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[resenha] O Sexo dos Deuses

22 de agosto de 2011 - segunda-feira - 19:11h   ¤   Categoria(s): Literatura nacional, Mitologia, Resenhas

O Sexo dos DeusesTítulo: O Sexo dos Deuses
Autor: Antônio Carlos Olivieri e Christina Von
País: Brasil
Ano: 2003
Editora: Nova Alexandria
Páginas: 143
Sinopse: A Mitologia Grega tem sido mostrada ao longo dos séculos como algo solene, épico, pesado. O único ponto fraco de deuses, semideuses e heróis explorado decentemente até hoje era o famigerado calcanhar de Aquiles. Desafiando a fúria do Olimpo, os mortais Antonio Carlos Olivieri e Cristina Von resolveram escancarar para o mundo as taras e práticas sexuais nada ortodoxas de todos aqueles poderosos fortões de barba branca e suas lindas mulheres de longas cabeleiras. Tudo devidamente documentado por obras artísticas e literárias ao longo dos tempos. O livro revela incestos, ciúmes doentios, adultérios, vinganças diabólicas, transformismo, entre outros. “O sexo dos deuses” não é um livro de sacanagem explícita. É indicado a leitores de todas as idades, que ficarão por dentro da história oficial e de toda a farra que rolava por trás da velha e conhecida Mitologia grega.
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Poligamia, adultério, fetichismo, satiríase, homossexualismo, bestialidade, incesto…
A fulgurante carreira sexual de Zeus – deus que ocupava o topo na hierarquia divina da Grécia antiga – põe no chinelo a performance de qualquer atleta sexual da atualidade, sejam astros do show-biz, jogadores de futebol ou ex-presidentes norte-americanos.
O deus grego era insaciável e, sendo um deus, não conhecia limites. De fato, o supremo mandatário do monte Olimpo, se não pensava só naquilo, àquilo dedicava grande parte de suas inesgotáveis energias.

Avaliação:
Sem papas na língua, este livro trata do tão adorado tema da Mitologia Grega de um ponto de vista totalmente não-convencional: o do sexo. Fatos e aspectos sexuais dos deuses, semideuses e heróis são abordados de tal maneira que faria um simples par de chifres parecer brincadeira de criança.

O livro é dividido em 3 partes. A primeira conta sobre as centenas de aventuras de nada mais do que Zeus, o maioral do Monte Olimpo: fala sobre suas esposas, amantes, casos passageiros e os filhos, frutos de seus relacionamentos. A segunda parte é dedicada a Afrodite, a deusa do amor e da beleza, e tudo que seu estonteante poder de sedução causou, tanto a deuses quanto a pobres mortais. A terceira parte destaca os feitos dos heróis como Teseu e Hércules, e outras bagunças mais.

Eu achei o livro bastante interessante por se tratar de uma opção diferente para quem gosta de Mitologia Grega e deseja ler algo mais divertido e leve. Talvez o livro não agrade aos amantes mais ferrenhos e conservadores, por causa da linguagem utilizada, que pode passar às vezes uma impressão de futilidade e falta de cuidado com o assunto.
O Sexo dos Deuses

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[resenha] A Garota da Capa Vermelha

26 de julho de 2011 - terça-feira - 20:01h   ¤   Categoria(s): Literatura estrangeira, Resenhas, Terror / Sobrenatural

A Garota da Capa VermelhaTítulo: A Garota da Capa Vermelha
Título original: Red Riding Hood
Autor: Sarah Blakley-Cartwright, baseado no roteiro escrito por David Leslie Johnson
País: EUA
Ano: 2011
Editora: iD
Tradutores: Lígia Arata Guimarães Barros e Paulo Afonso
Páginas: 339
Sinopse: O corpo de uma garota é descoberto em um campo de trigo. Em sua carne mutilada, marcas de garras. Quando Valerie descobre que sua irmã foi assassinada pela lendária criatura, ela acaba mergulhando de forma irreversível em um grande mistério que vem amaldiçoando sua aldeia por gerações. A revelação vem com Father Solomon – o Lobo que está entre eles – o que torna qualquer pessoa do vilarejo suspeita. Estaria Peter, sua paixão secreta desde a infância, envolvido nos ataques? Ou seria Henry, seu noivo, o Lobisomem que assola as redondezas? Enquanto todos estão à caça da besta, Valerie recorre à Avó em busca de ajuda, que dá à neta uma capa vermelha feita à mão e a orienta através da rede de mentiras, intrigas e decepções que vem controlando o vilarejo por muito tempo.
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Bleim.
Bleim.
Bleim.
O terceiro toque dos sinos da igreja pairava no ar, e tudo ficou imóvel. Alguém na aldeia havia morrido. Valerie gelou.
Bleim.
Um quarto toque rompeu o silêncio. O mundo se abriu, expondo o interior cru.
Valerie e Peter entreolharam-se confusos; em seguida, caíram em si horrorizados.
O quarto toque significava apenas uma coisa: ataque do Lobo.

Avaliação:
Ao contrário do que comumente acontece, este é um livro que foi escrito baseado no roteiro do filme de mesmo nome. Percebendo que a complexidade dos personagens e as suas histórias pessoais não caberiam na trama em tela, a diretora Catherine Hardwicke desejou criar um romance e contou com a amiga Sarah Blakley-Cartwright, autora da versão em livro.

A história em si é interessante, apesar de ser contada de maneira simples. Paixões e dramas adolescentes acontecendo dentro de um vilarejo da Idade Média que vive amedrontado pelo terror de uma lenda são uma combinação bastante atraente para servir como base do enredo de mistério. Os personagens também são, sim, relativamente trabalhados de uma forma que não poderia se esperar em um filme. Eu só deduraria o exagero da sinopse e do prefácio quando falam de “redes de mentiras” e “laços que se esfacelam”, referindo-se à micro-sociedade do vilarejo. Não chega a tanto assim.
A Garota da Capa VermelhaLogo depois de terminar de ler o livro, quis assistir ao filme. Estava com boas expectativas, justamente por se tratar de livro baseado em filme. Imaginava que seriam bem parecidos, até nos diálogos, e também imaginava quais detalhes seriam omitidos pela “falta de espaço”. Mas infelizmente, me decepcionei bastante.

O filme tem um ritmo apressado, que acaba causando uma sensação de superficialidade e falta de cuidado com a história e com os relacionamentos entre os personagens. A impressão que passa é que a diretora quis um romance escrito para tentar “consertar” a mediocridade do seu filme.

Um ponto interessante foi a jogada de marketing feita no final do livro (e não vou falar muito para não ser spoiler). Como eu o li bem depois da estreia do filme, acabei não sofrendo de ansiedade, rs.

Trailer do filme:

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