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[resenha] Jogada Mortal

30 de março de 2012 - sexta-feira - 21:45h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Policial, Resenhas, Suspense / Ação

Jogada MortalTítulo: Jogada Mortal
Título original: Drop Shot
Autor: Harlan Coben
País: EUA
Ano: 1996
Editora: Arqueiro
Tradutor: Fabiano Morais
Páginas: 253
Sinopse: Aos 16 anos, Valerie Simpson já era finalista do Aberto de Tênis da França. Depois de brilhar nos circuitos internacionais do esporte, de repente tudo mudou. A jovem ficou reclusa e deixou de lado as competições de alto nível. Seis anos depois, ela está disposta a retomar a carreira e procura Myron Bolitar para ser seu agente. Para ele – que já agencia Duane Richwood, cotado para vencer seu primeiro Grand Slam -, essa é uma ótima oportunidade. Mas seus planos têm fim quando Valerie é morta e Duane se torna o principal suspeito do assassinato. Apesar de o rapaz estar em quadra na hora do crime, algo parece não se encaixar na história que conta à polícia. Ele garante não conhecer Valerie, mas seu número de telefone estava na agenda da jovem. Insatisfeito com o rumo das investigações policiais, Myron sai em busca da verdade.
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A garota estava caída de cara no chão em frente a uma barraca que servia champanhe a 7,50 dólares a taça. Myron a reconheceu de imediato, mesmo antes de se agachar e virá-la de barriga pra cima. Mas, ao ver o rosto dela, os olhos azuis gélidos encarando-o de volta no último e imutável olhar da morte, seu coração afundou no peito.

Avaliação:
Este é o 2º livro do Harlan Coben que leio, também o 2º com o personagem Myron Bolitar e que também é o 2º na ordem da série de 10 livros com este personagem (o primeiro é Quebra de Confiança). Não acho que seja necessário ler na ordem de publicação original, mas fiz questão de fazer isso. O problema é que o próximo livro da série, Fade Away, não foi lançado no Brasil. Na verdade, dos 10 livros da série de Myron Bolitar, somente os 2 primeiros e os 3 últimos foram lançados aqui.

A história é mais ou menos na mesma linha: uma pessoa é assassinada, há um suspeito, e várias motivações individuais aparentemente isoladas se interligam numa rede que acaba por explicar o todo.
O que eu mais gostei deste livro, e que tive a oportunidade de notar com mais clareza, é a objetividade do enredo. Ele é eficiente, é perspicaz, não despeja no leitor fatos extras inexpressivos ou enrolações desnecessárias. A sensação que se tem é que a trama flui com medidas exatas, num timing preciso: velocidade perfeita, quantidades de informações na dose ideal e liberadas no tempo certo.

É engraçado como também desta vez, eu consegui reparar muito mais nos personagens principais (Myron, Win e Esperanza) e nas suas deliciosas personalidades. Em Quebra de Confiança, eu estava mais atenta somente ao enredo e conhecendo o trio um pouco por osmose. Em Jogada Mortal, eu meio que formei uma agradável e divertida relação leitor-personagem! Você passa a conhecê-los melhor, a gostar mais deles e a delirar com as tiradas ácidas e cheias de sarcasmo. É como se fosse um tempero a mais na leitura, um toque de vida e movimento.

Enfim, aquele clichê mais que ultrapassado, “O livro te prende do começo ao fim”, é uma descrição carregada de sinceridade.
Jogada Mortal

Leia um trecho: aqui

Veja também:

[resenha] Quebra de Confiança

24 de janeiro de 2012 - terça-feira - 16:13h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Policial, Resenhas, Suspense / Ação

Quebra de ConfiançaTítulo: Quebra de Confiança
Título original: Deal Breaker
Autor: Harlan Coben
País: EUA
Ano: 1995
Editora: Arqueiro
Tradutor: Alves Calado
Páginas: 271
Sinopse: Este é um momento importante na carreira de Myron Bolitar. Depois de agenciar alguns atletas pouco conhecidos, ele agora é o empresário de Christian Steele, a maior promessa do futebol americano de todos os tempos. Talentoso, bonito, centrado e carismático, tudo indica que o rapaz também poderá arrematar milhões em contratos de publicidade. Mas, ao mesmo tempo em que vive o auge na carreira, Christian enfrenta um drama na vida pessoal. Um ano e meio atrás, sua noiva, Kathy Culver, desapareceu subitamente e, exceto pelos fortes indícios de que tenha sofrido uma agressão sexual, a polícia não conseguiu descobrir nada sobre sua última noite no campus da Universidade Reston.
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A expressão de Myron não mudou. Tinha conhecido Kathy Culver cinco anos antes, quando ela cursava o segundo ano do ensino médio, e já era uma beldade. Como a irmã, Jessica. Dezoito meses atrás, Kathy havia desaparecido misteriosamente do campus da Universidade Reston. Até hoje ninguém sabia onde ela poderia estar nem o que havia acontecido. A história tivera todos os ingredientes prediletos da mídia: estudante bonita, noiva do astro do futebol americano Christian Steele, irmã da romancista Jessica Culver, e ainda um forte indício de violência sexual como tempero extra. A imprensa não pôde se conter. Atacou a história como esfomeados se lançariam a uma mesa de banquete.

Avaliação:
Christian Steele, o principal atleta do empresário Myron Bolitar está prestes a ser contratado por um grande time de futebol americano, quando de repente recebe pelo correio uma revista pornográfica com uma foto de sua noiva Kathy em um anúncio de disque-sexo. Entretanto, Kathy Culver está desaparecida há 1 ano e meio, num caso não-solucionado pela polícia. Uma das poucas pistas existentes traz suspeitas de que seu desaparecimento esteja associado a um possível estupro.
Três dias antes, Adam Culver, o pai de Kathy, é assassinado durante um latrocínio, conforme conclusões da polícia. Porém, nem Myron nem Jessica, sua ex-namorada e irmã mais velha de Kathy, conseguem aceitar que este crime tenha sido por acaso.
Kathy está viva? Por que uma foto sua apareceu em uma revista pornô? Quem está querendo prejudicar a carreira de Christian? O assassinato do pai de Kathy tem relação com seu desaparecimento? O que aconteceu na noite em que Kathy desapareceu?
Para descobrir a verdade acerca de todas estas perguntas – e muitas outras que surgirão no caminho – Myron, seu melhor amigo Win e Jessica mergulharão de cabeça nesta investigação. Além dos fatos relacionados aos crimes, que outras verdades eles descobrirão?

Já fazia algum tempo que eu não lia um livro assim, que me fizesse atropelar totalmente as palavras durante a leitura, na ânsia de saber o que vai acontecer. A trama é excelente, os acontecimentos são perfeitamente interligados e o autor vai “soltando” as informações dentro de um enredo que praticamente aprisiona o leitor! Fome, sono e vontade de fazer xixi muitas vezes não foram suficientes para me tirar da frente do livro! E quantas vezes tive que retornar ao topo da página para reler tudo, depois de voar apressada por cima das letras? Eu não tenho a prática da leitura dinâmica, mas agia como se tivesse, tamanha era a curiosidade.
Outro ponto que achei interessante foi o tamanho do livro. O autor conseguiu montar uma história de suspense muito bem estruturada em 271 páginas, o que não achei muito, se for comparar com algumas “bíblias” que existem por aí. Talvez isso tenha seu lado bom e seu lado ruim, uma vez que queremos saber logo a solução final de todo o mistério, mas também quando acaba, fica uma sensação de que tudo passou tão rápido.

Enfim, achei este livro perfeito e agora entendo o quão merecedor o autor é de todo esse sucesso.
Quebra de Confiança

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