuro faraó que, segundo esta história, foi escolhido pelo pai como seu sucessor e com ele tenta aprender todos os segredos para ser um bom governante.
Entretanto, Ramsés não é o primogênito de Sethi. O astuto e manipulador Chenar, seu irmão mais velho, pensava ser o herdeiro natural do trono egípcio. A decisão do pai de transformar o filho mais novo em regente do reino coloca Chenar numa constante busca de alianças, manobras, chantagens e difamações, para conseguir impedir Ramsés de tornar-se faraó quando da morte de Sethi.

O que mais me chamou atenção neste livro – e que provavelmente permanecerá nos volumes seguintes – é a sua grandiosidade. Trata-se de uma personalidade grandiosa, que esteve à frente de uma civilização grandiosa, e que teve sua história transformada em romance por um renomado egiptólogo. A imponência do Antigo Egito é perceptível ao longo da leitura, quando retrata, por exemplo, as grandes obras, o respeito e temor aos deuses e as importantes decisões políticas, econômicas e diplomáticas.

Um ponto que notei ao longo do livro é que as cenas transcorrem de modo relativamente sucinto, num caráter predominantemente descritivo, principalmente em relação aos sentimentos dos personagens. É como se o leitor fosse mantido à distância, não podendo se envolver emocionalmente com a história. Entretanto, não digo que isto seria um aspecto ruim, pois senti que acabou por frisar a mensagem de que estamos falando da grande e importantíssima civilização do Antigo Egito, além de evitar qualquer cansaço na leitura.

É um livro que eu recomendaria para os apaixonados por História, que desejam ler um bom romance!
E se você procura por mitologia egípcia em específico, eu sugiro ler “Mitologia ao Alcance de Todos – Os Deuses do Egito Antigo”.

Este livro faz parte do planejamento para a meta de Maio do Desafio Realmente Desafiante.
Ramsés - O Filho da Luz

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[resenha] Atlantis

16 de novembro de 2011 - quarta-feira - 18:26h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Mistério, Resenhas

AtlantisTítulo: Atlantis
Título original: Atlantis
Autor: David Gibbins
País: Canadá
Ano: 2005
Editora: Planeta
Tradutor: Lea P. Zylberlicht
Páginas: 438
Sinopse: Neste romance carregado de dados reais e atualizados sobre um dos maiores mistérios da humanidade, o experiente arqueólogo Jack Howard depara-se com pistas que podem levar à cidade perdida, mencionada ainda na Antiguidade pelo filósofo grego Platão, e que representa a utopia do ideal de sociedade, de harmonia e de fartura. Durante milhares de anos, pesquisadores vêm tentando encontrar Atlântida. Um dia o arqueólogo marinho Jack Howard e sua equipe tiveram sorte. Enquanto mergulhavam em busca de um naufrágio do tempo de Homero, encontraram ruínas submersas que pareciam ser de Atlântida. Mas a informação vazou e um grupo de terroristas e mercenários fica sabendo que os segredos da Atlântida estavam prestes a ser revelados. Repentinamente, Jack e sua equipe se vêem envolvidos em um jogo de vida e morte.
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”O DSRV se acopla diretamente à escotilha de fuga exterior”, replicou Costas. “No Akula I modificado, a escotilha é colocada dois metros para dentro do casco, criando uma câmara exterior adicional que atua como uma medida de segurança para o resgate da população. Com a nossa própria escotilha fechada podemos acoplar com o casco, abrir a escotilha da carcaça, bombear o compartimento externo até secá-lo e com um braço robótico abrir a escotilha de fuga situada dois metros abaixo. Depois usaremos o sistema sensor externo do DSRV para testar o ambiente interior sem que, na verdade, tenhamos de nos expor a ele.”

Avaliação:
Azarados são os livros que recebem depoimentos elogiosos comparando-os aos do Dan Brown. Mais azarados ainda são aqueles que, além de colocar tais depoimentos na contracapa, ainda colocam, na capa, a promessa de revelar um dos maiores mistérios mais misteriosos secretíssimos da humanidade.

Bom, pela quantidade de “livrinhos vermelhos” na avaliação e pela forma como eu comecei este comentário, vocês já devem ter entendido que realmente não gostei do livro, e vou contar para vocês direitinho por que eu fiquei tão decepcionada. Mas também espero que exista uma santa alma que tenha lido e gostado, para me explicar o que foi que eu não entendi. Sim, porque eu acredito do fundo do meu coração que, quando eu não gostei de um livro, é porque eu simplesmente não tive a capacidade de entendê-lo. =/

Minha primeira pequena decepção foi logo antes de começar a história, após os agradecimentos do autor: numa pequena nota, ele faz questão de lembrar o leitor de que se trata de uma obra de ficção, e que alguns nomes, locais e ocorrências são fantasiosos e não devem ser interpretados como reais.
Ou seja, aquela esperança do “pode ser verdade” da contracapa já caiu por terra, juntamente com o “efeito Dan Brown” atrelado a revelações-que-o-mundo-precisa-saber.
E foi assim, sob influência das palavras do próprio autor, que eu comecei a ler o livro com uma pequena carga de decepção no sangue.

A história em si começa com duas descobertas arqueológicas em diferentes locais do mundo: no Egito e nos arredores da ilha de Creta. Ao terem suas informações cruzadas e comparadas, estas descobertas acabam por trazer algumas pistas de que a cidade perdida de Atlântida possa realmente ter existido, além de indicar a sua provável localização.
Entretanto, a exploração dessa possível Atlântida será ameaçada por perigosos terroristas sedentos pelas riquezas e tesouros que essa civilização podia ter produzido.

Infelizmente, a forma efetiva como a história foi contada me fez parecer que Atlântida não era exatamente o objetivo do livro. Havia um incômodo excesso de informações técnicas sobre embarcações, equipamentos e armas, além de descrições bastante enfadonhas sobre cada curva e cada rocha encontradas em labirintos de cavernas onde, no fundo, as paredes parecem ser todas iguais. Eu arriscaria dizer que estas informações e descrições imperaram em 80% do livro.
Desta forma, eu simplesmente não conseguia manter o foco na leitura, perdendo a atenção em centenas de ocasiões, me sentindo praticamente na sala de aula com a professora do Charlie Brown. (É sério!!) Como consequência, a velocidade de leitura também foi prejudicada, o que contribuiu para eu me irritar mais ainda com este livro, rs.

Talvez a pergunta que vocês estejam fazendo é: “Mas se você estava ficando irritada, por que continuou a leitura? Não era melhor desistir e gastar tempo com um livro mais divertido?”
Na verdade, eu confesso que foi por teimosia e por ser às vezes uma otimista incorrigível que eu resolvi que iria até o fim, sempre pensando “Não, Lia, continua lendo. Vai que começa a ficar legal mais pra frente!” Pois é, o fim da história havia chegado, e foi nas 12 últimas paginas, na Notas do Autor, que eu obtive a porção mais significativa de conhecimento que este livro tinha pra me dar.

Enfim, otimista realmente incorrigível que eu continuo sendo, eu ainda prefiro acreditar que o problema está comigo, e que fui eu que não entendi a proposta do livro.
Repito: se alguém o leu e gostou, peço por favor que me explique e corrija o meu entendimento. =)

De qualquer forma, a capa é realmente muito linda!
Atlantis

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