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CCXP 2015

4 de dezembro de 2015 - sexta-feira - 15:27h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Eventos, Ficção Científica

Ontem eu fui na CCXP 2015!

Depois ficar num dilema quase eterno, se ia, não ia, ia, não ia, eu tive argumentos suficientes para tentar ir. \o/

Depois de 1h30 de fila de busão + 2h de fila pra comprar ingresso, eu finalmente consegui entrar… às 15:00h. =P

Aliás, dica: se você estiver na estação Jabaquara, sugiro ir a pé até o local do evento. O trajeto não é complicado, nem perigoso de dia, e leva acho que uns 15~20 minutos. Se em uma quinta-feira o translado gratuito já não valia a pena pelo tempo gasto esperando, imagine no fim de semana.

Mas vamos às fotos:

Painel da Editora Aleph – Os universos da ficção científica
Quando eu vi o título do painel, eu já imaginava que seria a mesma apresentação de um dos Cafés da Manhã Intergalácticos em que eu fui, mas mesmo sabendo disso, ainda assim eu quis assistir. Por mim, eu ficava o dia inteiro ouvindo esse pessoal discutindo ficção científica!
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Amo essa linha do tempo!
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Stand da Editora Aleph – Cantina Mos Aleph
Editora Aleph mitando absurdamente com um stand lindo, inspirado na famosa cantina de Tatooine.
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Artists’ Alley – Sandro Hojo e Fabiana Shizue
E então eu fui lá ver o meu amigo Sandro Hojo (@hojossaurus), conhecer a Fabiana Shizue (@fshizue_) e apreciar o trabalho deles.
Eles estão na mesa 55! Passem lá! ^___^
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Minhas comprinhas lá na mesa deles!
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Autógrafo do Timothy Zahn, autor da Trilogia Thrawn – Star Wars
Como eu tinha perdido a sessão de autógrafos das 13:30h, eu fui na das 19:00h. A fila até que estava tranquila. Fiquei pouco mais de 1 hora.
Eu não tenho coragem de puxar conversa com autores em situações assim porque sempre acabo sendo tchonga, então foi só “Hi, Mr. Zahn” e “Thank you so much”, hahaha!
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Autógrafos nos 3 livros
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Detalhe do autógrafo
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Chinelo!
Vou te falar que eu fiquei p- da vida quando fui na loja da Centauro e vi que lá só tinha tamanhos grandes das Havaianas de Star Wars, na parede de chinelos supostamente masculinos. Vsf! Mulher não pode gostar de Star Wars, é?
No stand das Havaianas, lá na CCXP, eu achei meu número. Aliás, paguei mais barato do que o preço que tinham me informado, porque era infantil. Hahaha! (Eu calço 33-34.)
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Outras fotos
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Uma garota de boas, vestida de Rey, quando de repente encontra seu transporte =D
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Cabia uns 3 defuntos meus dentro desse capacete, hein!
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Não manjo de Max Steel, mas achei bem legal esse cara aí
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Não vi a Evangeline Lilly com meus próprios olhos por motivo de multidão na minha frente + 1,60 m de altura. Mas estiquei os braços e tive ajuda do zoom da câmera
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Aftermath:
Voltei pra casa podre, devo ter perdido peso, rs, por conta das filas e da mochila pesada. Eu tava com medo de ir porque não sabia se ia valer a grana do ingresso, não por causa da qualidade do evento, mas porque eu acho que não sou nerd o suficiente pra “entender” tudo.
Mas no fim valeu! =) Do tempo que eu consegui ficar lá, aproveitei bastante, encontrei amigos queridos, vi as coisas que eu curto.

Ps: com exceção da HQ do meu amigo Hojo, eu saí de lá sem comprar livros! \o/
A Feira da USP que me aguarde…

Veja também:
Café da Manhã Intergaláctico II Café da Manhã Intergaláctico Star Wars – Academia Jedi

[resenha] Um Nerd no Japão

16 de dezembro de 2011 - sexta-feira - 15:54h   ¤   Categoria(s): Almanaques, Literatura estrangeira, Resenhas

Um Nerd no JapãoTítulo: Um Nerd no Japão
Título original: Um Geek En Japón
Autor: Héctor García
País: Espanha
Ano: 2010
Editora: JBC
Tradutor: Bruno Aragaki
Páginas: 154
Sinopse: O autor – e apaixonado declarado pelo Japão – Héctor García conta as suas impressões do país, desde que desembarcou pela primeira vez no aeroporto de Narita, em 2004, para trabalhar na Asahi Kasei, empresa japonesa de tecnologia, desenvolvedora de sistemas de reconhecimento de voz. O resultado é um livro recheado de ilustrações, em cores, acompanhadas de descrições que seguem uma linha do tempo do Japão, começando pela tradição milenar, a origem do idioma e dos ideogramas, passando pelas filosofias xintoísta e budista até o Japão moderno, em que a cultura pop reina e ganha destaque mundial através dos animes e mangás. Além de decifrar alguns códigos de comportamento nipônico e sua cultura, que mescla tradição milenar e tecnologia avançada, ‘Um Nerd no Japão’ mostra o que há nos badalados bairros da capital Tóquio, os passeios culturais e os locais não muito divulgados mas, nem por isso, menos interessantes. Tudo acompanhado de fotos, mapas e indicações de acesso, além de dicas para aqueles que farão um tour pelo país pela primeira vez.
Compre: compare preços

Os valores estéticos dos japoneses são muito diferentes dos nossos. Pouco a pouco, a noção de beleza japonesa foi influenciando o restante do mundo. Por exemplo, o ukiyoe influenciou movimentos ocidentais importantes como o impressionismo e o fauvismo. Nomes de peso, como Frank Lloyd Wright, foram grandes fãs de ukiyoe. Mas não foi só essa vertente japonesa que fascinou o ocidente: gueixas, jardins japoneses, literatura, haikus, bonsais, mangás… o que tudo isso tem em comum? E por que essas coisas fazem tanto sucesso?
Você já percebeu que sentimos uma sensação parecida quando folheamos um livro japonês, descansamos num jardim zen, lemos alguns haikus ou comemos um bom sushi? Diria que são caminhos muito diferentes para atingir o mesmo estado mental.

Avaliação:
A primeira coisa que eu pensei quando abri o livro, ainda numa livraria, antes de comprá-lo, foi: “Nossa, que bonito! Parece ter sido feito com muito carinho!”. Sim, o livro é bem bonito, com muitas fotos, uma diagramação muito bem feita, e em papel brilhante, o que deixa as imagens ainda mais atraentes.
Folheando um pouco mais, ainda antes de comprar, percebi que parecia ser bastante completo e trazer muitas informações sobre a cultura japonesa, apesar de ter poucas páginas.
E agora, tendo lido, posso confirmar: o livro realmente é muito bom!

Trata-se de um overview cultural bastante abrangente, feito por um jovem nerd ocidental (engenheiro espanhol, nascido em 1981), fascinado pelo Japão, que imergiu no dia-a-dia da sociedade japonesa morando e trabalhando em Tokyo.
A impressão que seu livro passa é que ele captou muito bem alguns pontos essenciais da cultura japonesa, tão sutis, tão diferentes e tão difíceis de um ocidental compreender.

O livro aborda uma boa variedade de tópicos, falando sobre a história do Japão, artes e disciplina tradicionais, conceitos-chave, símbolos, cotidiano empresarial, sociedade, mangá, anime, música, cinema, TV etc.

Através dos capítulos, o autor não só explica a origem de alguns famosos elementos culturais como o mangá e o anime, como também desmistifica alguns aspectos que geram muita curiosidade como, por exemplo, por que os japoneses se suicidam tanto, por que as japonesas riem com a mão tampando a boca, por que é um país tão seguro, com gente tão honesta.

O autor também dá dicas de passeios por Tokyo e por outras cidades do Japão, mas é preciso frisar que é um livro sobre a cultura de um país, e não obrigatoriamente um guia de viagem, apesar de o seu conteúdo ser bastante valioso e aproveitável quando você estiver “perdido” no meio desse país de “gente exótica e estranha”, seja a turismo, seja a trabalho.

O livro é recomendável a qualquer público, desde os mais leigos em cultura japonesa até os mais aficionados conhecedores.
Particularmente, sendo eu descendente, gostei bastante porque não é o fato de você ter olhinhos puxados que haverá a garantia de que você saberá tudo sobre a cultura do país de onde seus avós vieram. Fiquei encantada por ter aprendido coisas que nem imaginava e que não poderia nunca esperar que meus ancestrais fossem me ensinar.

Não deixe de visitar também o blog do autor – www.kirainet.com –, considerado uma das referências sobre o Japão na web.
Um Nerd no Japão

Veja também:

[evento] Sessão de autógrafos – Eduardo Spohr

9 de outubro de 2011 - domingo - 21:24h   ¤   Categoria(s): Eventos, Literatura nacional

Hoje de tarde, dia 09/10, teve sessão de autógrafos do Eduardo Spohr em São Paulo. Foi na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na loja da Record.
Autógrafos Eduardo Spohr Autógrafos Eduardo Spohr
A fila vinha da porta da loja, ia por todo o corredor, fazia um U e voltava pelo mesmo caminho. Eu estava bem na curva onde ela retornava.
Autógrafos Eduardo Spohr
Vitrine da loja
Autógrafos Eduardo Spohr
Fila já dentro da loja
Autógrafos Eduardo Spohr
Eduardo Spohr
Autógrafos Eduardo Spohr Autógrafos Eduardo Spohr
Quando estava quase chegando a minha vez, eu percebi que as pessoas batiam um papinho rápido com o Eduardo Spohr enquanto ele autografava. E eu não sabia nem o que falar, hahaha!! Só comentei que havia resenhado A Batalha do Apocalipse aqui no blog.
Ele perguntou qual o nome do blog, pra eu mandar o link, e eu disse que mandava por Twitter pra ele ler.
Achei ele muito simpático, porque ele comentou “Ah, cê tem Twitter?” e, quando eu respondi que ele até já tinha me dado alguns replies, ele ficou olhando pra minha cara pra ver se lembrava de mim, rs.
Autógrafos Eduardo Spohr Autógrafos Eduardo Spohr
Quando eu saí da loja, ainda havia bastante gente…
Autógrafos Eduardo Spohr
E por fim, os 2 livros autografados:
Autógrafos Eduardo Spohr Autógrafos Eduardo Spohr
Adorei ter ido lá!! =)

p.s.: obrigada ao moço que estava na minha frente na fila, que tirou as fotos em que eu apareço.

Veja também:

[resenha] A Batalha do Apocalipse

28 de setembro de 2011 - quarta-feira - 17:22h   ¤   Categoria(s): Aventura / Fantasia, Literatura nacional, Resenhas

A Batalha do ApocalipseTítulo: A Batalha do Apocalipse
Autor: Eduardo Spohr
País: Brasil
Ano: 2010
Editora: Verus
Páginas: 586
Sinopse: “Não há na literatura em língua portuguesa conhecida nada que se pareça com A Batalha do Apocalipse.” – José Louzeiro, escritor e roteirista

Há muitos e muitos anos, tantos quanto o número de estrelas no céu, o paraíso celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o Dia do Juízo Final.

Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas. Único sobrevivente do expurgo, Ablon, o líder dos renegados, é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na Batalha do Armagedon, o embate final entre o céu e o inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro da humanidade.

Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano, das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval, A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana – é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, repleto de lutas heroicas, magia, romance e suspense
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Houve um tempo, muito anterior à aurora do universo, em que o infinito estava dividido em duas províncias, a província das trevas e a província da luz. A escuridão era então governada por uma divindade hedionda, Tehom, a deusa do caos. Essa monstruosidade cósmica era assistida por diversos deuses menores., entre eles Behemot, o Horrendo, com sua lâmina negra, e controlava a maior parte do extenso vazio. Seu opositor era o deus da luz, o resplandecente Yahweh. Em determinada ocasião, Yahweh e Tehom entraram em guerra.

Avaliação:
O título é sedutor, a capa é linda e sombria.
A frase-depoimento na contracapa – “Não há na literatura em língua portuguesa conhecida nada que se pareça com A Batalha do Apocalipse.” – é instigante e prova-se depois como sendo sensata, pois fala de um livro grandioso que corresponde às expectativas de um tema ambicioso.

A história conta a saga do herói Ablon, um anjo que foi expulso do plano celestial e condenado a viver entre os humanos. Mas além dos anjos, fala de Deus, do céu e do inferno, e onde nós estamos no meio de tudo isso. Tem como eixo central o Apocalipse, mas descreve breve e poeticamente a Criação e os tempos iniciais do Universo. Cita Jesus, espíritos ancestrais, entidades da natureza e define a função da alma. Aborda tudo que possa ser religioso, mas em nenhum momento você sente que o livro fala de religião.

As aventuras de Ablon também têm como pano de fundo diversos lugares do mundo, em diversos momentos da nossa História. As descrições dos locais juntamente com o desenrolar da cenas são de encher os olhos e fazer trabalhar a imaginação.

Conforme o tutorial de leitura do próprio Eduardo Spohr orienta, não é um livro para se ler com pressa, de forma atropelada, como se fosse um suspense onde você quer saber logo quem é o assassino. Mas eu também não recomendaria a leitura esporádica ou simultânea com outro livro. Uma coisa que chama bastante atenção na estrutura da história são os inúmeros flashbacks. Ficar uma semana sem ler é quase uma garantia de que você não irá se lembrar de onde estava ou quem era quem.

Nas últimas páginas, após acompanhar todo o caminho percorrido por Ablon, quando eu tinha a certeza de que o final da história seria previsível, o autor me mostrou que eu estava errada, finalizando não só de forma inesperada, mas acrescentando “algo” a mais. E eu fechei o livro com uma sensação de não conseguir nem saber o que perguntar.
Se você já leu e, assim como eu, ficou com a mesma cara de “acho que deixei cair uma peça no meio da estrada”, um outro post do Eduardo Spohr talvez ajude. Rs…
A Batalha do Apocalipse

Veja também: